sábado, 11 de maio de 2013

MÃE LINDA DA MINHA CASA


MÃE LINDA DA MINHA CASA
Merlânio Maia


Mãe linda da minha casa
Eterna rainha amada
Cuja vida é uma estrada
Toda enfeitada de amor
Sempre a trazer alegria
Fazendo a vida ter graça
Executiva e palhaça
Cheia de luz e esplendor

Mãe morena, mãe eterna,
Mãe fraterna, mãe da luz,
Mãe tão ligada a Jesus
Cuja tudo ultrapassa...
Mãe gigante entre os gigantes
Mãe de atitudes sãs
Mãe de hojes e amanhãs
Mãe da vida, mãe da raça!

Mãe que sempre advinha
O remédio pra doença
Mãe cuja forte presença
Cura com seu doce olhar
Mãe de beijo milagroso
Mãe de olhar de raio ‘X”
Mãe que nos faz tão feliz
Mãe que nos põe a sonhar

Mãe doce da minha casa
Mãe que construiu meu lar
Mãe que me ensina a sonhar
Mãe difícil de esquecer
Mãe anjo da minha vida
Mãe Maria ante Jesus
Mãe que me tira da cruz
Mãe que me ensina a viver

Parabéns Mãe é o teu dia
Por tanta felicidade
Por esta realidade
Que do meu peito não sai
Não fosse por ti mãezinha
Não havia tanto amor
Tanta luz interior
Que me transformou num PAI!


DEUS É MÃE


HOMENAGEM ÀS MÃES

DEUS É MÃE!
Merlânio Maia

Mãe, que força poderosa,
Rosa mística cheirosa
Rosário do verso à prosa
A perfeição no inventar
Inventou sonhar, sonhou!
Inventou de amar, amou!
De tanto amar nos criou
Foi seu fascínio a luz dar!

E esse peito tão gostoso,
E esse cheiro tão cheiroso,
E esse olhar tão caviloso,
Que não cansa de me olhar!?
E o carinho desses braços
Apoio aos primeiros passos
Meus ritmos, meus compassos...
Da sinfonia do amar!

Eis que assegura os caminhos
Eis que retira os espinhos
Jamais nos deixa sozinhos
Troca o prazer pela cruz
Um propósito sempre a guia
Ir adiante dia-a-dia,
Como uma nova Maria
Maria de outro Jesus

E é assim a vida inteira
A abrir cancela e porteira
Sempre à frente, à dianteira...
Pura alma limpa e despida
Sem ter acaso ou momentos,
Alento dos meus alentos
Bálsamo nos meus tormentos
Deus é Mãe, por isso há vida!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

SABEDORIA POÉTICA – A MENTIRA



SABEDORIA POÉTICA – A MENTIRA
Merlânio Maia

A mentira é uma praga
Que contamina onde passa
Levando toda desgraça
Semeia a desconfiança
Mãe legítima da calúnia
De contágio poderoso
Destrói qualquer nome honroso
Nos fios das suas tranças

E como diz o ditado
“Mentira tem perna curta!”
Quem a criou também surta
Pois seu peso segue além
Não tem pena do seu pai
Nem da mãe que a dissemina
Há um antídoto que a extermina:
O perdão, o amor e o Bem! 

NATÉRCIO MAIA BARBOSA


NATÉRCIO MAIA BARBOSA
Merlânio Maia

Meu pai sempre foi gigante
Um super homem, um herói,
Desses que nada destrói
Sua imagem poderosa
Sua coragem era imensa
Seu verbo tinha um calor
Que era mesmo encantador
Natércio Maia Barbosa!

Nada temia da vida
E a ninguém ele temia
O seu nome pertencia
A galeria honrosa
Do fraco era defensor
Era um justo no sertão
Que o seu nome era um refrão
Natércio Maia Barbosa!

Por isso era este gigante
Amava a vida e vivia
Entre o amor a poesia
E a gentileza da prosa
Porém viveu sem ter medo
E no sertão violento
Seu nome andava no vento:
Natércio Maia Barbosa!

Na minha infância querida
Vi seu valente pendor
A enfrentar o malfeitor
Dobrar gente venenosa
Ser do lado da justiça
Socorrer os sofredores
Com quem contavam nas dores
Natércio Maia Barbosa!

Tinha o seu talento nato
No trato com os animais
Os bichos sentiam paz
Sua energia vistosa
A todos impressionava
Os animais serenavam
Obedeciam e aceitavam
Natércio Maia Barbosa!

Sua presença encantava
Com armas era um prodígio
Seu talento era um prestígio
Sua força primorosa
Encantava a mulherada
E impunha mais respeito
Era bem assim seu jeito
Natércio Maia Barbosa!

Foi esse grande gigante
Declamador esmerado
Nome forte e afamado
De expressão gloriosa
Sua presença era um sonho
Homem, mulher e menino
Adoravam o genuíno
Natércio Maia Barbosa!

E hoje emocionado
Lembro a força do meu pai
Que da lembrança não sai
E me influencia a glosa
Meu talento de poeta
Tem muito do seu poder
E eu tenho o jeito de ser
Natércio Maia Barbosa!


Quando encerrou sua existência física na Terra, meu irmão Marcos Maia, fez este soneto que aqui coloco para imortalizá-lo nos versos dos filhos poetas que tanto o amam:

AO MEU PAI
Marcos Maia

Caiu a árvore-pai, como era forte,
Mas as raízes cravadas neste chão
Ficarão vivas, não enfraquecerão,
Porque em vida, foste maior que a morte.

Fizeste da justiça e do amor, teu norte,
Dos mais humildes, a tua devoção
Pregaste a paz, a calma, a união,
Sem desprezar ninguém à própria sorte.

Caiu a árvore-pai, não houve jeito,
Teu coração tão bom, jogou-te ao leito,
Derrubando aquela árvore tão frondosa,

Mas as sementes que ficaram vão nascer
E espaçhando-se em ti irão crescer,
Meu pai, NATÉRCIO MAIA BARBOSA!

PRA QUE O TRÂNSITO TENHA PAZ


Meu povo querido,

Atendendo a um pedido da OAB-PB Dr. Odon Bezerra e o MOVPAZ - Movimento Internacional Pela Paz e Não-violência, através de Almir Laureano, fiz este poema para a Caminhada Pela Paz no Trânsito.

Agora posto em primeira mão este momento de criação da Poesia Popular para vocês.

Estarei declamando esses versos lá na Caminhada e conto com sua participação para celebrar conosco este ato cidadão a fim de educa nossos condutores e pedestres.

Curtam!


PRA QUE O TRÂNSITO TENHA PAZ!
Merlânio Maia


Meu amigo, minha amiga...
Atenta e presta atenção
Veículo motorizado
Requer boa condução
Guiar exige cuidado
Atentar pra todo lado
Pois há perigos reais
As máquinas são tão velozes
Liguem-se nas nossas vozes
Pra que o trânsito tenha Paz!

Não basta a manutenção
Que o veículo requer
Há que zelar pelo irmão
Homem, menino, mulher...
Pois todos somos pedestres
Por esse solo terrestre
Quem zela o outro já faz
E o mundo já percebe
Que é dando que se recebe
Pra que o trânsito tenha Paz!

Quantas famílias sofrendo
Com a morte de seus filhos?
Outras vendo os seus julgados
Com a vida fora dos trilhos?
É na fração de um momento
Que vem o horror e o tormento
E a dor que chega é demais
Vamos ser mais responsáveis
Mais gentis, mais confiáveis
Pra que o trânsito tenha Paz!

Não brinque com sua sorte
Ao pegar a direção
A bebida cheira a morte
E lhe leva pra prisão
Tenha o devido cuidado
Pois quem segue embriagado
Do mal já é capataz
A delinqüência já vela
Não caia nessa esparrela
Pra que o trânsito tenha Paz!

Sorria e faça o bem
No volante vá gentil
Dê a vez, ajude alguém,
Vá melhorando o perfil
Que se você melhorar
Poderá influenciar
A cada dia bem mais
Deus ajuda quem se ajuda
Mude que o mundo muda
Pra que o trânsito tenha Paz!

Veja só quantos veículos
Cruzam por nós todo dia
Só os tolos e os ridículos
Têm percepção tardia
Andam loucos competindo
E logo estão delinqüindo
Despertam tarde demais
Aceite o nosso convite
Seja um condutor de elite
Pra que o trânsito tenha Paz!

Amanhã um filho seu
Também irá dirigir
Se você exemplo deu
Nunca ele irá colidir
Pois também é zelador
Da vida e do amor,
E a gentileza ele faz
E terá vida abundante
Terá cuidado ao volante
 Pra que o trânsito tenha Paz!

Dê a vez, haja na lei
Eduque-se, dê exemplo
Não deseje ser o rei
Faça da cidade um templo
O templo real da vida
Pense e aja em seguida
Seja atento aos sinais
Releve a pressa de alguém
Lembre de fazer o Bem
Pra que o trânsito tenha Paz!

Se todos formos unidos
Num pensamento comum
O trânsito agradecido
Caberá sempre mais um
Unamo-nos a essa idéia
Façamos hoje a estréia
Pois quem quer não pede faz!
Entre a chegada e a partida
Vamos juntos pela vida
Pra que o trânsito tenha Paz!

O POETA E O PASSARINHO


Meu povo,

Este poema me veio agora, enquanto escutava a bela voz de Flávia Wenceslau.

Fiquei tão estasiado com suas músicas que veio rasgando lá de dentro este poema.

O POETA E O PASSARINHO 
Merlânio Maia 


Um passarinho cantante 
Logo que o sol nascia 
Pousava em minha janela 
E a sua canção trazia 
A minha alma de poeta 
Sentia-se tão completa 
Vendo aquele passarinho 
Me despertar na aurora 
Que senti naquela hora 
Que era Deus no meu caminho 

Era o Bom dia mais certo 
Na hora que o sol raiava 
Esta divina visita 
Na janela se postava 
E depois de olhar pra mim 
Virava pra o céu sem fim 
E cantava os versos seus 
E eu chorava agradecendo 
Que era mesmo que estar tendo 
Uma visita de Deus 

Enquanto eu tive no peito 
A poesia e a emoção 
Aquele canto perfeito 
Enchia-me o coração 
Mas as coisas ilusórias 
A busca infinda das glórias 
Me tirou deste caminho 
Sem poesia, as coisas vãs 
Me entristeceram as manhãs 
Sem Deus e sem passarinho 

Perdido vagava igual 
Uma folha solta ao vento 
Sofrendo no carrascal 
Sem ter paz um só momento 
Depois de muito penar 
Decidi tudo largar 
E retornar ao meu ninho 
Abracei-me a poesia 
E Deus no raiar do dia 
Me enviou o passarinho 

Que desceu pela janela 
Cantou, trinou no seu canto 
Trouxe outros cantadores 
E eu ali verti meu pranto 
Lembrei-me do Filho Pródigo 
E desvendei todo o código 
Que encantava os sonhos meus 
E canto e não sou sozinho 
Pois poeta e passarinho 
São missões dadas por Deus!

HOJE, AMANHÃ E SÃO NUNCA


HOJE, AMANHÃ E SÃO NUNCA
Merlânio Maia

Se desejas construir
Um caminho iluminado
Porém fica aí parado
Esperando melhorar
Saia dessa, meu amigo
Arregace a sua manga
Burro é quem espera a canga
Faz a hora e vai lutar

Se pensas em fazer algo
Por você ou por alguém
Vai agora e faze-o bem
Pois a vida é pra valer
Há que fazer teu caminho
Levanta, vai que melhora,
Pois quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Se é verdade o teu desejo
De fazer a diferença
Trabalha enquanto pensa
Se parar a força trunca
Não espere, vá buscar
Já diz chavão conhecido
O amanhã indefinido
Dá na casa de São Nunca!

A PALAVRA E O TOM


A PALAVRA E O TOM
Merlânio Maia

A Palavra fere mais que mil punhais,
 o tom, mais que a palavra! (Goethe)

Uma boa conversa nos apraz
Nossa alma refaz
E é muito bom
Mesmo sem ver o outro e ouvir o som
Nosso ser se abastece e satisfaz

Porém toda mensagem que aqui jaz
Falha e nos tira a paz
Pois sem o tom
Toda palavra assume um megaton
Sai truncada e aborrece muito mais

É preciso entender este axioma
Para sair de vez de tal redoma
Que a palavra enviada nos conduz

E saber que o “não” certo faz o Bem
No mesmíssimo tom que o “sim” também
Pois sim sim e não não são de Jesus!

terça-feira, 7 de maio de 2013

HOMENAGEM A MEU PAI E A MINHA MÃE



Era maio de 1948, ali na cidadezinha de Misericórdia (Itaporanga, PB), "Seu" Natércio e Dona Helena, ainda muito jovens, se casaram. O tempo passou, como numa narrativa de Guimarães Rosa, e a vida se fez em mim e, antes, em meus irmãos. O retrato envelheceu, rasgou, manchou; a vida não! Foi cada dia mais rica, mas esplendorosa, mais cheia de recriações, reinvenções. Assim, para marcar essa alegria no tempo, compus sobre a velha foto um "desenhar", um rebordar, para ilustrar a vida tanta, a transformação, a frutificação. Sua benção, mãe e papai!(MAKÁRIOS MAIA)

   

ELES

 
E eles dois se encontraram
E eles dois perceberam
E um sonho eles sonharam
Se amaram, se entenderam...
E é certo que se juntaram
E juntos tudo venceram
Se casaram, se amaram
No amor eles cresceram
Logo os filhos se ajuntaram
E juntos todos viveram
E viveram e semearam
E outros sonhos vieram
E outros filhos chegaram
Semeados floresceram
E então ao céu alcançaram
E enfim ao mundo venceram!
(Merlânio Maia)


segunda-feira, 6 de maio de 2013

E ASSIM VER O MUNDO EM PAZ


E ASSIM VER O MUNDO EM PAZ!
Merlânio Maia

Enquanto vida eu tiver
Sempre irei me rebelar
Se a injustiça vier
E contra a vida atacar
Mas usando a Não-violência
Mantenho a sã consciência
De sonhador contumaz
Com o ideal medonho
De realizar este sonho
E assim ver o mundo em paz

E quando a indignação
Ao meu coração chegar
Cantarei sua canção
Para a verdade alcançar
E mesmo que a tortura
Forje a dor mais triste e dura
Não odiarei! Jamais!!!
Pra que em mim possa queimar
O desejo de matar
E assim ver o mundo em paz

Minha desobediência
A tudo que não é ético
Matou minha violência
Destruiu meu lado cético
E sem mais nenhum receio
Grito bem alto que creio
Creio na força que jaz
No seio da humanidade
Que há de levá-la a verdade
E assim ver o mundo em paz

Não agrido nem me omito
Levo o amor e a brandura
Minha candura é o meu grito
Minha canção é ternura
Vou seguindo pazeando
E a pazear, vou cantando...
No meu ideal tenaz
Sem jamais fugir da luta
Sorrindo ao beber cicuta
E assim ver o mundo em paz

E é tão bom ser pela vida
E assumir-se pazeador
Que a chegada e a partida
Faz de mim um viajor
Que aprende a cada dia
O valor da alegria
E de um viver eficaz
Construindo a consciência
Da vida sem violência
E assim ver o mundo em paz!
(Merlanio Maia)

MEU CANTO



Perguntas-me porque canto
Canto por viver de encanto
E ainda hoje me espanto
Com o canto de Amor e Luz
Daquele Cantador santo
Que nos amou de um tanto
E o seu sermão no entanto
Até hoje me conduz

Canto que alivia o pranto
Canto de afeto e acalanto
Canto quase um alevanto
Que espalha por sobre nós
Não pergunto religião
Meu canto é de todo chão
Do litoral ao sertão
Acho que essa é a razão
DE DEUS NOS TER DADO A VOZ!

Tenho até uma música que nos fala disto.


PAUSA E SOM



Minha alma é música e letra,
som e verso,
pausa e grito,
no pentagrama
a nota toca a palavra.
Sou a canção arranjada.
(Merlanio Maia)