domingo, 17 de outubro de 2010

DESARME-SE, COMPANHEIRO!

Desarme-se companheiro!

Há violência demais
Arma gera insegurança
Entregue-a, siga em paz!
A arma e a paz social
É união irracional
Pois este torpe artefato
Forja a dor, produz a morte
E foi não foi, tira a sorte
Daquele mais insensato

Desarme-se meu amigo!
Esta carga é tão pesada
Representa tal perigo
Que não raro na calada
Arma as mãos da delinqüência
Empurrando a violência
Pra minha casa, pra sua
Fazendo a sociedade
Do campo e da cidade
Viver a guerra mais crua

Desarme-se cidadão!
Quem da arma é portador
Vive uma grande ilusão
Presa do medo e furor
E sem razão muitas vezes
Na ira cria os revezes
Buscando nela a saída
E na fração dum momento
Débil, faz-se violento,
Destruindo tanta vida

Quantos suicídios de jovens
Usando as armas do pai
Acidentes com crianças
Que o cruel brinquedo atrai
Casais que na discussão
Perdem a vida e a razão
Deixando os filhos sem norte
Tal número tem aumentado,
E aos de guerra superado
Na fácies negra da morte

Desarme-se há tanta dor
No remorso, na tristeza...
Mesmo de quem já matou
Em legítima defesa
Cobrado na consciência
Pelo rugir da violência
Do artefato voraz
Que gerou insegurança,
Temor e desconfiança
Deixando a falta da paz

Construamos a consciência
De uma vida cidadã
Dando exemplo, agregando
Gerindo para o amanhã
Cobrando dos governantes
Posturas mais relevantes
Com uma atitude tenaz
Nos eventos positivos
Sem omissão, sempre ativos,
Pra ver este mundo em paz!

Desarmemos os espíritos
Pra que aumente a ternura
Pois não há felicidade
Onde se acaba a candura
Sejamos mais solidários
Generosos, voluntários
Desnudos de preconceito
De sentimento fecundo
Pra que haja a paz no mundo
E amor no nosso peito

Desarmemo-nos, irmão!
Eduquemo-nos bem mais
Pra que um dia nossos filhos
Frutos de sãos ideais
Vislumbrem a paz na Terra
Já sem violência, sem guerra...
Desfrutem da nova aurora
Reconstruindo a sociedade
De posse da liberdade
Sonhada por nós, AGORA!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010


ALERTA
Merlânio Maia

Quando vires que alguém
Usa da religião
Como uma doutrinação
Para chegar ao poder
Este é que é Satanás
Este é que é o Caifaz
Usa da ânsia voraz
Pra vencer, vencer, vencer!...

Se ouvires alguém dizer,
Num afã torpe e bisonho:
- Eis um pacto com o Demônio!
É Satanás este ser
Ou ele, ou seu secretário
Vestido de operário
A convencer tanto otário
Pra vencer, vencer, vencer!...

Urdiduras do “pé preto”,
Do “mafarro”, do “sem-fé”,
Do “semideus batoré”
Do “pinzunho”, dá pra ver
Que utiliza a fraqueza,
E com toda malvadeza,
Coloca a fome na mesa
Pra vencer, vencer, vencer!...

Mentira tem perna curta,
Tem bigode e fala errado,
Sem barba, dissimulado,
Dono da obra quer ser
Mas o enxofre é seu perfume
Usa faca de dois gumes
Traidor, produz ciúmes
Pra vencer, vencer, vencer!...

Quem usa a religião
Forja a dúvida no final
É despachante do mal
Busca o poder a cavalo
Cuidado! Mantém-te alerta!
Ora e vigia e concerta
Pois naquela hora certa
É fácil de derrotá-lo!!!

domingo, 26 de setembro de 2010

BONECOS DE LATA

VÍDEO DOS BONECOS DE LATA = VOLUNTARIADO NA PEDIATRIA DO HOSPITAL NAPOLEÃO LAUREANO JOÃO PESSOA/PB

Trabalho voluntário de Merlânio Maia e Raquel Maia no Hospital Napoleão Laureano criado em novembro de 1994. Naquele ambiente hospitalar se transforma em Arte brincante e alegria pura. Através de músicas interativas, Teatro de bonecos, contação de história, leitura e interpretação de cordéis, etc e tal.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

NA TRISTE NOITE DA CORRUPÇÃO


Na triste noite da corrupção
Merlânio Maia


Eis a nação que sonha embevecida
Ser um exemplo aos povos do futuro
E agora acorda em seu triste monturo
Que foi forjado ao longo de sua vida
Desde o império se inclina em descida
Com sanguessugas que sugando vão
Multiplicando sujeira em seu chão
Frente ao pomposo poder do império
Incomodando heróis no cemitério
Na triste noite da corrupção!

Seus mortos, hoje, tão desesperados
Saem às ruas, levantam bandeiras,
Dançam nas praças, alamedas, feiras...
Profundamente decepcionados
De Tiradentes escuta-se os brados
De Castro Alves a indignação
Voltam os poetas da libertação
Junto aos heróis, do além, republicanos,
Dançam nas noites contra os tais tiranos
Na triste noite da corrupção!

Se o tempo urge, a tal nação se arrasta... 
vendo seu pobre povo humilhado,
Presenciando o roubo deste estado
Que, a cada dia, da riqueza afasta.
- Aos miseráveis, pão com circo basta!
E a liberdade escorre pela mão
E num crescendo se esparrama ao chão
No gesto tosco desse vai e vem
sonhadores gritam do além
Na triste noite da corrupção!

Os pigmeus da moral querem trono
Mesmo levando o país ao abismo
Ninguém honra, lisura, altruísmo!...
Brasil delira feito um cão sem dono
Em berço esplêndido o gigante é sono,
Enferrujado na acomodação
A idiotice contamina o chão
O povo dorme e o vazio é extenso,
Os mortos gritam vendo o mal imenso
Na triste noite da corrupção!

A hipocrisia é corrente moeda
E a mentira agora é um ideal
A mídia cria a tal versão final
E o fato perde a força e leva queda
Quem mente mais do poder não se arreda
A lama envolve e a TV faz serão
Faz a cabeçadona da razão!
E o povo teme e tremendo obedece.
Há uma teia que a aranha tece
Na triste noite da corrupção!

Brasil desperta, apresenta a imponência
Acorda e grita: Independência ou morte
Colosso impávido, de infinito porte,
Mostra a lisura da tua inocência
Chama os teus filhos plenos de decência
Expulsa o mentiroso e o ladrão
Levanta o braço de enorme nação
Que vibra dentro do teu forte povo
Faz teus heróis renascerem de novo
Na triste noite da corrupção!








segunda-feira, 2 de agosto de 2010

UM POEMA DE UM A DEZ

UM POEMA DE UM A DEZ
Merlânio Maia


Um Cristo veio ensinar
Dois foram seus mandamentos
Três sermões de encantamentos
Quatro cegos a enxergar
Cinco coxos a andar
Seis cidades, seis choupanas
Sete dias por semana
Oito possessos curados
Nove povos renovados
Dez leprosos dão hosanas!

Dez romanos desertores
Nove raios rasgam os céus
Oito mulheres de véus
Sete rabinos doutores
Seis duplas de seguidores
Cinco guardas bebem vinho
Quatro dezenas de espinhos
Três cravos dor e tormento
Dois ladrões e um lamento
Um Cristo a morrer sozinho

Um corpo jaz sepultado
Dois caminham pra Emaús
Três dias de treva e cruz
Quatro guardas bem armados
Cinco selos colocados
Seis olhos de espiões
Sete travas nos portões
Oito mulheres chorando
Nove horas esperando
Dez desistem das missões

Um relampo rasga a aurora
Dois olhos ao Mestre via
Três hosanas de Maria
Quatro guardas vão-se embora
Cinco duvidam na hora
Seis Fariseus a tremer
Sete ansiosos por ver
Oito doutores irados
Nove visões do Amado
Dez séculos pra entender



terça-feira, 20 de julho de 2010

CARIDADE



CARIDADE
Merlânio Maia

Caridade é o sentido sublimado
Elevado ao mais alto grau da vida
Exercício de pureza incontida
É pra noite mais negra o sol raiado
É o veio da fonte no estiado
É a dádiva real do Criador
É o bálsamo divino sobre a dor
É o pós-tempestade de bonança
É o sonho refeito de esperança
É o sentido divinal do amor

quinta-feira, 8 de julho de 2010

VÍDEO DOS BONECOS DE LATA - TRABALHO VOLUNTÁRIO NO HOSPITAL NAPOLEÃO LAUREANO


Trabalho Voluntário de Merlânio e Raquel Maia, no Hospital Napoleão Laureano, criado em 06.11.1998 e até hoje, os BONECOS DE LATA, aos Sábados à tarde levam alegria em forma de música, contação de História, Teatro de Bonecos e leitura de Cordel para as crianças portadoras de câncer e suas maravilhosas mães.

BONECOS DE LATA


Trabalho Voluntário de Merlânio e Raquel Maia, no Hospital Napoleão Laureano, criado em 06.11.1998 e até hoje, os BONECOS DE LATA, aos Sábados à tarde levam alegria em forma de música, contação de História, Teatro de Bonecos e leitura de Cordel para as crianças portadoras de câncer e suas maravilhosas mães.

terça-feira, 18 de maio de 2010

MINHA AMANTE MUITO AMADA - Autor: Merlânio Maia



















MINHA AMANTE MUITO AMADA
(dezenove anos juntos)
Merlânio Maia


Não sei se devo gritar
Não sei se devo sorrir
Não sei se devo pedir,
Agradecer ou chorar
Essa vontade de estar
Do teu lado é a certidão
De que o meu coração
Espera que o teu aprove
Chegamos a dezenove
Anos de amor e união!

Foi tanto mês de janeiro
Dezenove fins-de-ano,
Dezenove anos de plano,
De um amor tão verdadeiro
Daquele encontro primeiro
Aos dias mais atuais
Sentimentos tão iguais
De um amor tão soberano
Bem maior que o oceano
Que até hoje nos traz paz!

Parece que o tempo pára
Quando a gente se aproxima
Não paro de fazer rima
Toda e qualquer dor já sara
O nosso amor se compara
Ao amor do céu com o mar
Nesse infinito tocar
Verde e azul vão se fundindo
É o teu sorriso sorrindo
E eu pedindo pra te amar

E assim a vida acontece
Por nossos lindos caminhos
Meus beijos e teus carinhos
Tua fé e a minha prece
A cada minuto cresce
E se agiganta demais
A tua palavra faz
A real felicidade
E a nossa realidade
É encher o mundo de paz

Minha morena tão linda
Meu doce mais saboroso
Meu lado misterioso
Meu ser que não sou ainda
Poema que não se finda
Minha luz sempre a brilhar
Rainha do nosso lar
Luz da vida que suponho
Sonho dos mais lindos sonhos
Amor que veio me amar

Minha mais terna ternura
Meu canto de encantamento
Bálsamo no sofrimento
A paz da minha candura
És a pureza mais pura
És a mais linda alvorada
Paixão da linha traçada
Minha viola querida
Cantiga da minha vida
Minha amante muito amada!