quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

UM ANO NOVO PAI D'ÉGUA

Olha aí meu mais novo vídeo desse poema do meu Livro MENESTREL - O CONTADOR DE HISTÓRIAS.

PARA TODOS UM ANO NOVO PAI D'ÉGUA!!!


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Leonardo Boff: Os sonhos do homem branco...

Leonardo Boff: Os sonhos do homem branco...

por Leonardo Boff
A crise econômico-financeira que está afligindo grande parte das economias mundiais criou a possibilidade de os muito ricos ficarem tão ricos como jamais na história do capitalismo, logicamente à custa da desgraça de países inteiros como a Grécia, a Espanha e outros, e de modo geral toda a Zona do Euro, talvez com uma pequena exceção, a Alemanha. Ladislau Dowbor (http://dowbor.org), professor de economia da PUC-SP, resumiu um estudo do famoso Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica (ETH), que por credibilidade concorre com as pesquisas do MIT de Harvard. Neste estudo se mostra como funciona a rede do poder corporativo mundial, constituída por 737 atores principais que controlam os principais fluxos financeiros do mundo, especialmente ligados aos grandes bancos e outras imensas corporações multinacionais. Para esses, a atual crise é uma incomparável oportunidade de realizaram o sonho maior do capital: acumular de forma cada vez maior e de maneira concentrada.
O capitalismo realizou agora o seu sonho, possivelmente o derradeiro, de sua já longa história. Atingiu o teto extremo. E depois do teto? Ninguém sabe. Mas podemos imaginar que a resposta nos virá, não de outros modelos de produção e consumo mas da própria Mãe Terra, de Gaia, que, finita, não suporta mais um sonho infinito. Ela está dando claros sinais antecipatórios, que, no dizer do Prêmio Nobel de Medicina Christian de Duve (veja o livro Poeira vital: A vida com imperativo cósmico, 1997), são semelhantes àqueles que antecederam as grandes dizimações ocorridas na já longa história da vida na Terra (3,8 milhões de anos). Precisamos estar atentos, pois os eventos extremos que já vivenciamos nos apontam para eventuais catástrofes ecológico-sociais ainda na nossa geração.
O pior disso tudo é que nem os políticos nem grande parte da comunidade científica e mesmo da população se dá conta dessa perigosa realidade. Ela é tergiversada ou ocultada, pois é demasiadamente antissistêmica. Obrigar-nos-ia a mudar, coisa que poucos almejam. Bem dizia Antonio Donato Nobre num estudo recentíssimo (2014) sobre O futuro climático da Amazônia: ”A agricultura consciente, se soubesse o que a comunidade científica sabe (as grande secas que virão), estaria na rua, com cartazes, exigindo do governo proteção das florestas e plantando árvores em sua propriedade”.
Falta-nos um sonho maior que galvanize as pessoas para salvar a vida no Planeta e garantir o futuro da espécie humana. Morrem as ideologias. Envelhecem as filosofias. Mas os grandes sonhos permanecem. São eles que nos guiam através de novas visões e nos estimulam para gestar novas relações sociais, para com a natureza e a Mãe Terra.
Agora entendemos a pertinência das palavras do cacique pele-vermelha Seattle dirigidas ao governador Stevens, do estado de Washington em 1856, quando este forçou a venda das terras indígenas aos colonizadores europeus. O cacique não entendia por que se pretendia comprar a terra. Pode-se comprar ou vender a aragem, o verdor das plantas, a limpidez da água cristalina e o esplendor das paisagens? Para ele, tudo isso é terra, e não o solo como meio de produção.
Neste contexto reflete que os peles-vermelhas compreenderiam o porquê e a civilização dos brancos “se conhecessem os sonhos do homem branco, se soubessem quais as esperanças que esse transmite a seus filhos e filhas nas longas noites de inverno, e quais as visões de futuro que oferece para o dia de amanhã”.
Qual é o sonho dominante de nosso paradigma civilizatório que colocou o mercado e a mercadoria como o eixo estruturador de toda a vida social? É a posse de bens materiais, a acumulação financeira maior possível e o desfrute mais intenso que pudermos de tudo o que a natureza e a cultura nos podem oferecer até à saciedade. É o triunfo do materialismo refinado que coopta até o espiritual, feito mercadoria com a enganosa literatura de autoajuda, cheia de mil fórmulas para sermos felizes, construída com cacos de psicologia, de nova cosmologia, de religião oriental, de mensagens cristãs e de esoterismo. É enganação para criar a ilusão da felicidade fácil.
Mesmo assim, por todas as partes surgem grupos portadores de nova reverência para com a Terra. Inauguram comportamentos alternativos, elaboram novos sonhos de um acordo de amizade com a natureza e creem que o caos presente não é só caótico mas generativo de um novo paradigma de civilização, que eu chamaria de civilização de religação, sintonizada com a lei mais fundamental da vida e do universo, que é a panrelacionalidade, a sinergia e a complementariedade.
Então teríamos feito a grande travessia para o realmente humano, amigo da vida e aberto ao Mistério de todas as coisas. Ou mudamos, ou seguiremos por um triste caminho sem retorno.
FONTE: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/11/leonardo-boff-os-sonhos-homem-branco.html

MINHA ORAÇÃO DE MENINO

Senhor Deus,
livrai-me da tentação de abandonar minhas santas meninices!

Que eu nunca perca a inocência que trago no meu olhar menino
e que para sempre tenha o espanto do encantamento
em cada coisa que eu veja com meu olhar de menino;
em cada som que ouça com meus ouvidos de menino;
em cada sabor que prove com minha língua de menino;
em cada toque que tateie, minhas mãos de menino;
em cada palavra dita ou cantada com minha boca de menino.

Senhor, fazei com que os meus sonhos permaneçam estes sonhos da infância e que minha imaginação seja fértil em entender os mistérios da vida que somente os meninos entendem.

E que eu permaneça percebendo este mundo como o Reino dos Céus que somente os que se assemelham aos meninos percebem!

Senhor Deus, que o ano 2015 seja o ano das meninices santas que produzem a Paz, a Alegria e a Felicidade!

Amém!
(Merlânio Maia)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

INIMIGO OCULTO


José Martí já dizia:
É triste não ter amigos
Porém é mais triste ainda
Quem nunca teve inimigos
Aqueles que não os tem
Nada construíram além
Nem nunca fizeram o bem
Não são joios, nem são trigos!

O inimigo declarado
Me produz grande respeito
É verdadeiro e direto
E age claro do seu jeito
Mas aquele falso amigo
Representa tal perigo
É o mais torpe inimigo
Causa-me asco o sujeito!
(Merlânio Maia)

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FILTRO DE BARRO


FILTRO DE BARRO
Merlânio Maia

Quem foi de ti o inventor,
Meu nobre Filtro de Barro?
Foi cientista, foi doutor?
Quem inventou este jarro,
Que o filtro aproveitou
E a solução encontrou
Mudando o nosso destino
Nos dando a água mais pura?
Esta nobre criatura
Filho da nossa cultura:
É o Artesão Nordestino!!!


FELIZ NATAL


FELIZ NATAL, MEUS AMIGOS!

Que JESUS seja cultuado em sua VIDA, pelo AMOR, pois só o AMOR traz as PROMESSAS do PERDÃO que produz a PAZ!

Que este AMOR, não seja somente da boca pra fora, mas do mais entranhado FEIXE DE LUZ que houver na sua ALMA!

Que rompam-se as comportas das mágoas, das raivas, das reclamações descabidas e das antipatias sem graça e escoem-se pelos ralos e esgotos e que haja GRATIDÃO!

Para que assim, que a ESPERANÇA do verbo ESPERANÇAR, chegue ao seu LAR e à sua VIDA, produzindo a FELICIDADE que todos almejamos!

São os votos de Merlânio Maia e família!

(Foto: Rádio Portal da Luz)

PROPOSTA DE REFLEXÃO PROFUNDA ANTE O NATAL

Por Merlânio Maia em 24.12.2014

É hoje o Natal! E lá vem Jesus como proposta de reflexão profunda, contudo a verdade é que esta reflexão é exclusiva de uma bem pequenina parte da humanidade.

A Saga do Jesus-menino ou Deus-menino com se convencionou, pode ser uma joia de altíssimo significado para os que assim a recebem.

Todavia, não é este Jesus que interessa à imensa parcela da humanidade. O Jesus que interessa é o Jesus multiuso para causas materiais impossíveis!

Jesus apresenta-se de mil formas e todos os dias. Jesus redentor, príncipe da paz, o salvador, o mestre professor e tantos outros com adjetivação de conformidade com a situação de cada indivíduo.

Para o vulgo, o Jesus curandeiro é o mais explorado, o Jesus milagreiro!

E não seria diferente, visto que a humanidade viciou-se num imediatismo doentio, fruto do consumismo capitalista fast food de soluções rápidas e descartáveis.

Os templos modernos evocam o Jesus milagreiro e o colocam na prateleira como produto de consumo para uma massa desconectada da realidade espiritual.

E os "milagres" se sucedem produzidos conforme a necessidade do cliente, ou do vendedor de jesuses.

Sangue de Cristo tem poder! Repetem como mantra em todos os segundos. O homem embriagado declama na direção do carro, o sonegador de impostos evoca no caminhão repleto de mercadorias, fruto do crime de sonegação, o ladrão recita na emboscada, o cônjuge a diz antes da traição, o aluno irresponsável firma o pensamento antes da prova.

Independentemente da intenção do ato, seja ético ou não, este mantra é repetido, para que Jesus proteja e ajude o sicário e o criminoso em seu ato de lesar o semelhante.

Nas casas, é bem este Jesus que interessa, pois diante das causas impossíveis, fruto dos egoísmos e orgulhos e vaidades, este Jesus-para-todas-as-coisas é um produto multiuso de ação rápida, fácil e eficaz, feito especificamente para satisfazer e, logo depois, descartar.

Qual a lógica disto?

Simples! Diante da dificuldade de se viver uma vida ética, simples e verdadeira, que salvaria o mundo do mal e da destruição, o Ego fala mais alto e Jesus se torna um empecilho para o consumismo doentio e o lucro fácil. Então se convencionou que Jesus seria um boneco de pano, como Papai Noel, para dominação dos povos. E as religiões cristãs são os "Cavalos de Tróia" detentoras da santidade por fora e da morte por dentro.

Mas toda sociedade aceitou esta conveniência do mal!

Há um complô coletivo de esquecimento proposital da mensagem que Jesus trouxe ao mundo e pela qual, o Mestre, deu sua própria vida como endosso da importância destes ensinamentos.

E várias vezes reforçava: "Se me amais, fazei o que vos digo!" "Sereis meus amigos se fizeres o que vos falo!" "Passarão céus e Terra, mas minhas palavras não passarão!"

Agora, a reflexão se faz posta à mesa! Na ausência do afeto os males se sucedem!

A violência toma conta das ruas; as doenças psicológicas são peste em todos os lares; o mundo à beira de um colapso; as pessoas sem rumo são ricas em haveres e miseráveis espirituais e morais; chegamos na bifurcação do caminho: ou Jesus da ilusão material dantesco em suas consequências, ou Jesus da ética do amor e do perdão!

O Jesus da ilusão, se depara agora, com o Jesus da consciência desperta. E qual é o que está nascendo para você neste seu Natal?

(O autor é produtor cultural, poeta popular paraibano, cantador e pensador das lógicas nordestinenses) Contato: merlanio@gmail.com

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

OS DE ÉTICA IMORAL

OS DE ÉTICA IMORAL
Merlânio Maia

Ouvi a verborragia
Viscosa dos infelizes
Evocando uma moral
Que lhes falta e seguem crises
Esses que a cada manhã
Usam negra alma vilã
Corruptos no seu viver
Satânicos do cotidiano
Espectros de ser humano
Ansiando o pleno poder

Quem são? Gritam obsessos,
Quais os fautores do mal?
E aponto a alma de um povo
Cuja ética é imoral
Na ânsia de se dar bem
Tais duendes são também
Muitos que infestam praças
E apontando o mal alheio
Esquecem no devaneio
Seu espírito de trapaças!
(Merlânio Maia)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

OS DOIS JESUS

OS DOIS JESUS
Merlânio Maia

Será que Jesus nasceu
Na manjedoura do peito
Que chamamos coração?
Ou é apenas sujeito
Da fanática adoração
Que justifica a ação
Da distância do Amor
Ritual de torpe altar
Só para justificar
Um sofisma salvador?

Jesus é apenas o ídolo
Inerte e silenciado?
Ou sua mensagem é o norte
Mais seguro a ser buscado?!
É o tal Cristo distante
Que limpa o pecado diante
De expressões faciais
Teatralmente cumprida?
Ou sua mensagem é vida
Que provoca ações de Paz?

Dois mil anos se passaram
E pelos povos cristãos
Jesus é sempre abusado
Em atos vis dos irmãos
Uns vendem sua memória
Outros abusam da glória
De prendê-lo ao financeiro
Evocam seu nome santo
E há leilões em todo canto
Não só por trinta dinheiros!!!

Seu nome vale pra os ricos
Ficarem milionários
Tudo que ele condenou
Distorcem os tais sicários
Aos pobres e às viúvas
Jogam as cascas das uvas
Extorquem o óbolo e o riso
Sua palavra é insana
Vestem-na em ouro e grana
E matam se for preciso

Enquanto Jesus tão simples
Que exala Perdão e Amor,
Da manjedoura e da gruta
Mestre, símbolo redentor
De humildade e inclusão
Há um outro Jesu$ cifrão
Que vende a alma ao consumo
Que fanático faz a guerra
Que grita, esbraveja e berra
Para que a Paz vire fumo!

É o Jesus do capital
Qual Midas da maldição
Toca e tudo vira morte
Basta que ele ponha a mão
E é bem este o cultuado
Pela mídia é entronado
Gerando dor e violência
Cria as pestes mais modernas
Que faz dos lares cavernas
De vício, morte e demência!

Quando é que a humanidade
Se livrará desse mal
E beberá nas verdades
Do Amor Universal?
Quando nascerá o conceito
Da manjedoura no peito
Do Jesus de amor fraterno,
Da inclusão, da alteridade,
Do Evangelho da verdade,
Jesus simples, Mestre Eterno?!



sábado, 20 de dezembro de 2014

RECADO

RECADO
Merlânio Maia

Se você cair do galho
Eu não vou mais segurar
Nem me agacho e nem me bulo
Eu nem vou me aboletar
Cada um faz sua escolha
Fique dentro dessa bolha
Não tenho tempo nem gosto
Eu vou é me aconselhar
Na água que corre pro mar
O teu sol já nasce posto!

Quem me perde perde muito
Que é de águia o meu olhar
Tua malandragem é burra
Não vê o tempo passar
Que serão teus amanhãs?
Só de lembranças malsãs?
A solidão já rodeia
Como a tantos rodeou
O teu relógio parou
Onde o idiota vagueia!

Segue a rota rota e triste
Dos que pensam egoísmos
Quem você é não resiste
A verdade dos abismos
Não trago ódio nem mágoas,
Pois navego noutras águas,
Noutro tempo, noutro mundo,
Lá onde o afeto afeta
Sou viajor, sou poeta,
Da Luz eu sou oriundo!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

OS DOIS LADOS por Luiz Fernando Veríssimo

Luiz Fernando Veríssimo e seu artigo corajoso e correto, sobre a blasfêmia doentia dos militarescos contra o relatório da Comissão da Verdade da Ditadura Militar!

Os dois lados
Luiz Fernando Veríssimo

Não aceitar a diferença entre a violência clandestina de contestação a um regime ilegítimo e a violência que arrasta toda a nação para os porões da tortura é desonesto

Na reação ao relatório da Comissão da Verdade sobre as vítimas da ditadura, afirma-se que, para ser justo, ele deveria ter incluído o outro lado, o das vítimas da ação armada contra a ditadura.

Invoca-se uma simetria que não existe. Nenhum dos mortos de um lado está em sepultura ignorada como tantos mortos do outro lado.

Os meios de repressão de um lado eram tão mais fortes do que os meios de resistência do outro que o resultado só poderia ser uma chacina como a que houve no Araguaia, uma estranha batalha que — ao contrário da batalha de Itararé — houve, mas não deixou vestígio ou registro, nem prisioneiros.

A contabilidade tétrica que se quer fazer agora — meus mortos contra os teus mortos — é um insulto a todas as vítimas daquele triste período, de ambos os lados.

Mas a principal diferença entre um lado e outro é que os crimes de um lado, justificados ou não, foram de uma sublevação contra o regime, e os crimes do outro lado foram do regime.

Foram crimes do Estado brasileiro. Agentes públicos, pagos por mim e por você, torturaram e mataram dentro de prédios públicos pagos por nós. E, enquanto a aberração que levou a tortura e outros excessos da repressão não for reconhecida, tudo o que aconteceu nos porões da ditadura continua a ter a nossa cumplicidade tácita.

Não aceitar a diferença entre a violência clandestina de contestação a um regime ilegítimo e a violência que arrasta toda a nação para os porões da tortura é desonesto.

O senador John McCain é um republicano “moderado”, o que, hoje, significa dizer que ainda não sucumbiu à direita maluca do seu partido.

Foi o único republicano do Congresso americano a defender a publicação do relatório sobre a tortura praticada pela CIA, que saiu quase ao mesmo tempo do relatório da nossa Comissão da Verdade.

McCain, que foi prisioneiro torturado no Vietnã, disse simplesmente que uma nação precisa saber o que é feito em seu nome.

O relatório da Comissão da Verdade, como o relatório sobre os métodos até então secretos da CIA, é um informe à nação sobre o que foi feito em seu nome. Há quem aplauda o que foi feito. Há até quem quer que volte a ser feito. São pessoas que não se comovem com os mortos, nem de um lado nem do outro. Paciência.

Enquanto perdurar o silêncio dos militares, perdura a aberração. E você eu não sei, mas eu não quero mais ser cúmplice.


domingo, 30 de novembro de 2014

POEMA DECLAMADO NO PROGRAMA DE 30.11.2014

POEMA DECLAMADO NO PROGRAMA DE 30.11.2014

QUADRO CURA PELAS PLANTAS

A CURA DAS HEMORRÓIDAS

Se você tem hemorróidas
Tem enfermidade ruim
E quando a danada sangra
Produz anemia assim
Se ela for de botão
Estufa e vira no cão
Tira o conforto e a paz
Você chora, você geme
E quanto mais se espreme
Mais o botão desce mais!

A pessoa fica anêmica
Perde o viço e a vontade
Por isto o Vento Nordeste
Toma espaço e liberdade
E busca em nossa cultura
Um alívio, uma cura
Para aliviar seu mal
E a hemorroida sarar
Por isso pode anotar
Que logo, logo alivia!

Fique em resguardo profundo
Melhor nem sair de casa
Busque CASTANHA DA ÍNDIA
Que a cura não se atrasa
É uma milagrosa planta
Desinflama e a força é tanta
Pois é um vaso constritor
Junte a casca e a semente
Coloque em água fervente
Que esse caldo tem valor

Espere esfriar um pouco
Mas beba ele ainda quente
A ação anti-inflamatória
Vai curando o paciente
Duas vezes tome ao dia
É um chá que alivia
E curando ateus e judeus
Essa plantinha é tão forte
Que vencem até a morte
Na natureza de Deus

Depois de você beber
Faça banho de acento
Mantenha as partes bem limpas
E deixe enxugar ao vento
Que você logo verá
A anemia aliviar
Até que nada mais reste
A hemorroida terá fim
E você dirá assim:
Curei com o Vento Nordeste!!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cientistas provam que existiu uma supercivilização na Terra antes da Humanidade

Meu povo,

Segue um post importante para a comprovação de que existem civilizações mais evoluídas que nós que já passaram aqui há 250 milhões de anos. Segue post:

Cientistas provam que existiu uma supercivilização na Terra antes da Humanidade

Foto: mirnov.ru

Os cientistas russos fizeram uma declaração sensacional: existiu na Terra uma civilização superdesenvolvida antes do aparecimento do homem na Terra.

Os investigadores das regiões de Rostov e de Krasnodar chegaram a essa conclusão depois de uma descoberta única feita por um habitante da cidade de Labinsk. Quando pescava, Viktor Morozov descobriu uma pedra desconhecida, no interior da qual se encontrava um microchip, informa o jornal Mir Novostei.

Depois de analisar o “artefato” encontrado, os especialistas concluíram que ele pertenceu a uma civilização mais desenvolvida do que a humana, que viveu na Terra antes de nós.

A descoberta única conservou-se desde tempos antigos por ter estado “mergulhada” na pedra, explicam os cientistas.

Na véspera, no laboratório do Instituto Politécnico de Novocherkassk, região de Rostov, foi realizado, com os esforços da cadeira de geologia, um estudo para determinar a idade da descoberta. Constatou-se que a pedra anormal tem cerca de 250 milhões de anos. Este fato é uma prova da existência na Terra de uma civilização ultradesenvolvida muito antes do aparecimento do homem antigo. Provavelmente, nós só num futuro longínquo possamos atingir o nível de tecnologia por ele alcançado.

FONTE: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_11_24/Cientistas-provam-que-existiu-uma-superciviliza-o-na-Terra-antes-da-Humanidade-8111/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

19 DE NOVEMBRO DIA DO POETA CORDELISTA



VIVA LEANDRO GOMES DE BARROS!!!

CRÔNICA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Leandro, o poeta

(por Carlos Drummond de Andrade) (Jornal do Brasil, 9 de setembro de 1976)

 

”Em 1913, certamente mal informados, 39 escritores, num total de 173, elegeram por maioria relativa Olavo Bilac príncipe dos poetas brasileiros. 

Atribuo o resultado a má informação porque o título, a ser concedido, só podia caber a Leandro Gomes de Barros, nome desconhecido no Rio de Janeiro, local da eleição promovida pela revista Fon-Fon, mas vastamente popular no Norte do país, onde suas obras alcançaram divulgação jamais sonhada pelo autor de Ouvir Estrelas. 

E aqui desfaço a perplexidade que algum leitor não familiarizado com o assunto estará sentindo ao ver defrontados os nomes de Olavo Bilac e Leandro Gomes de Barros. 

Um é poeta erudito, produto de cultura urbana e burguesia média; o outro, planta sertaneja vicejando à margem do cangaço , da seca e da pobreza. Aquele tinha livros admirados nas rodas sociais, e os salões o recebiam com flores. Este espalhava seus versos em folhetos de cordel, de papel ordinário, com xilogravuras toscas, vendidos nas feiras a um público de alpercatas ou de pé no chão. E conclui a propósito de Leandro: 

Não foi príncipe de poetas do asfalto, mas foi, no julgamento do povo, rei da poesia do sertão, e do Brasil em estado puro”.



VIVA O DIA DO CORDELISTA!!!

Leandro Gomes de Barros, paraibano nascido em 19/11/1865, na Fazenda da Melancia, no Município de Pombal, é considerado o rei dos poetas populares do seu tempo.

Em sua homenagem, hoje é o Dia do Cordelista.

Foi um dos poucos poetas populares a viver unicamente de suas histórias rimadas, que foram centenas. Leandro versejou sobre todos os temas, sempre com muito senso de humor. Começou a escrever seus folhetos em 1889.

Na crônica intitulada Leandro, O Poeta, publicada no Jornal do Brasil em 9 de setembro de 1976, Carlos Drummond de Andrade o chamou de "Príncipe dos Poetas" e assinala:

"Não foi príncipe dos poetas do asfalto, mas foi, no julgamento do povo, rei da poesia do sertão, e do Brasil em estado puro".

Enciclopédia Nordeste: Biografia de Leandro Gomes de Barros - http://goo.gl/CENy4n

MEU SERTÃO E A INVERNIA

No Sertão quando a chuva faz carreira
E se joga da nuvem que a segura
Faz o cinza pintar-se de verdura
E o riacho molhar a ribanceira
Sapo canta, a formiga cortadeira,
Vai viver de fartura todo dia
Passarada faz festa e algaravia
Gado engorda, rio enche que intimida,
Nada tem mais beleza nessa vida
Que o Sertão quando vem a invernia!
(Merlânio Maia)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

ENGULA O SEU PRECONCEITO


ENGULA O SEU PRECONCEITO

É sempre bacana poder fazer a reflexão sobre o preconceito.

O simples fato de se achar branco num país de miscigenação secular já denota seu preconceito! Ninguém aqui é branco! Ora bolas!

Deixemos a hipocrisia e assumamos que todos somos miscigenados e isto nada tem de errado. É lindo!


Além disso, é o futuro da raça humana e neste quesito o Brasil saiu na frente!

Engula o seu preconceito e deixe que ele seja eliminado pelos intestinos!
(Merlânio Maia)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

UMA QUESTÃO DE VALORES

UMA QUESTÃO DE VALORES
Merlânio Maia

Daquele Sertão de outrora
Pro de hoje há uma distância...
Hoje se vive na ânsia
De consumir pra viver
O consumismo é danoso
Se consume o tempo inteiro
Elegeu-se o Deus dinheiro
Pra adorar até morrer

Começa na própria infância
A criança pequenina
Nasce com a mesquinha sina
A mãe não vai lhe criar
Quem cria? A televisão!
Que adestra a promissora
Pequena consumidora
Pra consumir sem parar

Aqui é a frauda tal
Que prende o mijo daqui
Destrói o mundo! E daí?
Pra comer? Tem a papinha
Criada em laboratório
Sopa com gosto anormal
Doce nada natural
Que a vida, vale nadinha!

E tome mais propaganda
Na cabeça da criança
É a boneca de trança
O robô da sensação
A música erotizada
A dancinha da bundinha
E a criança coitadinha
Com alergia e depressão!

No meu sertão o menino
Tinha a mãe como conceito
Pequenino era no peito
Leite forte com carinho
Depois tinha rapadura
Angu para seu deleite
Queijo no cuscuz com leite
Buchada, feijão, farinha!

Mesmo pegando bexiga
Dordói, sarampo e cobreiro,
Bucho inchado e até faxeiro,
E ferida infectada
O remédio do menino
Era leite de jumenta,
Cabacinha pelas venta
E ele ligeiro curava

Fica jovem tem Shopping
O Paraíso encantado
E o consumo exagerado
Faz dele um consumidor
Roupa de grife bem cara,
O tênis, boné de marca,
E a juventude embarca
Num rumo destruidor

Seus valores são os tablets
Ipad, Iphone e Ipod
Quem não pode se sacode
Ou é um nada sem valor
O capitalismo inventa
Os seus valores modernos
Mas são estes os infernos
De suicídio e desamor

A juventude tem tribos
Very wel e birinigth
Se encontra sempre no site
Tem a droga como seita
Mata e morre pelo crack
Faz o bullying na escola,
Leva droga na sacola
Sem isso não é aceita

Lá no Sertão do meu tempo
A juventude era forte
Trabalhar era um esporte
Estudava ali sem choro
Se divertia em xamego,
Jogava bola, pescava,
Banho de açude tomava
E depois tinha o namoro

Família de hoje em dia
Sucumbiu sem seus valores
E o mundo se enche de dores
De violência e de dor
Não há mais tranquilidade
Nem nas ruas, nem no lar
Que o mal irá penetrar
Seu tentáculo destruidor

A nossa sociedade
Adoeceu no consumismo
O cruel capitalismo
Tira o valor e a razão
A Ética e a moral se acabam
Na falta de humanidade
Pois o valor de verdade
Reside no coração

A cura do mal do século
Está no afeto primeiro
No cuidado verdadeiro
No carinho redentor
No lar quente e primoroso
Na alegria coletiva
Na Arte que mantém viva
A chama pura do amor!

sábado, 15 de novembro de 2014

QUANDO A GRANDE TRIBULAÇÃO CHEGAR A TERRA TERÁ ENFIM SEU MERECIDO DESCANSO

QUANDO A GRANDE TRIBULAÇÃO CHEGAR A TERRA TERÁ ENFIM SEU MERECIDO DESCANSO

21/03/2014

Achamos muito oportunas as reflexões deste autor que trabalha a ecologia com pequenos produtores rurais junto ao rio Surui, na Baixada Fluminense. Eis seu texto:
“Ninguém sabe ao certo o dia e hora. É que já estamos no meio dela, sem notarmos. Mas que está vindo, está, cada vez com mais intensidade e nitidez. Quando acontecer a grande virada, tudo vai parecer como se fosse de surpresa.

Embora haja dados seguros que apontam a inevitabilidade das mudanças globais devidas ao clima, com conseqüências que os cientistas tentam adivinhar, mas que seguramente serão para o pior, os interesses econômicos das grandes nações e a falta de visão a longo termo de seus líderes, não lhes permitem tomar as medidas necessárias para mitigar os efeitos e adaptar seu modo de vida ao estado febril da Terra.

Poderíamos imaginar um cenário plausível em que furacões varrerão regiões inteiras. Ondas gigantescas engolirão cidades e civilizações, indo morrer aos pés das montanhas. Secas prolongadas farão com que se troquem todas as riquezas por um simples copo de água suja. O calor e o frio extremos farão lembrar com saudades das histórias das avós que falavam das brisas da tarde e do aconchego de uma lareira no inverno, sempre previsível, e dos frutos amadurecidos ao calor de um sol de verão benfazejo. Comer-se-á só para sobreviver, sempre pouco e de gosto duvidoso.

Mas tudo isto ainda não será o pior. A mãe, de tão fraca, não conseguirá enterrar a filha e o neto matará o avô por causa de uma côdea de pão. O cão e o gato, amigos do homem, serão buscados por toda a parte como última possibilidade de matar a fome. Os vivos invejarão os mortos e não haverá quem chore a morte de crianças. A fome chegará a tal ponto que, como na Jerusalém sitiada, os famintos aguardarão a próxima vítima da morte para disputar-lhe a carne esfiapada.

“O país ficará devastado e as cidades se tornarão escombros. Todo o tempo em que ficar devastada, a Terra descansará pelos sábados que não descansou quando nela habitáveis” (Lev. 26,33-35).

Mas será o fim de toda a biosfera? Não. Por causa dos justos e sensatos, Deus abreviará esses dias e não dizimará toda a vida sobre a Terra, mantendo a promessa que fizera a nosso pai Noé. Mas é necessário que o ser humano passe por essa tribulação para acordar do seu egocentrismo e reconhecer em definitivo que ele é parte da comunidade da vida e o principal guardador dela.

Que fazer para nos prepararmos para esses tempos? Primeiramente, reconhecer que já vivemos neles. Hoje já não sabemos quando virá a primavera ou outono.

Já não contamos com os meses de frio e calor. Já não sabemos reconhecer quando fará chuva ou sol.

Depois, importa ficar quieto, vigiando e observando os sinais que indicam a aceleração dos processos de mudança. E sobretudo, é imprescindível converter-se, mudar de hábitos de vida, uma mudança profunda, pessoal e definitiva. Só então estaríamos em condições morais de pedir aos outros que façam o mesmo. Mas como no tempo dos profetas, poucos ouvirão, alguns escarnecerão e a maioria se manterá indiferente e se permitindo toda sorte de liberdades como no tempo de Noé.

Deveríamos ainda voltar às raízes, recomeçar, como tantas vezes já fez a humanidade arrependida, reconhecendo que somos apenas criaturas e não Criador, que somos companheiros e não senhores da natureza; que para nossa felicidade é indispensável nos submeter às grandes leis da vida e ouvir com atenção a voz de nossa consciência. Se obedecermos a essas leis maiores, colheremos os frutos da Terra e a alegria da alma. Se desobedecermos a elas, herdaremos uma civilização como essa na qual estamos vivendo, cheia de avidez, guerras e tristezas.

Para esses tempos de carestia que virão, é fundamental recuperar as ancestrais artes e técnicas do plantar, colher, comer; do cuidar dos animais e servir-se deles com respeito; do fazer utensílios e ferramentas, com arte e tecnologia local; do selecionar e plantar as ervas que curam e os grãos que nutrem; do recolher para tecer; do preservar as fontes d´água, do encontrar lugares apropriados para cavarmos os poços e do aprender a guardar as águas da chuva. É entrar na faculdade da economia da escassez, da sobriedade compartida e da beleza despojada. Desse saber recuperado e enriquecido surgiria uma civilização do contentamento, uma biocivilização, a Terra da boa esperança.

Depois dessa longa temporada de lágrimas e esperanças, superaremos essa estúpida guerra de religiões, essa intolerável disputa de deuses. Para além dos profetas e tradições, para além das morais e liturgias, quem sabe voltemos a adorar, sob múltiplos nomes e formas, o único Criador de todas as coisas e Pai-Mãe de todos os viventes, no grande Espírito que a tudo une e inspira, entrelaçados amorosamente na única fraternidade universal. E poderemos enfim organizar verdadeiramente a união de todos os povos do mundo e um autêntico parlamento de todas as religiões.

Waldemar Boff é formado em filosofia e sociologia nos USA, fundou o SEOP(Serviço de Educação e Organização Popular que atua entre os pobres na Baixada Fluminense.

FONTE: http://leonardoboff.wordpress.com/2014/03/21/quando-a-grande-tribulacao-chegar-a-terra-tera-enfim-seu-merecido-descanso/

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

CORAÇÃO DO BRASIL

CORAÇÃO DO BRASIL
Merlânio Maia

Bem aventurado és
Meu nordeste brasileiro
Pela tua independência
E pelo ato altaneiro
De viver com liberdade
De mudar a realidade
De quem já te escravizou
Na miséria degradante
E na torpeza infamante
Então teu grito ecoou!

Os maus políticos sabem
Da grandeza varonil
Do teu povo consciente
Que luta pelo Brasil
Da vileza do vampiro
Que no seu último suspiro
Desejava açambarcar
Do Brasil toda riqueza
Quando tua realeza
Chegou pra nos libertar!

Meu Nordeste és um oásis
És primor da natureza
És imenso libertário
Um Titã da realeza
Tuas belezas sublimes
E a grandeza que imprimes
Na arquitetura, na Arte,
Na música, na poesia,
Na prosa e gastronomia,
Teus gênios são Show à parte

Sem falar na Natureza
Que quando fez, caprichou!
Exagerou na beleza
As praias enfeitiçou
Teu povo é lindo e perfeito
Ninguém encontra defeito
Deus te fez lindo e gentil
Se cantam com amor profundo:
“Brasil coração do mundo!”
És coração do Brasil!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

AQUI É O PARAÍSO!

AQUI É O PARAÍSO!
Merlânio Maia

Ô povim triste da peste
O que fala mal da gente
Falar mal desse nordeste
É pura inveja somente
E eu mesmo até que entendo
Pois estão é se mordendo
Quase a perder o juízo
Pois não nascer nordestino
É ter o azar por destino
Que isso aqui é o Paraíso!

O Sol daqui se espraia
Que ele aqui nasce primeiro
Pra onde olhar se vê praia
Coloridas o ano inteiro
É um povo lindo e moreno
Alegre, amigo e sereno
Pronto pro que for preciso
Mulher aqui tem lindeza
Que até a Natureza
Diz: AQUI É O PARAÍSO!

Nossos intelectuais
São os melhores do mundo
Os artistas geniais
Tudo perfeito e fecundo
Nossa cultura é tão rica
Que o mundo abismado fica
E é por isso que eu aviso:
Ao invés de falar mal
E até morrer no final
Vem curtir no PARAÍSO!

A nossa gastronomia
É rico nos seus sabores
Tudo é festa e alegria
Tudo encanta pelas cores
Nossa música e poesia
Que o mundo reverencia
Faz o Brasil indiviso
Tem razão de invejar
Vem tomar banho de mar
Vem amar no PARAÍSO!!!

(11.11.2014) (Inspirado numa postagem de um cabra chamado Ed Passos que falou tão bem do Nordeste que fiz o poema!)