Quando eu disse: Vou ver a minha terra,
Respirar o seu ar tão sertanejo,
Vou subir no meu Cristo lá na serra,
Rever quem há alguns anos eu não vejo!
O Universo escutou, tenho certeza!
Que ao saber da notícia a natureza
Fez chover, tomou banho semi-nua
Preparou para hoje o EQUINÓCIO
Pra deixar mais bonito esse negócio
Hoje à noite vai ter a SUPER LUA
(Merlânio Maia)
- Exatamente hoje se dá o EQUINÓCIO (Na astronomia, equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste.o Sol)
- Também hoje se dará a SUPERLUA (Em astronomia, chama-se "superlua" ou "superlua cheia" a ocasião na qual a lua cheia se situa a não mais de 10% do seu ponto mais próximo da Terra no percurso da sua órbita (o perigeu). Isto acontece devido à órbita lunar ser elíptica e o seu centro não coincidir com o centro da Terra. Nos referidos casos, por estar mais próxima da Terra, apresenta-se maior e mais brilhante que o normal.)(Wikipédia)
sexta-feira, 20 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
MÉDICOS EGÍPCIOS ANUNCIAM CURA DE HIV
24 MARÇO, 2014
Os médicos militares do Egipto anunciaram a conclusão de testes de medicamentos e de aparelhagem para o tratamento de HIV, (Vírus de Imunodeficiência Humana), e da hepatite C.
A tecnologia foi denominada “Complete Curing Device” (CCD) e permite rastrear e eliminar os vírus e levar a cabo a terapia geral.
O correspondente da Voz da Rússia foi o primeiro jornalista estrangeiro que teve a oportunidade de conversar com os dirigentes deste projecto que ainda há pouco era ultra secreto. Numa palestra, realizada no Departamento de Engenharia das Forças Armadas, estiveram presentes ambos os criadores da tecnologia única – o general-médico Ibrahim Abdel-Atti e o coronel-médico Ahmed Amin. Foi o coronel Ahmed Amin quem falou da nova tecnologia:
“O Departamento de Engenharia das Forças Armadas desenvolveu e testou dois aparelhos. Um deles, que tinha sido desenvolvido sob a minha direcção, descobre os vírus, enquanto o outro, desenvolvido sob a direcção de Ibrahim Abdel-Atti, elimina estes vírus. O programa geral de tratamento inclui também medicamentos especialmente desenvolvidos. Os medicamentos e a aparelhagem já foram submetidos a todos os testes em modelos, em animais e em humanos. Isto diz respeito ao HIV e ao vírus da hepatite C. Todos os ingredientes dos medicamentos também foram submetidos a testes de toxicidade. Fizemos também um teste de estabilidade de convalescença durante os 33 meses depois do tratamento. O desenvolvimento do nosso método levou cerca de vinte anos” disse.
A propósito, segundo já informou Ibrahim Abdel-Atti, cerca de 70% das análises químicas dos medicamentos foram efectuadas nos laboratórios russos da cidade de Dubna.
“Antes de dar início à verificação da eficiência do aparelho no tratamento de humanos, obtivemos todos os certificados necessários. Sem estes documentos não poderíamos testar o efeito produzido por este aparelho em pessoas humanas. Todos estes certificados encontram-se no Ministério da Saúde do Egipto. Já na fase de testes destes métodos em animais, obtivemos provas patentes de que depois do ciclo de tratamento os vírus no organismo desaparecem. Os nossos cientistas estudaram vínculos químicos dentro do vírus e os vínculos químicos dos componentes do sangue. Eles descobriram o método que permite romper os vínculos químicos dentro do vírus sem prejudicar os componentes do sangue” acrescentou.
Segundos os médicos, o prazo de tratamento é de seis meses. Inicialmente, o paciente toma medicamentos durante dez dias. A seguir, durante 15 a 25 dias, em conformidade com o estado do paciente, que é submetido ao tratamento com o aparelho uma hora por dia. E depois, novamente toma medicamentos até completar o prazo total de seis meses.
“Constatamos que os vírus desapareceram do organismo de todos os pacientes submetidos aos nossos testes.”
Questionado se será acessível o tratamento de acordo com o método novo, a fonte disse “simultaneamente com a cura da doença, provocada pela infecção básica, pára também o desenvolvimento de doenças secundárias, resultantes da enfermidade principal. Por exemplo, pára o desenvolvimento da diabetes ou o processo de deterioração da visão. O nosso método não exerce directamente influência sobre as infecções secundárias e outras patologias secundárias. Ele elimina o vírus que tinha provocado a doença primária – então as doenças secundárias param de desenvolver-se e podem ser curadas”.
Em relação ao tratamento disse não foi estudada a questão do custo de mas, certamente, haverá uma diferença substancial do custo em comparação com o Ocidente. “Um simples operário poderá fazer o tratamento sem enfrentar problemas materiais. E isto vai ocorrer já em breve. Inicialmente pretendemos pôr em funcionamento esta aparelhagem em um ou dois hospitais militares. Mais tarde, os mesmos aparelhos serão instalados nos hospitais civis. Vamos começar a tratar oficialmente os pacientes a partir de 01 de julho”.
Fonte: http://noticias.mmo.co.mz/2014/03/medicos-egipcios-anunciam-cura-de-hiv.html#ixzz3TtdrBWQ5
DIAS DE NÃO-NAÇÃO
DIAS DE NÃO-NAÇÃO
(Merlânio Maia)
Eu vivi neste país
Que hoje é a não-nação
Onde o ódio é pregado
Como instituição
O crime sob os lençóis
Forja pseudo-heróis
De uma pátria sem nação
Eu vi tudo e assisti
Juízes no crime, eu vi
E a mídia passando a mão
Eu vi pela vez primeira
Criar-se o tal des-Brasil
E vi a escória humana
Espumando o ódio vil
E vi passar para a história
A negra e triste memória
De uma pátria sem nação
Na união dos rendeiros
Dos ricos e dos banqueiros
Sanguessugas de plantão
E vi tremerem de ódio
Perante a soberania
De ver o mundo aclamando
O Brasil que se erguia
Como nunca no passado
E o mundo em alto brado
Reconhecer nosso povo
Com honra, força e grandeza
Gigante que a natureza
Nascer das cinzas de novo
São dias que a história
Há de registrar chorando
Em ver esta Pátria Amada
Sob ataque de um bando
De vampiros mundiais
Que aliam-se aos venais
Nativos serpes servis
Cujos nomes vão constar
Quando a história contar
Estes capítulos vãs, vis!
Brasil, pátria do cruzeiro
Constrói os teus amanhãs
Ergue-te grande guerreiro
E conclama as almas sãs
Pra manter tua riqueza
Que te deu a natureza
De quem quer te ver servil
Canta o hino libertário,
Soberano, igualitário
É gigante, meu Brasil!!!
(Merlânio Maia)
Poesia que fiz ontem no Programa Vento Nordeste:
Poesia que fiz ontem no Programa Vento Nordeste:
ANIVERSÁRIO do poeta Magalhães:
Meu amigo Magalhães
Completou ano de novo
Tá mais maduro e encantado
Caiu na boca do povo
Esse bregueiro arretado
Pela vida apaixonado
Canta o amor nas manhãs
E nesses seus vais-e-vens
Desejamos Parabéns,
Ao nosso irmão Magalhães!
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Hoje é o dia da mulher
Seu dia internacional
Filha, irmã, esposa e mãe
Mulher é fenomenal
É a mensageira do amor
Projeto do Criador
Que caprichou no mister
Encheu de encanto profundo
E só tem gente no mundo
Porque Deus fez a mulher!!!
(Merlânio Maia)
Dizem que Deus fez Adão
Para dar seu testemunho
Se inspirou e fez Eva
Talhada lindeza à punho
Exagerou na beleza
É o primor da Natureza
E Adão virou seu rascunho!
(Merlânio Maia)
Meu amigo Magalhães
Completou ano de novo
Tá mais maduro e encantado
Caiu na boca do povo
Esse bregueiro arretado
Pela vida apaixonado
Canta o amor nas manhãs
E nesses seus vais-e-vens
Desejamos Parabéns,
Ao nosso irmão Magalhães!
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Hoje é o dia da mulher
Seu dia internacional
Filha, irmã, esposa e mãe
Mulher é fenomenal
É a mensageira do amor
Projeto do Criador
Que caprichou no mister
Encheu de encanto profundo
E só tem gente no mundo
Porque Deus fez a mulher!!!
(Merlânio Maia)
Dizem que Deus fez Adão
Para dar seu testemunho
Se inspirou e fez Eva
Talhada lindeza à punho
Exagerou na beleza
É o primor da Natureza
E Adão virou seu rascunho!
(Merlânio Maia)
sábado, 7 de março de 2015
A MULHER É A PRÓPRIA VIDA
Amanhã é 08 de Março o dia Internacional da Mulher.
Para isto, fiz este poema singelo para ela que é o Dom de Deus!

A MULHER É A PRÓPRIA VIDA
Autor: Merlânio Maia
(Poema para o "Dia Internacional da Mulher")
Dentre as coisas que o Divino
Senhor da vida criou
Uma ele caprichou
No seu sagrado mister
A fez linda e perfumada,
Doce, divina e amorosa,
Maternal e tão formosa
E assim criou a mulher!
E enfeitou nossos dias
Encantou nossa existência
E este ser tem toda a essência
Que o Senhor da vida quer
E o homem se engrandeceu
E começou a sonhar
Quando olhou naquele olhar
Que só quem tem é a mulher!
E as noites são mais alegres
Há festas e poesia
Há o amor e a harmonia
Nascidas do esplendor
E com ela nasce a vida
E ela cria a luz do lar
Onde ela pode reinar
Pois da mulher vem o amor!
E seu amor é imenso
Dá vida onde há tristeza
Na feiúra ela é beleza
É o amparo à própria dor
É a mão pura do socorro
É bálsamo e é alento
É luz em todo momento
Mulher é um sonho de amor
Do seu ventre nós nascemos
No seu seio, alimentados,
Do seu desejo, gerados,
Carentes dos braços seus
O seu olhar nos aquece
Seu amor nos dá guarida
Mulher é a própria vida
Nascida das mãos de Deus!
Para isto, fiz este poema singelo para ela que é o Dom de Deus!

A MULHER É A PRÓPRIA VIDA
Autor: Merlânio Maia
(Poema para o "Dia Internacional da Mulher")
Dentre as coisas que o Divino
Senhor da vida criou
Uma ele caprichou
No seu sagrado mister
A fez linda e perfumada,
Doce, divina e amorosa,
Maternal e tão formosa
E assim criou a mulher!
E enfeitou nossos dias
Encantou nossa existência
E este ser tem toda a essência
Que o Senhor da vida quer
E o homem se engrandeceu
E começou a sonhar
Quando olhou naquele olhar
Que só quem tem é a mulher!
E as noites são mais alegres
Há festas e poesia
Há o amor e a harmonia
Nascidas do esplendor
E com ela nasce a vida
E ela cria a luz do lar
Onde ela pode reinar
Pois da mulher vem o amor!
E seu amor é imenso
Dá vida onde há tristeza
Na feiúra ela é beleza
É o amparo à própria dor
É a mão pura do socorro
É bálsamo e é alento
É luz em todo momento
Mulher é um sonho de amor
Do seu ventre nós nascemos
No seu seio, alimentados,
Do seu desejo, gerados,
Carentes dos braços seus
O seu olhar nos aquece
Seu amor nos dá guarida
Mulher é a própria vida
Nascida das mãos de Deus!
sexta-feira, 6 de março de 2015
O QUE SE ENCONTRA POR TRÁS DO ÓDIO AO PT?
Achei pertinente este artigo de Leonardo Boff sobre a realidade, de fato, daquilo que pensam as oligarquias deste país.
Uma análise importante que todos deveríamos ler!
---x---
O QUE SE ENCONTRA POR TRÁS DO ÓDIO AO PT?
O ódio contra o PT é menos contra o partido do que contra o povo pobre que foi tirado do inferno da pobreza e da fome e está ocupando os lugares antes reservados às elites abastadas. Estas pensam em apenas fazer caridade, doar coisas, mas nunca em fazer justiça social
Por Leonardo Boff, na Carta Maior
Há um fato espantoso mas analiticamente explicável: o aumento do ódio e da raiva contra o PT. Esse fato vem revelar o outro lado da “cordialidade” do brasileiro, proposta por Sérgio Buarque de Holanda: do mesmo coração que nasce a acolhida calorosa, vem também a rejeição mais violenta. Ambas são “cordiais”: as duas caras passionais do brasileiro.
Esse ódio é induzido pela mídia conservadora e por aqueles que na eleição não respeitaram rito democrático: ou se ganha ou se perde. Quem perde reconhece elegantemente a derrota e quem ganha mostra magnanimidade face ao derrotado. Mas não foi esse comportamento civilizado que triunfou. Ao contrário: os derrotados procuram por todos os modos deslegitimar a vitória e garantir uma reviravolta política que atenda a seu projeto, rejeitado pela maioria dos eleitores.
Para entender, nada melhor que visitar o notório historiador José Honório Rodrigues, que em seu clássico Conciliação e Reforma no BrasilI (1965) diz com palavras que parecem atuais:
“Os liberais no império, derrotados nas urnas e afastados do poder, foram se tornando além de indignados, intolerantes; construíram uma concepção conspiratória da história que considerava indispensável a intervenção do ódio, da intriga, da impiedade, do ressentimento, da intolerância, da intransigência, da indignação para o sucesso inesperado e imprevisto de suas forças minoritárias” (p. 11).
Esses grupos prolongam as velhas elites que da Colônia até hoje nunca mudaram seu ethos. Nas palavras do referido autor: “a maioria foi sempre alienada, antinacional e não contemporânea; nunca se reconciliou com o povo; negou seus direitos, arrasou suas vidas e logo que o viu crescer lhe negou, pouco a pouco, a aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continua achando que lhe pertence”(p.14 e 15). Hoje as elites econômicas abominam o povo. Só o aceitam fantasiado no carnaval.
Lamentavelmente, não lhes passa pela cabeça que “as maiores construções são fruto popular: a mestiçagem racial, que criava um tipo adaptado ao país; a mestiçavel cultural que criava uma síntese nova; a tolerância racial que evitou o descaminho dos caminhos; a tolerância religiosa que impossibiltou ou dificultou as perseguições da Inquisição; a expansão territorial, obra de mamelucos, pois o próprio Domingos Jorge Velho, devassador e incorporador do Piaui, não falava português; a integração psico-social pelo desrespeito aos preconceitos e pela criação do sentimento de solidariedade nacional; a integridade territorial; a unidade de língua e finalmente a opulência e a riqueza do Brasil que são fruto do trabalho do povo. E o que fez a liderança colonial (e posterior)? Não deu ao povo sequer os beneficios da saúde e da educação”(p. 31-32).
A que vêm estas citações? Elas reforçam um fato histórico inegável: com o PT, esses que eram considerados carvão no processo produtivo (Darcy Ribeiro), o rebutalho social, conseguiram, numa penosa trajetória, se organizar como poder social que se transformou em poder político no PT e conquistar o Estado com seus aparelhos. Apearam do poder as classes dominantes; não ocorreu simplesmente uma alternância de poder mas uma troca de classe social, base para um outro tipo de política. Tal saga equivale a uma autêntica revolução social.
Isso é intolerável pelas classes poderosas que se acostumaram a fazer do Estado o seu lugar natural e de se apropiar privadamente dos bens públicos pelo famoso patrimonialismo, denunciado por Raymundo Faoro.
Por todos os modos e artimanhas querem ainda hoje voltar a ocupar esse lugar que julgam de direito seu. Seguramente, começam a dar-se conta de que, talvez, nunca mais terão condições históricas de refazer seu projeto de dominação/conciliação. Outro tipo de história política dará, finalmente, um destino diferente ao Brasil.
Para eles, o caminho das urnas se tornou inseguro pelo nível crítico alcançado por amplos estratos do povo que rejeitou seu projeto político de alinhamento neoliberal ao processo de globalização, como sócios dependentes e agregados. O caminho militar será hoje impossível dado o quadro mundial mudado. Cogitam com a esdrúxula possibilidade da judicialização da política, contando com aliados na Corte Suprema que nutrem semelhante ódio ao PT e sentem o mesmo desdém pelo povo.
Através deste expediente, poderiam lograr um impeachment da primeira mandatária da nação. É um caminho conflituoso pois a articulação nacional dos movimentos sociais tornaria arriscado este intento e talvez até inviabilizável.
O ódio contra o PT é menos contra PT do que contra o povo pobre que por causa do PT e de suas políticas sociais de inclusão, foi tirado do inferno da pobreza e da fome e está ocupando os lugares antes reservados às elites abastadas. Estas pensam em apenas fazer caridade, doar coisas, mas nunca fazer justiça social.
Antecipo-me aos críticos e aos moralistas: mas o PT não se corrompeu? Veja o mensalão? Veja a Petrobrás? Não defendo corruptos. Reconheço, lamento e rejeito os malfeitos cometidos por um punhado de dirigentes. Traíram mais de um milhão de filiados e principalmente botaram a perder os ideais de ética e de transparência. Mas nas bases e nos municípios – posso testemunhá-lo – vive-se um outro modo de fazer política, com participação popular, mostrando que um sonho tão generoso não se mata assim tão facilmente: o de um Brasil menos malvado. As classes dirigentes, por 500 anos, no dizer rude de Capistrano de Abreu, “castraram e recastraram, caparam e recaparam” o povo brasileiro. Há maior corrupção histórica do que esta? Voltaremos ao tema.
Uma análise importante que todos deveríamos ler!
---x---
O QUE SE ENCONTRA POR TRÁS DO ÓDIO AO PT?
O ódio contra o PT é menos contra o partido do que contra o povo pobre que foi tirado do inferno da pobreza e da fome e está ocupando os lugares antes reservados às elites abastadas. Estas pensam em apenas fazer caridade, doar coisas, mas nunca em fazer justiça social
Por Leonardo Boff, na Carta Maior
Há um fato espantoso mas analiticamente explicável: o aumento do ódio e da raiva contra o PT. Esse fato vem revelar o outro lado da “cordialidade” do brasileiro, proposta por Sérgio Buarque de Holanda: do mesmo coração que nasce a acolhida calorosa, vem também a rejeição mais violenta. Ambas são “cordiais”: as duas caras passionais do brasileiro.
Esse ódio é induzido pela mídia conservadora e por aqueles que na eleição não respeitaram rito democrático: ou se ganha ou se perde. Quem perde reconhece elegantemente a derrota e quem ganha mostra magnanimidade face ao derrotado. Mas não foi esse comportamento civilizado que triunfou. Ao contrário: os derrotados procuram por todos os modos deslegitimar a vitória e garantir uma reviravolta política que atenda a seu projeto, rejeitado pela maioria dos eleitores.
Para entender, nada melhor que visitar o notório historiador José Honório Rodrigues, que em seu clássico Conciliação e Reforma no BrasilI (1965) diz com palavras que parecem atuais:
“Os liberais no império, derrotados nas urnas e afastados do poder, foram se tornando além de indignados, intolerantes; construíram uma concepção conspiratória da história que considerava indispensável a intervenção do ódio, da intriga, da impiedade, do ressentimento, da intolerância, da intransigência, da indignação para o sucesso inesperado e imprevisto de suas forças minoritárias” (p. 11).
Esses grupos prolongam as velhas elites que da Colônia até hoje nunca mudaram seu ethos. Nas palavras do referido autor: “a maioria foi sempre alienada, antinacional e não contemporânea; nunca se reconciliou com o povo; negou seus direitos, arrasou suas vidas e logo que o viu crescer lhe negou, pouco a pouco, a aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continua achando que lhe pertence”(p.14 e 15). Hoje as elites econômicas abominam o povo. Só o aceitam fantasiado no carnaval.
Lamentavelmente, não lhes passa pela cabeça que “as maiores construções são fruto popular: a mestiçagem racial, que criava um tipo adaptado ao país; a mestiçavel cultural que criava uma síntese nova; a tolerância racial que evitou o descaminho dos caminhos; a tolerância religiosa que impossibiltou ou dificultou as perseguições da Inquisição; a expansão territorial, obra de mamelucos, pois o próprio Domingos Jorge Velho, devassador e incorporador do Piaui, não falava português; a integração psico-social pelo desrespeito aos preconceitos e pela criação do sentimento de solidariedade nacional; a integridade territorial; a unidade de língua e finalmente a opulência e a riqueza do Brasil que são fruto do trabalho do povo. E o que fez a liderança colonial (e posterior)? Não deu ao povo sequer os beneficios da saúde e da educação”(p. 31-32).
A que vêm estas citações? Elas reforçam um fato histórico inegável: com o PT, esses que eram considerados carvão no processo produtivo (Darcy Ribeiro), o rebutalho social, conseguiram, numa penosa trajetória, se organizar como poder social que se transformou em poder político no PT e conquistar o Estado com seus aparelhos. Apearam do poder as classes dominantes; não ocorreu simplesmente uma alternância de poder mas uma troca de classe social, base para um outro tipo de política. Tal saga equivale a uma autêntica revolução social.
Isso é intolerável pelas classes poderosas que se acostumaram a fazer do Estado o seu lugar natural e de se apropiar privadamente dos bens públicos pelo famoso patrimonialismo, denunciado por Raymundo Faoro.
Por todos os modos e artimanhas querem ainda hoje voltar a ocupar esse lugar que julgam de direito seu. Seguramente, começam a dar-se conta de que, talvez, nunca mais terão condições históricas de refazer seu projeto de dominação/conciliação. Outro tipo de história política dará, finalmente, um destino diferente ao Brasil.
Para eles, o caminho das urnas se tornou inseguro pelo nível crítico alcançado por amplos estratos do povo que rejeitou seu projeto político de alinhamento neoliberal ao processo de globalização, como sócios dependentes e agregados. O caminho militar será hoje impossível dado o quadro mundial mudado. Cogitam com a esdrúxula possibilidade da judicialização da política, contando com aliados na Corte Suprema que nutrem semelhante ódio ao PT e sentem o mesmo desdém pelo povo.
Através deste expediente, poderiam lograr um impeachment da primeira mandatária da nação. É um caminho conflituoso pois a articulação nacional dos movimentos sociais tornaria arriscado este intento e talvez até inviabilizável.
O ódio contra o PT é menos contra PT do que contra o povo pobre que por causa do PT e de suas políticas sociais de inclusão, foi tirado do inferno da pobreza e da fome e está ocupando os lugares antes reservados às elites abastadas. Estas pensam em apenas fazer caridade, doar coisas, mas nunca fazer justiça social.
Antecipo-me aos críticos e aos moralistas: mas o PT não se corrompeu? Veja o mensalão? Veja a Petrobrás? Não defendo corruptos. Reconheço, lamento e rejeito os malfeitos cometidos por um punhado de dirigentes. Traíram mais de um milhão de filiados e principalmente botaram a perder os ideais de ética e de transparência. Mas nas bases e nos municípios – posso testemunhá-lo – vive-se um outro modo de fazer política, com participação popular, mostrando que um sonho tão generoso não se mata assim tão facilmente: o de um Brasil menos malvado. As classes dirigentes, por 500 anos, no dizer rude de Capistrano de Abreu, “castraram e recastraram, caparam e recaparam” o povo brasileiro. Há maior corrupção histórica do que esta? Voltaremos ao tema.
FONTE: http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/03/leonaardo-boff-o-que-se-esconde-atras-odio-ao-pt/
quarta-feira, 4 de março de 2015
O papa e o estrume do diabo:
O papa e o estrume do diabo:
Mauro Santayana04/03/2015
Já disse neste espaço que considero MAURO SANTAYANA um dos mais eruditos e competentes jornalistas brasileiros. E também é um pensador dos destinos de nossa cultua e do Brasil. Sabemos que o atual Papa Francisco está sofrendo dura oposição por parte de curiais habituados aos privilégios, de bispos ultra-conservadores e de fiéis,formados na escola dos dois Papas anteriores que colocavam a doutrina em primeiro lugar ao invés, como este Papa, o exemplo e a prática libertária do Nazareno, a conversão pastoral, o encontro direto com as pessoas, o diálogo aberto com o mundo, com a diversidade religiosa e a crítica aberta ao sistema do capital que tanto sofrimento causa a milhões de pessoas. Combateu os desmandos internos da Igreja e enfrentou a máfia que junto com certos membros da Curia utilizava o Banco Vaticano para lavagem de dinheiro. É um papa ameaçado de morte. Por isso pede que rezem por ele. Publicamos aqui este texto de SANTAYANA para mostrar, através de um observador leigo, a gravidade da situação em que está envolvido este Pontífice, o primeiro que veio das Igrejas Novas da periferia e que traz para a velha Cristandade européia sangue novo e um horizonte de humanidade e de esperança: Lboff
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O Papa Francisco está sendo amplamente atacado na internet, por ter dito, em cerimônia, em Roma, que “o dinheiro é o estrume do diabo” e que quando se torna um ídolo “ele comanda as escolhas do homem”. Acima e abaixo da cintura, houve de tudo.
De adjetivos como comunista, “argentino”, hipócrita, demagogo e outros aqui impublicáveis, a sugestões de que ele se mude para uma favela, e – a campeã de todas – que distribua para os pobres o dinheiro do Vaticano.
É cedo, historicamente, para que se conheça bem este novo papa, mas, pelo que se tem visto até agora, não se pode duvidar de que daria o dinheiro do Vaticano aos pobres, tivesse poder para isso, não fosse a Igreja que herdou dominada por nababos conservadores colocados lá pelos dois pontífices anteriores, e ele estivesse certo de que essa decisão fosse resolver, definitivamente, a questão da desigualdade e da pobreza em nosso mundo.
Inteligente, o Papa sabe que a raiz da miséria e da injustiça não está na falta de dinheiro mas na falta de vergonha, de certa minoria que possui muito, muitíssimo, em um planeta em que centenas de milhões de pessoas ainda vivem com menos de dois dólares por dia.
E que essa situação se deve, em grande parte, justamente à idolatria cada vez maior pelo dinheiro, o “estrume” do Bezerro de Ouro que estende a sombra de seus cornos sobre a planície nua, os precipícios e falésias do destino humano.
Em nossa época, deixamos de honrar pai e mãe, de praticar a solidariedade com os mais pobres, com os doentes, com os discriminados e os excluídos, para nos entregar ao hedonismo.
Os pais transmitem aos filhos, como primeira lição e maior objetivo na existência, a necessidade não de sentir, ou de compreender o mundo e a trajetória mágica da vida – presente maior que recebemos de Deus quando nascemos – mas, sim, a de ganhar e acumular dinheiro a qualquer preço.
Escolhe-se a escola do filho, não pela abordagem filosófica, humanística, às vezes nem mesmo técnica ou científica, do tipo de ensino, mas pelo objetivo de entrar em uma universidade para fazer um curso que dê grana, com o objetivo de fazer um concurso que dê grana, estabelecendo, no processo, uma “rede” de amigos que têm, ou provavelmente terão grana.
Favorecendo, realimentando, uma cultura voltada para o aprendizado e o compartilhamento de símbolos de status fugazes e vazios, que vão do último tipo de smartphone ao nome do modelo do carro do papai e da roupa e do tênis que se está usando.
O que determina a profissão, o que se quer fazer na vida, é o dinheiro
.Escolhe-se a carreira pública, ou a política, majoritariamente, pelo poder e pelas benesses, mas, principalmente, pelo dinheiro.
Até mesmo na periferia, assalta-se, mata-se, se morre ou se vive – como rezam as letras dosfunks de batalha ou de ostentação – pelo dinheiro.
Para os mais radicais, não basta colocar-se ao lado do capital, apenas como um praticante obtuso e entusiástico dessa insensata e permanente “vida loca”.
É necessário reverenciar aberta e sarcasticamente o egoísmo, antes da solidariedade, a cobiça, antes da construção do espírito, o prazer, antes da sabedoria.
É preciso defender o dindin – surgido para facilitar a simples troca de mercadorias – como símbolo e bandeira de uma ideologia clara, que se baseia na apologia da competição individual desenfreada e grosseira, e de um “vale tudo” desprovido pudor e de caráter, como forma de se alcançar riqueza e glória, disfarçado de eufemismos que possam ir além do capitalismo, como é o caso, do que está mais na moda agora, o da “meritocracia”.
Segundo a crença nascida da deturpação do termo, que atrai, como um imã, cada vez mais brasileiros, alguns merecem, por sua “competência”, viver, se divertir, ganhar dinheiro. Enquanto outros não deveriam sequer ter nascido – já que estão aqui apenas para atrapalhar o andamento da vida e do trânsito. Melhor, claro, se não existissem – ou que o fizessem apenas enquanto ainda se precise – ao custo odioso de quase 30 dólares por dia – de uma faxineira ou de um ajudante de pedreiro.
O capitalismo está se transformando em ideologia. Só falta que alguém coloque o cifrão no lugar da suástica e comece a usá-lo em estandartes, colarinhos e braçadeiras, e que em nome dele se exterminem os mais pobres, ou ao menos os mais desnecessários e incômodos, queimando-os, como polutos cordeiros, em fornos de novos campos de extermínio.
Disputa-se e proclama-se o direito de ter mais, muito mais que o outro, de receber de herança mais que o outro, de legar mais que o outro, de viver mais que o outro, de gastar mais que o outro, e, sobretudo, de ostentar, descaradamente, mais que o outro. Mesmo que, para isso, se tenha de aprender dos pais e ensinar aos filhos, a se acostumar a pisar no outro, da forma mais impiedosa e covarde. Principalmente, quando o outro for mais “fraco”, “diverso” ou pensar de forma diferente de uma matilha malévola e ignara, ressentida antes e depois do sucesso e da fortuna, que se dedica à prática de uma espécie de bullying que durará a vida inteira, até que a sombra do fim se aproxime, para a definitiva pesagem do coração de cada um, como nos lembram os antigos papiros, à sombra de Maat e de Osíris.
A reação conservadora à ascensão de Francisco, depois do aparelhamento, durante os dois papados anteriores, da Igreja Apostólica e Romana por clérigos fascistas, e da renúncia de um papa envolvido indiretamente com vários escândalos, que comandou com crueldade e mão de ferro a “caça às bruxas” ocorrida dentro da Igreja nesse período, se dá também nos púlpitos brasileiros.
Não podendo atacar frontalmente um pontífice que diz que o mundo não é feito, exclusivamente, para os ricos, religiosos que progrediram na carreira nos últimos 20 anos, e que se esqueceram de Jesus no Templo e do Cristo dos mendigos, dos leprosos, dos aleijados, dos injustiçados, proferem seu ódio fazendo política nas missas – o que sempre condenaram nos padres adeptos da Teologia da Libertação – ressuscitando o velho e baboso discurso de triste memória, que ajudou a sustentar o golpismo em 1964.
O ideal dos novos sacerdotes e fiéis do Bezerro de Ouro é o de um futuro sem pobres, não para que diminua a desigualdade e aumente a dignidade humana, mas, sim, a contestação aos seus privilégios.
Em 1996, em um livro profético – “L´Horreur Economique”, “O Horror Econômico” – a jornalista, escritora e ensaísta francesa, Viviane Forrester, morta em 2013, já alertava, na apresentação da obra, para o surgimento desse mundo, dizendo que estamos no limiar de uma nova forma de civilização, na qual apenas uma pequena parte da população terrestre encontrará função e emprego.
“A extinção do trabalho parece um simples eclipse – afirmou então Forrester – quando, na verdade, pela primeira vez na História, o conjunto formado por todos os seres humanos é cada vez menos necessário para o pequeno número de pessoas que manipula a economia e detêm o poder político…
dando a entender que diante do fato de não ser mais “explorável”, a “massa” e quem a compõe só pode temer, e perguntando-se se depois da exploração, virá a exclusão, e, se, depois da exclusão, só restará a eliminação dos mais pobres, no futuro.
O culto ao Bezerro de Ouro, ao dinheiro e ao hedonismo está nos conduzindo para um mundo em que a tecnologia tornará o mais fraco teoricamente desnecessário.
A defesa dessa tese, assim como de outras que são importantes para a implementação paulatina desse processo, será alcançada por meio da implantação de uma espécie de pensamento único, estabelecido pelo consumo de um mesmo conteúdo, produzido e distribuído, majoritariamente, pela mesma matriz capitalista e ocidental, como já ocorre hoje com os filmes, séries e programas e os mesmos canais norte-americanos de tv a cabo, em que apenas o idioma varia, que podem ser vistos com um simples apertar de botão do controle remoto, nos mesmos quartos de hotel – independente do país em que se estiver no momento – em qualquer cidade do mundo.
As notícias virão também das mesmas matrizes, em canais como a CNN, a Fox e a Bloomberg, e das mesmas agências de notícias, e serão distribuídas pelos mesmos grandes grupos de mídia, controlados por um reduzido grupo de famílias, em todo o mundo, forjando o tipo de unanimidade estúpida que já está se tornando endêmica em países nos quais – a exemplo do nosso – impera o analfabetismo político.
E o controle da origem da informação, da sua transmissão, e, sobretudo dos cidadãos, continuará a ser feito, cada vez mais, pelo mesmo MINIVER, o Ministério da Verdade, de que nos falou George Orwell, em seu livro “1984”, estabelecido primariamente pelos Estados Unidos, por meio da internet, a gigantesca rede que já alcança quase a metade das residências do planeta, e de seus mecanismos de monitoração permanente, como a NSA e outras agências de espionagem, seus backbones, satélites, e as grandes empresas norte-americanas da área, e a computação em nuvem, identificando rapidamente qualquer um que possa ameaçar a sobrevivência do Sistema.
O mundo do Bezerro de Ouro será, então – como sonham ardentemente alguns – um mundo perfeito, onde os pobres, os contestadores, os utópicos – sempre que surgirem – serão caçados a pauladas e tratados a chicotadas, e, finalmente, perecerão, contemplando o céu, nos lugares mais altos, para que todos vejam, e sirva de exemplo, como aconteceu com um certo nazareno chamado Jesus Cristo, há vinte séculos.
Mauro Santayana – 02/03/2015
FONTE: https://leonardoboff.wordpress.com/2015/03/04/o-papa-e-o-estrume-do-diabo-mauro-santayana/
Já disse neste espaço que considero MAURO SANTAYANA um dos mais eruditos e competentes jornalistas brasileiros. E também é um pensador dos destinos de nossa cultua e do Brasil. Sabemos que o atual Papa Francisco está sofrendo dura oposição por parte de curiais habituados aos privilégios, de bispos ultra-conservadores e de fiéis,formados na escola dos dois Papas anteriores que colocavam a doutrina em primeiro lugar ao invés, como este Papa, o exemplo e a prática libertária do Nazareno, a conversão pastoral, o encontro direto com as pessoas, o diálogo aberto com o mundo, com a diversidade religiosa e a crítica aberta ao sistema do capital que tanto sofrimento causa a milhões de pessoas. Combateu os desmandos internos da Igreja e enfrentou a máfia que junto com certos membros da Curia utilizava o Banco Vaticano para lavagem de dinheiro. É um papa ameaçado de morte. Por isso pede que rezem por ele. Publicamos aqui este texto de SANTAYANA para mostrar, através de um observador leigo, a gravidade da situação em que está envolvido este Pontífice, o primeiro que veio das Igrejas Novas da periferia e que traz para a velha Cristandade européia sangue novo e um horizonte de humanidade e de esperança: Lboff
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O Papa Francisco está sendo amplamente atacado na internet, por ter dito, em cerimônia, em Roma, que “o dinheiro é o estrume do diabo” e que quando se torna um ídolo “ele comanda as escolhas do homem”. Acima e abaixo da cintura, houve de tudo.
De adjetivos como comunista, “argentino”, hipócrita, demagogo e outros aqui impublicáveis, a sugestões de que ele se mude para uma favela, e – a campeã de todas – que distribua para os pobres o dinheiro do Vaticano.
É cedo, historicamente, para que se conheça bem este novo papa, mas, pelo que se tem visto até agora, não se pode duvidar de que daria o dinheiro do Vaticano aos pobres, tivesse poder para isso, não fosse a Igreja que herdou dominada por nababos conservadores colocados lá pelos dois pontífices anteriores, e ele estivesse certo de que essa decisão fosse resolver, definitivamente, a questão da desigualdade e da pobreza em nosso mundo.
Inteligente, o Papa sabe que a raiz da miséria e da injustiça não está na falta de dinheiro mas na falta de vergonha, de certa minoria que possui muito, muitíssimo, em um planeta em que centenas de milhões de pessoas ainda vivem com menos de dois dólares por dia.
E que essa situação se deve, em grande parte, justamente à idolatria cada vez maior pelo dinheiro, o “estrume” do Bezerro de Ouro que estende a sombra de seus cornos sobre a planície nua, os precipícios e falésias do destino humano.
Em nossa época, deixamos de honrar pai e mãe, de praticar a solidariedade com os mais pobres, com os doentes, com os discriminados e os excluídos, para nos entregar ao hedonismo.
Os pais transmitem aos filhos, como primeira lição e maior objetivo na existência, a necessidade não de sentir, ou de compreender o mundo e a trajetória mágica da vida – presente maior que recebemos de Deus quando nascemos – mas, sim, a de ganhar e acumular dinheiro a qualquer preço.
Escolhe-se a escola do filho, não pela abordagem filosófica, humanística, às vezes nem mesmo técnica ou científica, do tipo de ensino, mas pelo objetivo de entrar em uma universidade para fazer um curso que dê grana, com o objetivo de fazer um concurso que dê grana, estabelecendo, no processo, uma “rede” de amigos que têm, ou provavelmente terão grana.
Favorecendo, realimentando, uma cultura voltada para o aprendizado e o compartilhamento de símbolos de status fugazes e vazios, que vão do último tipo de smartphone ao nome do modelo do carro do papai e da roupa e do tênis que se está usando.
O que determina a profissão, o que se quer fazer na vida, é o dinheiro
.Escolhe-se a carreira pública, ou a política, majoritariamente, pelo poder e pelas benesses, mas, principalmente, pelo dinheiro.
Até mesmo na periferia, assalta-se, mata-se, se morre ou se vive – como rezam as letras dosfunks de batalha ou de ostentação – pelo dinheiro.
Para os mais radicais, não basta colocar-se ao lado do capital, apenas como um praticante obtuso e entusiástico dessa insensata e permanente “vida loca”.
É necessário reverenciar aberta e sarcasticamente o egoísmo, antes da solidariedade, a cobiça, antes da construção do espírito, o prazer, antes da sabedoria.
É preciso defender o dindin – surgido para facilitar a simples troca de mercadorias – como símbolo e bandeira de uma ideologia clara, que se baseia na apologia da competição individual desenfreada e grosseira, e de um “vale tudo” desprovido pudor e de caráter, como forma de se alcançar riqueza e glória, disfarçado de eufemismos que possam ir além do capitalismo, como é o caso, do que está mais na moda agora, o da “meritocracia”.
Segundo a crença nascida da deturpação do termo, que atrai, como um imã, cada vez mais brasileiros, alguns merecem, por sua “competência”, viver, se divertir, ganhar dinheiro. Enquanto outros não deveriam sequer ter nascido – já que estão aqui apenas para atrapalhar o andamento da vida e do trânsito. Melhor, claro, se não existissem – ou que o fizessem apenas enquanto ainda se precise – ao custo odioso de quase 30 dólares por dia – de uma faxineira ou de um ajudante de pedreiro.
O capitalismo está se transformando em ideologia. Só falta que alguém coloque o cifrão no lugar da suástica e comece a usá-lo em estandartes, colarinhos e braçadeiras, e que em nome dele se exterminem os mais pobres, ou ao menos os mais desnecessários e incômodos, queimando-os, como polutos cordeiros, em fornos de novos campos de extermínio.
Disputa-se e proclama-se o direito de ter mais, muito mais que o outro, de receber de herança mais que o outro, de legar mais que o outro, de viver mais que o outro, de gastar mais que o outro, e, sobretudo, de ostentar, descaradamente, mais que o outro. Mesmo que, para isso, se tenha de aprender dos pais e ensinar aos filhos, a se acostumar a pisar no outro, da forma mais impiedosa e covarde. Principalmente, quando o outro for mais “fraco”, “diverso” ou pensar de forma diferente de uma matilha malévola e ignara, ressentida antes e depois do sucesso e da fortuna, que se dedica à prática de uma espécie de bullying que durará a vida inteira, até que a sombra do fim se aproxime, para a definitiva pesagem do coração de cada um, como nos lembram os antigos papiros, à sombra de Maat e de Osíris.
A reação conservadora à ascensão de Francisco, depois do aparelhamento, durante os dois papados anteriores, da Igreja Apostólica e Romana por clérigos fascistas, e da renúncia de um papa envolvido indiretamente com vários escândalos, que comandou com crueldade e mão de ferro a “caça às bruxas” ocorrida dentro da Igreja nesse período, se dá também nos púlpitos brasileiros.
Não podendo atacar frontalmente um pontífice que diz que o mundo não é feito, exclusivamente, para os ricos, religiosos que progrediram na carreira nos últimos 20 anos, e que se esqueceram de Jesus no Templo e do Cristo dos mendigos, dos leprosos, dos aleijados, dos injustiçados, proferem seu ódio fazendo política nas missas – o que sempre condenaram nos padres adeptos da Teologia da Libertação – ressuscitando o velho e baboso discurso de triste memória, que ajudou a sustentar o golpismo em 1964.
O ideal dos novos sacerdotes e fiéis do Bezerro de Ouro é o de um futuro sem pobres, não para que diminua a desigualdade e aumente a dignidade humana, mas, sim, a contestação aos seus privilégios.
Em 1996, em um livro profético – “L´Horreur Economique”, “O Horror Econômico” – a jornalista, escritora e ensaísta francesa, Viviane Forrester, morta em 2013, já alertava, na apresentação da obra, para o surgimento desse mundo, dizendo que estamos no limiar de uma nova forma de civilização, na qual apenas uma pequena parte da população terrestre encontrará função e emprego.
“A extinção do trabalho parece um simples eclipse – afirmou então Forrester – quando, na verdade, pela primeira vez na História, o conjunto formado por todos os seres humanos é cada vez menos necessário para o pequeno número de pessoas que manipula a economia e detêm o poder político…
dando a entender que diante do fato de não ser mais “explorável”, a “massa” e quem a compõe só pode temer, e perguntando-se se depois da exploração, virá a exclusão, e, se, depois da exclusão, só restará a eliminação dos mais pobres, no futuro.
O culto ao Bezerro de Ouro, ao dinheiro e ao hedonismo está nos conduzindo para um mundo em que a tecnologia tornará o mais fraco teoricamente desnecessário.
A defesa dessa tese, assim como de outras que são importantes para a implementação paulatina desse processo, será alcançada por meio da implantação de uma espécie de pensamento único, estabelecido pelo consumo de um mesmo conteúdo, produzido e distribuído, majoritariamente, pela mesma matriz capitalista e ocidental, como já ocorre hoje com os filmes, séries e programas e os mesmos canais norte-americanos de tv a cabo, em que apenas o idioma varia, que podem ser vistos com um simples apertar de botão do controle remoto, nos mesmos quartos de hotel – independente do país em que se estiver no momento – em qualquer cidade do mundo.
As notícias virão também das mesmas matrizes, em canais como a CNN, a Fox e a Bloomberg, e das mesmas agências de notícias, e serão distribuídas pelos mesmos grandes grupos de mídia, controlados por um reduzido grupo de famílias, em todo o mundo, forjando o tipo de unanimidade estúpida que já está se tornando endêmica em países nos quais – a exemplo do nosso – impera o analfabetismo político.
E o controle da origem da informação, da sua transmissão, e, sobretudo dos cidadãos, continuará a ser feito, cada vez mais, pelo mesmo MINIVER, o Ministério da Verdade, de que nos falou George Orwell, em seu livro “1984”, estabelecido primariamente pelos Estados Unidos, por meio da internet, a gigantesca rede que já alcança quase a metade das residências do planeta, e de seus mecanismos de monitoração permanente, como a NSA e outras agências de espionagem, seus backbones, satélites, e as grandes empresas norte-americanas da área, e a computação em nuvem, identificando rapidamente qualquer um que possa ameaçar a sobrevivência do Sistema.
O mundo do Bezerro de Ouro será, então – como sonham ardentemente alguns – um mundo perfeito, onde os pobres, os contestadores, os utópicos – sempre que surgirem – serão caçados a pauladas e tratados a chicotadas, e, finalmente, perecerão, contemplando o céu, nos lugares mais altos, para que todos vejam, e sirva de exemplo, como aconteceu com um certo nazareno chamado Jesus Cristo, há vinte séculos.
Mauro Santayana – 02/03/2015
FONTE: https://leonardoboff.wordpress.com/2015/03/04/o-papa-e-o-estrume-do-diabo-mauro-santayana/
terça-feira, 3 de março de 2015
O MEU NOME É LEGIÃO
O MEU NOME É LEGIÃO
(Merlânio Maia)
MESMO QUE NÃO PENSE NADA
SOU AQUELE QUE DISPENSO
SUSPEIÇÃO REFERENDADA
SOU DAS REDES SOCIAIS
EMITO OS ÓDIOS BRUTAIS
DO MEU INSTINTO MALSÃO
SOU COMO A FOLHA NO VENTO
SEM SENTIDO OU SENTIMENTO
O MEU NOME É LEGIÃO!
NÃO SOU SÓ, SOMOS MILHARES
A VOMITAR IMPROPÉRIOS
COMO TROPAS MILITARES
SOMOS BRAÇOS DOS IMPÉRIOS
EM GRUPO É QUE A VOZ ECOA
A ESTUPIDEZ TONITROA
SEM PEIA, FREIO, AGUILHÃO!...
SE ME FIZEREM A CABEÇA
DIREI PRA QUE NÃO SE ESQUEÇA
O MEU NOME É LEGIÃO!
NÃO IMPORTA DE ONDE VENHO
DEPOIS DE SER REPLICADO
CRESÇO COMO FOGO AO LENHO
FOLGO EM SER COMPARTILHADO
MINHA IMENSA COVARDIA
SEGUE EM TROPA DIA-A-DIA
FOMENTANDO A TRISTE AÇÃO
SE ME ESCONDO DE VERDADE
NAS REDES EU SOU MALDADE
O MEU NOME É LEGIÃO!
AI DOS QUE OUSAM PENSAR
CONTRA MEUS FALSOS CONCEITOS
MINHA IRA HÁ DE VOTAR
CALÚNIAS SOBRE OS ELEITOS
MEUS CLONES HÃO DE FAZER
QUEM PENSA NO FOGO ARDER
A MENTIRA É O MEU CONDÃO
FAREI O ASSASSINATO
DA REPUTAÇÃO DE FATO
O MEU NOME É LEGIÃO!
TREMEI TODA MINORIA
POIS SEREIS CRUCIFICADOS
PRECONCEITO É MINHA CRIA
SEGREGAREI OS COITADOS
TENHO EXÉRCITO PELO MUNDO
OLHO DO MAL ORIUNDO
VEJO, ATACO E GRITO: AÇÃO!
SOU DE ATAQUES SURPRESAS
VIVO DE ATAQUE A ESTAS PRESAS
O MEU NOME É LEGIÃO!
NADA NO MUNDO ME IMPORTA
A NÃO SER A VIOLÊNCIA
PORÉM QUANDO EU ABRO A PORTA
SINTO VERGONHA E DEMÊNCIA
SOU COVARDE, VIL, CRUEL,
SOU SERPE SOB O PAPEL
SÓ DOU BOTE À TRAIÇÃO
SEI QUE SOU A PRÓPRIA ESCÓRIA
A NUVEM NEGRA DA HISTÓRIA
O MEU NOME É LEGIÃO!
(Merlânio Maia)
Poema feito inspirado a partir de personalidades sem nomes que infestam as redes sociais espumamndo ódio e revolta sobre tudo, mas se acovardam em si mesmas, ante as responsabilidades coletivas.
BRASIL SOBERANO
Ó meu Brasil soberano
Meu rei sul-americano
Mantém-te firme no plano
De manter-te varonil
Há Judas, vis entreguistas
Que cobiçam as conquistas
Em conluios egoístas
Querem teu fim, meu Brasil!
Desperta nossos guerreiros
Que saiam pelos terreiros
Protegendo teus celeiros
De energia e fartura
Pra que o gringo truste triste
Aprenda que aqui existe
Quem impede que conquiste
Nossa riqueza e cultura!
Mostra que tens fortes filhos
Que te manterão nos trilhos
Pra que espalhe os teus brilhos
E ergam alto tua bandeira
Lutarão com febril porte
Pra te libertar da sorte
Sem temer a própria morte
Brava gente brasileira!
(Merlânio Maia)
Poema feito ante a indignação desta hora, em que entreguistas do passado, financiados pelo truste internacional, usam da grande mídia criminosa, com um único fim, o de depredar este país soberano e entregá-lo aos infelizes povos sem riqueza, sem cultura e sem consciência! #VivaoBrasil
Meu rei sul-americano
Mantém-te firme no plano
De manter-te varonil
Há Judas, vis entreguistas
Que cobiçam as conquistas
Em conluios egoístas
Querem teu fim, meu Brasil!
Desperta nossos guerreiros
Que saiam pelos terreiros
Protegendo teus celeiros
De energia e fartura
Pra que o gringo truste triste
Aprenda que aqui existe
Quem impede que conquiste
Nossa riqueza e cultura!
Mostra que tens fortes filhos
Que te manterão nos trilhos
Pra que espalhe os teus brilhos
E ergam alto tua bandeira
Lutarão com febril porte
Pra te libertar da sorte
Sem temer a própria morte
Brava gente brasileira!
(Merlânio Maia)
Poema feito ante a indignação desta hora, em que entreguistas do passado, financiados pelo truste internacional, usam da grande mídia criminosa, com um único fim, o de depredar este país soberano e entregá-lo aos infelizes povos sem riqueza, sem cultura e sem consciência! #VivaoBrasil
sábado, 21 de fevereiro de 2015
ANO NOVO
ANO NOVO
Merlânio Maia
Ano Novo, esperança renovada
É o momento de crença e de alegria
Como se de repente à madrugada
Novo Sol encantasse aquele dia
E os doentes cansados da jornada
Ignoram os achaques e a agonia
Quem chorava já ri frente a virada
Tudo é festa onde só tristeza havia
E nas ruas e praças da cidade
Vibra o amor, vibra a solidariedade...
Toda alma reluz, encanta e brilha
E é cheio de tal encantamento
Que desejo com todo sentimento
Paz de Deus pra você e sua família
Merlânio Maia
Ano Novo, esperança renovada
É o momento de crença e de alegria
Como se de repente à madrugada
Novo Sol encantasse aquele dia
E os doentes cansados da jornada
Ignoram os achaques e a agonia
Quem chorava já ri frente a virada
Tudo é festa onde só tristeza havia
E nas ruas e praças da cidade
Vibra o amor, vibra a solidariedade...
Toda alma reluz, encanta e brilha
E é cheio de tal encantamento
Que desejo com todo sentimento
Paz de Deus pra você e sua família
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Filho meu tem caráter. Não gosta de banana
19/02/2015 12:27
A pedido de duas professoras de Londrina, no Paraná, segue a história da banana e do melão.
– Meu filho gosta de melão. Entendeu? Me-lão! Por que você deu banana para ele?
– Faz bem à saúde e ele estava com cara de fome.
– Mas ele não gosta!
– Olha só! Devorou a banana. Não sobrou nem a casca para contar história.
– Não tá vendo que é muito novo para entender do que gosta? Mas ele, no fundo, não gosta.
– Novo? Ele tem mais de 18 anos. É alérgico?
– Não, nunca tinha experimentado. Só não gosta.
– E por que não gosta?
– Por que gosta de melões.
– Gostar dos dois não pode?
– Não combina. Ou se é de melão ou se é de banana.
– Na sua opinião?
– Na de qualquer pessoa sensata.
– E por que ele gosta de melãõ?
– Como assim? Por que as pessoas gostam de melão? É da natureza humana gostar de melão!
– Não é não.
– Todo o ser humano gosta de melão.
– Desculpe, mas acho que tem gente que nem sabe como é um melão. É capaz de apontar um caqui quando perguntada sobre o melão.
– Como ousa?
– Não quis ofender.
– Todo homem de bem sabe como é um melão.
– Quando pequeno, foi ele quem tomou a iniciativa de experimentar melões?
– Não, a gente disse a ele que um bom menino come melão.
– E por que vocês falaram isso?
– Porque melão é bom.
– E ele tentou provar bananas?
– Chegou a perguntar que gosto tem. E a gente explicou que banana tem gosto ruim.
– E onde vocês ouviram isso?
– Em todo o lugar, ora! Nos comerciais da TV, na homilia do padre no domingo, em matérias dos jornais. A polícia fala isso, os professores falam isso, meu chefe fala isso, minha santa mãe falava isso. Pergunte a qualquer pessoa nesta praça! Então, banana é ruim e melão é bom! E meu filho vai comer melão e detestar banana e seus malditos apreciadores. Malditos!
– Alguma prova científica?
– Claro! Estudos da Universidade da Carolina do Sul também apontaram que comer banana, sob uma tempestade elétrica, abraçado a um pára-raio, pode ser fatal.
– Tirando a justificativa “os outros disseram que é ruim'', me dê uma razão para não comer uma bela de uma banana ao invés de um melão.
– Eu não preciso por o dedo na tomada para saber que dá choque.
– Mas seu filho acaba de abocanhar uma banana e está ali sorridente.
– Eu não preciso saber o porquê. Mas se todo mundo diz que é ruim é porque deve ser.
– Nem todo mundo. Eu como banana todo o dia.
– Ele gosta de melão. Então, defendo o direito e a liberdade de todos que gostem de melão de poderem consumir a fruta.
– Ótimo! Mas já parou para pensar o que levou a todos optarem pelo melão e acharem que banana é ruim, mesmo sem prová-la? Pode ser chamada de “liberdade'' uma situação quando as opções que temos não são ilimitadas?
– Hein?
– Quando alguém já selecionou o que podemos ou não consumir sem que percebamos? Você pode comer toda a fruta que quiser. Desde que seja…melão. Outras opções existem, mas – talvez – você não consiga enxergá-las.
– Escuta, o senhor parece ser um bom homem… Mas não pega bem meu filho ser visto por aí com bananas, entende? O que vão pensar dele? Que endoidou? Que é um subversivo, um transviado? O que os amigos e seus pais vão falar? O que a namorada dele vai pensar? O que a família da minha esposa vai dizer?! Filho meu só gosta de melões e ponto final.
– Tudo bem, entendi.
– Precisamos proteger os valores. Caso contrário, que sociedade deixaremos para nossos filhos?
– É verdade. Espero que não tenha ficado chateado por ter oferecido a banana.
– No início, sim. Mas vi que o senhor está apenas mal informado. Eu nunca comeria uma banana, mas entendo quem consuma essa fruta em particular. Sou um humanista, acho que as pessoas têm direitos, desde que não mexam com a vida dos outros. Aviso ao senhor, contudo, que tome cuidado com aquela família ali. Se vivessemos em um lugar decente, já estariam presos. Eles chupam laranjas. Um ultraje.
O nome dos frutos são ficcionais. Qualquer semelhança entre este diálogo e os comentários que aparecem neste blog é mera coincidência.
FONTE: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2015/02/19/filho-meu-tem-carater-nao-gosta-de-banana/?fb_ref=Default
sábado, 14 de fevereiro de 2015
SHOW NO RITMO DO FORRÓ
SHOW NO RITMO DO FORRÓ
MERLÂNIO POETA E MEIRE LIMA
ESTAMOS VENDENDO OS INGRESSOS ANTECIPADOS POR R$ 20,00
APROVEITE!!! PEÇA SEU INGRESSO PELOS FONES:
9922.9660 Merlânio
8835 0756 Meire
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1006888922658559&set=a.157781304235996.34183.100000123832864&type=1&theater
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
MEU LINDO SERTÃO DAS FLORES
Meu lindo Sertão das flores
Que Deus fez sem ter emenda
Perfeitas nas suas cores,
Odores que formam lenda
Divinos sonhos de amor
A despertar o esplendor
No mais agreste torrão
Estética do dom sublime
Que a Natureza exprime
A sua Arte no Sertão!
Merlanio Poeta - de Poesia em Poesia
Que Deus fez sem ter emenda
Perfeitas nas suas cores,
Odores que formam lenda
Divinos sonhos de amor
A despertar o esplendor
No mais agreste torrão
Estética do dom sublime
Que a Natureza exprime
A sua Arte no Sertão!
Merlanio Poeta - de Poesia em Poesia
sábado, 31 de janeiro de 2015
SAIU SEM PEDIR PERDÃO
Coração endoideceu?
Não vê quem é que não quer?
Siga atrás de outra mulher
Que queira o que a ela deu
Ela nunca mereceu
Desdenhou letra e refrão
Deixando esta sensação
De vazio só por maldade
Depois de plantar saudade
Saiu sem pedir perdão!
(Merlânio Maia)
Não vê quem é que não quer?
Siga atrás de outra mulher
Que queira o que a ela deu
Ela nunca mereceu
Desdenhou letra e refrão
Deixando esta sensação
De vazio só por maldade
Depois de plantar saudade
Saiu sem pedir perdão!
(Merlânio Maia)
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