sexta-feira, 16 de março de 2018

ZÉLIMEIRIANDO



ZÉLIMEIRIANDO
Merlânio Maia

A POESIA NORDESTINA
HERANÇA DE TANTOS POVOS
MISTURA ANTIGOS E NOVOS
COM A FORÇA QUE SE DESTINA
SUA LUZ NOS ILUMINA
NOSSA FALA É FAVO E MEL
É UMA CANTIGA A GRANEL
QUE DIVERTE E CONTAGIA
NÃO HÁ MAIS BELA POESIA
NADA SE IGUALA AO CORDEL

NUMA PELEJA ZÉLIMEIRIANA

Roubei jegue de cigano
Bebi sangue de chourisco
ET me levou num disco
Foi mil anos num só ano
Voltei e mudei de plano
Frequentei Bordel de crente
Dei tabefe num Tenente
Quem não creu inda vai crer
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Fiz a casa de taboca
Dancei côco em Bagdá
Vi Saddam Husseim por lá
Beijando Bush de "cóca"
Armei minha sóca-sóca
Com medo de um ser vivente
Que na trazeira da frente
Tinha um corte e deu pra ver,
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Se num fosse já seria
Se deixasse tava lá
Um pra ali outro pra lá
Coivara de água fria
Coragem da covardia
Enterro dum ser vivente
O ateísmo do crente
Direito que é dever
PODE SER PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

A disposição do medo
O norte que há no Sul
Tabuleiro no paul
Quando é tarde no bem cedo
Começo sem fim de enredo
Traseira que vem na frente
Gelo fino, grosso e quente
Miséria que há no ter
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Tirei sangue de um vampiro
Ao deitar fiquei de pé
Um mudo falou com fé
- Vi aleijado dar giro,
E defunto deu suspiro!
Tão igual que é diferente
Traseiro posou pra frente
Munganga pra cego ver
PODE SER, PODE NÃO SER
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

quarta-feira, 14 de março de 2018

HOMENAGEM A NENA MARTINS


HOMENAGEM A NENA MARTINS

Nena Martins nos recebe
Neste dia da poesia
No Programa Agora Master
Com seu amor e alegria
Que nós poetas do mundo
Num sentimento profundo
De gratidão e amor
E eu me sinto motivado
Que de homenageado
Passo a homenageador

E homenageio a mulher
Que é a Nena Martins
Nascida em Conceição
Onde toquei meus clarins
E ali foi vencedora
E até vereadora
Levando luz ao lugar
Depois veio a João Pessoa
Com sua verve tão boa
Que chegou para encantar

Mulher forte e destemida
Que venceu neste país
Lutou contra o preconceito
E hoje está mais feliz
Pois na comunicação
Deu a vida e a emoção
De sonhar e progredir
O AGORA MASTER é seu sonho
Que se fez lindo e risonho
Para viver e mais servir

Uma mulher que é exemplo
De força e dedicação
Sonhou e foi no caminho
Desta realização
Por isso parabenizo
Quem fez o que foi preciso
Para atingir o progresso
Lena Martins é uma flor
De força, luta e valor
E eu poeta cantador
Lhe desejo mais Sucesso!

domingo, 11 de março de 2018

MEUZAMÔ VENHA SIMBORA


MEUZAMÔ VENHA SIMBORA

Meuzamô venha simbora
Venha viver nos meus braços
Já chegou a tua hora
Vamos mudar os compassos
Tua missão tá cumprida
Agora é viver a vida
No seu sentido maior
Há tanta vida aqui fora
Meuzamô venha simbora
Vem que aqui está melhor

Tu estás novinha em folha
Saída da CAIXA agora
Qual bonequinha de luxo
Linda por dentro e por fora
E eu venho te esperando
Com esse momento sonhando
Com tudo que a vida é
A vida estua lá fora
E vais começar agora
Com força, com amor e fé

Nossos filhos que são frutos
Que Deus pai nos confiou
Precisam de nosso tempo
Que o seu tempo já chegou
Quanto tempo o tempo tem?
Te apressa em fazer o bem
Deus provê o resto em acréscimo
Vem caboquinha faceira
Meu amor pra vida inteira
Que só fizemos um décimo

Luz da minha escuridão
Se a gente já é feliz
Imagine com mais tempo
Pra engrossar a raiz?
Haverás de mais sonhar
Muito mais realizar
Onde o limite é o céu
Pra conquista dos espaços
Vem sorrindo pros meus braços
Vem minha amada, Raquel!

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O POETA MERLANIO MAIA LANÇA SEU NOVO LIVRO CONVERSO COM VERSO

Oi Meuzamô,

No dia 03 de fevereiro, nós lançamos nosso mais novo trabalho de Cordel e Poesia, o livro CONVERSO COM VERSO.

O evento aconteceu na Livraria do Luiz, na Galeria Augusto dos Anjos em João Pessoa. Ali compareceram os amigos, os artistas, os poetas e os intelectuais que vivem e convivem em João Pessoa.

Foi uma festa singular da poesia e todos, entre um café e outro, se deliciaram com os artistas Beto Cajá no seu violão sertanejo, Cristiano Oliveira com sua viola enluarada e o poeta Merlânio cantando e declamando para os presentes.

Foi uma manhã cheia de arte aquele sábado de fevereiro. Vejam algumas fotos do evento.


















segunda-feira, 13 de novembro de 2017

SHOW CORDEL VIVO DE MERLÂNIO MAIA E CRISTIANO OLIVEIRA

Meuzamô,

Venho informar que o Show CORDEL VIVO-O POETA E O VIOLEIRO, com Merlânio Maia e Cristiano Oliveira, foi uma belezura de lindo. Teatro lotado, muita gente feliz vibrando no Show inteiro e as canções, Côcos e Baiões junto com Poemas e Cordéis, fizeram a festa.

Começou com o poeta e humorista Marcello Piancó fazendo a abertura do Show. Com sua competência e carinho nos convidou para a celebração da noite.

Iniciamos com um aboio regado pela viola de Cristiano Oliveira, depois a poesia os Cordéis e os Baiões e Côcos. Foi lindo!

Ainda tivemos a presença luxuosa de Antonio Barros e Cecéu com sua filha, cantora competente, Mayra Barros. Então se fez no palco o ABC do Forró.

Então, ainda cheios de alegria, agradecemos a todos os amigos e amigas que se fizeram presentes, pois foi uma noite de troca de energia muito boa naqueles momentos inesquecíveis.

Seguem fotos desses momentos únicos da vida:































quinta-feira, 9 de novembro de 2017

CONSELHO PRA CABAVÉI

Poema para o Novembro azul
Merlânio Maia

Cabavéi, num se arrelie
Nem se faça de rogado
O que vou falar aqui
Espero ser escutado
Pois ser um cabra da peste
Ou um machão do nordeste
Isso é coisa do passado

Zele por sua saúde
Faça checape anual
Não seja um jumento rude
Faça o seu toque retal
Quem cuida da própria vida
Não tem a vida perdida
Por medo de hospital

Esses cabra ignorante
É um povim morredor
Pois se faz macho arrogante
E guarda tudo que é dor
A próstata é um exemplo
Não faz exame do templo
E morre sofrendo horror

Então Cabavéi cuidado
Largue desse preconceito
Não tema ser afofado
Não há falta de respeito
O cápranóis é um canal
Pra dar um fim ao seu mal
E ter seu corpo perfeito

Quando aos quarenta chegar
O homem tem que fazer
O toque e o PSA
Para analisar e ver
O que se está guardando
Se a próstata está prostando
Prevenir-se é um dever

Em nome de seus amados
Pais, esposas, filha e filho
Entregue o seu bom guardado
Coloque a vida no trilho
Após o que o doutor diz
Saia liberto e feliz
Com mais saúde e mais brilho

Relaxe deixe o doutor
Lhe examinar sem vergonha
Ali não se sente dor
É rápido não se oponha
Estar saudável com os seus
Poder dar graças a Deus

E ter a vida risonha 

domingo, 5 de novembro de 2017

EU VI

Merlânio Maia

Eu vi, Meuzamô, eu vi
Direitos de quem trabalha
Virar pó ante interesses
De uma vil politicalha
Vi a miséria voltar
Aos mais pobres assombrar
E o carro triste da fome
Passar rondando o meu povo
Vi o ódio nascer de novo
Como um mal que não tem nome

Eu vi ladrões e assassinos
Com o colarinho branco
Jogar meninas, meninos
No abismo do barranco
Dos sem vida e sem futuro
E o interesse obscuro
Da ganância que avança
Mudar leis pra escravizar
Politicalha comprar
Pra destruir a esperança

Eu vi um triste espetáculo
De um presidente mulambo
Que se apossou do cenáculo
E como um boneco bambo
Pra se manter no poder
Nossos direitos vender
Em feira abjeta e triste
E as facções do mal
Leiloar tudo afinal
De uma nação que inexiste

Eu vi a corrupção
Matar sonhos das crianças
Vi político ladrão
Votando contra a esperança
E vi um povo algemado,
Fraco e desmoralizado
Sem ter forças pra lutar
Pois cada o nascer do dia
Morria a soberania
Desta nação secular

Eu vi um povo absorto
Dizer pra todas as gentes
Que bandido bom é o morto
Mas permitir delinquentes
Assumir todo o poder
Assistir vídeos e ver
Bandidos na maior zorra
Ouvir a voz do obsceno
Como quem toma veneno
Querendo que o outro morra

Eu vi tudo isto enojando
Que a politicalha agora
Rouba e sai achincalhando
E rir quando o povo chora
Grava vídeo debochando
Sem ter ninguém reclamando
Gargalha e ainda quer mais
Diante de tanta inação
Vão afundando a nação
Como gosta satanás

Vi ameaças de morte
Vi roubos escancarados
Vi na justiça o suporte
Dos bandidos descarados
Vi as leis manipuladas
E outras seres aprovadas
Para vender a nação
Doando a imensa riqueza
Tesouros da Natureza
Para a colonização

Até quando segue o estado?
Até quando o povo vai
Como bezerro enjeitado
Sem ter mãe e sem ter pai?
E quando será o dia
Que se imporá a rebeldia
Contra esta sanha infernal
Ladrão, criminoso e víl
Parlamento do Brasil
Vende a nação que o pariu
Deixando o mundo abismado

Brasil, levanta teu braço
Desperta do sono eterno
Hora de entrar no compasso
Para sair do inferno
Toma nas mãos teu destino
Prisão já para o assassino
Pra politicalha vil
Ajunta os filhos e filhas
Coloca o país nas trilhas
SÊ SOBERANO, BRASIL!
Merlanio Maia

terça-feira, 17 de outubro de 2017

FUI REI MENINO POETA

Autor: Merlânio Maia

Eu fui menino sem ter
Plastation, Ipad e Ipod
Iphone e TV pra quê?
O que eu tinha era um bode
E um jumento faceiro
Fui nadador, fui vaqueiro
De bila fui campeão
Joguei pião nos terreiros
Coruja nos tabuleiros
Fui menino no Sertão

Com carrim de carretel
Passava um tempo gostoso
Com folhetos de Cordel
E o Pavão Misterioso
Eu aprendi versejar
Eu aprendi declamar
Mas brinquei muito, brinquei
Também cacei tanajura
Com a bundinha de gordura
Já fui muleque e fui rei


Andei de Jegue, não nego
Tive uma infância do céu
Fui guia de um velho cego
Literato de Cordel
Que me ensinou versejar
Com as palavras brincar
E a vida se fez completa
Foi tão rica a meninice
Que certo dia mãe disse
Esse meu filho é poeta!

E assim selou o meu destino
A poesia se achegou
Meu coração de menino
Nunca mais modificou
E quando a luta é mais forte
E enfrento a dor e a morte
Em mim meu menino eu vejo
Minha alma fica repleta
Que em menino eu fui poeta
Rei, poeta sertanejo!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

SOU O GRITO DA PAZ

Merlânio Maia

Eu vivo em nome da Paz
Com cicatrizes das lutas
Cansado das violências
Das intolerâncias brutas
Sou defensor dos direitos
Não aceito os preconceitos
Nem nenhuma intolerância
Contra a mulher, contra a crença
E mesmo contra a descrença,
Contra a velhice ou infância!

Porque segregar o outro
Por ter pele diferente
Por ter o sexo diverso
Ou ser crente ou ser descrente?
Que importa a etnia?
Me importa a sua alegria
E a sua humanidade
Importa sermos irmãos
E poder darmos as mãos
Buscando a felicidade

Por isso digo bem alto
Sim, senhor, eu sou Cristão!
Mas também sou Mulçumano,
Sou seguidor do Alcorão
Sou Evangélico e Budista,
Espírita e Xintoísta,
Católico, Mórmon e Jurema
De Confúcio ao Candomblé
E da Umbanda de fé
Sou poeta e sou poema

Sou negro, branco e amarelo,
Sou índio de nascimento
Sou mulher, sou gay, sou trans,
Sou lésbica de encantamento,
Sou um sem teto da peste
Sou migrante do nordeste
Sou nada e tudo a cantar
Meu ser é bem mais profundo
Que venho de outro mundo
Sou este ET estelar!

Então não venha com ódio
Não traga seu preconceito
Vibro na estação do amor
A Paz é meu melhor jeito
Mente aberta, alma leve,
Nada teme quem não deve
Não me prendo a coisas vãs
Sigo a poesia que canto
Com aqueles que têm encanto


Ando e construo amanhãs!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

PARABÉNS, ALLAN KARDEC

Hoje faz duzentos e
Catorze anos do dia
Que o menino Allan Kardec
Aqui na Terra nascia
E este grande pensador
Nos trouxe o Consolador
Numa missão de heroísmo
E a doutrina da esperança
Da França, ao planeta alcança
Com o nome Espiritismo

Foi Hipollyte Léon
Denizard Rivail
Psedônimo Allan Kardec
Que no planeta luziu
Por isso Outubro é o mês
Que ilumina de uma vez
Nossa nave-mãe a Terra
Parabéns por tanto amor
Que este Codificador
Em toda sua obra encerra
Merlanio Maia

BOM DIA, MEUZAMÔ!

domingo, 3 de setembro de 2017

SETEMBROU

SETEMBROU


Ó meu Setembro amarelo
Meu setembro mês da vida
Em Setembro a vida explode
Com sua força incontida
Como amarelos ipês
Que abrem flores no mês
E nos banham de beleza
E a vida é um Dom perfeito
E é forte e é bela em seu pleito
Nos mostra que sempre há jeito
E seu exemplo é a Natureza!
Merlanio Maia


BOM DOMINGO MEUZAMÔ!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

QUE ENTERREM MEU CORAÇÃO ÀS MARGENS DO AMAZONAS

QUE ENTERREM MEU CORAÇÃO
ÀS MARGENS DO AMAZONAS
Merlânio Maia

Havia uma mata virgem
Que já foi pulmão do mundo
Com tanta diversidade
De um bioma tão profundo
Que invejava as nações
Que já mataram os pulmões
Jogando a vida nas lonas
E aqui vê repetir a ação
Que enterrem meu coração
Às margens do Amazonas!

É o grito do seu poeta
Ao ver o fim da riqueza
Devastarem tanta espécie
Destruindo a natureza
E os seus bilhões de anos
Construído em vários planos
Num decreto virar zona
Da mais vil exploração
Que enterrem meu coração
Às margens do Amazonas!

A ganância toma conta
O governo é inconsciente
E a floresta amazônica
Assassinada friamente
E as árvores centenárias
Fauna e flora necessárias
Viram cinzas nas matronas,
Na ganância do ladrão
Que enterrem meu coração
Às margens do Amazonas!

Políticos irresponsáveis
Rapineiros de carteira
Que não valorizam a vida
Nem a nação brasileira
Conjuram pelas caladas
Votam pelas madrugadas
Como as hienas matronas
Vampirizando o torrão
Que enterrem meu coração
Às margens do Amazonas!

Reservas ambientais
Completa de animais
De plantas bicentenárias
Vão virar móveis, jornais,
Na ânsia de minerar
Vão todo um mundo matar
E ninguém ao rei destrona
Será o fim deste pulmão
Que enterrem meu coração
Às margens do Amazonas!


Que desperte Chico Mendes
E os mártires seringueiros
Que acordem todas as tribos
Dizimadas por grileiros
Txucarramãe e os tupis,
Tupinambás, guaranis,
Os bororos e as turronas
Amazonas em nação
Pra que se expulse o ladrão
Que enterrem meu coração
Às margens do Amazonas!


terça-feira, 29 de agosto de 2017

GENTILEZA

GENTILEZA

Meuzamô, disse o profeta
Que o que a gentileza gera
É muito mais gentileza
Onde a gentileza impera
Então sejamos gentis
Fazendo o outro feliz
Também tenhamos certeza
De que tal retorno vem
Para cada ação do bem
Seja aqui ou mais além 
Em forma de Gentileza!
Merlanio Maia


BOM DIA MEUZAMÔ!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

DONAS DE AMANHÃS

Merlânio Maia


As minhas crianças
São cheias de encanto,
De alegre acalanto,
De brilho e calor...
Tão especiais
A todas crianças
De cabelos, tranças...
Repletas de amor

Suas gargalhadas
Ecoam no espaço
Dançam no compasso
Vivem a cantar
Fazem traquinagens
Gritam, soltam pum,
Sem motivo algum
Saem a requebrar

Todas são carecas
Doces bagunceiras
Suas brincadeiras
Também tão iguais
Às da criançada
De todas as cores
Também sentem dores
São normais, normais!...

São minhas Amandas,
Joãos, Daniéis,
Lucas, Isabéis,
Thiagos, Luanas,
Rodrigos e Carlas,
Rafaéis, Mayaras,
Virgínias e Maras,
Ednas e Anas...

Mas não são tão livres
Pois o seu futuro
Se esbarra num muro
Branco hospitalar
Elas portam câncer
Lutam todo o dia
Contra a tirania
Que as vem devastar

Luta dura, infame,
Luta fatigante
Luta tão gigante
Luta desigual
Luta tão constante,
Luta bruta e forte,
Luta contra a morte
Luta desleal!


E tome coragem,
Tome valentia,
Pois a terapia,
As enchem de ais
QT, ânsia, enjôo,
Agulhas e exame,
Pra que a morte infame
Não vença jamais

São tão pequeninas
E as vejo vencendo,
As vejo crescendo,
E as vejo tão sãs
São os meus amores
Meninos, meninas,
Crianças divinas
Donas de amanhãs!