quarta-feira, 23 de outubro de 2013

MINHA AGENDA PARA NOVEMBRO

MINHA AGENDA PARA NOVEMBRO:

14/11/13 - 20:00 Hs. CANTORIA NA ABERTURA DA MOSTRA DE ARTE ESPÍRITA EM PAULISTA/PE;

15/11/13 - 16:00 Hs. APRESENTAÇÃO POÉTICA NA UFPB;

17/11/13 - 15:00 Hs. CANTORIA NA ILHA DE TAMARACÁ/PE;

23/11/13 - 16:00 Hs. LANÇAMENTO DO LIVRO "POIESIS DE UM CANTADOR" NA LIVRARIA SARAIVA EM NATAL/RN; 19:00 Hs. CANTORIA EM JOÃO CÂMARA/RN;

24/11/13 - 09:00 Hs. CANTORIA NO HOSPITAL ESPÍRITA FABIANO DE CRISTO EM NATAL/RN;

28/11/13 - 20:00 Hs. CANTORIA EM IRAQUARA/BA;

29/11/13 - 20:00 Hs. CANTORIA EM SEABRA/BA;

30/11/13 - 20:00 Hs. CANTORIA EM IBITIARA/BA

TODO HORÁRIO É DE VERÃO

SE VOCÊ TÁ CHATEADO
POR CONTA DESSE HORÁRIO
HÁ COMO SOLUCIONAR
SEU MAU HUMOR TEMPORÁRIO
VEM CORRENDO PRO NORDESTE
É UM LUGAR BOM DA PESTE
POIS NÃO TEM ALTERAÇÃO
LARGA O SAPATO E O TERNO
NORDESTE NÃO TEM INVERNO,
TODO HORÁRIO É DE VERÃO!!!

ESQUEÇA O SEU SOFRIMENTO
QUE SEI QUE ELE É REAL
O DESPERTADOR AFLITO
GRITA LHE DANDO O SINAL
MAS É UM SINAL DO BEM
LHE AVISANDO QUE TEM
UM PARAÍSO NO CHÃO
E ESTE CHÃO É DOCE E TERNO
NORDESTE NÃO TEM INVERNO,
TODO HORÁRIO É DE VERÃO!!!

VENHA SIMBORA, SEU MOÇO,
TRAGA MENINO E MULHER
NOSSA FRUTA É SEM CAROÇO
MAS SÓ VENHA SE QUISER
TODA PRAIA AQUI É LINDA
COMIDA, CULTURA INFINDA
VOCÊ AQUI É PATRÃO
E O CLIMA É BOM E FRATERNO
NORDESTE NÃO TEM INVERNO,
TODO HORÁRIO É DE VERÃO!!!
(Merlânio Maia 
- 23.10.2013)


FIZ NA MESMA HORA PARA O POVO DO FACEBOOK

A BARRA ESTÁ PESADA
NESSA HORÁRIO DE VERÃO
O POVO TEM MAU HUMOR
POIS ACORDA NO EMPURRÃO
O DESPERTADOR DÁ GRITO
CABRA SE LEVANTA AFLITO
A AGONIA É COMPLETA
TÁ TUDO SE COMPLICANDO
TEM GALO ME PERGUNTANDO:
- QUE HORA É ESSA, POETA???


O HORÁRIO DE VERÃO
MUDA A HORA DE VERINHA
A NOITE É DE TARDEZINHA
E MEIA NOITE AMANHECE
É MANHÃ NA ESCURIDÃO
MAS SE PEGA NO BATENTE
A GENTE FICA DORMENTE
E ATÉ O GALO ENDOIDECE!!!

domingo, 20 de outubro de 2013

POEMA DA HORA - FIM DE ANO

Chega já o fim de ano
E começa o meu penar
As festas são muito chatas
Não dá nem pra conversar
As músicas de baixaria
O som produz gritaria
Pra mim é falta de paz
O povo fica patético
E eu como sou diabético
Bebo só água com gás

Por isso agradeço muito
Quando me esquecem afinal
Pois posso ir à programas
De gosto mais cultural
Um teatro, um cinema,
Um livro, escrever poema...
Compor músicas, enfim...
Mas ouvir som-baixaria
Até o raiar do dia
Não é programa pra mim!!!
(Merlânio Maia - 20.10.2013 - Pensando nas leseiras das festas do fim de ano)

POESIA DA HORA

A vida tanto me deu
Amor, alegria pura,
A música me concedeu,
A poesia, a cultura...
Que de tanto lhe dever
Tô tentando devolver
Uns dez quilos de gordura!


O diabo é que não consigo
Ela não quer aceitar
Então eu caminho duro
Malho pra estabilizar
E quando perco um quilinho
Acho mais um bocadinho
Então volto a engordar
(Merlânio Maia)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ORAÇÃO DE GRATIDÃO AOS 52 ANOS


Ó Senhor Jesus,

Obrigado por mais um ano de vida!
52 anos de existência e, sinceramente, Senhor, ainda não sei o que fiz para merecer uma existência tão bela!
Me endereçastes a um lar sertanejo, de pais amorosos, zelosos e cuidadosos que me deram proteção e educação primorosa que poucos receberam.
Me destes o corpo perfeito, quando tantos o trazem mutilados, limitados, idiotizados...
Me presenteastes com uma família que sempre cultuou as artes, o belo e a fé e a alegria... Que mesmo pobre e sem instrução me ensinaram a ética, a correção e o respeito às diferenças naturais do outro.
Mais tarde, me premiastes com um Lar. Lar com "L" maiúsculo, com esposa luminosa e filhos adoráveis. Meu recanto de paz e iluminação.
Me cercastes de amigos alegres e devotados que me enriquecem os minutos, as horas e os dias.
Me destes a crença imorredoura da vida infinita, justa e boa pela presença de Deus, através dos conceitos do Espiritismo, quando tantos vivem na solidão da descrença e de falta de paz e da revolta.
E me premiastes com a poesia... com a música... com o amor à arte, à vida, à esperança e a paz.
Obrigado Senhor! Por poder cantar, por poder declamar, por poder fazer poesia sobre tudo e fazer as gentes felizes, sobretudo!
Obrigado, Senhor! Por esta aventura linda chamada vida, que jamais terá fim!
É por isso que canto e canto e canto!
Obrigado Senhor!!! Muito Obrigado!!!
(Merlânio Maia - 16.10.2013)

sábado, 12 de outubro de 2013

SAUDADE DE NATÉRCIO BARBOSA


DEI ADEUS AO MEU PAI NUM DIA ASSIM
COMO HOJE E SOFRI NAQUELE INSTANTE
SEMPRE O TENHO COMO UM HERÓI GIGANTE
QUE IMPRIMIU SEU SEMBLANTE E FORÇA EM MIM
VINTE E TRÊS ANOS, HOJE, SE PASSARAM...
NOSSAS VIDAS JÁ SE MULTIPLICARAM
NO INFINITO DA VIDA PRIMOROSA
OS MEUS FILHOS TRADUZEM SUAS GEMAS
CONDUZINDO A GENÉTICA E OS POEMAS
QUE SAUDADE DE NATÉRCIO BARBOSA!!!

sábado, 5 de outubro de 2013

ESTRELA MORENA


ESTRELA MORENA
(Merlânio Maia)
Poema em homenagem a cantora e musicista Lucy Alves)

ESTRELA LUZENTE
ESTRELA MORENA
ESTRELA PEQUENA
DO CÉU DOS BRASIS
CADENTE E DANÇANTE
ESTRELA QUE À NOITE
DESFAZ TODO AÇOITE
NOS FAZ MAIS FELIZ

ESTRELA BRILHANTE
TÃO NOVA E INTENSA
ESTRELA QUE PENSA
E QUE FAZ PENSAR
ESTRELA QUE CANTA
QUE TOCA E QUE DANÇA
DE ALEGRE ESPERANÇA
QUE NOS FAZ AMAR

ESTRELA TÃO LINDA
QUE TOCA O BAIÃO,
O XOTE, A CANÇÃO
COM OS TREJEITOS SEUS
ESTRELA MORENA
ESTRELA BONITA
DE VIDA BENDITA
ESTRELA DE DEUS!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

PARABÉNS, ALLAN KARDEC!!!


Mil oitocentos e quatro
Mês de outubro, dia três,
Em Lyon a luz se fez
Com todo o seu esplendor
Veio Hippolyte Léon
Denizard Rivail:
Allan Kardec! E serviu
Ao Vero Consolador! 

Um Gênio com "G" maiúsculo

Foi pedagogo francês
Que no seu pensar nos fez
Pensar no infinito amor
Pesquisou, questionou,
Viveu com tanto heroísmo
Que nos trouxe o Espiritismo
O Vero Consolador!

Não foi um dos Bonapartes

Não foi rei, nem general,
Da sua obra magistral
Não quis sequer ser o autor
E se codinomeou
Com um nome seu do passado
É de Deus o filho amado
Pois trouxe o Consolador!

Trouxe a Doutrina da Luz

Que ampara, ajuda e consola
Toda dor que ao mundo assola
Mostrou das Leis todo o leque
Na humildade este gigante
Foi bom senso e foi amor
Foi da Terra um Benfeitor
Parabéns, ALLAN KARDEC!!!
(Merlanio Maia - 03.10.2013)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

OUTUBRO

Este mês de outubro me é muito especial!

Dia 16 estarei completando 52 anos de nascença, pois nasci só. 
Apenas minha mãe e eu, fizemos o meu parto. E quando a parteira, mãe Borrego, chegou, minha mãe já estava lambendo a cria.

Esta lembrança me asserena a alma e isto que estou vivendo (vi-vendo) me faz mais sereno. Mais resignado ante as dores e mais enlevado com a beleza da vida.

Olho no espelho e me vejo mais belo, mais eu!

Por isso não me interessa agradar ninguém, apenas curtir a vida infinita e linda que a madureza tem me ofertado.

Louvado seja Deus!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MEU DESEJO

Bom dia, meu povo amado!
Desejo mais que um Bom dia!
Desejo-te a alegria
Dos pássaros das manhãs
Desejo a bênção da avó
O cheiro do filho amado
E um abraço apertado
Do encontro das almas sãs!

Desejo essa luz do sol
Invadindo a casa inteira
Desejo-te a paz brejeira
Desejo o amor dos teus
Desejo o Deus te abençoe!
Da mãe que ora pro filho
Desejo mais luz e brilho
Desejo o guarde-te Deus!!!
(Merlanio Maia - 30.09.2013)

domingo, 29 de setembro de 2013

DISCURSO DE JOSÉ MUJICA NA ONU


MUJICA NA ONU: TRANSCRIÇÃO NA INTEGRA

“Sim, é possível uma humanidade melhor”

Amigos, sou do sul, venho do sul. Esquina do Atlântico e do Prata, meu país é uma planície suave, temperada, uma história de portos, couros, charque, lãs e carne. Houve décadas púrpuras, de lanças e cavalos, até que, por fim, no arrancar do século 20, passou a ser vanguarda no social, no Estado, no Ensino. Diria que a social-democracia foi inventada no Uruguai.

Durante quase 50 anos, o mundo nos viu como uma espécie de Suíça. Na realidade, na economia, fomos bastardos do império britânico e, quando ele sucumbiu, vivemos o amargo mel do fim de intercâmbios funestos, e ficamos estancados, sentindo falta do passado.

Quase 50 anos recordando o Maracanã, nossa façanha esportiva. Hoje, ressurgimos no mundo globalizado, talvez aprendendo de nossa dor. Minha história pessoal, a de um rapaz — por que, uma vez, fui um rapaz — que, como outros, quis mudar seu tempo, seu mundo, o sonho de uma sociedade libertária e sem classes. Meus erros são, em parte, filhos de meu tempo. Obviamente, os assumo, mas há vezes que medito com nostalgia.

Quem tivera a força de quando éramos capazes de abrigar tanta utopia! No entanto, não olho para trás, porque o hoje real nasceu das cinzas férteis do ontem. Pelo contrário, não vivo para cobrar contas ou para reverberar memórias.

Me angustia, e como, o amanhã que não verei, e pelo qual me comprometo. Sim, é possível um mundo com uma humanidade melhor, mas talvez, hoje, a primeira tarefa seja cuidar da vida.

Mas sou do sul e venho do sul, a esta Assembleia, carrego inequivocamente os milhões de compatriotas pobres, nas cidades, nos desertos, nas selvas, nos pampas, nas depressões da América Latina pátria de todos que está se formando.

Carrego as culturas originais esmagadas, com os restos de colonialismo nas Malvinas, com bloqueios inúteis a este jacaré sob o sol do Caribe que se chama Cuba. Carrego as consequências da vigilância eletrônica, que não faz outra coisa que não despertar desconfiança. Desconfiança que nos envenena inutilmente. Carrego uma gigantesca dívida social, com a necessidade de defender a Amazônia, os mares, nossos grandes rios na América.

Carrego o dever de lutar por pátria para todos.

Para que a Colômbia possa encontrar o caminho da paz, e carrego o dever de lutar por tolerância, a tolerância é necessária para com aqueles que são diferentes, e com os que temos diferências e discrepâncias. Não se precisa de tolerância com aqueles com quem estamos de acordo.

A tolerância é o fundamento de poder conviver em paz, e entendendo que, no mundo, somos diferentes.

O combate à economia suja, ao narcotráfico, ao roubo, à fraude e à corrupção, pragas contemporâneas, procriadas por esse antivalor, esse que sustenta que somos felizes se enriquecemos, seja como seja. Sacrificamos os velhos deuses imateriais. Ocupamos o templo com o deus mercado, que nos organiza a economia, a política, os hábitos, a vida e até nos financia em parcelas e cartões a aparência de felicidade.

Parece que nascemos apenas para consumir e consumir e, quando não podemos, nos enchemos de frustração, pobreza e até autoexclusão.

O certo, hoje, é que, para gastar e enterrar os detritos nisso que se chama pela ciência de poeira de carbono, se aspirarmos nesta humanidade a consumir como um americano médio, seriam imprescindíveis três planetas para poder viver.

Nossa civilização montou um desafio mentiroso e, assim como vamos, não é possível satisfazer esse sentido de esbanjamento que se deu à vida. Isso se massifica como uma cultura de nossa época, sempre dirigida pela acumulação e pelo mercado.

Prometemos uma vida de esbanjamento, e, no fundo, constitui uma conta regressiva contra a natureza, contra a humanidade no futuro. Civilização contra a simplicidade, contra a sobriedade, contra todos os ciclos naturais.

O pior: civilização contra a liberdade que supõe ter tempo para viver as relações humanas, as únicas que transcendem: o amor, a amizade, aventura, solidariedade, família.

Civilização contra tempo livre que não é pago, que não se pode comprar, e que nos permite contemplar e esquadrinhar o cenário da natureza.

Arrasamos a selva, as selvas verdadeiras, e implantamos selvas anônimas de cimento. Enfrentamos o sedentarismo com esteiras, a insônia com comprimidos, a solidão com eletrônicos, porque somos felizes longe da convivência humana.

Cabe se fazer esta pergunta, ouvimos da biologia que defende a vida pela vida, como causa superior, e a suplantamos com o consumismo funcional à acumulação.

A política, eterna mãe do acontecer humano, ficou limitada à economia e ao mercado. De salto em salto, a política não pode mais que se perpetuar, e, como tal, delegou o poder, e se entretém, aturdida, lutando pelo governo. Debochada marcha de historieta humana, comprando e vendendo tudo, e inovando para poder negociar de alguma forma o que é inegociável. Há marketing para tudo, para os cemitérios, os serviços fúnebres, as maternidades, para pais, para mães, passando pelas secretárias, pelos automóveis e pelas férias. Tudo, tudo é negócio.

Todavia, as campanhas de marketing caem deliberadamente sobre as crianças, e sua psicologia para influir sobre os adultos e ter, assim, um território assegurado no futuro. Sobram provas de essas tecnologias bastante abomináveis que, por vezes, conduzem a frustrações e mais.

O homenzinho médio de nossas grandes cidades perambula entre os bancos e o tédio rotineiro dos escritórios, às vezes temperados com ar condicionado. Sempre sonha com as férias e com a liberdade, sempre sonha com pagar as contas, até que, um dia, o coração para, e adeus. Haverá outro soldado abocanhado pelas presas do mercado, assegurando a acumulação. A crise é a impotência, a impotência da política, incapaz de entender que a humanidade não escapa nem escapará do sentimento de nação. Sentimento que está quase incrustado em nosso código genético.

Hoje é tempo de começar a talhar para preparar um mundo sem fronteiras. A economia globalizada não tem mais condução que o interesse privado, de muitos poucos, e cada Estado Nacional mira sua estabilidade continuísta, e hoje a grande tarefa para nossos povos, em minha humilde visão, é o todo.

Como se isto fosse pouco, o capitalismo produtivo, francamente produtivo, está meio prisioneiro na caixa dos grandes bancos. No fundo, são o vértice do poder mundial. Mais claro, cremos que o mundo requer a gritos regras globais que respeitem os avanços da ciência, que abunda. Mas não é a ciência que governa o mundo. Se precisa, por exemplo, uma larga agenda de definições, quantas horas de trabalho e toda a terra, como convergem as moedas, como se financia a luta global pela água e contra os desertos.

Como se recicla e se pressiona contra o aquecimento global. Quais são os limites de cada grande questão humana. Seria imperioso conseguir consenso planetário para desatar a solidariedade com os mais oprimidos, castigar impositivamente o esbanjamento e a especulação. Mobilizar as grandes economias não para criar descartáveis com obsolescência calculada, mas bens úteis, sem fidelidade, para ajudar a levantar os pobres do mundo. Bens úteis contra a pobreza mundial. Mil vezes mais rentável que fazer guerras. Virar um neo-keynesianismo útil, de escala planetária, para abolir as vergonhas mais flagrantes deste mundo.

Talvez nosso mundo necessite menos de organismos mundiais, desses que organizam fórums e conferências, que servem muito às cadeias hoteleiras e às companhias aéreas e, no melhor dos casos, não reúne ninguém e transforma em decisões…

Precisamos sim mascar muito o velho e o eterno da vida humana junto da ciência, essa ciência que se empenha pela humanidade não para enriquecer; com eles, com os homens de ciência da mão, primeiros conselheiros da humanidade, estabelecer acordos para o mundo inteiro. Nem os Estados nacionais grandes, nem as transnacionais e muito menos o sistema financeiro deveriam governar o mundo humano. Sim, a alta política entrelaçada com a sabedoria científica, ali está a fonte. Essa ciência que não apetece o lucro, mas que mira o por vir e nos diz coisas que não escutamos. Quantos anos faz que nos disseram coisas que não entendemos? Creio que se deve convocar a inteligência ao comando da nave acima da terra, coisas assim e coisas que não posso desenvolver nos parecem impossíveis, mas requeririam que o determinante fosse a vida, não a acumulação.

Obviamente, não somos tão iludidos, nada disso acontecerá, nem coisas parecidas. Nos restam muitos sacrifícios inúteis daqui para diante, muitos remendos de consciência sem enfrentar as causas. Hoje, o mundo é incapaz de criar regras planetárias para a globalização e isso é pela enfraquecimento da alta política, isso que se ocupa de todo. Por último, vamos assistir ao refúgio de acordos mais ou menos “reclamáveis”, que vão plantear um comércio interno livre, mas que, no fundo, terminarão construindo parapeitos protecionistas, supranacionais em algumas regiões do planeta. A sua vez, crescerão ramos industriais importantes e serviços, todos dedicados a salvar e a melhorar o meio ambiente. Assim vamos nos consolar por um tempo, estaremos entretidos e, naturalmente, continuará a parecer que a acumulação é boa, para a alegria do sistema financeiro.

Continuarão as guerras e, portanto, os fanatismos, até que, talvez, a mesma natureza faça um chamado à ordem e torne inviáveis nossas civilizações. Talvez nossa visão seja demasiado crua, sem piedade, e vemos ao homem como uma criatura única, a única que há acima da terra capaz de ir contra sua própria espécie. Volto a repetir, porque alguns chamam a crise ecológica do planeta de consequência do triunfo avassalador da ambição humana. Esse é nosso triunfo e também nossa derrota, porque temos impotência política de nos enquadrarmos em uma nova época. E temos contribuído para sua construção sem nos dar conta.

Por que digo isto? São dados, nada mais. O certo é que a população quadruplicou e o PIB cresceu pelo menos vinte vezes no último século. Desde 1990, aproximadamente a cada seis anos o comércio mundial duplica. Poderíamos seguir anotando dados que estabelecem a marcha da globalização. O que está acontecendo conosco? Entramos em outra época aceleradamente, mas com políticos, enfeites culturais, partidos e jovens, todos velhos ante a pavorosa acumulação de mudanças que nem sequer podemos registrar. Não podemos manejar a globalização porque nosso pensamento não é global. Não sabemos se é uma limitação cultural ou se estamos chegano a nossos limites biológicos.

Nossa época é portentosamente revolucionária como não conheceu a história da humanidade. Mas não tem condução consciente, ou ao menos condução simplesmente instintiva. Muito menos, todavia, condução política organizada, porque nem se quer tivemos filosofia precursora ante a velocidade das mudanças que se acumularam.

A cobiça, tão negatica e tão motor da história, essa que impulsionou o progresso material técnico e científico, que fez o que é nossa época e nosso tempo e um fenomenal avanço em muitas frentes, paradoxalmente, essa mesma ferramenta, a cobiça que nos impulsionou a domesticar a ciência e transformá-la em tecnologia nos precipita a um abismo nebuloso. A uma história que não conhecemos, a uma época sem história, e estamos ficando sem olhos nem inteligência coletiva para seguir colonizando e para continuar nos transformando.

Porque se há uma característica deste bichinho humano é a de que é um conquistador antropológico.

Parece que as coisas tomam autonomia e essas coisas subjugam os homens. De um lado a outro, sobram ativos para vislumbrar tudo isso e para vislumbrar o rombo. Mas é impossível para nós coletivizar decisões globais por esse todo. A cobiça individual triunfou grandemente sobre a cobiça superior da espécie. Aclaremos: o que é “tudo”, essa palavra simples, menos opinável e mais evidente? Em nosso Ocidente, particularmente, porque daqui viemos, embora tenhamos vindo do sul, as repúblicas que nasceram para afirmas que os homens são iguais, que ninguém é mais que ninguém, que os governos deveriam representar o bem comum, a justiça e a igualdade. Muitas vezes, as repúblicas se deformam e caem no esquecimento da gente que anda pelas ruas, do povo comum.

Não foram as repúblicas criadas para vegetar, mas ao contrário, para serem um grito na história, para fazer funcionais as vidas dos próprios povos e, por tanto, as repúblicas que devem às maiorias e devem lutar pela promoção das maiorias.

Seja o que for, por reminiscências feudais que estão em nossa cultura, por classismo dominador, talvez pela cultura consumista que rodeia a todos, as repúblicas frequentemente em suas direções adotam um viver diário que exclui, que se distância do homem da rua.

Esse homem da rua deveria ser a causa central da luta política na vida das repúblicas. Os gobernos republicanos deveriam se parecer cada vez mais com seus respectivos povos na forma de viver e na forma de se comprometer com a vida.

A verdade é que cultivamos arcaísmos feudais, cortesias consentidas, fazemos diferenciações hierárquicas que, no fundo, amassam o que têm de melhor as repúblicas: que ninguém é mais que ninguém. O jogo desse e de outros fatores nos retém na pré-história. E, hoje, é impossível renunciar à guerra cuando a política fracassa. Assim, se estrangula a economia, esbanjamos recursos.

Ouçam bem, queridos amigos: em cada minuto no mundo se gastam US$ 2 milhões em ações militares nesta terra. Dois milhões de dólares por minuto em inteligência militar!! Em investigação médica, de todas as enfermidades que avançaram enormemente, cuja cura dá às pessoas uns anos a mais de vida, a investigação cobre apenas a quinta parte da investigação militar.

Este processo, do qual não podemos sair, é cego. Assegura ódio e fanatismo, desconfiança, fonte de novas guerras e, isso também, esbanjamento de fortunas. Eu sei que é muito fácil, poeticamente, autocriticarmo-nos pessoalmente. E creio que seria uma inocência neste mundo plantear que há recursos para economizar e gastar em outras coisas úteis. Isso seria possível, novamente, se fôssemos capazes de exercitar acordos mundiais e prevenções mundiais de políticas planetárias que nos garantissem a paz e que a dessem para os mais fracos, garantia que não temos. Aí haveria enormes recursos para deslocar e solucionar as maiores vergonhas que pairam sobre a Terra. Mas basta uma pergunta: nesta humanidade, hoje, onde se iria sem a existência dessas garantias planetárias? Então cada qual esconde armas de acordo com sua magnitude, e aqui estamos, porque não podemos raciocinar como espécie, apenas como indivíduos.

As instituições mundiais, particularmente hoje, vegetam à sombra consentida das dissidências das grandes nações que, obviamente, querem reter sua cota de poder.

Bloqueiam esta ONU que foi criada com uma esperança e como um sonho de paz para a humanidade. Mas, pior ainda, desarraigam-na da democracia no sentido planetário porque não somos iguais. Não podemos ser iguais nesse mundo onde há mais fortes e mais fracos. Portanto, é uma democracia ferida e está cerceando a história de um possível acordo mundial de paz, militante, combativo e verdadeiramente existente. E, então, remendamos doenças ali onde há eclosão, tudo como agrada a algumas das grandes potências. Os demais olham de longe. Não existimos.

Amigos, creio que é muito difícil inventar uma força pior que nacionalismo chovinista das grandes potências. A força é que liberta os fracos. O nacionalismo, tão pai dos processos de descolonização, formidável para os fracos, se transforma em uma ferramenta opressora nas mãos dos fortes e, nos últimos 200 anos, tivemos exemplos disso por toda a parte.

A ONU, nossa ONU, enlanguece, se burocratiza por falta de poder e de autonomia, de reconhecimento e, sobretudo, de democracia para o mundo mais fraco que constitui a maioria esmagadora do planeta. Mostro um pequeno exemplo, pequenino. Nosso pequeno país tem, em termos absolutos, a maior quantidade de soldados em missões de paz em todos os países da América Latina. E ali estamos, onde nos pedem que estejamos. Mas somos pequenos, fracos. Onde se repartem os recursos e se tomam as decisões, não entramos nem para servir o café. No mais profundo de nosso coração, existe um enorme anseio de ajudar para que o homem saia da pré-história. Eu defino que o homem, enquanto viver em clima de guerra, está na pré-história, apesar dos muitos artefatos que possa construir.

Até que o homem não saia dessa pré-história e arquive a guerra como recurso quando a política fracassa, essa é a larga marcha e o desafio que temos daqui adiante. E o dizemos com conhecimento de causa. Conhecemos a solidão da guerra. No entanto, esses sonhos, esses desafios que estão no horizonte implicam lutar por uma agenda de acordos mundiais que comecem a governar nossa história e superar, passo a passo, as ameaças à vida. A espécie como tal deveria ter um governo para a humanidade que superasse o individualismo e primasse por recriar cabeças políticas que acudam ao caminho da ciência, e não apenas aos interesses imediatos que nos governam e nos afogam.

Paralelamente, devemos entender que os indigentes do mundo não são da África ou da América Latina, mas da humanidade toda, e esta deve, como tal, globalizada, empenhar-se em seu desenvolvimento, para que possam viver com decência de maneira autônoma. Os recursos necessários existem, estão neste depredador esbanjamento de nossa civilização.

Há poucos dias, fizeram na Califórnia, em um corpo de bombeiros, uma homenagem a uma lâmpada elétrica que está acesa há cem anos. Cem anos que está acesa, amigo! Quantos milhões de dólares nos tiraram dos bolsos fazendo deliberadamente porcarias para que as pessoas comprem, comprem, comprem e comprem.

Mas esta globalização de olhar para todo o planeta e para toda a vida significa uma mudança cultural brutal. É o que nos requer a história. Toda a base material mudou e cambaleou, e os homens, com nossa cultura, permanecem como se não houvesse acontecido nada e, em vez de governarem a civilização, deixam que ela nos governe. Há mais de 20 anos que discutimos a humilde taxa Tobin. Impossível aplicá-la no tocante ao planeta. Todos os bancos do poder financeiro se irrompem feridos em sua propriedade privada e sei lá quantas coisas mais. Mas isso é paradoxal. Mas, com talento, com trabalho coletivo, com ciência, o homem, passo a passo, é capaz de transformar o deserto em verde.

O homem pode levar a agricultura ao mar. O homem pode criar vegetais que vivam na água salgada. A força da humanidade se concentra no essencial. É incomensurável. Ali estão as mais portentosas fontes de energia. O que sabemos da fotossíntese? Quase nada. A energia no mundo sobra, se trabalharmos para usá-la bem. É possível arrancar tranquilamente toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como espécie e não só como indivíduos, levar a vida à galáxia e seguir com esse sonho conquistador que carregamos em nossa genética.

Mas, para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nos mesmos, ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar à altura da civilização em que fomos desenvolvendo.

Este é nosso dilema. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências. Pensemos na causa profundas, na civilização do esbanjamento, na civilização do usa-tira que rouba tempo mal gasto de vida humana, esbanjando questões inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie é nosso “nós”.

Obrigado.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

REFLEXÃO DE HOJE - SEXTA-FEIRA 27 DE NOVEMBRO DE 2013

Meu povo,
A Globo usa e abusa de seus instrumentos para "desinfomar" o povo brasileiro.

Hoje escutei Alexandre Garcia desqualificando a postura da presidente Dilma na ONU. Aliás, chamou a ONU de, apenas uma cópia do Congresso nacional brasileiro e que de nada adiantava ela falar lá, pois a ONU é um braço dos EUA, que a sustenta.

E eu fiquei abismado por todos os detalhes desta "desinformação" primeiro, a ONU - Organização das Nações Unidas é respeitada por todos os países do mundo, como um órgão estabilizador e que busca a solução de conflitos, pelo diálogo, sem falar nas suas ações de educação global, combate à fome, estabilização política do planeta, logo desqualificá-la é de uma arrogância e de uma estupidez sem tamanho;

Depois, o jornalista, a serviço da globo, dia que o Brasil deveria criar seu núcleo de espionagem mundial, a exemplo dos americanos. Como se isto fosse proteção;

Ainda falou que concordava com os americanos que o Brasil, ao contrário do que a presidente disse, é esconderijo de terroristas sim, por isso tem que ser espionado para proteção dos americanos.

Olha, foi tanta barbaridade que eu fiquei indignado, pois há pessoas que aceitam estes abusos jornalísticos mentirosos como verdade.

Meu Deus, como a globo faz mal ao nosso povo!

E percebo que o mal tem várias formas de prosperar, mesmo usando os instrumentos tecnológicos que foram criados para benefício da humanidade, como a TV, o jornal, rádio e a internet.

Mas estejamos certos que, enquanto eu estiver este espaço aqui, vou me posicionar da forma que a minha consciência, de cidadão espirita cristão, me possibilitar.

Beijos e um BOM DIAAAA!!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

DA ARTE E DO AMOR

DA ARTE E DO AMOR
Merlânio Maia

Sou cria da fusão da Arte e do Amor
Sou Fiat Lux que o Senhor fez nascer
Sou ritmo que pulsa, tinta do Pintor,
Num quadro que em cores inventa o viver

Sou filho da Arte, sou brilho e calor,
Como é fonte e luz o Sol do amanhecer
Como luz a estrela com todo fulgor
Sou Arte e Amor é de luz o meu ser!

Por isso meu canto é um grito que faz
A dor fenecer e a angústia voraz
Desaparecer como o breu ante a luz

Sou do mesmo brilho que há nas amplidões
Sou a sinfonia, tenho os mesmos tons,
Sou daquela essência que é feito Jesus!


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

MERLANIO MAIA NO TEATRO GUARARAPES NO CENTRO DE CONVENÇÕES DE PERNAMBUCO


Meu povo,

Ontem, dia 22 de setembro de 2013, estivemos fazendo uma Cantoria no Teatro Guararapes no Centro de Convenções de Pernambuco.

Agradecemos aos amigos da Federação Espírita Pernambucana, na pessoa de Ednar Santos, presidente em exercício e toda sua maravilhosa equipe.

Foi uma festa linda, ao lado de lumiares do Espiritismo como a própria Ednar Santos, a escritora e pesquisadora espírita Suely Caldas Shubert(MG), o escritor e psicólogo Alberto Almeida(PA), o pesquisador e professor André Luiz Peixinho(BA), o psiquiatra Leonardo Machado(PE) e do cantor e compositor Plínio Oliveira, além de ser ciceroneado por Elka Melo.

O povo pernambucano tem uma alegria e musicalidade inata, são participativos e afinadíssimos.

Obrigado Pernambuco por tanto carinho com este humilde Cantador.