quarta-feira, 7 de junho de 2023

Festival e Feira de Cordel têm programação neste final de semana em Tambaú

 

Festival e Feira de Cordel têm programação neste final de semana em Tambaú

 02/06/2023 |  18:30 |  167

As culturas populares ganham espaço neste final de semana na Feirinha de Artesanato de Tambaú durante mais uma edição do Festival de Cordel e Feira de Cordel, uma parceria da Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), com a Academia de Cordel do Vale do Paraíba (ACVPB). Desta sexta-feira (2) até o próximo domingo (4) vai ter música e declamação, a partir das 17h30.


“Com esse Festival e Feira de Cordel, nós estamos fazendo um duplo movimento que é valorizar a literatura de cordel, os cordelistas não só de João Pessoa, mas de toda a Paraíba, e também os repentistas, porque o cordel atrai o repente”, declarou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

Por isso, segundo ele, a Funjope, em parceria com a Academia de Cordel do Vale do Paraíba, abraçou esse projeto que é muito significativo. “Estamos dando vida à Feirinha de Tambaú e, ao mesmo tempo, estamos valorizando o melhor da nossa tradição de cultura, de literatura e música popular”, acrescentou.

A ação compõe o projeto do São João Multicultural, que compreende o projeto Pré-Junino, o Festival de Quadrilhas Juninas de João Pessoa, o Festival de Quadrilhas Juninas da Paraíba, além dos shows que vão acontecer no Parque Solon de Lucena.

A programação da Feira de Cordel segue nos finais de semana durante o mês de junho, com uma série de shows musicais, cantorias de viola, declamação de poesia, saraus, contação de histórias, lançamentos de livros e folhetos, exibição de vídeos e exposição de xilogravuras, tendo como inspiração a cultura popular paraibana.

A Academia de Cordel do Vale do Paraíba conta com mais de 80 poetas associados e cerca de 30 colaboradores não-sócios, e vai promover um rodízio permanente de escritores-declamadores, cantadores e outros artistas do mundo do cordel.

Durante todo o final de semana de junho, a ACVP vai disponibilizar banquetas de madeira para que os associados possam comercializar suas publicações. Haverá ainda um palco com sonorização para pequenas apresentações musicais e folclóricas.

Programação – Nesta sexta-feira (2), a programação tem show de Bebé de Natercio e declamações dos poetas Merlânio Maia, Claudeth Gomes, Dalmo Oliveira, Robson Jampa, Sheilla Virgínia, Marconi Araújo, Arnaldo Leite, Raniery Abrantes e Annecy Abrantes.

Para este sábado (3), as declamações ficam por conta de Claudeth Gomes, Bodão Ferreira, Marconi Araújo, Sheilla Virgínia, Cíntia Moreira, Robson Jampa, Melchior Machado, Chico Mulungu, Manoel Belisário, poetas da Escola Pedro Serrão, Thiago Alves e os poetas juvenis Nathan Silva e Felipe Emmanuel.

  • Texto: Lucilene Meireles
    Edição: Cristina Cavalcante
    Fotografia: assessoria

  • Fonte: https://www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias/secretarias-e-orgaos/funjope-noticias/festival-e-feira-de-cordel-tem-programacao-neste-final-de-semana-em-tambau/

Funjope e Academia do Cordel do Vale do Paraíba realizam feira em Tambaú

 


Funjope e Academia do Cordel do Vale do Paraíba realizam feira em Tambaú

 25/05/2023 |  08:00 |  343

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), está promovendo o fortalecimento de diversas culturas populares no contexto do São João. Este ano está sendo criado o I Festival de Cordel e a Feira de Cordel, que será realizada na Feirinha de Artesanato de Tambaú, a partir desta sexta-feira (26), em uma parceria com a Academia de Cordel do Vale do Paraíba (ACVPB). A abertura será às 19h, com show do cantor e cordelista Beto Brito.

O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, considera muito assertiva a parceria com a Academia de Cordel do Vale do Paraíba porque este trabalho envolve os cordelistas, a cultura popular no universo do projeto do São João de João Pessoa, principalmente porque existe uma linhagem forte de culturas populares e de cordelistas em toda a Paraíba.

“Escolhemos a Feirinha de Tambaú porque é uma área extremamente acessível para o morador de João Pessoa e também para o turista. Vamos ter, durante todos os finais de semana, essa potencialização do nosso cordel. Agradecemos demais à Academia de Cordel do Vale do Paraíba por estarmos juntos nesse projeto que fortalece as culturas populares em João Pessoa”, acrescentou.

A ação faz parte do projeto maior do São João Multicultural que compreende o projeto Pré-Junino, o Festival de Quadrilhas Juninas de João Pessoa, o Festival de Quadrilhas Juninas da Paraíba, além dos shows na Lagoa.

A programação da Feira de Cordel segue nos finais de semana durante o mês de junho e vai promover shows musicais, cantorias de viola, declamação de poesia, saraus, contação de histórias, lançamentos de livros e folhetos, exibição de vídeos e exposição de xilogravuras, tendo como inspiração a cultura popular paraibana.

“João Pessoa passa a ter um ambiente dedicado à cultura popular da Paraíba e do Nordeste, semelhante a algumas iniciativas que ocorrem no Recife, em Fortaleza, Maceió e Natal, por exemplo”, disse o cordelista e compositor Merlânio Maia, idealizador do projeto.

Com mais de 80 poetas associados e cerca de 30 colaboradores não-sócios, a ACVPB vai garantir um rodízio permanente de escritores-declamadores, cantadores e outros artistas que gravitam no entorno do imaginário cordelista.

A entidade vai disponibilizar banquetas de madeira para que seus associados possam comercializar suas publicações a cada final de semana. Haverá ainda um palco com sonorização para pequenas apresentações musicais e folclóricas.

No mês de junho, a ideia é aproveitar o clima junino para propagar a cultura popular num dos pontos mais visitados pelos turistas que chegam à cidade. Inclusive, está em fase de articulação parceria com o trade turístico, a PBTur, a associação de bares e restaurantes e com o pessoal que realiza o transporte dos turistas.

“É uma cadeia produtiva importante com base no potencial criativo, que temos aqui que vai se somar ao nosso artesanato riquíssimo”, diz o cordelista e escritor Fábio Mozart, presidente da ACVPB. Merlânio Maia acrescentou que a Feira também é uma homenagem ao poeta Leandro Gomes de Barros, nascido em 1865 na cidade de Pombal, autor de clássicos da literatura de Cordel como ‘Os Pares de França’, ‘O Cachorro dos Mortos’, ‘Uma Viagem ao Céu’, ‘A Batalha de Oliveiros’ e ‘Ferrabrás’. Haverá homenagem ainda ao centenário de surgimento do folheto ‘Romance do Pavão Misterioso’, lançado em 1987, por José Camelo de Melo Rezende, nascido na região polarizada por Guarabira.

Programação – Nesta sexta (26), a programação tem início às 16h com a Feira de Cordel, mas a abertura começa oficialmente às 19h com declamação dos poetas Merlânio Maia, Claudete Gomes, Robson Jampa e Bento Júnior, seguindo com show de Beto Brito.

No sábado (27), haverá declamação dos poetas Merlânio Maia, Raniery Abrantes, Annecy e Sander Lee, a partir das 17h, e às 20h, além de Merlânio Mais, declamam poesias Neto Ferreira, Tiago Monteiro e Bodão Ferreira.

No domingo (28), as declamações acontecem a partir das 17h, com a participação dos poetas Manoel Belisário e seus poetas juvenis, Arnaldo Leite, Claudete Gomes e Sheilla Virgínia. Às 20h, a programação terá Merlânio Maia, Thiago Alves, Marconi Araújo e Rubens do Valle.

  • Texto: Lucilene Meireles
    Edição: Andrea Alves
    Fotografia: Arquivo/SECOM

Feirinha de Tambaú recebe Feira do Cordel toda sexta, sábado e domingo, em evento permanente

 Feirinha de Tambaú recebe Feira do Cordel toda sexta, sábado e domingo, em evento permanente


Espaço conta com música, cantoria de viola, declamação de poesia, sarau, contação de histórias, lançamento de livros
Redação BdF - PB
Brasil de Fato | João Pessoa - PB | 24 de Maio de 2023 às 15:35

Reprodução - Imagem: Internet


A Feirinha de Artesanato, em Tambaú, recebe, a partir desta sexta-feira (26), o primeiro final de semana da 'Feira do Cordel', uma inciativa da Academia de Cordel do Vale do Paraíba (ACVPB), em parceria com a Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE).

A iniciativa irá acontecer toda sexta, sábado e domingo, a partir das 16 horas, de forma permanente, com apresentação de shows musicais, cantorias de viola, declamação de poesia, saraus, contação de histórias, lançamento de livros e folhetos, exibição de vídeos e exposição de xilogravuras.

“João Pessoa passa a ter um ambiente dedicado à cultura popular da Paraíba e do Nordeste, semelhante a algumas iniciativas que ocorrem no Recife, em Fortaleza, Maceió e Natal, por exemplo”, comenta o cordelista e compositor Merlânio Maia, idealizador do projeto.
Com mais de 80 poetas associados e cerca de 30 colaboradores não-sócios, a ACVPB vai garantir um rodízio permanente de escritores-declamadores, de cantadores e outros artistas que gravitam no entorno do imaginário cordelista.
A entidade vai disponibilizar banquetas de madeira para que os associados possam comercializar suas publicações a cada final de semana. Haverá um palco com sonorização para pequenas apresentações musicais e folclóricas.“No mês de junho vamos aproveitar o clima junino para difundir nossa cultura popular num dos pontos mais visitados pelos turistas que chegam à capital paraibana. Estamos articulando parceria também com o trade turístico, a PBTur, a associação de bares e restaurantes e com o pessoal que realiza o transporte dos turistas. É uma cadeia produtiva importante com base no potencial criativo, que temos aqui e que vai se somar ao nosso artesanato riquíssimo”, argumenta o cordelista e escritor Fábio Mozart, presidente da ACVPB.


Para o dia 26, a abertura está marcada às 19 horas, com show do cantor e cordelista Beto Brito. Outras atrações estão sendo confirmadas para essa primeira noite.

Segundo Merlânio Maia, a Feira também é uma homenagem ao poeta Leandro Gomes de Barros, nascido em 1865 na cidade de Pombal, autor de clássicos da literatura de Cordel como “Os Pares de França”, “O Cachorro dos Mortos”, “Uma Viagem ao Céu”, A Batalha de Oliveiros” e “Ferrabrás”.

A ACVPB também vai homenagear o centenário de surgimento do antológico folheto “Romance do Pavão Misterioso”, lançado em 1987 por José Camelo de Melo Rezende, nascido na região polarizada por Guarabira.

SERVIÇO
O QUE É: FEIRA DO CORDEL
QUANDO: 26 DE MAIO
HORÁRIO: A PARTIR DAS 19 HORAS
ONDE: LARGO DA FEIRINHA DE ARTESANATO DE TAMBAÚ

Fonte: https://www.brasildefatopb.com.br/2023/05/24/feirinha-de-tambau-recebe-feira-do-cordel-toda-sexta-sabado-e-domingo-em-evento-permanente

sexta-feira, 28 de abril de 2023

MERLANIO MAIA LANÇA CINCO CORDÉIS INÉDITOS

 POETA PARAIBANO, Merlanio Maia lança os Cordéis inéditos da sua autoria:



- CORDEL O ROMANCE DE ANA ROSA E O BARBA AZUL DO SERTÃO ou o preço da ambição. Mais um Romance bem humorado que lembra os grandes Romances de Cordel de Leandro Gomes de Barros. IMPERDÍVEL!



- CORDEL DO CORDEL - Este Cordel conta a história de como o Cordel chegou no mundo, sua influência nos folhetos Europeus e os grandes autores de Cordel brasileiros. IMPERDÍVEL!



- CORDEL DICIONÁRIO E O DICIONÁRIO PARAIBANÊS - Nesse Cordel o autor faz um Glossário poderoso das palavras faladas na Paraíba que dificilmente as pessoas de outros estados entenderão. E tudo em Cordel. IMPERDÍVEL!



- CORDEL A CIGARRA E A FORMIGA - Neste Cordel o autor inova e além de contar a Fábula de La Fontaine, ainda dá um final surpreendente para a Fábula. IMPERDÍVEL!



- CORDEL O GALO E A RAPOSA - Neste Cordel para a criançada, o autor retratou a fábula de La Fontaine toda em versos de Cordel. IMPERDÍVEL! 


CORDEL DA PARAÍBA 

Pedidos pelo email: merlanio@gmail.com

Pedidos pelo Instagram: @merlaniopoeta

Pedidos pelo Facebook Merlanio Poeta


LEIA CORDEL PARA UMA CRIANÇA E A FAÇA FELIZ


quarta-feira, 8 de março de 2023

MULHER DA VIDA

 


MULHER DA VIDA


A vida é das mulheres

E Deus lhes encheu de dons

Dar a luz aos corações

É dela que a luz emana

Nela chegamos na Terra 

Deus a fez na fina estética

Ela é a visão mais poética

Do invento da raça humana


Ela fez a raça humana

Como instrumento de Deus

Viemos dos sonhos seus

Da Nave-mãe corporal

Todos viemos do ventre

Que dá luz, prazer e glória

Ela inventou a história

Tudo vem do seu Portal


Nada há mais forte no mundo

Entre a chegada e a partida

Na vida ela é a vida 

Nos conduz nos braços seus

Mãe de seios que alimentam

Mestra que ensina a falar, 

Andar, crescer e amar

A Mulher é luz de Deus


Instrumento do divino

Pois toda a humanidade

Veio por ela! É verdade!

Com seu ventre protetor

Nave-mãe que nos transporta

Do mundo espiritual

Ao plano material

Com competência e amor


Tudo para ela é fácil

Por onde passa ela brilha

Criadora da família

Mestra, médica, defensora,

Advogada, engenheira,

Motorista e Anjo da guarda,

Nossa guardiã sem farda

Nossa eterna benfeitora


E em todas as profissões

Que o mundo já descobriu

Incrivelmente ela abriu

A competência ancestral

De piloto de avião

A jardineira e babá

Por onde a mulher está

Brilha a luz espiritual


Pra que tanto preconceito?

Por que há segregação?

É puro temor malsão

Do homem frágil e pequeno

Que teme este ser que é belo,

Pura audácia e inteligência 

Que traz em si competência

Com seu sorriso sereno


Perseguida, invejada,

Violada em seus direitos

No seu corpo, no seu jeito,

Na sua função no mundo

A mulher vence e aparece

E inaugura a Nova Era

Que a mulher é a Primavera

No sentido mais profundo 


Quando ela quer acontece

Quando ela não quer não quis!

E o homem pra ser feliz

Com esta luz incontida

Precisa dos toques seus

Este instrumento de Deus

Nos caminho seus e meus

A Mulher é própria Vida!

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(Merlanio - 08 de março de 2023)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

VERSOS SOBRE A VIDA E O VIVER


 

VERSOS SOBRE A VIDA E O VIVER

(Merlanio)

 

Criamos o Projeto Bonecos de Lata que leva alegria as crianças portadoras de câncer e suas famílias. Então fiz alguns começo estes versos com a reflexão que este trabalho me suscita. 

Quando chega a terça-feira

Pro Hospital do Câncer vou

Canto alegria aos doentes

A esperança, a fé lhes dou

Mas tanta dor ali tem

Que eu volto em prantos também

Tanta dor me machucou

 

Quem vê criança com câncer

Já roga a Deus sem demora

Porque não sabe o mistério

Que fez isso nessa hora

Que câncer atingiu a filha

Mas tortura uma família

Que por todo lugar chora

 

Quando vem a enfermidade

A gente fica pensando

Como a vida aqui é boa

E vem a pergunta: Quando?

Que aquela dor que aperta

É um aviso que desperta

Quem sabe é Deus nos chamando?!

 

Quem ora a Deus e lhe pede

A cura do corpo agora

Depois da cura agradece

Paga a promessa na hora

Esquece que aqui na Terra

A vida aos poucos se encerra

E todos irão embora

 

Nunca rogue eternidade

Para viver nesse mundo  

A passagem aqui na terra

É para Deus um segundo

Porque ninguém permanece

Mesmo em ladainha e prece

Volta ao seu plano oriundo

 

Quem pensa que a vida acaba

Com a morte é limitado

Imagina a criação

Que faz lixo o descartado

Que Deus perde o que fabrica

Que Ele nem sequer recicla

Aquilo que foi criado

 

Tudo que Deus faz é bom,

É Belo, útil e perfeito

Quando cria é para sempre

E utiliza o seu bem feito

E quando faz não descarta

Quando cria a Arte é farta

Pra ninguém botar defeito

 

Eu tenho pensado muito

Na vida após a metade

Estou mais perto do fim

Já vivo com intensidade

Porque não sei quando acaba

Meu prazo de validade

 

 

Vejo que o tempo é ligeiro

E vive enganando a gente

As lembranças da infância

Vêm a mim constantemente

É como se ontem fosse

E como tudo acabou-se

Tudo hoje me é urgente

 

Por mais que a gente se apegue

A vida escorre da mão

Como finos grãos de areia

E água na evaporação

Sobre cada aniversário

Diminui no calendário

Um ano aqui neste chão

 

Dinheiro, fama e poder

Faz o orgulho dizer: Vem

Ver que hoje és maior

Que o mundo todo também!

Mas é tudo ledo engano

Quando a morte baixa o plano

Este é mais um Zé-ninguém!

 

A morte equilibra a vida

Doma o brabo matador

Quem voa logo aterriza

Quem humilha cai do andor

Dona Morte não demora

E a todos ela devora

Com o jeito apaziguador!

 

 

Um dia andava no campo

E ouvi um choro abafado

Era um menino escornado

Ao lado estava a mãe morta

Ali morava a tristeza

Que a fome tinha chamado

E eu vi horrorizado

Que a fome também se exporta

 

Quando a fome bate à porta

Todos são co-responsáveis

Multidões de miseráveis

São nossos primos e manos

Precisa a ação conjunta

De amor e de caridade

Pois sem a fraternidade

Desumaniza-se humanos

 

Fome é triste enfermidade

Que tortura, humilha e mata

E quando a fome maltrata

Pede pressa, pede urgência

Se o socorro chegar tarde

Será fatal o ensejo

Que a fome traz o cortejo

Da morte por negligência

 

Vi a menina chorando

Fui ver o que se passava

Um velho dela abusava

E este quase a estuprou

Ela de fome tremia

E entregando-se ao sagaz

Impedi o ato voraz

Denunciei o infeliz

E denuncio o país

Pelo mal que a fome traz

 


segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

REPÚDIO PESSOAL AO ATAQUE TERRORISTA NO BRASIL



Fica aqui o meu repúdio pessoal a qualquer ataque ao poder devidamente constituido. O Espírita deve respeitar as Instituições que fazem a Sociedade e a Civilidade. Que a Justiça tome de conta dos criminosos, como sói acontecer com a delinquência. E nós seguimos orando pelo Brasil, pelos governantes e pelo povo brasileiro.

Paz e Luz

Merlanio Maia

TEU BEM

 



TEU BEM

 

Tudo passa nessa vida

Passa o tempo, passa a dor

Mas também passa o prazer

Passa o frio, passa o calor,

Passa o carro, passa a estrada,

Passa o boi, passa a boiada,

Passa, passa, passará,

Passa o que vai e o que vem

Porém se tu faz o bem

Aqui, ali e mais além

O Bem te acompanhará


(Merlanio)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

REGENERAÇÃO

 


REGENERAÇÃO 


Sim, há grande escuridão

Há trevas cobrindo a Terra

Mas a sublime Alvorada

Com toda luz que esta encerra

Já vêm rompendo o infinito

Como um cântico bendito

Que traz a libertação

Toda dor há de cessar

E o amor há de reinar

Na Terra e na amplidão


Os manos serão herdeiros

Do novo planeta Terra

Sem o mal dos egoísmos

Sem os clamores da guerra

E estes bem aventurados 

Serão por Jesus chamados

Para a Regeneração

Reconstruindo os caminhos

Lares Clãs Leitos e ninhos

De outra civilização


Não mais as intolerâncias

Não mais crimes e doenças

Sem muros segregadores

Sem perseguições às crenças

Não mais o vil preconceito

De sexo, cor, classe e jeito 

Que hoje abusa do irmão

Ali as lições do Amor

Darão fim a toda dor

Cantando a libertação


Jesus abrirá os braços 

Aos humildes na humildade

E ali nascerá a nova

E amorosa humanidade

A cultura e a beleza

Sentarão na mesma mesa

Da Paz do Amor do Bem

Viverão a fauna e a flora

E a Terra e o Céu nessa hora

Verão o Cristo na Aurora

Que diz: REGENERAÇÃO!

(Merlanio)

terça-feira, 22 de novembro de 2022

ADEUS ERASMO CARLOS

 


ADEUS ERASMO CARLOS

(Merlanio)


O Brasil se despediu

Do tremendo Tremendão

Que do beiço do caminho

Sobe aos Céus com emoção

Tão bom foi no seu fanal

Que a sua fama de mal

Não pegou no imenso ser

Sob os cachos dos cabelos

Seus atos foram tão belos

Preciso em saber viver


Sua alegria e ternura

Sua alma agigantada

Levaram o sublime amor

Na Arte desta jornada

Foi grande amigo do Rei

Poeta que imaginei

Viveu de amar com alma nobre

E a saudade se condensa

Segue a poesia extensa

De Erasmo alma rica e imensa

E o mundo fica mais pobre

(Merlanio)

terça-feira, 15 de novembro de 2022

JUDAS TRAÍDO

 


JUDAS TRAÍDO

Merlânio Maia

 

O poeta é porta voz

De quem já foi excluído

De quem não tem voz nem vez,

Injustiçado e vencido

Exatamente por isso

O poema é compromisso

De quem precisa falar

E como poeta o meu canto

Empresto e encho de encanto

Para a justiça reinar


Pois muito bem ainda ontem

Um homem me procurou

Aproximou-se de mim

E taciturno falou:

- Minha história é incompleta

Por isto busco um poeta

Com candeias e archotes

Para contar minha saga

Cheia de golpes de adaga

Sou Judas Iscariotes


Vim pedir-te voz e vez

Pra que toda humanidade

Saia da ignorância

Conheça toda a verdade

Escreva tudo em Cordel

Pra plebeu e bacharéu,

Saberem toda a razão

Da saga que me consome

Por isso é hoje o meu nome

Símbolo de traição!


Oh! Juízes dos juízes

Tiranos entre os tiranos

Olhai pra mim, vês o homem

Condenado em vossos planos

Que mais vês, de quem viveu,

Seguiu, amou, defendeu...

O seu Cristo até a morte?

E por sentir-se traído

Claramente incompreendido

Tentou dar o fim a sorte?!


Aqui me tendes senhores

Réu, julgado e condenado!...

Ante o júri religioso

E por vós qualificado

Ante vossa religião

Cujo Mestre é o do perdão

Que não condenou jamais

Mas por vós sou condenado

Todo ano martirizado

Sem espaço pra ter paz


Delinqüi sim, eu confesso,

Porém, não premeditei

E a minha história eu professo

Ao mundo inteiro que errei

Porque tomado de ânsia

Na cruel ignorância

Cri no Cristo firmemente

Conhecia o Seu poder

E via do céu descer

Toda glória onipotente


Eu nasci em Kerioth

Na Judéia tão divina

Cresci livre amando a vida

Sem saber da minha sina

Fui mercador desde novo

Mas o amor ao meu povo

Levou-me ao triste caminho

Da guerrilha desumana

Contra a invasão romana

Meu ódio foi meu espinho


Quantos romanos matei?

Perdi a conta dos pares

Mas quanto mais eu matava

Chegavam mais aos milhares

Cada batalha vencida

Os via ceifando a vida

Meus irmãos crucificados

E por mais que eu combatesse

Que as batalhas eu vencesse

Sempre estava derrotado


Até que num certo dia

Já quase a perder a fé

Numa mansa tarde eu via

O Mestre de Nazaré

Pregando um reino do Bem

Falava como alguém

Incendiado de amor

Com o seu poder sobre-humano

Trazia de Deus o plano

De Messias Salvador


Então veio à minha mente

Toda a crença do Messias

Libertador sem limites

E muito mais nEle havia

Curava os desgraçados

Amava os desesperados

Liberdade era sua vida

E o meu amor foi crescendo

Vi nEle o céu descendo

Salvando a raça escolhida


Então Ele docemente

Disse pra me aproximar

E foi conduzindo o grupo

Com um jeito manso de amar

Fez-me o convite pra vida

E em minha força incontida

Vi o quanto Ele era forte

Falando em libertação

Num reino só de irmão

Vencedor da própria morte


Vi seu amor pelo povo

Sofrido e injustiçado

Era o meu povo querido

Que eu queria libertado

Quantas vezes O ouvia

Dizer que os libertaria

Da garra tão desumana

E eu naquilo acreditava

Mas o mal que eu pensava

Era o da raça Romana


Ledo engano, meus senhores!

Era outro reino, no entanto,

E eu bem ali do seu lado

Sabendo o quanto era santo

Conhecia o seu valor

Tanta ternura e amor

Que tinha por todos nós

Ah! Jesus quanta saudade...

Da doçura e da amizade

Saída da Tua voz!


Quantas noites estreladas

O Mestre contava história...

Falava de um certo reino

Que não me sai da memória

Seu rosto transfigurava

E o tempo não mais passava!...

Era como se estancasse

Toda ampulheta vencida

E a Sua canção de vida

A brisa mansa levasse!...


Os doentes, os leprosos,

Chagados cheios de dor

Jogavam-se aos pés do Mestre

Pra receber seu amor

As mulheres maltrapilhas

Com seus filhos, suas filhas...

Vinham beijar sua mão

E assim a dor acabava

O próprio mar se acalmava

Para escutar seu sermão!


Acreditam que traí

Aquele que me deu vida

Que me deu toda a esperança

Quando eu já a tinha perdida?

Jamais traí meu Senhor

E é esta a enorme dor

Que dentro de mim emana

O meu ser está doído

Por ter sido, sim, traído,

Por tal condição humana


Não traí, eu fui traído!

Repetirei renitente

Sempre fui bravo soldado

Destemido, competente...

Sei que agora estou vencido

Por sentir que fui traído

Por ser fraco e ser humano

Pois ali nunca entendi

O que o Cristo fez ali

Qual era enfim o seu plano


E o meu plano era levar

Meu povo à libertação

Fazê-lo livre do jugo

Da águia da perdição

Vivi só na noite escura

Naquela minha loucura

Tinha uma crença vã

De que a qualquer momento

Libertaria o tormento

Nos entregando o amanhã


Bastava que Ele quisesse

E mil legiões de anjos

Rasgando os céus chegaria

Liderados por arcanjos

Cada um com seu decano

Banindo todo romano

Na mais divina das guerras

Doando ao povo escolhido

Toda a paz que tem perdido

Na triste face da Terra


Se o Cristo tão poderoso

A Deus fizesse o pedido

Aquele povo maldito

Seria dali banido

E o meu sonho era de ver

Tudo isto acontecer

Conforme a crença vulgar

Que o Messias guerreiro

Viria à Terra primeiro

Para aos judeus libertar


Mas que demora era aquela

Porque Ele não agia?

O que o Senhor aguardava?

E a minha mente fervia...

O que eu podia fazer

Para que pudesse ver

Sua poderosa ação

Pois Ele algo aguardava

E só curava e pregava

O reino da salvação


Minha mente então fervia

De pressa e ansiedade

Na espera da sua ira

Sobre os donos da cidade

Então bolei grande plano

Pra que o Mestre soberano

Vendo-se encurralado

Pudesse aos céus abrir

E com ira destruir

O inimigo detestado


Fingindo ser traidor

Fui a procura de Anás

Invejoso e vingador

Ligeiro chamou Caifás

Crendo os dois que eu vendia

Jesus pela ninharia

De apenas trinta dinheiros

Então como eles buscavam

O Mestre e não encontravam

Caíram como cordeiros


Eu sabia que o Mestre

Em breve os destruiria

Pois Jesus não aceitava

Crueldade e hipocrisia

Eram poços de maldade

E assim tramaram à vontade

E eu esperava somente

Que Jesus cheio de glória

Faria a nova história

Daquele dia pra frente


Assim pensei e assim fiz

Nunca esperei outro fim

E quando ao Mestre beijei

Num sinal torpe e ruim

O Senhor como um cordeiro

Se entregou por inteiro

E ainda chamou-me “amigo”

E até hoje não me sai

O sentido de quem trai

E é traído consigo


Ainda segui seus passos

Esperando que Jesus

Abrisse os céus e vencesse

Mas quando O vi com a cruz

Sendo ali crucificado

Foi o fardo mais pesado

Que nessa vida levei

Cheio de remorso e dor,

De sofrimento e de horror

O suicídio então busquei


Pois nessa hora eu entendi

Do Cristo toda a missão

Compreendi a verdade

Do termo libertação

Que importa a raça romana

Ou qualquer outra tirana

Se há liberdade do amor

Liberdade do perdão

Fraternidade de irmão

E comunhão como Senhor!


A vida continuava

Eu não morria jamais

E além de me torturar

Sem ter perdão, sem ter paz!

Condenado ano após ano

Pelo contexto humano

Sem ter direito a defesa

Hoje sem honra e sem glória

Trouxe a todos minha história

Da alma abri a represa!


Quando Judas se calou

Um sentimento sem fim

Da grandeza da poesia

Derramou-se sobre mim

E os meus versos caiam

Como que d’alma saíam

Levando onde há treva a luz

Hoje dei voz ao zelote

Ao Judas Iscariotes

E sua Paixão por Jesus


Memória aqui não me falta

Entoa a poesia e salta

Revelando toda a palta

Livre de todo pavor

Assim meu verso agiganta

Nas asas da vida canta

Imortal Lira que encanta

Onde falta paz e amor!

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

AI SE SESSE

AI SE SESSE
(Poeta Zé da Luz)

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse

Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse

Mas porém acontecesse 
E São Pedro não abrisse
As porta do céu e fosse 
Te dizer quarquer tulice

E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse 
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caísse

E o céu furado arriasse 
E as virgi toda fugisse

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

ADEUS ROLANDO BOLDRIN

 



ADEUS A ROLANDO BOLDRIN
(Merlanio)

Ficamos tristes e ficamos pobres
Nossa Cultura já tão perseguida
Sente essa dor de outra despedida
Desse poeta de alma e mente nobres
O nosso eterno Rolando Boldrin
Santo Caipira e doce passarim
Que aqui cantou a poesia e a verdade
Deixou a terra dos encantos seus
Foi declamar bem juntinho de Deus
Deixando em nós a infinita saudade

Saudade além da falta na Cultura 
Que sua voz tinha vez no Planeta 
Ele tirava o Brasil da gaveta
Com seus programas caipiras raiz
E no Domingo a nação esperava
Aquela velha canção que cantava
Lá dos sertões o Brasil escutava
Que ele fazia meu povo feliz

Quantos poetas e compositores
Tiveram voz ao lado de Boldrin
Ia rolando a Cultura sem fim
Que nos rincões do Brasil existia
Foi sim a grande expressão da beleza
Com seu amor a Arte e a Natureza
Manteve chama da luz sempre acesa
Seu nome hoje também é poesia

E Boldrin foi fora do combinado
E este país é mais pobre e mais triste
Sem os seus causos o riso inexiste
Sem sua força e os cuidados seus
De quem viveu o valor a Cultura
De quem viveu a Cultura mais pura
Mestre Boldrin fez a semeadura
Para colher hoje das mãos de Deus
(Merlanio)



quarta-feira, 9 de novembro de 2022

HOJE DEUS CARREGOU GAL



HOJE DEUS CARREGOU GAL (Merlanio)

 

Hoje o dia está mais triste

Um dia estranho e silente

A Arte calou de repente

Fez-se Arte sepulcral

A Arte se faz em sonho

E eu me despeço tristonho

Desse vozeirão medonho

E hoje Deus carregou Gal

 

Gal Costa Avatar da música

O Sex symbol Gal Costa

Voz potente, aguda e imposta

Que se fez a Gal Fatal

A bela Índia gaúcha

Que pela música encantou-se

Pela música baianou-se

E hoje Deus carregou Gal

 

Gal foi a mulher de fibra

Sempre à frente o tempo inteiro

Com o seu charme fagueiro

Mostrou ser fenomenal

Enfrentou a Ditadura

Fez escola na Cultura

Com sua Arte linda e pura

E hoje Deus carregou Gal

 

Foi sim Maria da Graça

Linda como a Luz do Sol

De sustenido a bemol

Na força espiritual

Com o repertório gigante

Tomzou, Gilzou, Caetaneou

Caymmou, João Gilbertou

E hoje Deus carregou Gal

 

Não foi Dia de Domingo

Não viu-se a Vaca Profana

Nem Folhetim na semana

O Sonho Meu foi legal

Colhi a pérola Negra

Cantei na Chuva de Prata

Levei Baby à serenata

E hoje Deus carregou Gal

 

A Deusa da Minha Rua

Adeus Maria da Graça

Adeus que aqui tudo passa

Adeus a Arte magistral

Adeus belos espetáculos

Adeus a alma fagueira

Adeus canção brasileira

Que hoje Deus carregou Gal

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(Merlanio - Para Gal Costa no dia da sua partida pra Vida Maior)


segunda-feira, 31 de outubro de 2022

O NORDESTE FEZ DE LULA PRESIDENTE

 


O NORDESTE FEZ DE LULA

PRESIDENTE DO BRASIL

(Merlanio)


Vivemos dias difíceis

O Brasil voltara a fome

As mortes da Pandemia

O fascismo faz seu nome

Gritava: Não sou coveiro!

E zombava o tempo inteiro

Zombando de forma vil

Por cada palavra chula

O Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


E a corrupção grassando

Num governo em disparada

Tinha o ouro dos pastores

E foi passando a boiada

Pastores roubando ouro

Rachadinha do tesouro

Dinheiro vivo do Bill

Secreto orçamento emula

E o Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


E o combate à vacina?

Toda hora todo dia

A avestruz do Planalto

Já gritava: Ave Maria!

Era a falta de respeito

Às missas, cultos e o jeito

Cada pastor com fuzil

Imitar arma era a bula

E o Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


E aquela Transposição

Que Lula já tinha feito

Faltava inaugurar

Com alguns retoques de jeito

E o Mafarro intercedeu

E disse: Quem fez fui eu!

E sem vergonha assumiu

Saiu fazendo firula

E o Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


As fake news sem vergonha

Presidente sem moral

Ao atacar as mulheres

Um ser misógeno do mal

Perseguindo as minorias

Sua miséria se erguia

E até golpe ele anteviu

Tinha o poder como gula

E o Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


E foi passando a boiada

O Guedes já antevia

Encolher mínimo salário

E a aposentadoria

E este terror se espalhava

O povo desesperava

Com uma vítima servil

Medo do diabo caçula 

E o Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


A liberação das armas

Que armou bolsonarentos

Bob atirou na polícia

A outra de arma aos ventos

Perseguindo pela praça 

E exemplificando à raça

Que a sua arma serviu

Com seus fãs gritando: Fula!

O Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


E aí chegou a campanha

E a mentira foi a tônica

E a baixaria dos maus

Nas redes bombas atômicas

E o Congresso nem fez veto

Com o orçamento secreto

Silenciou-se servil

Mandava à nação: ENGULA!

E o Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


E então chegou o dia

De votar e mudar tudo

Mas se usou máquina pública

Faz de quem guarda um ser mudo

E até Blitz fizeram

Para ganhar impuseram

Tudo, tudo e não serviu

Cada ação feita foi nula

E o Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


E o povo foi lá votar

Festa da Democracia

Temendo a violência

Que o poder imprimia

E a alegria da gente

Linda, feliz e contente

Foi tão forte e varonil

Que a maldade ficou nula

E o Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


E na apuração dos votos

Começou eles na frente

O povo pobre sofria

Que a chapa estava quente 

Sul e Sudeste vencendo

E a nossa gente foi vendo 

Que cada voto que serviu

De repente um grito ulula

E o Nordeste fez de Lula

Presidente do Brasil


Quando o Nordeste chegou

Fez-se luz rompendo os breus

Como o sol na Alvorada

Dando notícias de Deus

Vem chegando consciente

E vai mudando a torrente

Com seu poder varonil

Seja a pé, num jegue ou mula

O Nordeste faz de Lula

Presidente do Brasil


E o amor venceu o ódio

Preservando sua raiz

A Paz e a diversidade

Que faz meu povo feliz

E o Brasil volta fecundo

A amazônia volta mundo

Com diversidade mil

É o respeito que articula

Que o Nordeste faz de Lula

Presidente do Brasil!

(Merlanio)