ANO NOVO
Merlânio Maia
Ano Novo, esperança renovada
É o momento de crença e de alegria
Como se de repente à madrugada
Novo Sol encantasse aquele dia
E os doentes cansados da jornada
Ignoram os achaques e a agonia
Quem chorava já ri frente a virada
Tudo é festa onde só tristeza havia
E nas ruas e praças da cidade
Vibra o amor, vibra a solidariedade...
Toda alma reluz, encanta e brilha
E é cheio de tal encantamento
Que desejo com todo sentimento
Paz de Deus pra você e sua família
sábado, 21 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Filho meu tem caráter. Não gosta de banana
19/02/2015 12:27
A pedido de duas professoras de Londrina, no Paraná, segue a história da banana e do melão.
– Meu filho gosta de melão. Entendeu? Me-lão! Por que você deu banana para ele?
– Faz bem à saúde e ele estava com cara de fome.
– Mas ele não gosta!
– Olha só! Devorou a banana. Não sobrou nem a casca para contar história.
– Não tá vendo que é muito novo para entender do que gosta? Mas ele, no fundo, não gosta.
– Novo? Ele tem mais de 18 anos. É alérgico?
– Não, nunca tinha experimentado. Só não gosta.
– E por que não gosta?
– Por que gosta de melões.
– Gostar dos dois não pode?
– Não combina. Ou se é de melão ou se é de banana.
– Na sua opinião?
– Na de qualquer pessoa sensata.
– E por que ele gosta de melãõ?
– Como assim? Por que as pessoas gostam de melão? É da natureza humana gostar de melão!
– Não é não.
– Todo o ser humano gosta de melão.
– Desculpe, mas acho que tem gente que nem sabe como é um melão. É capaz de apontar um caqui quando perguntada sobre o melão.
– Como ousa?
– Não quis ofender.
– Todo homem de bem sabe como é um melão.
– Quando pequeno, foi ele quem tomou a iniciativa de experimentar melões?
– Não, a gente disse a ele que um bom menino come melão.
– E por que vocês falaram isso?
– Porque melão é bom.
– E ele tentou provar bananas?
– Chegou a perguntar que gosto tem. E a gente explicou que banana tem gosto ruim.
– E onde vocês ouviram isso?
– Em todo o lugar, ora! Nos comerciais da TV, na homilia do padre no domingo, em matérias dos jornais. A polícia fala isso, os professores falam isso, meu chefe fala isso, minha santa mãe falava isso. Pergunte a qualquer pessoa nesta praça! Então, banana é ruim e melão é bom! E meu filho vai comer melão e detestar banana e seus malditos apreciadores. Malditos!
– Alguma prova científica?
– Claro! Estudos da Universidade da Carolina do Sul também apontaram que comer banana, sob uma tempestade elétrica, abraçado a um pára-raio, pode ser fatal.
– Tirando a justificativa “os outros disseram que é ruim'', me dê uma razão para não comer uma bela de uma banana ao invés de um melão.
– Eu não preciso por o dedo na tomada para saber que dá choque.
– Mas seu filho acaba de abocanhar uma banana e está ali sorridente.
– Eu não preciso saber o porquê. Mas se todo mundo diz que é ruim é porque deve ser.
– Nem todo mundo. Eu como banana todo o dia.
– Ele gosta de melão. Então, defendo o direito e a liberdade de todos que gostem de melão de poderem consumir a fruta.
– Ótimo! Mas já parou para pensar o que levou a todos optarem pelo melão e acharem que banana é ruim, mesmo sem prová-la? Pode ser chamada de “liberdade'' uma situação quando as opções que temos não são ilimitadas?
– Hein?
– Quando alguém já selecionou o que podemos ou não consumir sem que percebamos? Você pode comer toda a fruta que quiser. Desde que seja…melão. Outras opções existem, mas – talvez – você não consiga enxergá-las.
– Escuta, o senhor parece ser um bom homem… Mas não pega bem meu filho ser visto por aí com bananas, entende? O que vão pensar dele? Que endoidou? Que é um subversivo, um transviado? O que os amigos e seus pais vão falar? O que a namorada dele vai pensar? O que a família da minha esposa vai dizer?! Filho meu só gosta de melões e ponto final.
– Tudo bem, entendi.
– Precisamos proteger os valores. Caso contrário, que sociedade deixaremos para nossos filhos?
– É verdade. Espero que não tenha ficado chateado por ter oferecido a banana.
– No início, sim. Mas vi que o senhor está apenas mal informado. Eu nunca comeria uma banana, mas entendo quem consuma essa fruta em particular. Sou um humanista, acho que as pessoas têm direitos, desde que não mexam com a vida dos outros. Aviso ao senhor, contudo, que tome cuidado com aquela família ali. Se vivessemos em um lugar decente, já estariam presos. Eles chupam laranjas. Um ultraje.
O nome dos frutos são ficcionais. Qualquer semelhança entre este diálogo e os comentários que aparecem neste blog é mera coincidência.
FONTE: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2015/02/19/filho-meu-tem-carater-nao-gosta-de-banana/?fb_ref=Default
sábado, 14 de fevereiro de 2015
SHOW NO RITMO DO FORRÓ
SHOW NO RITMO DO FORRÓ
MERLÂNIO POETA E MEIRE LIMA
ESTAMOS VENDENDO OS INGRESSOS ANTECIPADOS POR R$ 20,00
APROVEITE!!! PEÇA SEU INGRESSO PELOS FONES:
9922.9660 Merlânio
8835 0756 Meire
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1006888922658559&set=a.157781304235996.34183.100000123832864&type=1&theater
MERLÂNIO POETA E MEIRE LIMA
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
MEU LINDO SERTÃO DAS FLORES
Meu lindo Sertão das flores
Que Deus fez sem ter emenda
Perfeitas nas suas cores,
Odores que formam lenda
Divinos sonhos de amor
A despertar o esplendor
No mais agreste torrão
Estética do dom sublime
Que a Natureza exprime
A sua Arte no Sertão!
Merlanio Poeta - de Poesia em Poesia
Que Deus fez sem ter emenda
Perfeitas nas suas cores,
Odores que formam lenda
Divinos sonhos de amor
A despertar o esplendor
No mais agreste torrão
Estética do dom sublime
Que a Natureza exprime
A sua Arte no Sertão!
Merlanio Poeta - de Poesia em Poesia
sábado, 31 de janeiro de 2015
SAIU SEM PEDIR PERDÃO
Coração endoideceu?
Não vê quem é que não quer?
Siga atrás de outra mulher
Que queira o que a ela deu
Ela nunca mereceu
Desdenhou letra e refrão
Deixando esta sensação
De vazio só por maldade
Depois de plantar saudade
Saiu sem pedir perdão!
(Merlânio Maia)
Não vê quem é que não quer?
Siga atrás de outra mulher
Que queira o que a ela deu
Ela nunca mereceu
Desdenhou letra e refrão
Deixando esta sensação
De vazio só por maldade
Depois de plantar saudade
Saiu sem pedir perdão!
(Merlânio Maia)
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
O POETA, A CRIANÇA E AS ESTRELAS
Merlânio Maia
Era uma vez um poeta
No seu constante pensar
Querendo das leis da vida
O mistério desvendar
Sai a andar pela praia
Molhando seus pés no mar
Quando avista lá na frente
Uma cena de estranhar
Uma criança tão bela
Que deixara de brincar
Pra jogar no oceano
As estrelinhas do mar
No verão as ondas vinham
Trazendo estrelas do mar
Depositando na praia
Era assim quase um bailar
Logo as estrelas morriam
Nesse calor de matar
E a criança nesta luta
Quase sem poder parar
Socorrendo as estrelinhas
E as devolvendo ao mar
Era um esforço tão grande
Que dava dó de olhar
E o poeta diz: Menino!
Ninguém pode ajudar
Que diferença farás
Diante da força do mar?
Pois milhões irão morrer
Sem que as possa salvar
E a criança suada
Sem nem pensar em parar
Fala com a sabedoria
De quem já sabia amar
- Pra essa eu fiz diferença!
E joga a estrela no mar
E o poeta surpreso
Volta pra casa a pensar
Na omissão que há no mundo
E no muito a realizar
Cada um tem uma parte
Quem haverá de esquivar?
No outro dia bem cedo
Na praia daquele mar
Quem passou observou
Que havia um homem a salvar
Estrelas, era o poeta,
E as devolvia ao mar!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
EIA VOZ
EIA VOZ!
Merlânio Maia
Já pensava Voltaire: - Defenderei
O direito de voz que é seu confesso
Muito embora o que penso seja o avesso
Porém, por sua voz, eu morrerei!
Se o filósofo assim se justifica
Pela rica e profícua discussão
No debate que dá convicção
E a razão surge e a nós dignifica
Por que é que há em tanto segmento
O cerceiar da voz, da vez e os vis
Enfileiram-se mostrando perfis
Sem dar voz, nem dar vez ao pensamento?!
Que o meu grito arrebente as tais correias
Que o meu canto, no encanto seja a voz
Que o discurso de amor desarme o atroz
E arrebente a corrente, a algema, a peia!
Que o meu nome seja adjetivado
Como o canto real tonitruante
Que rompeu o tal silêncio infamante
E deu luz ao que sonhava calado
Eia Voz! Ressuscita o pensar certo
Que jazia no túmulo da mordaça
Corre solto pela alameda, praça,
Leva o encanto, és um cidadão LIBERTO!
INCRÍVEL! PARTITURA MEDIÚNICA DE MOZART FOI ENCONTRADA.

INCRÍVEL! PARTITURA MEDIÚNICA DE MOZART FOI ENCONTRADA.
Música de além-túmulo
Revista Espírita, maio de 1859
O Espírito de Mozart veio ditar ao excelente médium, Senhor Bryon-Dorgeval, um fragmento de sonata. Como meio de controle, esse último fê-la ouvir por vários artistas, sem indicar-lhes a fonte, pedindo simplesmente que cor encontravam nesse trecho; cada um nele reconheceu, sem hesitação, a marca de Mozart.
Foi executado na sessão da Sociedade, do dia 8 de abril último, em presença de numerosos conhecedores, pela senhora de Davans, aluna de Chopin e pianista distinta, que consentiu em prestar seu concurso.
Como ponto de comparação, a senhorita de Davans, preliminarmente, fez ouvir uma sonata composta por Mozart quando vivo.
Não houve senão uma voz, não só sobre a perfeita identidade do gênero, mas ainda sobre a superioridade da composição espírita.
Um trecho de Chopin foi em. seguida executado pela senhorita de Davans, com seu talento habitual. Não se poderia perder essa ocasião de invocar esses dois compositores com os quais se teve a conversa seguinte:
1. Sem dúvida sabeis qual o motivo que nos fez chamar-vos?
Mozart: - R. Vosso chamado me dá prazer.
2. Reconheceis o trecho, que se acabou de tocar, como sendo ditado por vós
Mozart: - R. Sim, muito bem; eu o reconheço inteiramente. O médium, que me serviu de intérprete, é um amigo que não me traiu.
3. Qual dos dois trechos preferis?
Mozart: - R. O segundo, sem paralelo.
4. Por quê?
Mozart: - R. A doçura, o encanto nele estão mais vivos e com mais ternura, ao mesmo tempo.
Nota. - Com efeito, essas são as qualidades reconhecidas nesse trecho.
5. A música do mundo que habitais, pode ser comparada à nossa?
Mozart: - R.Ser-vos-ia difícil compreendê-la; temos sentidos que não possuis.
6. Disseram-nos que, em vosso mundo, há uma harmonia natural, universal que não conhecemos neste mundo.
Mozart: - R. É verdade; na vossa Terra, fazeis a música; aqui, toda a Natureza faz ouvir sons melodiosos.
7. Poderíeis tocar, vós mesmo, no piano?
Mozart: - R. Poderia, sem dúvida, mas não o quero; é inútil.
1. Sem dúvida sabeis qual o motivo que nos fez chamar-vos?
Mozart: - R. Vosso chamado me dá prazer.
2. Reconheceis o trecho, que se acabou de tocar, como sendo ditado por vós
Mozart: - R. Sim, muito bem; eu o reconheço inteiramente. O médium, que me serviu de intérprete, é um amigo que não me traiu.
3. Qual dos dois trechos preferis?
Mozart: - R. O segundo, sem paralelo.
4. Por quê?
Mozart: - R. A doçura, o encanto nele estão mais vivos e com mais ternura, ao mesmo tempo.
Nota. - Com efeito, essas são as qualidades reconhecidas nesse trecho.
5. A música do mundo que habitais, pode ser comparada à nossa?
Mozart: - R.Ser-vos-ia difícil compreendê-la; temos sentidos que não possuis.
6. Disseram-nos que, em vosso mundo, há uma harmonia natural, universal que não conhecemos neste mundo.
Mozart: - R. É verdade; na vossa Terra, fazeis a música; aqui, toda a Natureza faz ouvir sons melodiosos.
7. Poderíeis tocar, vós mesmo, no piano?
Mozart: - R. Poderia, sem dúvida, mas não o quero; é inútil.
8. Isso seria, no entanto, poderoso motivo de convicção.
Mozart: - R. Não estais convencidos?
Nota. - Sabe-se que os Espíritos jamais se prestam às provas; freqüentemente, fazem espontaneamente o que não se lhes pedem; esta, aliás, entra na categoria das manifestações.
Kardec também fazia comercial;
Retirado da Revista Espírita de 1859:
nota. - O fragmento de sonata ditado pelo Espírito de Mozart acaba de ser publicado. Pode-se procurá-lo, seja no Escritório da Revista Espírita, seja na livraria espírita do senhor Ledoyen, Ralais Royal, galeria de Orléans, 31 - preço: 2 francos. -Será remetida franqueada, contra remessa de uma ordem dessa quantia.
INCRÍVEL!!!
A PARTITURA FOI ENCONTRADA
Esta partitura de que trata o diálogo acima, do trecho da sonata, foi encontrado em 2004, numa biblioteca londrina, e remetido à Federação Espírita Brasileira. O engenheiro Alexandre Zaghetto reconstituiu a partitura no computador e a postamos aqui para quem quiser escutá-la basta clicar no link a seguir: http://www.espiritismo.net/Fragment_de_Sonate.mp3
Mozart: - R. Não estais convencidos?
Nota. - Sabe-se que os Espíritos jamais se prestam às provas; freqüentemente, fazem espontaneamente o que não se lhes pedem; esta, aliás, entra na categoria das manifestações.
Kardec também fazia comercial;
Retirado da Revista Espírita de 1859:
nota. - O fragmento de sonata ditado pelo Espírito de Mozart acaba de ser publicado. Pode-se procurá-lo, seja no Escritório da Revista Espírita, seja na livraria espírita do senhor Ledoyen, Ralais Royal, galeria de Orléans, 31 - preço: 2 francos. -Será remetida franqueada, contra remessa de uma ordem dessa quantia.
INCRÍVEL!!!
A PARTITURA FOI ENCONTRADA
Esta partitura de que trata o diálogo acima, do trecho da sonata, foi encontrado em 2004, numa biblioteca londrina, e remetido à Federação Espírita Brasileira. O engenheiro Alexandre Zaghetto reconstituiu a partitura no computador e a postamos aqui para quem quiser escutá-la basta clicar no link a seguir: http://www.espiritismo.net/Fragment_de_Sonate.mp3
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1859/05b-musica-de-alem.html (1 of 3)7/4/2004 09:10:21
MORTE SERENA...
MORTE SERENA...
Merlânio Maia
Não tenho medo da morte
Mas digo, sinceramente,
Queria era ter a sorte
De morrer tranqüilamente
Dormindo qual avô meu
Que bem sereno morreu.
Mas Deus me livre de um dia
Eu morrer no desespero
Igual aqueles romeiros
No ônibus de passageiros
Igual aqueles romeiros
No ônibus de passageiros
Que meu avô dirigia!
GEME E CHORA A NATUREZA
Vendo a vida se esvair
E o homem, mau, poluir,
Toda a fauna e toda a flora
Mas a ganância devora
Mata a mata e seca o chão
O mar vai virar sertão
Sertão vai ser chama acesa
Geme e chora a natureza
Onde o homem põe a mão!
Santos Dumont, o inventor,
Não agüentou, morreu!
Só porque o invento seu
Virou arma de terror
Das asas cai o pavor
Das bombas cuja explosão
Penetra no coração
Da Terra qual chama acesa
Geme e chora a natureza
Onde o homem põe a mão!
Indústrias poluem rios
Navios poluem mar
Tanto incêndio infesta o ar
Veneno desce aos baixios
São grandes os desafios
A Terra perde o pulmão
E o homem já sem razão
Inda amealha riqueza
Geme e chora a natureza
Onde o homem põe a mão!
Quem herdar este planeta
Herdará dor, sofrimento,
Muita tristeza e lamento
Tanta sede e a peste preta
Vírus feitos em proveta
Doenças em profusão
Tudo que é mutilação
Da genética à torpeza
Geme e chora a natureza
Onde o homem põe a mão!
Morrem os rios cantando
Morre a mata, morre o ar,
Morrem os peixes no mar,
Que o plâncton vai se acabando
O ser humano ceifando
A vida do seu irmão
É o demônio da ambição
Buscando a torpe riqueza
Geme e chora a natureza
Onde o homem põe a mão!
Ver isso nos causa dor
Geleiras descongelando
E o planeta esquentando
Gerando um forte estupor
A sina de Cantador
Faz gritar minha canção
Rompendo essa maldição
De silencio e de fraqueza
Geme e chora a natureza
Onde o homem põe a mão!
Não se vê mais passarinho,
Com seu canto pra alegrar
Chora quem pode chorar
Na Terra, triste e sozinho,
Não há casa, lar ou ninho,
Não há filho nem irmão,
Não há país nem nação
Só rios de lava acesa
Geme e chora a natureza
Onde o homem põe a mão!
Oh! Grande mãe, doce Terra,
Não permite aos filhos teus
Distanciados de Deus
Virarem filhos da guerra
Nos toma nas mãos e encerra
Chama a força do tufão
Ensina ao filho malsão
Teu poder e realeza
Geme e chora a natureza
Onde o homem põe a mão!
CONTOS DE MENINO SERTANEJO
CONTOS DE MENINO SERTANEJO
Merlânio Maia
Merlânio Maia
O meu sabiá que voava cantando
Pousava a meu mando no meu dedo fino
Criava rolinha, Cancão e Burguesa,
Enchi de beleza o tempo de menino
Me lembro com raiva que a minha palhoça
Distava da roça talvez meia légua
E quando cheguei tava morto o cancão
Foi o gavião, "Bicho fí duma égua!"
Peguei a espingarda botei um cartucho
Procurei o bucho do amaldiçoado
E ele cantava a zombar do meu medo
Puxei logo o dedo e matei o malvado
Histórias que conto, que canto e recito
De um tempo bonito repleto de paz
Menino feliz lá da zona rural
Que da Capital não esqueço jamais!
NOVA ONDA DA MENTIRA
NOVA ONDA DA MENTIRA
Merlânio Maia
Doutor, eu nasci num mundo
Diferente da cidade
Cresci-me, desenvolvi-me
Numa terra de verdade
Que é chamado sertão
Onde o maior palavrão
É a desonestidade
Mas a verdade hoje em dia
É ridicularizada
A mentira hoje é virtude
Que deve ser cultivada
Seja em círculos sociais
Em palanques, tribunais...
Como carta a ser jogada
Mente o filho para os pais,
Mente a mulher pro marido,
Mente a moça de família,
Mente vítima e bandido,
Mente o bandido ao juiz,
Pois se crescesse o nariz
O mundo estava perdido
Mente o juiz e prefeito,
E mente o vereador
Mente o maior presidente
E mente o governador
Mente o policial
Mente quem escreve o jornal
Mente o doente e o doutor
Quem mente sabe que mente
E que o outro está mentindo
Se o pensamento se ouvisse
Desatino se ia ouvindo
- Ô cabra mais mentiroso!
- Não me minta seu tinhoso!
- Essa eu não vou engolindo!
Pensa a mulher do marido:
- Eu sei que é tudo mentira!
E o marido da mulher:
- Êta bichinha traíra!
E o pai pensa com a filha:
- Pensei que era de família!
Ali a mentira agira
De tudo que degenera
A mentira vem na frente
Quem não mente nesta vida
Fica logo diferente
E passa a ser perseguido
Atentado e corrompido
Num mundo que sempre mente
É hora de dar um basta
Em tanta hipocrisia
Dignidade e respeito
Eis um som que arrepia
E fazer como a criança
Que não mente e nem se cansa
E a verdade é alegria
O JUMENTO É NOSSO IRMÃO
Muitos pensam o contrário
Sobre o que são os animais
Muito mais inteligentes
Que muitos racionais
Que muito ser arrogante
Que se intitula pensante
Mas vive sempre no mal
E é tão curto no seu tento
Que chamá-lo de jumento
É ofender o animal!
Veja quanto ser pensante
Destruindo a natureza
E observe os ruminantes
Que se entregam à dureza
Ajudando o ser humano
No atual progresso isano
E depois de tanto usá-lo
Explorá-lo o tempo inteiro
Na vil busca por dinheiro
Ainda resolve matá-lo!
Ah! Bicho bruto este homem
Desalmado, inconsciente
Devorador das espécies
Se arvorando onipotente
Destruidor com certeza
Não respeita a natureza
Pois lhe falta a gratidão
Por isso digo e repito
Aquele jargão bonito:
"O jumento é nosso irmão!"
Foi quem carregou Jesus
Na sua fuga pro Egito,
Na entrada em Jerusalém
Sem sela, manto ou cambito,
O jegue já fez história
Quem não mantém na memória
Da mula de Balaão
Não foi ela quem falou
Mas ali se comprovou
Que o jumento é nosso irmão
Dócil, amável, sereno,
Manso de agradar menino
Serve sempre e não murmura
Pense um animal divino!
Chico Xavier o amava
E sempre se comparava
Com um jumento do sertão
Mas o homem é arrogância,
Prepotência e petulância...
O jumento é nosso irmão!
Quem dera o homem aprendesse
Com tão simples animal
Que vive a nos dar exemplo
De paciência real,
De enorme lealdade,
Descomunal humildade
E grande disposição
Por isso digo e repito
Tirando o rincho e o grito
O jumento é nosso irmão!
IMAGINA
IMAGINA
Merlânio Maia
- Menino, menino, que fazes parado,
Assim concentrado com um livro na mão?
- Meu livro é um portal, que após muito treino,
Abriu-me este reino da imaginação!
Voltei ao passado, me vesti de ouro,
Encontrei tesouros, me aventurei,
Roubei a princesa, fui príncipe forte,
Fui dono da sorte, nos reinos fui rei!
Também fui cientista, sondei o universo,
Em nave a diversos dos mundos eu vi,
Achei tanto amigo, vencemos batalhas,
Ganhamos medalhas, pois muito aprendi!
Virei um poeta ao sabor do saber,
Somente por ler se aprende e se ensina,
E chega mais longe, e vence os caminhos,
E não está sozinho: Imagina, imagina,
Imagina, imagina, imagina, imagina!!!
Somente por ler se aprende e se ensina,
E chega mais longe, e vence os caminhos,
E não está sozinho: Imagina, imagina,
Imagina, imagina, imagina, imagina!!!
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