segunda-feira, 20 de maio de 2013

DESARME-SE COMPANHEIRO!


DESARME-SE COMPANHEIRO!Merlânio Maia

Desarme-se companheiro!
Há violência demais
Arma gera insegurança
Entregue-a, siga em paz!
A arma e a paz social
É união irracional
Pois este torpe artefato
Forja a dor, produz a morte
E foi não foi, tira a sorte
Daquele mais insensato

Desarme-se meu amigo!
Esta carga é tão pesada
Representa tal perigo
Que não raro na calada
Arma as mãos da delinqüência
Empurrando a violência
Pra minha casa, pra sua
Fazendo a sociedade
Do campo e da cidade
Viver a guerra mais crua

Desarme-se cidadão!
Quem da arma é portador
Vive uma grande ilusão
Presa do medo e furor
E sem razão muitas vezes
Na ira cria os revezes
Buscando nela a saída
E na fração dum momento
Débil, faz-se violento,
Destruindo tanta vida

Quantos suicídios de jovens
Usando as armas do pai
Acidentes com crianças
Que o cruel brinquedo atrai
Casais que na discussão
Perdem a vida e a razão
Deixando os filhos sem norte
Tal número tem aumentado,
E aos de guerra superado
Na fácies negra da morte

Desarme-se há tanta dor
No remorso, na tristeza...
Mesmo de quem já matou
Em legítima defesa
Cobrado na consciência
Pelo rugir da violência
Do artefato voraz
Que gerou insegurança,
Temor e desconfiança
Deixando a falta da paz

Construamos a consciência
De uma vida cidadã
Dando exemplo, agregando
Gerindo para o amanhã
Cobrando dos governantes
Posturas mais relevantes
Com uma atitude tenaz
Nos eventos positivos
Sem omissão, sempre ativos,
Pra ver este mundo em paz!

Desarmemos os espíritos
Pra que aumente a ternura
Pois não há felicidade
Onde se acaba a candura
Sejamos mais solidários
Generosos, voluntários
Desnudos de preconceito
De sentimento fecundo
Pra que haja a paz no mundo
E amor no nosso peito

Desarmemo-nos, irmão!
Eduquemo-nos bem mais
Pra que um dia nossos filhos
Frutos de sãos ideais
Vislumbrem a paz na Terra
Já sem violência, sem guerra...
Desfrutem da nova aurora
Reconstruindo a sociedade
De posse da liberdade
Sonhada por nós, AGORA!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

DO MISTÉRIO AO PARAÍSO


DO MISTÉRIO AO PARAÍSO
Merlânio Maia

A mulher é um mistério
Que homem nenhum desvenda
Nenhum filósofo sério
Assumiu essa encomenda
Sua atração tão potente
Gamou, não há ser vivente,
Dali ninguém sai curado
O homem entra iludido
Mandão, forte e destemido,
Sai manso e domesticado

Homem que tinha de tudo
Dinheiro, poder e fama,
A mulher lhe deixa mudo
Com estes seus dotes de dama
Eita, bicho poderoso
Ô feitiço mais gostoso
Que faz do homem o que quer
Nada no mundo é mais forte
Nem mesmo a foice da morte
Tem a força da mulher

É um mistério, pois ela
É frágil, doce e melosa,
Cheirosa, atraente e bela,
Cativante e saborosa
Já o homem é todo duro
Desajeitado e inseguro
Bruto ao que der e vier
Mas essa ferocidade
Some na sagacidade
Que há em toda mulher

Ah! Que coisa mais formosa
Que nos deixa sem juízo
E o seu perfume de rosa
Tem cheiro de paraíso
Não há quem fuja da peia
Do cantar dessa sereia
Que encantará qualquer
Um que escute esse canto
Tem diabo que vira santo
Pela força da mulher

Há um encanto tão doce,
Tão forte e tão poderoso
Que quando o mundo formou-se
Adão se achava pomposo
Sozinho na criação
Mais sabido que o leão
Mais forte no seu mister
Mas esse mundo acabou
Quando ele se encontrou
Com quem mandava: a mulher!

Mas como viver no mundo
Sem carinho, sem afeto,
Sem seu hálito fecundo
Sem o seu amor completo
Como viver sem desejo
Sem a doçura do beijo
Sem um pecado sequer
Nada há melhor no juízo
Do mistério ao paraíso
Que os braços duma mulher!


domingo, 12 de maio de 2013

MÃE MALVADA


MÃE MALVADA
Merlânio Maia

Mãe malvada, mãe malvada!...
Foste sim a responsável
De dar fim as brincadeiras
Me deixando inconsolável
Ficava triste, chorando,
Muitas vezes blasfemando
- Porque tanta malvadeza?
Mas tua mente divina
Me ensinava a disciplina
A coragem e a fortaleza

Mãe malvada quantas vezes
Me obrigavas a estudar
Longas horas sem descanso
Cheguei perto de odiar
Mas teu rosto iluminava
Quando o boletim chegava
É que esculpias em mim
O esforço para a vida
E a recompensa devida
Da competência sem fim

Mãe malvada que fazia
Arrumar o quarto inteiro
Às vezes até gritava
Dizia: - Arruma o chiqueiro!
Eu arrumava chorando
Mas era tu me ensinando
De minhas coisas cuidar
Preparando mais a fundo
Pra que enfrentasse o mundo
E aprendesse a prosperar

Mãe malvada que até mesmo
Meus amigos conhecia
Afastava muitos deles
E eu não te entendia
E morria de vergonha
Pois tu sem ter cerimônia
Despachava-os de início
E foi devido a teu zelo
Que nunca fiz desmantelo
Nem contraí nenhum vício

Mãe malvada eu hoje entendo
O quanto tu me amavas
Mesmo que eu não te entendesse
Em mim sempre acreditavas
Mas o que eu tinha certeza
Que era pura malvadeza
Era só tua missão
Que cumpristes com desvelo
E é por teres tanto zelo
Que sou este cidadão

Olho pra trás ó mãezinha
E hoje consigo ver
O que naqueles momentos
Não poderia entender
Sei que muito te cansavas
Mas a mim te dedicavas
Ser mãe dura era uma dor
De ser mãe incompreendida
Eu sei, mãe, que a minha vida
Foi feita por teu AMOR!

Por isso neste teu dia
As palavras eu não tenho
Para dizer o que sinto
De teu amor, teu empenho
Tua idade já avança
Sou o homem que foi criança
Grande pelos atos teus
E reconheço afinal
Que mãe tão especial
É esta que me deu Deus!!!

sábado, 11 de maio de 2013

MÃE LINDA DA MINHA CASA


MÃE LINDA DA MINHA CASA
Merlânio Maia


Mãe linda da minha casa
Eterna rainha amada
Cuja vida é uma estrada
Toda enfeitada de amor
Sempre a trazer alegria
Fazendo a vida ter graça
Executiva e palhaça
Cheia de luz e esplendor

Mãe morena, mãe eterna,
Mãe fraterna, mãe da luz,
Mãe tão ligada a Jesus
Cuja tudo ultrapassa...
Mãe gigante entre os gigantes
Mãe de atitudes sãs
Mãe de hojes e amanhãs
Mãe da vida, mãe da raça!

Mãe que sempre advinha
O remédio pra doença
Mãe cuja forte presença
Cura com seu doce olhar
Mãe de beijo milagroso
Mãe de olhar de raio ‘X”
Mãe que nos faz tão feliz
Mãe que nos põe a sonhar

Mãe doce da minha casa
Mãe que construiu meu lar
Mãe que me ensina a sonhar
Mãe difícil de esquecer
Mãe anjo da minha vida
Mãe Maria ante Jesus
Mãe que me tira da cruz
Mãe que me ensina a viver

Parabéns Mãe é o teu dia
Por tanta felicidade
Por esta realidade
Que do meu peito não sai
Não fosse por ti mãezinha
Não havia tanto amor
Tanta luz interior
Que me transformou num PAI!


DEUS É MÃE


HOMENAGEM ÀS MÃES

DEUS É MÃE!
Merlânio Maia

Mãe, que força poderosa,
Rosa mística cheirosa
Rosário do verso à prosa
A perfeição no inventar
Inventou sonhar, sonhou!
Inventou de amar, amou!
De tanto amar nos criou
Foi seu fascínio a luz dar!

E esse peito tão gostoso,
E esse cheiro tão cheiroso,
E esse olhar tão caviloso,
Que não cansa de me olhar!?
E o carinho desses braços
Apoio aos primeiros passos
Meus ritmos, meus compassos...
Da sinfonia do amar!

Eis que assegura os caminhos
Eis que retira os espinhos
Jamais nos deixa sozinhos
Troca o prazer pela cruz
Um propósito sempre a guia
Ir adiante dia-a-dia,
Como uma nova Maria
Maria de outro Jesus

E é assim a vida inteira
A abrir cancela e porteira
Sempre à frente, à dianteira...
Pura alma limpa e despida
Sem ter acaso ou momentos,
Alento dos meus alentos
Bálsamo nos meus tormentos
Deus é Mãe, por isso há vida!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

SABEDORIA POÉTICA – A MENTIRA



SABEDORIA POÉTICA – A MENTIRA
Merlânio Maia

A mentira é uma praga
Que contamina onde passa
Levando toda desgraça
Semeia a desconfiança
Mãe legítima da calúnia
De contágio poderoso
Destrói qualquer nome honroso
Nos fios das suas tranças

E como diz o ditado
“Mentira tem perna curta!”
Quem a criou também surta
Pois seu peso segue além
Não tem pena do seu pai
Nem da mãe que a dissemina
Há um antídoto que a extermina:
O perdão, o amor e o Bem! 

NATÉRCIO MAIA BARBOSA


NATÉRCIO MAIA BARBOSA
Merlânio Maia

Meu pai sempre foi gigante
Um super homem, um herói,
Desses que nada destrói
Sua imagem poderosa
Sua coragem era imensa
Seu verbo tinha um calor
Que era mesmo encantador
Natércio Maia Barbosa!

Nada temia da vida
E a ninguém ele temia
O seu nome pertencia
A galeria honrosa
Do fraco era defensor
Era um justo no sertão
Que o seu nome era um refrão
Natércio Maia Barbosa!

Por isso era este gigante
Amava a vida e vivia
Entre o amor a poesia
E a gentileza da prosa
Porém viveu sem ter medo
E no sertão violento
Seu nome andava no vento:
Natércio Maia Barbosa!

Na minha infância querida
Vi seu valente pendor
A enfrentar o malfeitor
Dobrar gente venenosa
Ser do lado da justiça
Socorrer os sofredores
Com quem contavam nas dores
Natércio Maia Barbosa!

Tinha o seu talento nato
No trato com os animais
Os bichos sentiam paz
Sua energia vistosa
A todos impressionava
Os animais serenavam
Obedeciam e aceitavam
Natércio Maia Barbosa!

Sua presença encantava
Com armas era um prodígio
Seu talento era um prestígio
Sua força primorosa
Encantava a mulherada
E impunha mais respeito
Era bem assim seu jeito
Natércio Maia Barbosa!

Foi esse grande gigante
Declamador esmerado
Nome forte e afamado
De expressão gloriosa
Sua presença era um sonho
Homem, mulher e menino
Adoravam o genuíno
Natércio Maia Barbosa!

E hoje emocionado
Lembro a força do meu pai
Que da lembrança não sai
E me influencia a glosa
Meu talento de poeta
Tem muito do seu poder
E eu tenho o jeito de ser
Natércio Maia Barbosa!


Quando encerrou sua existência física na Terra, meu irmão Marcos Maia, fez este soneto que aqui coloco para imortalizá-lo nos versos dos filhos poetas que tanto o amam:

AO MEU PAI
Marcos Maia

Caiu a árvore-pai, como era forte,
Mas as raízes cravadas neste chão
Ficarão vivas, não enfraquecerão,
Porque em vida, foste maior que a morte.

Fizeste da justiça e do amor, teu norte,
Dos mais humildes, a tua devoção
Pregaste a paz, a calma, a união,
Sem desprezar ninguém à própria sorte.

Caiu a árvore-pai, não houve jeito,
Teu coração tão bom, jogou-te ao leito,
Derrubando aquela árvore tão frondosa,

Mas as sementes que ficaram vão nascer
E espaçhando-se em ti irão crescer,
Meu pai, NATÉRCIO MAIA BARBOSA!

PRA QUE O TRÂNSITO TENHA PAZ


Meu povo querido,

Atendendo a um pedido da OAB-PB Dr. Odon Bezerra e o MOVPAZ - Movimento Internacional Pela Paz e Não-violência, através de Almir Laureano, fiz este poema para a Caminhada Pela Paz no Trânsito.

Agora posto em primeira mão este momento de criação da Poesia Popular para vocês.

Estarei declamando esses versos lá na Caminhada e conto com sua participação para celebrar conosco este ato cidadão a fim de educa nossos condutores e pedestres.

Curtam!


PRA QUE O TRÂNSITO TENHA PAZ!
Merlânio Maia


Meu amigo, minha amiga...
Atenta e presta atenção
Veículo motorizado
Requer boa condução
Guiar exige cuidado
Atentar pra todo lado
Pois há perigos reais
As máquinas são tão velozes
Liguem-se nas nossas vozes
Pra que o trânsito tenha Paz!

Não basta a manutenção
Que o veículo requer
Há que zelar pelo irmão
Homem, menino, mulher...
Pois todos somos pedestres
Por esse solo terrestre
Quem zela o outro já faz
E o mundo já percebe
Que é dando que se recebe
Pra que o trânsito tenha Paz!

Quantas famílias sofrendo
Com a morte de seus filhos?
Outras vendo os seus julgados
Com a vida fora dos trilhos?
É na fração de um momento
Que vem o horror e o tormento
E a dor que chega é demais
Vamos ser mais responsáveis
Mais gentis, mais confiáveis
Pra que o trânsito tenha Paz!

Não brinque com sua sorte
Ao pegar a direção
A bebida cheira a morte
E lhe leva pra prisão
Tenha o devido cuidado
Pois quem segue embriagado
Do mal já é capataz
A delinqüência já vela
Não caia nessa esparrela
Pra que o trânsito tenha Paz!

Sorria e faça o bem
No volante vá gentil
Dê a vez, ajude alguém,
Vá melhorando o perfil
Que se você melhorar
Poderá influenciar
A cada dia bem mais
Deus ajuda quem se ajuda
Mude que o mundo muda
Pra que o trânsito tenha Paz!

Veja só quantos veículos
Cruzam por nós todo dia
Só os tolos e os ridículos
Têm percepção tardia
Andam loucos competindo
E logo estão delinqüindo
Despertam tarde demais
Aceite o nosso convite
Seja um condutor de elite
Pra que o trânsito tenha Paz!

Amanhã um filho seu
Também irá dirigir
Se você exemplo deu
Nunca ele irá colidir
Pois também é zelador
Da vida e do amor,
E a gentileza ele faz
E terá vida abundante
Terá cuidado ao volante
 Pra que o trânsito tenha Paz!

Dê a vez, haja na lei
Eduque-se, dê exemplo
Não deseje ser o rei
Faça da cidade um templo
O templo real da vida
Pense e aja em seguida
Seja atento aos sinais
Releve a pressa de alguém
Lembre de fazer o Bem
Pra que o trânsito tenha Paz!

Se todos formos unidos
Num pensamento comum
O trânsito agradecido
Caberá sempre mais um
Unamo-nos a essa idéia
Façamos hoje a estréia
Pois quem quer não pede faz!
Entre a chegada e a partida
Vamos juntos pela vida
Pra que o trânsito tenha Paz!

O POETA E O PASSARINHO


Meu povo,

Este poema me veio agora, enquanto escutava a bela voz de Flávia Wenceslau.

Fiquei tão estasiado com suas músicas que veio rasgando lá de dentro este poema.

O POETA E O PASSARINHO 
Merlânio Maia 


Um passarinho cantante 
Logo que o sol nascia 
Pousava em minha janela 
E a sua canção trazia 
A minha alma de poeta 
Sentia-se tão completa 
Vendo aquele passarinho 
Me despertar na aurora 
Que senti naquela hora 
Que era Deus no meu caminho 

Era o Bom dia mais certo 
Na hora que o sol raiava 
Esta divina visita 
Na janela se postava 
E depois de olhar pra mim 
Virava pra o céu sem fim 
E cantava os versos seus 
E eu chorava agradecendo 
Que era mesmo que estar tendo 
Uma visita de Deus 

Enquanto eu tive no peito 
A poesia e a emoção 
Aquele canto perfeito 
Enchia-me o coração 
Mas as coisas ilusórias 
A busca infinda das glórias 
Me tirou deste caminho 
Sem poesia, as coisas vãs 
Me entristeceram as manhãs 
Sem Deus e sem passarinho 

Perdido vagava igual 
Uma folha solta ao vento 
Sofrendo no carrascal 
Sem ter paz um só momento 
Depois de muito penar 
Decidi tudo largar 
E retornar ao meu ninho 
Abracei-me a poesia 
E Deus no raiar do dia 
Me enviou o passarinho 

Que desceu pela janela 
Cantou, trinou no seu canto 
Trouxe outros cantadores 
E eu ali verti meu pranto 
Lembrei-me do Filho Pródigo 
E desvendei todo o código 
Que encantava os sonhos meus 
E canto e não sou sozinho 
Pois poeta e passarinho 
São missões dadas por Deus!

HOJE, AMANHÃ E SÃO NUNCA


HOJE, AMANHÃ E SÃO NUNCA
Merlânio Maia

Se desejas construir
Um caminho iluminado
Porém fica aí parado
Esperando melhorar
Saia dessa, meu amigo
Arregace a sua manga
Burro é quem espera a canga
Faz a hora e vai lutar

Se pensas em fazer algo
Por você ou por alguém
Vai agora e faze-o bem
Pois a vida é pra valer
Há que fazer teu caminho
Levanta, vai que melhora,
Pois quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Se é verdade o teu desejo
De fazer a diferença
Trabalha enquanto pensa
Se parar a força trunca
Não espere, vá buscar
Já diz chavão conhecido
O amanhã indefinido
Dá na casa de São Nunca!