quarta-feira, 23 de maio de 2018

SOBRE O BEM COLETIVO


Posição desinteligente a do egoísta do nosso país. Visa somente seu bolso e não pensa na coletividade. Esquece que precisa viver em sociedade todos os dias e se

- rouba o erário, não há investimento em escola, saúde, estradas, praças e tudo mais que ele e os seus, precisam para ter qualidade de vida civilizada;

- joga lixo na rua, vai conviver com as enchentes e perde a paz;

- corrompe o servidor, vai sempre conviver com a corrupção, e muito em breve vão tirar dele a paz social;

- não luta pela distribuição de renda, vai encontrar nos miseráveis, que não têm mais nada a perder, talvez o seu fim, ou o fim dos seus pela violência.
É muito perigoso permitir que uma pessoa não tenha o que perder. O risco de todos é imenso!

Então, precisamos de uma sociedade mais justa, onde todos sejam gestores e fiscais da coisa pública. Do bem coletivo.

Os países de primeiro mundo, encontraram a qualidade de vida na distribuição de renda e na fiscalização da gestão pública. Porque sabem que o bem coletivo é mais importante que o bem privado. Descobriram isso depois de errar por centenas de anos.

Somente os imbecis não sabem que somente há qualidade de vida quando a sociedade está equilibrada. Quando todos têm comida na mesa, têm salários dignos e saúde decente e que podem sonhar e ver seus familiares e amigos sonhando e realizando os sonhos.

Assim, até por egoísmo, é inteligente equilibrar a sociedade para se poder viver em Paz!
Merlânio Maia

terça-feira, 22 de maio de 2018

OS ANOS E ANOS QUE VIVEMOS JUNTOS


OS ANOS E ANOS QUE VIVEMOS JUNTOS
Merlanio Maia

Completam-se os anos de um amor potente
De um amor caliente em tudo que é sentido
De um amor forjado batente a batente
Às vezes nascente ao por do sol vivido

Inda ontem te disse o quanto foi bonito
Passamos os anos pelo mundo afora
Não sei se isso é sonho, porém acredito,
E afirmo contrito: Eu te amo agora!

Foram tantas noites de amor incontido
De riso e gemido e de luta voraz
As lutas vencemos pelo chão batido
E os erros nos deram experiência e paz

Vai e vem dos anos que são completados
Foi ontem passado e eu te carreguei
Experimentamos os nossos pecados
E os pomos de lado, me amaste e eu te amei

Mas isto foi ontem e ainda te vejo
Cheia do festejo da luz juvenil
Teu corpo de hoje traz todo lampejo
Dos frutos dos beijos que o mundo não viu

E os filhos vieram da dor e alegria
Na grande magia que o amor produz
E formam conosco linda sinfonia
Que ao nascer dia nos toca e seduz

E ainda te amo com um amor ardente
Tão completamente te amo demais
Que nada mais temo, meu anjo valente
Tu segues à frente ao meu lado e atrás

Quem dera depois quando a vida chamar
Pudesse eu voltar e ter-te aos braços meus
Que importa a pobreza? Riqueza é te amar!
Quem dera eu voltar! Quem dera, meu Deus?!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

SONETO PRA ZÉ GUILHERME


Meu amigo budista foi pra casa
E seguiu leve e livre como era
No inverno inventava a primavera
E ante a imensidão abriu su'asa

Era o amor e era quente feito brasa
Foi poeta, foi músico, foi quimera
E eu não me despedi! Ah! Quem me dera!...
Lhe dizer que esta vida não se atrasa

Meu amigo era canto e era canção
Era lindo demais seu coração
De abraçar com carinho, amor e fé

E hoje escrevo o soneto tão saudoso
É um luxo um amigo afetuoso
Entre os poucos que fiz eu tinha Zé!

Com saudades de Zé Guilherme!

terça-feira, 8 de maio de 2018

QUAL O SENTIDO DA VIDA



Qual o sentido da vida?
É nascer, reproduzir,
Ser da natura comida
E em cinzas se reduzir?
Ou existir, ser lembrado,
Ser pelo amor cultuado
Entre a chegada e a partida?
Ou ser número contador
Entre o prazer e a dor,
Qual o sentido da vida?

Pra mim a vida é um rio
Que caímos ao nascer
Nos leva num desafio
De ser antes de morrer
Calmaria e corredeira
De canions à cachoeira
Nos ensina a superar
Mas o maior desafio
É que dentro deste rio
Há que uma obra deixar

Uma história pra escrever,
Uma cantiga a cantar,
Um monumento a fazer
Um poema a declamar
Um nome que lembra afeto
Ser profeta e ser completo,
Ser uma lenda neste mundo
Uma voz pra quem não tem
Um nome ligado ao bem
Que este rio é bem profundo

Muitos querem segurança
Neste rio impetuoso
Outros perdem a esperança
Por desejar mais o gozo
Feliz quem vive de afeto
Pois seu viver é completo
Outro do amor vai viver
Outro veste a caridade
E outro vive da verdade
Seja quem veio pra ser

E entre o hoje e o amanhã
A morte ronda e campeia
Leva aquela vida sã
Deixa o doente da aldeia
É preciso ter urgência
Em insculpir sua essência
Nas margens que dão guarida
Qual é mesmo o seu legado
Quer ser um número passado
Ou ser símbolo renovado
Qual seu sentido da vida?
Merlanio Maia

BOM DIA MEUZAMÔ!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

UMA CANÇÃO DE AMIGO

Amigo é uma palavra
Que vem desde o tempo antigo
Não creio ser coincidência
Ter as vogais de ABRIGO
Sua função é apoio,
É ser o trigo ante o joio
Um rio sem corredeira
Um abraço sem cobrança
Um raio de esperança
Reza de uma rezadeira


Amigo lembra do amigo
Onde for! E assim o é
É cuidadoso carinho
Em tudo é irmão de fé
Amigo chora agarrado
E também ri abraçado
É a defensa sem temor
É salvação no perigo
É consolo, é luz e abrigo
Quem tem zele que amigo
É a face do puro amor!
MM


Para meus amigos e para os que quiserem sê-lo!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

INAUGURAÇÃO DA SEDE DA ONG DONOS DO AMANHÃ



Nosso trabalho do Boneco de Lata no Hospital Napoleão Laureano iniciou-se em um dia de novembro de 1996, de lá pra cá, muitas histórias e muitas emoções com as crianças portadoras de câncer.

Choramos e sofremos apoiando cada pequeno no seu sonho de viver mais.

Tudo valeu a pena! Porque a vida vale a pena e vale a luta!

Olha a ONG DONOS DO AMANHÃ!

https://www.facebook.com/andreagadelha.oncopediatra/videos/1535737376536540/


quinta-feira, 3 de maio de 2018

AS ESTRELAS DE BILAC



São dois poemas de Olavo Bilac que se completam. Não podem ser separados, pois o próprio poeta dizia que um completa o outro.

XII

Sonhei que me esperavas. E, sonhando,
Saí, ansioso por te ver: corria...
E tudo, ao ver-me tão depressa andando,
Soube logo o lugar para onde eu ia


E tudo me falou, tudo! Escutando
Meus passos, através da ramaria,
Dos despertados pássaros o bando:
“Vai mais depressa! Parabéns!” dizia.

Disse o luar: “Espera! que eu te sigo:
Quero também beijar as faces dela!”
E disse o aroma: “Vai, que eu vou contigo!”

E cheguei. E, ao chegar, disse uma estrela
“Como és feliz! como és feliz, amigo,
Que de tão perto vais ouvir e vê-la!”
Olavo Bilac

XIII

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas”.

– Olavo Bilac

SOMENTE SE TU QUISÉ!

Se tu quisé, Meuzamô
Eu pinto estrela no céu
Posso fazê um cordel
Entre um homi e uma mulé
Dizeno das nossas coisa
Dos nosso sonho e desejo
Das cósca dos nosso beijo
Do cangote inté os pé!
Somente se tu quisé!
MM

O PRESIDENTO HOSTILIZADO NO LARGO DO PAISANDU


No largo do Paisandu
O presidento foi lá
Na busca de cada voto
Que a comoção pode dar
Porém jamais esperava
Que o povo que ali estava
Fosse dar-lhe uma lição
O rechaçaram fervendo
A imagem dele correndo
Não vi na TV moendo
E ele voltou pro caixão!
MM


Somente registrando para a história, porque nenhuma TV irá mostrar essa imagem.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

JORNAL A UNIÃO Show ‘Cordel Vivo’ reúne cantoria, poesia popular e viola nesta quinta


Show ‘Cordel Vivo’ reúne cantoria, poesia popular e viola nesta quinta

Divulgação

Reconhecidos na cena cultural paraibana, Cristiano Oliveira e Merlânio Maia executam o show desde o ano passado

Jamarrí Nogueira
O poeta, cantor e cordelista Merlânio Maia e o violeiro Cristiano Oliveira formam um ‘casal perfeito’. Um completa o outro. O outro completa um. E no palco é um zum-zum-zum com cultura de todo jeito. O show ‘Cordel Vivo’ é mix de sarau com arrasta-pé. Tem música e tem poesia; põe o Nordeste em primazia, nesta quinta-feira (19), às 20h, na Budega Arte e Café.

A tentativa de rima no parágrafo acima pode não ter agradado. E se você quiser escutar poesia de verdade e música de qualidade, acredite, não pode perder o show ‘Cordel Vivo’, nesta quinta-feira, na Budega Arte Café, nos Bancários, em João Pessoa. Copiando Merlânio, afirmo: você não pode perder esse show, ‘meuzamô’. Entrada é gratuita (mas artistas passam o chapéu).

“Tem o instrumental e o recitativo. Uma coisa completando a outra”, disse o violeiro Cristiano Oliveira, sendo complementado por Melânio: “São dois solos que se completam”. A dupla dinâmica contou que pretende levar o espetáculo para Natal (RN), Recife (PE) e Fortaleza (CE). Dia 26 de maio deste ano, o ‘Cordel Vivo’ estará na Feirinha de Tambaú, na capital.

O show autoral também tem momentos de homenagens. Assim, Merlânio e Cristiano incluíram um xote de Jackson do Pandeiro (‘Nem vem que não tem’) e também a execução instrumental de um dos sucessos do também paraibano Geraldo Vandré: ‘Fica mal com Deus’. O repertório também contará com músicas incidentais de Rolando Boldrin, Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal.

Dupla dinâmica

Merlânio Maia é poeta e compositor com 12 livros editados, oito CDs e muitos Shows pelo Brasil. Recentemente, esteve em Portugal levando seus cordéis. Lá, realizou oito apresentações do show ‘Cordel Vivo’.

Cristiano Oliveira é músico. Desde 1998, dedica-se à viola de dez cordas. Foi fundador do Grupo As Parêa e já tocou com grandes artistas paraibanos, como de Cátia de França, Adeildo Vieira e Glaucia Lima.

Merlânio e Cristiano estão em parceria desde 9 de novembro do ano passado, quando estrearam o show ‘Cordel vivo - O Poeta e o Violeiro’, na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa.

FONTE: http://auniao.pb.gov.br/noticias/caderno_cultura/show-2018cordel-vivo2019-reune-cantoria-poesia-popular-e-viola-nesta-5a-feira

sábado, 21 de abril de 2018

SHOW CORDEL VIVO NA BUDEGA ARTE CAFÉ

Estivemos com o Show Cordel Vivo na BUDEGA ARTE CAFÉ na última quinta-feira (19), foram momentos espetaculares do Cordel, da Poesia e da música nordestina.

Este Show CORDEL VIVO, é um Projeto nosso com intenção de trazer à vida esta poética popular, nascida do povo e tão rica como bela, pois traz os costumes, as cores, os cheiros e sons desta rica nordestinidade.

Cristiano Oliveira, por sua vez é um violeiro malassombrado, que faz da viola um poema especial de acordes simétricos e assimétricos, produz um som que mistura com o Cordel e a Poética nordestina e nasce daí este som assombroso e lindo demais.

E foi assim que nasceu este projeto que traz à vida os poemas cordelísticos de grandes mestres como Leandro Gomes de Barros, Amazan, Chico Pedrosa, Pompílio Diniz e Daudeth Bandeira, entre outros, inclusive os de autoria de Merlânio, somado às músicas autorais que tem a mesma ancestralidade da poesia popular.

É um Show lindo, com cores e sabores e a graça humorística desses poetas extraordinários, que lhe leva ao centro de um mundo maravilhoso. Um verdadeiro mergulho no sonho do Pavão Misterioso e dos Reinos de Encantar. Imperdível! Digo sem medo de errar!

Algumas fotos desta última edição na Budega Arte Café, que também tem sua beleza e encantamento de Bar e Restaurante Cultural.





segunda-feira, 9 de abril de 2018

VOA LIVRE LULALÁ




VOA LIVRE LULALÁ
MMaia

Eu vi Meuzamô, eu vi
Um nordestino da peste
Negro, pobre e do nordeste
Derrotar todo o poder
Derrotou Judiciário
Derrotou Legislativo
Derrotou Executivo
E fez pro planeta ver

Derrotou Judiciário
Quando a justa delinquiu
Forjar prova que não viu
E a prisão injustiçada
Pois precisavam calá-lo
Sem prova clara e aberta
Fez-se iníqua, fez-se incerta
E assim desmoralizada

Eu vi Meuzamô, com nojo
Malas cheias de dinheiro
E um presidente treteiro
Mandando assim corromper
Um executivo corrupto
Com ministros tristes réus
A posar de anjos dos céus
Sem ninguém poder deter


Também o legislativo
Protegendo delinquentes
Com vídeos de malas quentes
Recheadas de dinheiro
E a impunidade solta
E o povo barata tonta
Crédulo de faz-de-conta
Doutrinado o tempo inteiro

Eu vi, Meuzamô, eu vi
A trama de uma TV
Mentindo pra gente vê
Com satânica intenção
Guiando o povo famélico
Pra odiar o nordestino
Lula que venceu o destino
A seca, a morte e a nação

Porém não imaginavam
A força de um sertanejo
Que nasce sem ter molejo
Nada conhecem de medo
Quem já pegou pau-de-arara
Tem a vergonha na cara
E quando investe não para
Vem na luta desde cedo

Luiz Inácio da Silva
Altivo em frente ao juiz
Um vaidoso infeliz
Que o queria na prisão
Sem querer criou seu mito
De um ideal tão bonito
Que na história vai escrito
Seu nome é sem dimensão

Venceu juízes, Supremo,
A sanha dos Presidentes
Senadores delinquentes
A mídia que se vendeu
Venceu o Congresso inteiro
Os tolos babões dos patos
Empresários e outros ratos
Lula sozinho os venceu

Está preso mas vai livre
Como uma ideia liberta
Pois que fez a coisa certa
De dar vida a sua gente
Educar os pobrezinhos
Dignidade a empregada
Água à terra esturricada
Saúde a quem é doente

Fez voar de avião
Todo povo brasileiro
Três refeições ano inteiro
Fez da sua gestão séria
Pagou o FMI
O mundo o admirou
E a ONU comemorou
Quando acabou a miséria

E fez mais, fez muito mais
Porém veio o Capiroto
E foi tirar do esgoto
Sua caixa de pandora
Mentiu, fez tanta armação
Com o Supremo tudo junto
Congresso fez o assunto
Porém não se mata ideia

O seu nome está escrito
Em cada canto do mundo
Seu ideal é profundo
Nem a morte o calará
Que dirá simples prisão!?
Pode ser Nobel da Paz
Sua liberdade traz
O seu símbolo Lulalá


Segue pulcro e varonil
Pois sua ideia cresceu
E tudo que fez rendeu
Calúnia não o calará
Seu ideal continua
Calando os maus, mentirosos
Silenciando poderosos
Voa livre Lulalá!


MMaia












quinta-feira, 22 de março de 2018

SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!



SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!
Merlânio Maia

Meu irmão da cristandade
Não se deixe esmorecer
Ante o mal que te aconteça
E os testes que venhas ter
Lembra que o teu ideal
É buscar o espiritual
Que vibra em teu coração
Ante o mal acende a luz
Escuta o Mestre Jesus:
SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!

Se os líderes se afastaram
Por desejo de poder
E outros mais te acusaram
Se esquecendo do dever
Evoca o Senhor em prece
Que de ninguém se esquece
E ele dá motivação
E no Bem já te conduz
Escuta o Mestre Jesus:
SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!

Se caluniam-te a alma
Sentes a queda já
Respira fundo e com calma
Que o tempo resolverá
Não percas tempo em contenda
Ergue a vista volta a senda
Aprende a nova lição
Que o Bem só paz produz
Escuta o Mestre Jesus:
SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!

E ao veres que o mal progride
Nas veredas deste mundo
E vês que o mal nos agride
E nos violenta a fundo
Vigia e ora e assim siga,
Para que em breve consigas
Alcançar libertação
Ante esse mal brilha a luz
E escuta o Mestre Jesus:
SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!

Nenhuma força é mais forte
Que o poder do amor
Que vence a dor e a morte
No caminho redentor
Jesus é um Rei Solar
Que nos ensinou a amar
E atingir a perfeição
No Evangelho está a luz
Que da manjedoura à cruz
Ecoa a voz de Jesus:
SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!

domingo, 18 de março de 2018

MARIELLE O POEMA


MARIELLE O POEMA
Merlânio Maia

Moça linda Marielle
Tão bela, em charme encharcada
Tua voz tão afinada
Entoava coro e ação
Tu que davas voz e vez
Aos sem nada, aos sem ninguém
Lutou contra quem não tem
Escrúpulo nem coração

Logo as ruas da favela
Ficavam iluminadas
Com a presença encantada
Do Sol do teu coração
Marielle a negra efígie
Da voz firme e respeitada
Rainha já coroada
Feita de força e canção

Ainda lembro tu sentada
Na calçada de vestido
Fazendo festa e alarido
A lutar com valentia
Fazendo estremecer tristes
Miseráveis e malditos
Covardes maus e proscritos
Com o peso da tua guia

 À noite os chacais planejam
Num ato calar-te a voz
Sepultar de forma atroz
Varrer a tua presença
Os maus não sabem da vida
Que não morrem ideais
E o corpo que morre traz
O infindo poder da crença

Quando sepultam o corpo
Semeiam na humanidade
O ideal que a tudo invade
A resistir sob a pele
E o corpo morto dá corpo
Dá poder, dá força e voz
E perpassa em todos nós
Todos somos Marielle

Que tua luta era do bem
Da paz, da luz, do amor
Pela igualdade na dor
Pela igualdade no riso
E este ideal vai singrando
Pelo rio que invade o mar
Toda Terra vai singrar
Neste caminho preciso

E assim continuas viva
No plenário, praça e rua
Denunciando a treva crua
Que forja o covarde horror
Mas tua luz feminina
Tem a postura divina
Que nosso mundo ilumina
Despertando em nós o amor!