terça-feira, 6 de novembro de 2012

O POETA E O PASSARINHO

Meu povo,

Este poema me veio agora, enquanto escutava a bela voz de Flávia Wenceslau.

Fiquei tão estasiado com suas músicas que veio rasgando lá de dentro este poema.

O POETA E O PASSARINHO 
Merlânio Maia 


Um passarinho cantante 
Logo que o sol nascia 
Pousava em minha janela 
E a sua canção trazia 
A minha alma de poeta 
Sentia-se tão completa 
Vendo aquele passarinho 
Me despertar na aurora 
Que senti naquela hora 
Que era Deus no meu caminho 

Era o Bom dia mais certo 
Na hora que o sol raiava 
Esta divina visita 
Na janela se postava 
E depois de olhar pra mim 
Virava pra o céu sem fim 
E cantava os versos seus 
E eu chorava agradecendo 
Que era mesmo que estar tendo 
Uma visita de Deus 

Enquanto eu tive no peito 
A poesia e a emoção 
Aquele canto perfeito 
Enchia-me o coração 
Mas as coisas ilusórias 
A busca infinda das glórias 
Me tirou deste caminho 
Sem poesia, as coisas vãs 
Me entristeceram as manhãs 
Sem Deus e sem passarinho 

Perdido vagava igual 
Uma folha solta ao vento 
Sofrendo no carrascal 
Sem ter paz um só momento 
Depois de muito penar 
Decidi tudo largar 
E retornar ao meu ninho 
Abracei-me a poesia 
E Deus no raiar do dia 
Me enviou o passarinho 

Que desceu pela janela 
Cantou, trinou no seu canto 
Trouxe outros cantadores 
E eu ali verti meu pranto 
Lembrei-me do Filho Pródigo 
E desvendei todo o código 
Que encantava os sonhos meus 
E canto e não sou sozinho 
Pois poeta e passarinho 
São missões dadas por Deus!

ORAÇÃO NO DIA DE NATAL

ORAÇÃO NO DIA DE NATAL 
Merlânio Maia 

Senhor hoje é o teu Natal 
Todo o mundo comemora 
É tanta emoção agora 
Nascida dos dias teus 
Muitos cantam, muitos choram, 
Muitos bebem, muitos comem... 
Hoje o coração do homem 
Saúda o Filho de Deus 

Não mais a arena dos césares 
Não mais as perseguições 
Não mais as inquisições 
Não mais o medo dos teus 
Não mais tristes armadilhas 
Não mais a cruz infamante 
Não mais a morte aviltante 
Dos heróis cristãos de Deus 

2000 anos se passaram 
A dor ainda continua 
Os pedintes pela rua 
A fome matando assim 
O orgulho desenfreado 
Por poder, riqueza e fama 
Bem ao lado a dor reclama 
De todo esse mal - o fim! 

Tua canção tão sublime 
A voz doce duradoura 
Vai criando a manjedoura 
No coração do vivente 
A fraternidade chega 
Tira a chaga e vai ficando 
E ao mundo modificando 
Como o nascer da semente 

Ó Semeador divino 
O teu canto ainda ecoa 
Ensina, alegra e abençoa 
Enche o mundo de esperança 
E nos acorda depressa 
Pois o tempo urge agora 
Só o Evangelho aprimora 
Toda Bem aventurança 

Nós sabemos que a semente 
Que semeastes, Senhor, 
É o mais sublime amor 
Que frutifica bem mais 
Aquece, ampara, edifica, 
Desperta, educa e conduz 
Cada um de nós rumo a luz 
Pra que o mundo tenha paz 

É Natal, Senhor Jesus 
É o teu Natal de esplendor 
Rogamos que o teu amor 
Toque nossa alma afinal 
Para emprestarmos as mãos 
No socorro ante aos irmãos 
E assim de espíritos sãos 
Festejarmos teu Natal! 

ANO NOVO, ANO NOVO...

ANO NOVO ANO NOVO
Merlânio Maia

Ano Novo, Ano Novo, 
Chegue bem devagarinho 
Vem me fazendo um carinho 
Que eu faço festa e canção 
Faço promessa e oferenda, 
Canto, danço, pulo, salto, 
Brinco, beijo e sonho alto 
Sem tirar os pés do chão! 

Ano Novo, vem trazendo 
Vida nova, Boa Nova, 
E a esperança renova 
Em cada canto e cantiga 
Teu cheiro de Ano Novo 
É tão bom, tão perfumado 
Que a gente esquece o passado 
Para que a vida prossiga 

Ano Novo que renovo 
Trazes o céu que renasce 
É como ver tua face 
Nos campos da imensidão 
Teu semblante é tão bonito 
É novidade, é mudança 
É a própria esperança 
De Deus tu és a canção 

E o mundo se enfeita todo 
Fogos estouram no céu 
É tanto grito e escarcéu 
O povo pula e se abraça 
És a vida conduzindo 
És o futuro sorrindo 
Como a nos dizer bem vindo 
Que Deus deu ao tempo a graça 

Por isso é que no Ano Novo 
Eu gosto de fazer festa 
Que Ano Novo só presta 
Nessa comunhão que traz 
Fraternidade, alegria, 
Luz, amor e harmonia 
Pra que no raiar do dia 
O mundo enfim tenha Paz!

JESUS E A PAZ


JESUS E A PAZ
Merlânio Maia

Senhor, Tua Manjedoura,
Simbolizou a humildade
Mostrou que a felicidade
Com pouco se satisfaz
Sua receita é tão simples
Basta acreditar no amor
Pra construir com valor
A consciência de PAZ

Não precisa do poder
Não depende de ter cobre
Mas necessita ser nobre
E ter nobres ideais
Saber que o mal é uma sombra
Que se dissipa na luz
Pois quem assim se conduz
Já é construtor de PAZ

E da Manjedoura à Cruz
Teus passos nos ensinaram
E a nossa alma marcaram
Tal fulgor fez muito mais
Que aqueles que Te conhecem
Pertencem-Te de verdade
E vivem desta amizade
Do puro amor que dá PAZ

O que temer se Teu braço
Junto de nós se apresenta
E nunca jamais se ausenta
Dando-nos força tenaz
E ao seguir Teu caminho
Vivemos tanta verdade
E é tanta a felicidade,
Que tanto amor vira PAZ!...

E a força do Teu exemplo
Chegando à Terra criança
Nos enche de esperança,
Nos impulsiona e faz
Que em nós o amor apareça
E nos dê felicidade
Contagiando a humanidade
Na Nova Era da PAZ!

TE OFEREÇO PAZ

Como não ser pela vida?
Como não ser pelo Bem?
E como não ser também
Pelo amor, que é muito mais?
Como não ser pelo outro?
Como não ser, se o encanto,
Cessa a dor e abranda o pranto
 Por isso OFEREÇO PAZ!
Ah! Sim, TE OFEREÇO PAZ!

EU AMO O PLANETA TERRA

EU AMO O PLANETA TERRA
Merlânio Maia

EU AMO O PLANETA TERRA
QUE ME ALBERGA COM CARINHO
QUE ME ACOLHE NO SEU NINHO
E PROVÊ A ALMA QUE ERRA
SEU SOLO NOS ASSEGURA
SEGURANÇA E ALIMENTO
E EU DIGO A TODO MOMENTO
EU AMO O PLANETA TERRA

EU AMO O PLANETA TERRA
SUA FAUNA, SUA FLORA
SEU AR QUE NOS REVIGORA
POIS TANTA ENERGIA ENCERRA
GRITO FORTE O QUANTO O AMO
MEU LINDO PLANETA AZUL
É O MEU CANTO NORTE A SUL:
EU AMO O PLANETA TERRA!!!

O DIABO DO CARNAVAL

O DIABO DO CARNAVAL 
Merlânio Maia 

Ninguém se engane ou se iluda 
Que em tempo de carnaval 
O "capirôto" se solta 
E a debandada é geral 
A cachaça dá o tom 
E a droga aumenta o som 
O povo perde o pudor 
Ninguém tem pena de nada 
E a multidão desvairada 
Bota o diabo no andor 

Na onda do "pula-pula" 
Com a "zuada" "truano"
Quem tá vestido se despe 
Fulano agarra sicrano 
Pois seja homem, ou mulher 
Venha de onde vier 
Que o sexo louco se faz 
Mulher com mulher se agarra 
Homem com homem na farra
Santo vira satanás 

Tem cabra que o ano inteiro 
Sonha com o carnaval 
E quando chega esse dia 
Sai da sua vida normal 
Muda o jeito empiriquita 
Bota um vestido de chita 
Pinta a boca de baton 
Sai rebolando e beijando 
Os outros homens cantando:
- Isso é que é carnaval bom! 

A história se repete 
Que a quebradeira é geral 
Tem gente que cai na dança 
Pensando em fazer o mal 
Roubo, furto e violência 
Nessa data é ocorrência 
Que nem polícia dá conta 
É o "ninguém é de ninguém!" 
Só chamego e xenhenhem! 
E ali a doideira apronta 

A bebida é consumida 
Como soro em hospital 
Se pudesse era na veia 
E a droga encontra um canal 
O batuque é louvação 
Desse reinado do cão 
Onde o doido mete os peito 
No passo desengonçado 
O certo é quem tá errado 
E o torto é quem tá direito 

É "caboquim" mascarado
E embriagado na rua 
É caboquinha aos pinote
Bebendo e ficando nua 
E o diabo até dança frevo 
Apalpa todo relevo 
No calor do "vuco-vuco" 
E é nesse esfrega-esfrega 
Que toda moral se entrega 
Num "ribuliço" maluco 

Ninguém pensa no amanhã 
Que é hoje que a coisa vai 
Tem pai que fica tam-tam 
Filho que na droga cai 
Na cinza da quarta-feira 
A ressaca é a companheira 
De um remorso infernal 
É imenso o prejuízo 
Desses que perdem o juízo 
Com o diabo do Carnaval!

DEUS E A REENCARNAÇÃO


DEUS E A REENCARNAÇÃO
Merlânio Maia

Ah! Mistérios!... Ah! Mistérios!...
Quantas dores neste mundo!
Desde o berço ao cemitério
Traduz-se vil e infecundo
E o homem gritando aos céus
Pergunta em vão: - Por que Deus?
No exercício da razão
Onde a justiça na vida?
Por que a dor descabida?
Eis a divina equação

Se Deus é Bom e é perfeito
E é Todo onipotente
Por que ao mal não dá jeito, 
Será que Deus vive ausente?
Ou não tem poder assim
Ou não quer do mal o fim?
Se ao mal não elimina,
Seremos obras do acaso?
Se Deus ainda faz caso
Onde a Justiça Divina?

Como entender que o perverso
O cruel, o enganador,
Que semeia no universo
Grito, sofrimento e dor
Tenha uma vida tranquila
Quando trama e aniquila
Dos mais pobres a esperança
E o usurário, o egoísta,
O criminoso estadista
Vive e morre na abastança?

Por outro lado o pequeno
O pobre que não tem paz
Trabalha de sol a sol
Sem nenhum conforto a mais
E a criança doente,
De enfermidade potente?
E outra que vem mutilada?
Onde, meu Deus, a justiça?
Que iniquidade enfermiça
Da tragédia desgraçada?

Mas Deus, Senhor amoroso,
Desde toda criação
Mostra-se um Pai bondoso
Que nos resolve a questão
Sua fórmula matemática
É perfeita, plena, prática,
Em todos os atos seus
E indica a REENCARNAÇÃO
Sua eterna solução
Eis a justiça de Deus

Pois que a reencarnação
É o perdão ilimitado
A vera reeducação
Para aquele desgraçado
Criminoso. E quem voltou
Mutilado, mutilou!
O enfermo, faltou com o Bem,
Na miséria, o milionário
Esbanjador, usurário,
Faltou com o amor também!

É impossível crer em Deus
Sem a reencarnação!
Sem esta os atos seus
Seriam a torpe versão
De um deus mesquinho e cruel
Criador de inferno e céu
Destruidor mais voraz
Sádico, cheio de maldade...
Inferior a humanidade
Que o homem seria mais

Impossível é aceitar
Deus sem reencarnação
Seria um deus sem amar
Seria um deus de ilusão
Mas com a palingenesia
A humanidade estagia
Numa educação constante
De uma justiça divina
Que ampara, instrui e ilumina,
Para o progresso radiante!

Deus é o Pai onipotente
Que cria e embeleza a vida
É o amor onipresente
É a verdade incontida
Imanência e transcendência
É a própria onisciência
Pelos Universos seus
É o progresso, é a perfeição!
Pois sem a reencarnação
Não há justiça, nem Deus!