domingo, 25 de outubro de 2015

A ORIGEM DO FORRÓ (OU DO FORROBODÓ)

A origem do forró (ou do forrobodó)

22/06/2011 às 11:46 | Publicado em Artigos e textosZuniversitas | 7 Comentários 
Em tempos forrozísticos, segue abaixo um artigo sobre a origem da festa-dança mais popular do Nordeste brasileiro.

Nota para a História do forró (Francisco José Alves – 13/06/2011)

No português corrente, forró tem duplo significado. De um lado é,  conforme um dicionário, “festa popular”, ou, com algum laivo de  preconceito, “baile reles”. Do outro, o vocábulo remete a um conjunto de gêneros musicais: coco, baião, xote, etc. Na acepção de baile, forró  tem muitos sinônimos populares: bate-chinela, bate-coxa, rala-bucho,  arrastapé e aria a fivela, etc. Como se vê, baile e gênero musical  circunscrevem o campo de significados do termo popular.

Parece  assente, entre os estudiosos do vocabulário português, que o termo forró é mera corruptela de forrobodó. Na gíria técnica dos peritos, o  vocábulo sofreu uma apócope, ou seja, a supressão ao final de um fonema  ou silaba. Não é fato incomum, na história da língua. Assim, por  exemplo, o latim mare tornou-se, na língua portuguesa, mar. Por outro  lado, a explicação de que forró é derivado da expressão inglesa for all (para todos), introduzida durante a 2ª Guerra Mundial  (1939-1945), parece mais um caso da chamada etimologia folclórica,  explicações fantasiosas da origem das palavras, pois, como veremos, há  registro do termo desde 1905.

De forrobodó, como festa, temos  registros desde o século XIX. Vejamos alguns dados históricos sobre o  termo e o fenômeno em apreço.

Um dos registros mais recuados do  vocábulo forrobodó vem de 1833, conforme Luís da Câmara Cascudo  (1898-1986). O jornal carioca o Mefistófeles traz em seu número 15: “O  ator Guilherme na noite do seu forrobodó”. A nota é por demais concisa,  impossibilitando-nos descortinar o significado do termo no contexto  aludido. Para a pesquisadora Edinha Dinis, a nota carioca alude a uma  forma de teatro popular à época. Reforçando a hipótese da pesquisadora,  há uma nota na revista América Ilustrada, de 1882: “Um arremedo de  folhetim, cheirando a forrobodó”.

Muito provavelmente é em 1883 e 1884 que forrobodó recebe o seu primeiro registro em dicionários da língua portuguesa. Naqueles anos, o estudioso Henrique Pedro Carlos de Beaurepaire-Rohan (1811-1899)  publica, na Gazeta Literária, o seu Glossário de Vocábulos Brasileiros  que se tornaria livro, em 1889, com o título de Dicionário de Vocábulos  Brasileiros. É uma espécie de oficialização do termo, inserindo-se no  monumento da língua, o dicionário. Dez anos após, em 1899, forrobodó  volta a figurar noutro dicionário da língua portuguesa. Desta feita, é o dicionarista Antônio Cândido de Figueiredo (1846-1925) que documenta o  termo no famoso Novo Dicionário da Língua Portuguesa. O vocábulo difuso  entra definitivamente na nossa língua. O estudioso registra: “Forrobodó – baile reles”.

O incontornável Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) nos oferece ainda alguns dados sobre o forrobodó nas décadas iniciais  do século XX. O mestre potiguar encontrou registros do termo em jornais  cariocas de 1905 e 1913. A nota de 1913 chega a descrever o forrobodó  daquela época. Menciona os instrumentos musicais: violão, sanfona,  reco-reco; a origem social de seus participantes: “a ralé”. É, ainda, em 1913 que o termo forró é dicionarizado pela primeira vez, conforme o  Houaiss. O fato ocorre na segunda edição do Novo Dicionário da Língua  Portuguesa de autoria de Antônio Cândido de Figueiredo (1846-1925).

Para os anos de 1930, temos o registro do sergipano Laudelino Freire  (1873-1937). O dicionário do autor documenta tanto forró quanto  forrobodó. Forró, no entender do perito, é “baile de gente ordinária”. Já forrobodó vem com três acepções: baile reles; pagodeira; confusão ou  desordem.

Alguns dicionários da língua portuguesa publicados no  início do século XX documentam forrobodó como sinônimo de baile popular. É o caso de A Gíria Portuguesa, de Antônio Alberto Lessa, publicado em 1901. Para o autor lusitano, o termo é um brasileirismo e significa baile ordinário e sem etiqueta. É o avesso do sarau das elites da época. Doze anos após  Alberto Lessa, temos o registro do pernambucano Francisco A. Pereira da  Costa (1851-1923). Em 1917, o autor documenta forrobodó como baile  popular. Idêntico registro temos em A Gíria do Norte, de José Rodrigues  de Carvalho (1867-1935), editado em 1918.

Um outro registro que  documenta as formas forrobodó e forró data de 1905. Trata-se de um  levantamento vocabular do falar da Amazônia feito pelo escritor Vicente  Chermont de Miranda (1850-1907). O estudioso anota: “forrobodó ou  simplesmente forró, substantivo masculino – baile da ralé”.

O  documento amazônico, penso eu, assinala dois fatos significativos. Em  primeiro lugar a extensão geográfica do termo e do fato social. À época o vocábulo não circula somente no Sudeste ou Nordeste. Tem uso difuso. 

Um segundo aspecto, é  que o autor comprova a origem de forró no velho forrobodó. Em seu  entender, forró é mera forma simplificada de forrobodó. A forma é  diferenciada, mas o sentido continua o mesmo: “baile da ralé”. A  semântica foi conservada.

A dicionarização de forró, em 1913, me  parece, não significou a completa substituição do velho forrobodó. 

Sobre isto, temos o testemunho precioso do escritor alagoano Graciliano Ramos (1892-1953). Em São Bernardo, romance editado em 1934, e cujo enredo é  ambientado na zona rural alagoana, o romancista utiliza o termo  forrobodó para nomear baile popular. O protagonista narrador relata: “À  noite, enquanto a negrada sambava num forrobodó empestado …”. Ainda  hoje, forró e forrobodó têm registros nos nossos dicionários. Todavia,  entre os nordestinos o primeiro termo parece ser de uso mais freqüente.

No dicionário de Francisco Júlio Caldas Aulete (1823-1881), na edição de 1958, forró é  definido como sinônimo de “arrastapé”. Ele registra explicitamente: “Forró- forma abreviada de forrobodó”. Quanto a forrobodó temos: “festança, arrastapé animado com bebidas e comezinhas, farra, confusão,  desordem, festa ruidosa e ainda uma espécie de pão doce”.

Os  documentos aqui arrolados apontam para algumas conclusões. A origem  imediata de forró é forrobodó, e não for all. Por outro lado, forról não tem procedência exclusivamente nordestina, pois, como vimos, há  registro do termo noutras regiões do Brasil. Ao longo do tempo, todavia, o forró conservou o seu feitio popular, muito embora tenha sido, nos  últimos tempos, assimilado pela classe média urbana, como indicia o  surgimento do chamado forró universitário.

Publicado no Jornal da Cidade, Aracaju, 24 e 25 de Junho de 2007. Caderno B, p. 9.

FONTE: https://joserosafilho.wordpress.com/2011/06/22/a-origem-do-forro-ou-do-forrobodo/

domingo, 18 de outubro de 2015

MAIS UM ANIVERSÁRIO



Meuzamô,

Neste meu aniversário fiz estes versinhos:

QUEM NASCE NO MÊS DE OUTUBRO
IMENSA HONRA ESTE TEM
E DA VERDADE ME CUBRO
COMIGO DEU-SE TAMBÉM
BEM NO DIA DEZESSEIS
NO MIOLO DESSE MÊS
DEUS ABRIU-ME A ALMA SELETA
E ATENDENDO A PETIÇÃO
ME RENASCEU NO SERTÃO
COM ESTA VEIA DE POETA!

OBRIGADO, MEU SENHOR
QUE HONRA EM SER SERTANEJO
VÊ-SE EM TUDO O TEU AMOR
EM TUDO, SENHOR, TE VEJO
CADA MINUTO DA VIDA
FAZ-SE MAIS AGRADECIDA
PAI NOSSO, DIVINO ESTETA
TUA LUZ É O MEU FAROL
DE NOVO ARRUDIEI O SOL
GRATO EM SER SIMPLES POETA!

QUEM NASCE NO MÊS DE OUTUBRO
ALGUMA COISA ELE TEM
MÊS DE FAGNER E GANDHI,
FRANCISCO DE ASSIS TAMBÉM,
VINÍCIUS E ALLAN KARDEC
DRUMMOND, CARTOLA, E NO LEQUE,
STRAUSS, NELSON CAVAQUINHO,
LISZT, NIETZSCHE, ANDRÉ RIEU
PICASSO, WIDE, LENNON E EU,
MERLÂNIO MAIA, TADINHO!!!

E pra agradecer ao povo que me encheu de mensagens, mais de 2000, fi estes:

MINHA GRATIDÃO!

Povo do meu coração
Mais que um trilionário
Sinto o calor da emoção
Pois no meu aniversário
Recebi em homenagens
Mais de duas mil mensagens
De afeto, força e calor,
De parabéns e alegria,
Orações e simpatia
Expressões de puro amor

Sou grato a Deus e à família
Pais e irmãos da vida inteira
Que comigo seguem a trilha
Sou grato à companheira
Grato aos filhos, meu tesouro
Que valem mais do que ouro
E a vocês amigos meus
Não tem paga nem valor
Tanto carinho e amor
Entrego todos a Deus

Eu agradeço sorrindo
Meus cinquenta e quatro anos
Tanta gratidão sentindo
Passo a ver os grandes planos
De Deus, na nossa existência
E desperto em consciência
Por todos quero rogar
E multiplicar os afetos
Convosco, amigos seletos
E amar, amar, amar!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Ó JESUS!... JESUS!... JESUS!...


Ó JESUS!... JESUS!... JESUS!...

Que grande sonoridade
Que palavra poderosa
Repleta de claridade
De expressão tão gloriosa
Que consola os aflitos,
E que resolve os conflitos
De almas presas à cruz
No amparo ao desespero
É declamada com esmero:
Ó Jesus!... Jesus!... Jesus!...

Seja em noite mais escura
Onde o perigo espreita
Na tempestade mais dura
Ou na verdade desfeita
Na dor e no sofrimento
Qualquer que seja o tormento
Quando a esperança reduz
Num suspiro de agonia
Alguém sempre balbucia:
Ó Jesus!... Jesus!... Jesus!...

Na hora do nascimento
Quando se houve os gemidos
Da mãe naquele momento
Depois o choro e os vagidos
Do recém-chegado ao mundo
Num suspiro bem profundo
Que a alegria conduz
Todo mundo se enternece
E sempre surge uma prece:
Ó Jesus!... Jesus!... Jesus!...

E é pela vida inteira
Que todos vão repetindo
Na fé pura e verdadeira
Seja chorando ou sorrindo
Quando bate a alegria
Que em hora de euforia
Todo semblante reluz
Tanta gratidão sentindo
Muda prece vai-se ouvindo:
Ó Jesus!... Jesus!... Jesus!...

Também na hora extrema
Nos estertores da morte
Quando se chega ao dilema
Se busca o alento da sorte
Agarrados a esperança
Vendo que aquele se lança
E para o além se conduz
É bem ali nessa hora
Que se diz enquanto chora:
Ó Jesus!... Jesus!... Jesus!...

Que poder tem esse nome
Que consola e abençoa
Nele a dor se consome
E a tristeza se escoa
É próprio poder do amor
Do Mestre cujo esplendor
Transformou Seu nome em luz
Por isso a humanidade
Em toda necessidade
Diz: Jesus!... Jesus!... Jesus!...

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

CHEGADA DE DOMINGUINHOS NO CÉU

QUAL FOI O MAL QUE EU TE FIZ

QUAL FOI O MAL QUE EU TE FIZ?

Se pelas ruas da vida
Sem querer eu te fiz mal
Vem e diz diretamente
Pois amar é o meu fanal
Se alguma dor te causei
Se acaso te magoei
Eu sempre te quis feliz
Sou teu amigo de fato
Responde, não seja ingrato,
Qual foi o mal que eu te fiz?
(Merlânio Maia)

AOS NORMÓTCOS

Meu tempo tornou-se escasso
Me cansou tanta normose
Minha alma segue fagueira
E degusta a vida em dose
Abandono este conforto
Morto! Busco um outro porto
Rumo às construções reais
Me esperam novos amores,
Novos sonhos, novas cores,
Sou estranho em minha Paz!

A minha Paz é diversa
Tem conceito diferente
Não combate, nem enfrenta
Muda o foco e segue em frente
Ela é desobediente
Às leis, à moral vigente
De normótica ilusão
Por isso sigo sozinho
De poesia é o meu caminho
De Paz é o meu coração!

O CRISTÃO ANTE O NATAL

O CRISTÃO É UM SER ESTRANHO
QUANDO APROXIMA O NATAL
FAZ A FESTA E COMEMORA
O AMOR UNIVERSAL
PROMOVE A TRISTE MATANÇA
PORCO E PERU VÃO NA TRANÇA
MATA O FRANGO E 'INDA DIZ:
- TE DESEJO AMOR E PAZ!!!
MAS PRA OS POBRES ANIMAIS
É O DIA MAIS INFELIZ!!

SOU DO CHÃO DE PATATIVA, DE ARIANO E GONZAGÃO

SOU DA TERRA DA POESIA
DO TRABALHO E DA CULTURA
DE UM POVO DE VIDA DURA
MAS QUE NÃO TEME A PORFIA
POVO CULTOR DA ALEGRIA
QUE VAI DA PRAIA AO SERTÃO
XOTE, XAXADO E BAIÃO
FAZ A NOSSA GENTE ATIVA
SOU DO CHÃO DE PATATIVA
DE ARIANO E GONZAGÃO!!!

SOU DESTE VEIO MAIOR
QUE DEU JACKSON DO PANDEIRO,
DEU FAGNER, ZECA BALEIRO,
DOMINGUINHOS, BELCHIOR,
LEANDRO E O CORDEL MELHOR
GERALDO E DO VALE JOÃO
ELBA, ALCIONE E CANCÃO
MUITOS MAIS DE VOZ ALTIVA
SOU DO CHÃO DE PATATIVA
DE ARIANO E GONZAGÃO

MEU CHÃO JÁ DEU ATÉ SANTOS
COMO ANTONIO CONSELHEIRO
E CÍCERO DO JUAZEIRO
DOM HELDER, DULCE E OUTROS TANTOS
AQUI A FÉ FEZ OS MANTOS
PARA A ILUMINAÇÃO
O AMOR, A PAZ, A UNIÃO
FAZEM A FÉ SEMPRE VIVA
SOU DO CHÃO DE PATATIVA
DE ARIANO E GONZAGÃO

TERRA QUE DEU VIRGOLINO,
ESTE ASSOMBRO DE VERDADE
DINOSSAURO AQUI INVADE
DEIXA MARCA DE INOPINO
E EU VIA DESDE MENINO
AS PEGADAS NO SERTÃO
DA BAHIA AO MARANHÃO
TODA HISTÓRIA É POSITIVA
SOU DO CHÃO DE PATATIVA
DE ARIANO E GONZAGÃO

AQUI O SOL SE INVOCOU
RESOLVEU NASCER PRIMEIRO
E INVEJOU O MUNDO INTEIRO
E A NATUREZA ESMEROU
O SÃO JOÃO ELETRIZOU
DA PRAIA ATÉ O SERTÃO
É O NORDESTE O TORRÃO
SEU POVO É ALEGRIA VIVA
SOU DO CHÃO DE PATATIVA
DE ARIANO E GONZAGÃO!!!
‪#‎MerlânioMaia‬

O POVO



POVO!

Sinceramente, eu tenho muito receio deste substantivo masculino, porque é sinônimo de massa de manobra de político malsão e apesar de ser e deter o poder supremo da democracia, é corrupto e, quando não, é facilmente corrompido suficientemente para entregar seu poder por interesse rasteiro e por enganação publicitária.

É ele uma força que não pensa, não se informa, não lê, mesmo com a devida alfabetização se arrasta e é conduzida! Chega a ser irracional mesmo!


É capaz de linchamentos por banalidades, basta ser insuflada a isto!

Apoiou todas as ditaduras para depois ser explorado e sufocado por seus ditadores. Nos tempos de Jesus, o povo ficou com Barrabás! Na Alemanha apoiou Hitler e nos EUA, apoia o imperialismo em detrimento da supremacia de todas as nações do mundo.

Há até chavão utópico de socialista que diz: "o povo unido jamais será vencido!" Contudo, até hoje esse povo é vencido, tolhido, humilhado, explorado e, se alguém alimenta o ideal de defendê-lo, ele mesmo, o povo, irá traí-lo com todas as certezas e sem nenhuma dúvida!

Por isso, me resguardo de confiar nesse povo de que falamos, pois é facilmente levado por mentiras e sempre enganado pela mídia e sua publicidade. E os indivíduos desse povo, quando começam a pensar, se libertam do que seja povo. E passa a se informar, a ler, a ter atitudes diferenciadas. Então não é e nunca mais será POVO! Pense nisto!
‪#‎MerlânioMaia‬

A JUSTIÇA DIVINA

O que mais me encanta na Doutrina Espírita é a Lei de Causa e Efeito que traduz a Justiça perfeita de Deus.

- O político malsão renasce na miséria, com graves doenças mentais, que retratam a necessidade de reorganizar a mente dementada;
- O suicida, vem com doenças crônicas, deformidades físicas ali mesmo, onde deformou o corpo espiritual, na sua necessidade de reorganizar o perispírito através da dor e da expiação;
- O rico que não soube administrar com Amor para socorrer e dar dignidade ao pobre e dar um fim a miséria, em seu redor, será despojado da riqueza e renascerá na miséria, quando não em outra reencarnação, nessa mesma existência;
- O criminoso que burla a lei civil e não paga seus crimes nesta existência, não pode se furtar a pagar na próxima reencarnação;
- O branco que explora negros, renasce com a pele negra para se encontrar com as mesmas pedras que semeou no caminho;
- O escravocrata que renasce escravo;
- O homem inteligente que se utiliza da sua genialidade para disseminar o mal, proteger criminosos, roubar e dilapidar bens públicos ou privados, renascem com retardamento mental a fim de reajustar-se com as leis supremas da vida;
- O que trai renasce para refazer o caminho e aprender o valor da fidelidade;

A Lei Suprema da Justiça Divina, é, acima de tudo, reeducadora dos infratores quando delinquem, permanecendo presos ao objeto do seu crime, num processo de reaprendizado e exercício do supremo Bem!

Assim Deus educa-nos para o aprendizado do uso devido do Livre Arbítrio.
‪#‎MerlânioMaia‬

E O MUNDO NÃO SE ACABOU

E O MUNDO NÃO SE ACABOU
Merlânio Maia

Eu vi, meninos, eu vi
Um pastor americano
Prever na televisão
O final do ser humano
Dizer que no dia sete
De outubro o tirinete
Do apocalipse chegou
Seria um enorme pipoco
Garantiu o pastor louco
E o mundo não se acabou!

Muitos malucos tentaram
Prever o fim desse mundo
Muita gente acreditava
Sofrendo cada segundo
Desde o tempo de Noé
É um ponto de pura fé
Logo a razão desandou
Fizeram muita zuada
Mas tudo findou em nada
E o mundo não se acabou!

Na noite que antecedeu
Maria disse a José
- Ô Zé meu, meu Zé querido,
Perdôa a tua muié
E confessou seu passado
E José todo suado
O seu adorno aceitou
Perdoou a estripolia
Pensando que o fim viria
E o mundo não se acabou!

Um certo religioso
Com medo do fim do mundo
Foi no cofre da igreja
Fez o rapa lá no fundo
Deu o dízimo aos fiéis
Depois fez o lava pés
E sua alma entregou
No outro dia chorava
Pois que quebrado estava
E o mundo não se acabou!

Zefinha passou dos trinta
Se guardava pra casar
Mas soube do fim do mundo
Resolveu se apressar
Convidou o seu namorado
Caiu matando o coitado
E todo o atraso tirou
Dizia ao rapaz feliz
- É meu e eu dei por que quis!
E o mundo não se acabou!

Um pastor americano
Foi quem fez a predição
Garantiu sem ter engano
Que viu na Bíblia o clarão
Em todo livro sagrado
Garantiu: - Está provado!
Que o fim já se iniciou!
E hoje desmoralizado
Sumiu no mundo o coitado
E o mundo não se acabou!
‪#‎MerlânioMaia‬

GANDHI E SEU PROFESSOR

Contam que quando Gandhi estudava Direito na Universidade de Londres tinha um professor chamado Peters, inglês racista, que não gostava dele, pelo fato de Gandhi ter a pele negra, mas Gandhi não baixava a cabeça.

Um dia o prof. estava comendo no refeitório e sentaram-se juntos.

O professor disse:
- Sr. Gandhi, você sabe que um porco e um pássaro não comem juntos?

Ok, Professor... Já estou voando...... e foi para outra mesa.

O professor aborrecido resolve vingar-se no exame seguinte, mas ele responde, brilhantemente, todas as perguntas.

Então resolve fazer a seguinte pergunta:

- Sr. Gandhi, indo o senhor. por uma rua e encontrando uma bolsa, abre-a e encontra a Sabedoria e um pacote com muito dinheiro.

Com qual deles ficava?

Gandhi respondeu....

- Claro que com o dinheiro, Professor!

- Ah! Pois eu no seu lugar Gandhi, ficaria com a sabedoria.

- O senhor tem razão, cada um ficaria com o que não tem!

O professor furioso escreveu na prova "IDIOTA" e lhe entregou.

Gandhi recebeu a prova, leu e voltou e lhe disse...

- Professor o Sr. assinou a prova, mas não deu a nota!

Moral da historia.

Semeie a Paz, Amor, compreensão. Mas trate com firmeza quem te trata com desprezo. Ser gentil não é ser capacho, nem saco de pancadas...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

VERSOS DE JOÃO PARAIBANO

Versos de João Paraibano postados pelo poeta Ésio Rafael. Lindos demais!

EU SÓ QUERO TER NA VIDA
UMAS TRÊS OU QUATRO OVELHAS
RESIDIR NUMA TAPERA
COM AS PAREDES VERMELHAS
E AS CATITAS ARENGANDO
NAS BURAQUEIRAS DAS TELHAS.

MATEI PREÁ DE BODOQUE
SOCA-SOCA E CARTUCHEIRA
DEI MUITO CHEIRO NO FUNDO
DO SACO DE FAZER FEIRA
QUE SACO DE GUARDAR PÃO
MESMO GRUDADO INDA CHEIRA.

MINHA INFÂNCIA FOI NA CASA
COM TRÊS JANELAS NA FRENTE
A CRUZ DE PALHA NA PORTA
LATA DE FLOR NO BATENTE
O JUMENTO DANDO AS HORAS
E O GALO ACORDANDO A GENTE.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O CORDEL DO CORDEL


O CORDEL DO CORDEL
Sua História e seus Heróis
Autor: Merlânio Maia

Permita me apresentar
Com meu verso tão fiel
Aos nobres pesquisadores
Com meu diploma e anel
Meu nome é Merlânio Maia
E este é o Cordel do Cordel

O que chamam de Cordel
Na Vera realidade
É a grande Literatura
Popular de qualidade
Folhetos vindos de longe
Das européias cidades

Já no século quatorze
Na Holanda, Portugal,
Espanha, França e Alemanha,
Toda Europa ocidental
Já havia estes folhetos
Em circulação normal

Músicos cavalheirescos,
Sedutores Menestréis,
Bardos que de vila em vila
Dessa arte tão fiéis
Cantavam esta bela arte
Dos folhetos de Cordéis

E então quando as Caravelas
Cruzaram o mar de anil
Em busca do Novo Mundo
Ali se introduziu
Literatura em folheto
A caminho do Brasil

Foi assim que a Pindorama
Nossa Nação adorada
Conheceu estes folhetos
Quando foi colonizada
Por levas de Trovadores
Cantando pelas estradas

Dos trovadores nasceram
Cantadores e Violeiros
Que andavam pelas vilas
E em casas de fazendeiros
Levando as informações
Por todo Brasil inteiro

Desde lá de Portugal
Todo folheto era exposto
Em barbante ou cordel
Bem dobrado e assim disposto
E assim ganhou este nome
Que o povo fala com gosto

Eram escritos em prosa
Até história menor
Em quadras metrificadas
Em redondilha maior
Sete silabas contadas
Dando um ritmo melhor

Na Espanha Pliegos Sueltos
De poesia popular
Portugal eram Cordéis
Que tinha em todo lugar
Aqui Folhetos de feira
Que até hoje pode achar

O tesouro do Cordel
Adentrou nas Caravelas
Atravessou sete mares
Tornando as vidas mais belas
Enfim chegou ao Brasil
Nação verde e amarela

Logo ao nascer da nação
O Cordel cantou seu hino
Acalentando no berço
O enorme país menino
Que nasceu bem no Nordeste
Pois Brasil é Nordestino

E assim neste berço esplêndido
O Cordel tem novo porte
Foi decantado em sextilhas
E na setilha tão forte
Por dois poetas gigantes
Paraibanos de sorte

Os dois que fizeram história:
Leandro Gomes de Barros
Criou mais de mil folhetos
Sem estanques, nem esparros
E viveu de fazer versos
Tantos que enchiam carros

Silvino de Pirauá
Foi outro paraibano
Também cultuou poesia
Fez do Cordel o seu plano
Junto à viola e violeiros
O Cordel foi soberano

Este pequeno folheto
Que precedeu ao jornal
Divertindo a populaça
Com força descomunal
Também afrontou o rádio
Sem apagar seu fanal

Mais tarde veio a TV
Pensaram: – é a sua morte!
Mas o Cordel não morreu
Enfrentando toda sorte
E agora usa a Internet
Para ficar bem mais forte

Grandes autores vieram
Fazendo esta sua arte
João Martins de Atayde
Que não deixou um descarte
José Pacheco e Dila
Também fazem a sua parte

E também Cordeiro Manso
Joaquim Sem Fim, Antonio Cruz,
Manoel V. Paraíso
Joaquim Silveira conduz
Patativa do Assaré
Que ainda hoje reluz

José Camelo de Melo,
Romano Elias da Paz,
Moisés Matias de Moura,
José Adão, Manoel Tomás,
Laurindo Gomes Maciel
E centenas de outros mais

E os Cordéis de sucesso:
“Juvenal e o Dragão”,
“O Pavão Misterioso”,
“A Sina de Lampião”,
“A Princesa Teodora”,
“E a Seca no Sertão”

“A Mulher Que Virou Onça”,
“Oliveiro e Ferrabrás”,
Tem “Maria Madalena”,
E “É Bom Tudo o Que Deus Faz”,
“Pelé na Copa do Mundo”,
Tantos que não findam mais

“As Proezas de João Grilo”,
“O Meu Sertão no Inverno”,
“A Vida de Padre Cícero”,
E “O Paraíso Moderno”
Cito também: “A Chegada
De Lampião no Inferno”,

O Cordel de “Lampião
E a Velha Feiticeira”,
“A Discussão de Um Fiscal
Com o Matuto na Feira”,
“Lampião Fazendo o Diabo
Chocar um Ovo”. Primeira!

Tem “O Pássaro Encantado
Da Gruta de Ubajara”,
“A Ameaça de Corisco
De Atacar Ibiara”,
E “A Desgraça de Um Corno
Depois Que Quebrou a Cara”

“O Vale das Borboletas”,
“Conversa de um Xeleléu”
Com o Seu Anjo da Guarda”,
E “A Saga de Rapunzel”,
“Zé do Brejo, o Caipora”,
Pois tudo isso é Cordel

E até hoje é o folheto
Nossa cultura mais forte
Influenciando músicos,
Poetas de Sul a Norte
Levando a todo o Brasil
O seu ritmo e o seu porte

Muitos artistas famosos
Se inspiram neste celeiro
Do universo do Cordel
Como Jackson do Pandeiro,
Elba, Geraldo Azevedo,
Tom Zé e Zeca Baleiro,

Até o Chico Buarque
Já buscou seu agasalho,
Gilberto Gil, Gonzagão,
Gonzaguinha e Zé Ramalho,
Caetano e Antonio Nóbrega,
Sivuca sem embaralho…

Além de outros literatos:
José Lins, Graciliano,
José Américo de Almeida,
O Suassuna, Ariano,
Só para homenagear
Os maiores deste plano

Aqui trago a homenagem
Ao grupo contemporâneo
Astier, Bráulio Tavares,
Daudeth e o meu conterrâneo
Que é Bebé de Natércio
Grande abraço de Merlânio

Minha história não termina
E mantenho-me cantando
Rindo-me em muitos momentos
Lá na frente até chorando
A levar nossa cultura
Nas ondas da criação
Irreverente mistura
Onde derramo a emoção