segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
COMPLETUDE
COMPLETUDE
Se, de fato, crês no grande amor que dás
É imprescindível manter a certeza
De que os meus sonhos tu respeitarás
Mantendo a verdade aberta em nossa mesa
Tenhamos respeito, sem ele "aqui jaz"
Tudo o que pensamos de amor e beleza
Não te mudarei e não me mudarás
Em obediência a nossa natureza
Seremos talvez melhores nesta vida
Que em milênios deu-nos uma identidade
No engrandecimento da força incontida
Se há verdade e amor, vivamos a verdade
Lados diferentes, na porção devida
E um completa o outro ante a eternidade!
Merlanio Poeta - de Poesia em Poesia - 17.02.2014)
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Para uma definição do terrorismo de Leonardo Boff
de Leonardo Boff
Para uma definição do terrorismo
14/02/2014
As manifestações massivas de junho/julho de 2013, em grande parte pacíficas e as outras havidas neste ano de 2014 que mostraram a atuação violenta dos black blocs que, mascarados, quebram agências de bancos, vitrines de lojas e depredam edifícios públicos, atacam violentamente policiais, culminando com a morte do cinegrafista Santiago Andrade, suscitaram o tema do terrorismo.
É importante que se entenda que o terrorismo não é um fenômeno da guerra, mas da política. O terrorismo irrompe no seio de grupos insatisfeitos com os rumos da política do país ou da economia e que já não acreditam nas instituições, nem no diálogo e muito menos em mudanças sociais significativas. Pode até ocorrer que se opõem de tal maneira ao sistema mundial e nacional vigente, o capitalismo neoliberal, que investem contra seus símbolos, danificando-os. Ilusoriamente pensam que destruindo-os atingem o coração do sistema. Esse não se muda pela violência puntual mas por um processo histórico-político, por mais prolongado que seja. Tais grupos vem carregados de ressentimento, de amargura e de raiva. Dão vasão a este estado de ânimo através de ações destrutivas.
Paradigmático foi o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. Num lapso de uma hora, os símbolos maiores da ordem capitalista no nível econômico as duas Torres Gêmeas em Nova Iorque, no nível militar o Pentágono e no nivel político a Casa Branca (o avião destinado a ela foi derrubado antes) foram diretamente golpeados.
A partir de então se instalou o medo em todo o país. E o medo produz fantasmas que desestabilizam as pessoas e a ordem vigente. Assim, por exemplo, um árabe, em Nova York, pede uma informação a um policial e este o prende, imaginando ser um terrorista. Depois se verifica ser um simples cidadão inocente. Com frequência o Governo norte-americano, especialmente, sob o Presidente Bush, assustava a nação inteira, anunciando a iminência de atentados. Embora não tenham acontecido até agora, acabam alimentando a paranóia generalizada.
Esta femenologia mostra a singularidade do terrorismo: a ocupação das mentes. Nas guerras e nas guerrilhas como na Colômbia precisa-se ocupar o espaço físico para efetivamente se impôr. Assim foi no Afeganistão e no Iraque. No terror não. Basta ocupar as mentes e ativar o imaginário através da ameaça de novos atentados e do medo que então se internaliza nas pessoas e nas instituições.
Os norte-americanos ocuparam fisicamente o Afeganistão dos talibãs e o Iraque de Saddan Hussein. Mas a Alqaeda que perpetrou os atentados, ocupou psicologicamente as mentes dos norte-americanos. Fizeram dos EUA uma nação refém do medo, do Governo ao simples cidadão.
A profecia do autor intelectual dos atentados de 11 de setembro, o então ainda vivo Osama Bin Laden, feita no dia 8 de outubro de 2001, infelizmente, se realizou: “Os EUA nunca mais terão segurança, nunca mais terão paz”. Ocupar as mentes das pessoas, mantê-las desestabilizadas emocionalmente, obrigá-las a desconfiar de qualquer gestou ou de pessoas estranhas, eis o que o terrorismo almeja e nisso reside sua essência.
Para alcançar seu objetivo de dominação das mentes, o terrorismo segue a seguinte estratégia:
(1) os atos têm de ser espetaculares, caso contrário, não causam comoção generalizada;
(2) os atos, apesar de odiados, devem provocar admiração pela sagacidade empregada;
(3) os atos devem sugerir que foram minuciosamente preparados;
(4) os atos devem ser imprevistos para darem a impressão de serem incontroláveis;
(5) os atos devem ficar no anonimato dos autores (usar máscaras) porque quanto mais suspeitos, maior o medo;
(6) os atos devem provocar permanente medo;
(7) os atos devem distorcer a percepção da realidade: qualquer coisa diferente pode configurar o terror. Basta ver alguém das comunidades pobres da periferia, ou os rolezinhos entrando nos shoppings e já se projeta a imagem de um assaltante potencial.
Formalizemos uma compreensão suscinta do terrorismo: é toda violência espetacular, praticada com o propósito de ocupar as mentes com medo e pavor.
O importante não é a violência em si, mas seu caráter espetacular, capaz de dominar as mentes de todos.
Um dos efeitos mais lamentáveis do terrorismo foi ter suscitado o Estado terrorista como os EUA. Criou-se uma legislação que fere os direitos humanos, impõe vigilância sobre toda a população, criou o organismo de segurança nacional com altas verbas para sua implantação em todo o pais, projetou a “guerra infinita” contra o terrorismo em qualquer parte do mundo com a ameaça de utilização de qualquer tipo de arma, não excluidas as armas nucleares. E organizou uma rede de espionagem eletrônica global que tudo e a todos controla.
Está em debate no Ministério da Justiça, nos órgãos de segurança do Estado e no Parlamento uma legislação visando tipificar os atos destrutivos dos black bocs de terrorismo. Sem dúvida, os atos obedecem à lógica terrorista mas não significa ainda um terrorismo articulado e organizado. Há o risco, já advertido pelo Ministro da Justiça Eduardo Cardoso, de não instaurarmos o medo na sociedade que acaba inibindo as manifestações populares, legítimas no regime democrático. O próprio povo com medo acaba se retraindo e terá dificuldade em apoiar estas manifestações legítimas.
Mais importante em saber quem cometeu e comete atos de terrorismo é saber o porquê se recorre a ele. Ai a importância do acompanhamento dos órgãos de informação, do diálogo aberto com todos os estratos da sociedade, especialmente, com aqueles mais penalizados pelo tipo de sociedade que temos, altamente desigual e discriminatória. Difundir mais e mais a educação e infundir confiança, amor às pessoas e cuidado de uns para com os outros como o disse, exemplarmente, a esposa do cinegrafista Sebastião Andrade e o enfatizou recentemente a ministra Maria do Rosário da Secretaria Nacional de Direitos Humanos num encontro na OAB do Rio a propósito da Comisão da Verdade.
São caminhos de outro tipo de estratégia política, certamente mais eficazes que a pura e simples repressão policial que ataca os efeitos mas não atinge o coração do problema deste terrorismo ainda inicial.
Fonte:http://leonardoboff.wordpress.com/2014/02/14/para-uma-definicao-do-terrorismo/
Fonte:http://leonardoboff.wordpress.com/2014/02/14/para-uma-definicao-do-terrorismo/
sábado, 8 de fevereiro de 2014
ZUMBILÂNDIA
ZUMBILÂNDIA
Gente sempre azeda na vida da gente
Gente que em tudo vê erro e desgraça
Gente que, na vida, nada a faz contente
Gente que escurece o sol por onde passa
Vampiros humanos que constantemente
Sugam energias, exsudam fumaça
Inveja-nos tudo, tão completamente
Que sua presença é-nos triste ameaça
Gente viciada em desgraça e tristeza
Em ciume, inveja, em ódio e vileza,
O orgulho, o egoísmo fincaram a raiz
E a minha alegria é tão contagiante
Que mantém tal tipo de gente distante
Com ódio espumando, quais tristes zumbis!
(Merlânio Maia - 08.02.2014)
Gente sempre azeda na vida da gente
Gente que em tudo vê erro e desgraça
Gente que, na vida, nada a faz contente
Gente que escurece o sol por onde passa
Vampiros humanos que constantemente
Sugam energias, exsudam fumaça
Inveja-nos tudo, tão completamente
Que sua presença é-nos triste ameaça
Gente viciada em desgraça e tristeza
Em ciume, inveja, em ódio e vileza,
O orgulho, o egoísmo fincaram a raiz
E a minha alegria é tão contagiante
Que mantém tal tipo de gente distante
Com ódio espumando, quais tristes zumbis!
(Merlânio Maia - 08.02.2014)
POR QUE REPARAS O ARGUEIRO?
POR QUE REPARAS O ARGUEIRO?
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
Disse Jesus no Evangelho
No mais singelo sermão
Mas é comum todo dia
O fuxico, a rebeldia,
Junto ao orgulho malsão
Atacar o companheiro
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
Isso é dentro do lar
A mulher que não perdoa
O marido trabalhador
Por uma falta à toa
Ou então é o marido
Faz o maior alarido
Por falhas sem intenção
E o lar vira um galinheiro
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
Muito comum no trabalho
Um erro se transformar
Num cavalo de batalha
E uma guerra formar
Acusações e ofensas
Lavrando duras sentenças
No calor da emoção
E esquecem o divino obreiro:
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
Às vezes na casa espírita,
Na igreja, ou santuário
Quando se perde de vista
O Mestre e seu corolário
A maledicência corre
E a confiança morre
Em cruel perturbação
Ali vira pardieiro
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
É hora de auto análise
Pois é grave este momento
Quanto vale a paz em nós?
Ou mais vale o sofrimento?
Pois é esta a triste trave
Que produz a falta grave
E distorce a nossa visão
E o Cristo diz: Companheiro,
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
Por que reparas o argueiro no olho de teu irmão?” – Jesus. (Mateus, 7:3.)
No olho do teu irmão?
Disse Jesus no Evangelho
No mais singelo sermão
Mas é comum todo dia
O fuxico, a rebeldia,
Junto ao orgulho malsão
Atacar o companheiro
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
Isso é dentro do lar
A mulher que não perdoa
O marido trabalhador
Por uma falta à toa
Ou então é o marido
Faz o maior alarido
Por falhas sem intenção
E o lar vira um galinheiro
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
Muito comum no trabalho
Um erro se transformar
Num cavalo de batalha
E uma guerra formar
Acusações e ofensas
Lavrando duras sentenças
No calor da emoção
E esquecem o divino obreiro:
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
Às vezes na casa espírita,
Na igreja, ou santuário
Quando se perde de vista
O Mestre e seu corolário
A maledicência corre
E a confiança morre
Em cruel perturbação
Ali vira pardieiro
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
É hora de auto análise
Pois é grave este momento
Quanto vale a paz em nós?
Ou mais vale o sofrimento?
Pois é esta a triste trave
Que produz a falta grave
E distorce a nossa visão
E o Cristo diz: Companheiro,
Por que reparas o argueiro
No olho do teu irmão?
BEM FELIZ
Quem
se permite aceitar
As
pessoas como são
Jamais
irá se irritar
É
melhor mãe, pai, irmão...
Vive
a vida longa e leve
É
claro que nada deve
Segue
o preceito que diz:
“Cada
um tem seu caminho!”
Espalha
amor e carinho
É
do Bem e é bem Feliz!!!
(Merlânio
Maia – 08.02.2014)
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
GRUPOS DE FORRÓ DAS QUINTAS DE FORRÓ
Meu povo,
colocamos aqui os grupos da resistência de Forró de Raiz.
Hoje quatro desses grupos estão encabeçando comigo o QUINTA DE FORRÓ NA CAIXA, na APCEF em João Pessoa, Paraíba.
Valorize a Cultura Brasileira de Raiz. O Forró é música nordestina, mas está na raiz da MPB Música Popular Brasileira.
Então elencamos os grupos:
Merlânio Poeta e Banda, que consiste num grupo de música composto pelo poetinha, pelo sanfoneiro Lucas Carvalho, pelos percussionistas Raoni Barbosa e Zi Ramos.
Edson Azevedo e Banda com Pipoca na sanfona e Adailton no zabumba e Dudu no triângulo e voz.
O Trio Nossa Terra com Lourival Júnior e sua trupe.
Aí estão os grupos que vêm fazendo o Forró mais Lindo de João Pessoa e você está convidadíssimo!!!
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
VERDADE REAL
VERDADE REAL
Merlânio Maia
Ante os alfarrábios dos antepassados
Fiquei boquiaberto com a tradição
Pesquisas eu fiz, mergulhei no porão
Dos templos, perdido em antigos achados
Sondei a alquimia, escritos guardados,
Potes de Qunrã, mandalas de Sião
O livro dos mortos, a Bíblia, o Corão,
O Bagavad Gita e Vedas encontrados
Profetas, filósofos e os santos falaram
Místicos e Mestres, todos desvendaram
E nos ensinaram ante o seu cabedal
Que esta verdade pela qual nos matamos
É ilusão tosca que inda alimentamos
É espectro sombrio da verdade real!!!
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
O CISCO E A TRAVE
Não aponte erros a esmo
Quem aponta é infeliz
Pois que guarda em si mesmo
O mal na sua raiz
Aponte a felicidade,
O amor, a liberdade,
Ponha sua barba de molho
Porque quem aponta ciscos
E só vê, do outro, os riscos
Esquece a trave em seu olho!!!
Merlanio Poeta - de Poesia em Poesia - 20.01.2014)
Quem aponta é infeliz
Pois que guarda em si mesmo
O mal na sua raiz
Aponte a felicidade,
O amor, a liberdade,
Ponha sua barba de molho
Porque quem aponta ciscos
E só vê, do outro, os riscos
Esquece a trave em seu olho!!!
Merlanio Poeta - de Poesia em Poesia - 20.01.2014)
Terra, inimiga da Saúde?
MEU POVO,
Por isso, lá no sertão, menino que come terra é mais saudável! rsrsrs
Terra, inimiga da Saúde?
Por isso, lá no sertão, menino que come terra é mais saudável! rsrsrs
Terra, inimiga da Saúde?
POR
ANTONIO MARTINS
– ON 20/01/2014CATEGORIAS: DESTAQUES, SOCIEDADE
Pesquisas de ponta revelam: ao contrário do que pensávamos, bactérias e outros micro-organismos presentes no solo são parte de nosso sistema imunológico. Agroecologia pode preservá-los
Por Daphne Miller | Tradução: Gabriela Leite
Nos últimos tempos, gosto de pensamentos sujos. Passo meus dias em numa sala esterilizada praticando medicina familiar, mas ainda assim minha mente está na terra. Isso porque estou descobrindo o quanto este meio rico e obscuro influencia na saúde de meus pacientes. Estou até começando a me perguntar sobre o quanto Hipócrates estava errado, ou pelo menos equivocado, quando proclamou: “Deixe o alimento ser tua medicina.” Não me entenda mal – a comida é muito importante para nossa saúde. Mas talvez seja o solo em que os alimentos crescem, ao invés deles próprios, o que nos oferece os verdadeiros remédios.
Há pouco, na literatura médica convencional, para apoiar estas afirmações. Procure os termos “solo” e “saúde” no banco de dados da PubMed e os resultados principais apresentarão o solo como uma substância de risco, cheia de leveduras patogênicas, bactérias resistentes a antibióticos, radônio, metais pesados e pesticidas. Mas passe reto por estes relatórios cruéis e irá descobrir uma pequena, mas crescente, coleção de pesquisas que pintam o solo com uma cor muito diferente. Estes estudos sugerem que a terra, ou pelo menos alguns tipos dela, pode ser benéfica à nossa saúde.
Os cientistas que estão investigando essa relação entre a saúde e a terra pertencem a um grupo muito variado — botânicos, agrônomos, ecologistas, geneticistas, imunologistas, microbiologistas – e coletivamente estão oferecendo razões para dar atenção aos lugares onde nossa comida é plantada.
Solo vívido, comida boa
Por exemplo, utilizando a tecnologia do sequenciamento do DNA, agrônomos da Universidade do Estado de Washington descobriram recentemente que um solo com ampla abundância de diversidade de seres (especialmente bactérias, fungos e nematóides) tem probabilidades maiores de produzir alimentos densos de nutrientes. É claro que isso faz sentido quando se compreende que a cooperação entre bactérias, fungos e as raízes das plantas (coletivamente referidas como a rizosfera) é responsável por transferir carbono e nutrientes do solo para a planta — e, ao final, para nossos pratos.
Dado este fluxo de nutrientes dos micróbios do solo para nós, como podemos impulsionar e diversificar a vida no solo? Uma série de estudos mostra consistentemente que a agricultura ecológica produz biomassa microbial e diversidade muito maiores que os cultivos convencionais. A agroecologia compreende muitos sistemas (biodinâmica, regenerativa, permacultura, ciclo completo etc) que compartilham princípios fundamentais holísticos: proteger o solo superficial com coberturas e aração mínima, rotação de culturas, conservação da água, limitação do uso de químicos (sintéticos ou naturais), e reciclagem de todo o lixo orgânico e animal de volta para a terra. Muito desta pesquisa apoia o que os agricultores tradicionais pelo mundo sabem há muito tempo ser verdade: quanto mais ecologicamente plantamos, mais nutrientes colhemos.
Micróbios de combate à alergia
Enquanto os cientistas da terra ocupam-se documentando estas ligações entre o solo e a comida, imunologistas e alergistas na Europa estão trabalhando para descobrir outra conexão intrigante entre a terra e a saúde: o chamado “efeito fazenda”. Por que as crianças que crescem em propriedades que adotam a agroecologia, na Europa Central, têm muito menos incidência de alergia e asma que as que crescem em fazendas industrializadas? Novamente, quase tudo aponta para os micróbios — no estrume, no leite não pasteurizado, na poeira do estábulo, na comida que não é lavada e, sim, no solo. No estudo, pesquisadores estudaram colchões de crianças de fazenda e encontraram uma grande variedade de bactérias – a maioria das quais é tipicamente encontrada no solo.
Como os micróbios do solo e de fazendas protegem contra doenças alérgicas é ainda questão em debate, mas as pesquisas estão apontando cada vez mais para a nova ideia que, por falta de um termo melhor, vou chamar de “hipótese da mudança do microbioma”.
A explicação padrão para o “efeito fazenda” é a hipótese da higiene, que afirma que a exposição a uma variedade de micróbios no começo da vida (incluindo no útero) amortece a resposta alérgica de nosso sistema imunológico adaptativo.
O problema com esta teoria é que nosso sistema imunológico é surpreendentemente simplista e parece reagir similarmente tanto ao se encontrar com um conjunto diverso de micróbios em uma fazenda ecológica quanto com com uma porção relativamente homogênea de micróbios tipicamente encontrada em um apartamento ou numa fazenda convencional. Mas, e se nossas células imunológicas forem simplesmente uma proteção de retaguarda, para uma primeira linha de defesa mais sofisticada — nossos micróbios residentes?
E se um microbioma de solo saudável e diverso puder nutrir um bioma humano mais diverso e protetor? De fato, novas pesquisas sugerem que é o caso, e que uma troca microbial solo-intestino pode oferecer o real “efeito fazenda”.
Troca de genes no nível do intestino
É claro que isso é tudo muito novo — e para mim, como médica, um pouco desorientador. Na escola de medicina, aprendi que nossas bactérias internas pertencem a um clube restrito e que elas não têm nada a ver com micróbios em nosso ambiente externo. Patógenos como a salmonela e a e.coli devem ultrapassar esta barreira, como acontece quando sofremos intoxicação alimentar ou outras infecções, mas sua influência foi considerada transitória – embora ocasionalmente devastadora. Mas agora que podemos sequenciar o DNA de um microbioma inteiro, usando uma técnica chamada metagenômica, estamos começando a conectar os pontos e descobrindo que podem ocorrer trocas genéticas entre nosso microbioma e o mundo exterior – particularmente em lugares onde cresce nossa comida.
Entre os primeiros a documentar esta transferência de genes está um grupo de microbiologistas franceses. Eles identificaram a mesma sequência exata de DNA em duas espécies de bactérias Bacteroidete diferentes – uma vivendo em uma alga marinha e outra, nos intestinos de japoneses. Concluíram que a bactéria marinha pegou carona até o intestino humano via sushi e outros pratos com algas nori e passou seu DNA para os micróbios residentes do humano hospedeiro. O resultado final desta troca é que muitos japoneses – e possivelmente pessoas de outras culturas comedoras de algas – adquiriram maior habilidade que para extrair nutrientes valiosos de suas nori.
Justin Sonnenburg, um microbiólogo em Standford que estuda como o ambiente influencia em nosso microbioma, contou-me que as descobertas deste estudo de algas nori são, provavelmente, apenas a ponta do iceberg. Ele acredita que vamos continuar a descobrir novas formas de interação entre o solo, os oceanos e nosso microbioma – e seu enorme papel em nossa saúde.
Impressionado pela crescente evidência de que nossa saúde depende de nosso solo saudável, converti meus “pensamentos sujos” em ação. Agora, digo a meus pacientes que a comida que cresce em um solo bem tratado deve oferecer distintas vantagens, relacionadas a obter melhores nutrientes e construir um sistema imunológico saudável.
É claro que identificar essa comida pode ser complicado, já que a certificação de produtos orgânicos, apesar de ser certamente útil, nem sempre nos leva aos produtores mais saudáveis. Muitas propriedades certificadas como orgânicas são realmente ecológicas, mas algumas propriedades que produzem em larga escala, com este certificado, ainda aram profundamente e usam agrotóxicos aprovados – duas práticas que danificam o solo e seus micróbios. Ao mesmo tempo, há agricultores que não podem pagar por um certificado orgânico, embora estejam implementando as práticas da agroecologia, que produzem comprovadamente um solo rico e uma população microbial próspera. Como não existe nenhum selo de “solo saudável” ou “micróbios saudáveis” que possam nos levar a estas fazendas minha sugestão é perguntar uma questão simples:
“O agricultor vive em sua fazenda?”
Agricultores que vivem em sua terra e alimentam sua família com ela tendem a se importar com seu solo como se fosse mais um membro da família. Ir a feiras de produtores é um meio confiável de obter este tipo de produção, e alguns supermercados [nos EUA] também estão começando a apoiar os agricultores locais. Lembre-se: quando mais procurarmos estes produtos, mais eles irão fazê-lo.
Claro: outra opção é plantarmos nossa própria comida. Comer alimentos frescos de um solo saudável não é uma opção “tudo ou nada”. Usar todos os dias um punhado de ervas, de um canteiro de apartamento, pode ter um impacto positivo em nossa saúde. Sobre a comida plantada em casa, ou produzida localmente, sempre proponho a meus pacientes pensar duas vezes, antes de descascar. Afinal de contas, quem sabe que bactérias benéficas podem ser eliminadas? Por sinal, comer vegetais frescos fermentados é uma ótima maneira de adquirir uma mega-dose de bactérias do solo.
Eu também falo aos pacientes sobre algumas outras vantagens (não comestíveis) de se conectarem com agriculturas saudáveis. Por exemplo, apesar de os dados não serem conclusivos, é provável que passar um tempo em uma plantação local possa oferecer uma prevenção relativamente segura e de baixa tecnologia para as famílias com predisposição à alergia. “Tempo na terra” parece especialmente atrativo por prevenir a necessidade de antialérgicos ou doses de antiistaminicos. Pesquisas recentes dizem que o tempo que uma pessoa passa trabalhando na terra é um meio de construir relações de comunidade, melhorar a força e a condição física, diminuir a probabilidade de demência em idosos e melhorar o desempenho escolar dos adolescentes. Seria simplista enxergar a presença em fazendas saudáveis como panaceia para tudo que nos aflige, mas é uma parte importante de minha caixa de ferramentas médica.
Cuidando de nossa sujeira
Passei a ver meus pacientes como uma parte integrante de um ciclo de agroecologia, onde o fluxo de saúde é bidirecional. Nossas escolhas influenciam diretamente na saúde da agricultura – que, em retorno, produz impactos em nossa saúde. A compostagem é uma maneira de alimentar a agricultura local e, em consequência, nos fortificar. Encorajo os pacientes a proteger seu solo como protegem seus corpos. Embora muitos de nós estejamos cientes de que as químicas usadas no solo podem ser danosas para nossa saúde, raramente percebemos que produtos que usamos em nós mesmos e em nossas casas – como triclosanos, compostos orgânicos voláteis, parabenos, PBAs, PVCs e lixívia – podem afetar a saúde do solo e seus micróbios. (Por sinal, extratos de alecrim ou manjericão produzem excelentes antissépticos, vinagre é o melhor produto de limpeza, karité e manteiga de cacau são hidratantes perfeitos, e bicarbonato de sódio diluído é um shampoo excelente.
Sei há muito que antibióticos, esteroides e outras drogas bactericidas podem causar efeitos colaterais não intencionais em meus pacientes. Agora, entendo como estas drogas podem causar impacto na vida microbial sob nossos pés e, em última instância, em nossas próprias células.
Certamente, qualquer produto químico que diminua a diversidade microbial irá, em consequência, diminuir o valor nutricional de nossa comida. Mas existe outra preocupação: microbiologistas da Universidade de Washington em Saint Louis perceberam recentemente que as bactérias do solo, quando expostas a antibióticos e outros químicos, podem desenvolver genes resistentes a antibióticos que, assim como as enzimas digeridoras de algas nori, podem ser transferidas para nosso microbioma, converterndo bactérias a princípio benignas em “superbugs” nocivos e resistentes a medicamentos.
Pensar em um corpo saudável como extensão de uma agricultura saudável, e vice versa, é uma mudança de paradigma para muitos de nós. Mas quando consideramos que todas as nossas células crescem obtendo do solo e das plantas seus nutrientes, tudo faz sentido. Na verdade, não é tanto exagero dizer: nós somos terra.
Fonte:http://outraspalavras.net/destaques/terra-inimiga-da-saude/
SEGUNDA-FEIRA
É HOJE SEGUNDA-FEIRA
DIA DE COMEMORAR
A VIDA QUE É VERDADEIRA
DÁDIVA A DESCORTINAR
NELA QUE NOS ESPALHAMOS
NOS PERDEMOS E ENCONTRAMOS
SEM LIMITE, SEM FRONTEIRA
O TEMPO É SEMPRE UM PRESENTE
CORRENTE, INCONTINENTE...
E HOJE É SEGUNDA-FEIRA!
(Merlânio Maia - 20.01.2014)
DIA DE COMEMORAR
A VIDA QUE É VERDADEIRA
DÁDIVA A DESCORTINAR
NELA QUE NOS ESPALHAMOS
NOS PERDEMOS E ENCONTRAMOS
SEM LIMITE, SEM FRONTEIRA
O TEMPO É SEMPRE UM PRESENTE
CORRENTE, INCONTINENTE...
E HOJE É SEGUNDA-FEIRA!
(Merlânio Maia - 20.01.2014)
domingo, 19 de janeiro de 2014
MERLÂNIO MAIA NA QUINTA DE FORRÓ NA CAIXA
Meu povo,
Já divulguei por aqui algumas vezes o evento que criamos em minha terrinha, João Pessoa, né? O Quinta de Forró na CAIXA.
O seguinte é esse: A identidade cultural da Paraíba é o Forró, o Baião, o Côco, a Ciranda, o Xaxado, o Rojão e até o Arrasta pé, ou as marchinhas de São João.
A história é longa e em outro momento conto para vocês, mas estas músicas fazem a nossa Identidade Cultural. E é uma música linda, alegre com uma dança muito bem marcada e cheia de beleza estética.
Mas o diabo, é que mesmo sendo tudo isto, fomos deseducados e aculturados e perdemos a motivação de valorizar coisas nossas. Triste, não? A autoestima foi destruída aos pouco com o universo televisivo que a caricaturou de tal forma que o povo passou a desinteressar e a achar mais bonito qualquer coisa que não fosse o Forró. Além da inércia de alguns gestores públicos, em relação a investimentos na área da Identidade Cultural de seu povo. Tudo isto, deformou nossa cultura e, aos poucos estamos perdendo espaços até para o funk americano.
Então nos reunimos e demos um grito de independência do Forró! Fomos às ruas, fomos à câmara municipal e hoje no Forró já é PATRIMÔNIO CULTURAL de João Pessoa. É Lei! Lei 12.356 de 12 de Fevereiro de 2012, sancionada pelo prefeito Luciano Agra.
Mas ainda não tínhamos um espeço decente para o Forró! E aí nós, os forrozeiros de plantão buscamos parcerias e conseguimos com a APCEF - Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal. Ali tem um espaço lindo, muito bem conservado, com restaurante e espaço para dançar e curtir nossa música de raiz.
Começamos 2014 com o Quinta de Forró na Caixa e está começando a fazer sucesso!
Convidamos você para se desestressar e curtir a mais bela música que há - a música regional nordestina!
Já divulguei por aqui algumas vezes o evento que criamos em minha terrinha, João Pessoa, né? O Quinta de Forró na CAIXA.
O seguinte é esse: A identidade cultural da Paraíba é o Forró, o Baião, o Côco, a Ciranda, o Xaxado, o Rojão e até o Arrasta pé, ou as marchinhas de São João.
A história é longa e em outro momento conto para vocês, mas estas músicas fazem a nossa Identidade Cultural. E é uma música linda, alegre com uma dança muito bem marcada e cheia de beleza estética.
Mas o diabo, é que mesmo sendo tudo isto, fomos deseducados e aculturados e perdemos a motivação de valorizar coisas nossas. Triste, não? A autoestima foi destruída aos pouco com o universo televisivo que a caricaturou de tal forma que o povo passou a desinteressar e a achar mais bonito qualquer coisa que não fosse o Forró. Além da inércia de alguns gestores públicos, em relação a investimentos na área da Identidade Cultural de seu povo. Tudo isto, deformou nossa cultura e, aos poucos estamos perdendo espaços até para o funk americano.
Então nos reunimos e demos um grito de independência do Forró! Fomos às ruas, fomos à câmara municipal e hoje no Forró já é PATRIMÔNIO CULTURAL de João Pessoa. É Lei! Lei 12.356 de 12 de Fevereiro de 2012, sancionada pelo prefeito Luciano Agra.
Mas ainda não tínhamos um espeço decente para o Forró! E aí nós, os forrozeiros de plantão buscamos parcerias e conseguimos com a APCEF - Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal. Ali tem um espaço lindo, muito bem conservado, com restaurante e espaço para dançar e curtir nossa música de raiz.
Começamos 2014 com o Quinta de Forró na Caixa e está começando a fazer sucesso!
Convidamos você para se desestressar e curtir a mais bela música que há - a música regional nordestina!
SAÚDE = Ovo: vilão ou mocinho?
Ovo: vilão ou mocinho?
19.01.2014 - Por Universo Jatoba -

Afinal, o ovo faz bem ou mal à saúde? Você com certeza já ouviu as duas coisas. O leitor Carlos Alberto dos Santos quer saber se é a clara ou a gema do ovo que faz bem para a saúde. O Universo Jatobá foi investigar e hoje traz todas as respostas.
O ovo é fonte de proteínas de boa qualidade, é rico em ferro, selênio, fósforo e vitaminas como a A, as do complexo B e carotenóides. Ele aumenta o índice de colesterol ruim, o LDL, mas, também aumenta o HDL, considerado bom, então, o efeito acaba sendo compensatório. “Além disso, ele possui uma substância chamada fosfolipídeo, que é capaz de interferir na diminuição da formação de trombos advindos do colesterol”, explica Sandra Chemin, coordenada do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo.
Segundo Sandra, “na clara encontramos 3,5% de proteínas e na gema, 2,7%. Entretanto, não se deve ingerir ovo cru, pois além do aspecto microbiológico, as proteínas da clara interferem na digestão de outras proteínas e diminuem também a absorção de ferro e de biotina (vitamina do complexo B). Porém, quando a clara é aquecida, estas propriedades indesejáveis desaparecem”. Ela recomenda o consumo de ovo cozido ou pochê, nunca frito. “Costuma-se sugerir que seu consumo não ultrapasse 3 vezes por semana, especialmente para pessoas diabéticas ou com colesterol alto no sangue. Um ovo contém 213 mg de colesterol, ou seja, quase o total da ingestão diária recomendada pela Associação Americana do Coração, que é de 300 mg”, reforça.
Quando o colesterol é medido através do sangue, ele reflete a ingestão de gorduras saturadas e hidrogenadas. Alimentos que tenham esses tipos de gorduras aumentam o colesterol ruim e diminuem o colesterol bom e, com isso, aumentam o risco de doenças cardiovasculares. O ovo possui pouca gordura saturada e, apesar de ser rico em colesterol, ele não interfere na causa de doenças isquêmicas coronarianas desde que consumido na quantidade adequada.
Quer saber como reduzir o nível de colesterol? Clique aqui e anote uma receita de suco.
O ovo hoje é considerado um mocinho, visto que não aumenta o risco de desenvolver as doenças coronarianas se consumidos com moderação, proporciona a mistura ideal de aminoácidos essenciais, que são aqueles que o organismo não produz, e ainda favorece o crescimento e o reparo de tecidos. “O ovo tem características nutricionais excepcionais, baixo custo e é de boa aceitação. Pode ser considerado como um aliado no ganho de massa magra, pois a proteína possui alguns tipos de aminoácidos muito utilizados em suplemento nutricional para atletas.”, finaliza.
Fonte:http://universojatoba.com.br/ovo-vilao-ou-mocinho/
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
MERLANIO MAIA NO PROGRAMA TARDE MASTER NA TV MASTER
Nação forrozeira,
Estivemos hoje à tarde, divulgando a Quinta de Forró na CAIXA, no Programa TARDE MASTER de Serginho Montenegro.
Fomos eu e Lucas Carvalho o sanfoneiro muito querido que me acompanha e fizemos a tarde de todos festiva. Muita poesia e música junta.
Uma festa e no final tiramos fotos para registrar o momento.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
ABERTURA DA QUINTA DE FORRÓ NA CAIXA
Amigos do Forró,
Ontem, 09 de janeiro, iniciamos o Projeto Quinta de Forró na Caixa.
O presidente da APCEF, Carlos Espínola, se fez presente com sua esposa, o secretário de Esportes, da PMJP, Sérgio Meira, também esteve presente para prestigiar o evento.
Começamos com o Grupo Flor do Caroá trazendo o universo do Forró de Raiz, cantando e fazendo o povo dançar. Depois entrou Merlânio Poeta, declamando e cantando músicas da sua autoria, junto com outras de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, João do Vale, Dominguinhos e Antonio Barros e Cecéu.
Uma noite de muita alegria. Da alegria que o Forró, o baião, o xote trazem ao coração, especialmente do nordestino.
Vejam algumas fotos do evento:
Ontem, 09 de janeiro, iniciamos o Projeto Quinta de Forró na Caixa.
O presidente da APCEF, Carlos Espínola, se fez presente com sua esposa, o secretário de Esportes, da PMJP, Sérgio Meira, também esteve presente para prestigiar o evento.
Começamos com o Grupo Flor do Caroá trazendo o universo do Forró de Raiz, cantando e fazendo o povo dançar. Depois entrou Merlânio Poeta, declamando e cantando músicas da sua autoria, junto com outras de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, João do Vale, Dominguinhos e Antonio Barros e Cecéu.
Uma noite de muita alegria. Da alegria que o Forró, o baião, o xote trazem ao coração, especialmente do nordestino.
Vejam algumas fotos do evento:
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