quinta-feira, 9 de maio de 2013

A PALAVRA E O TOM


A PALAVRA E O TOM
Merlânio Maia

A Palavra fere mais que mil punhais,
 o tom, mais que a palavra! (Goethe)

Uma boa conversa nos apraz
Nossa alma refaz
E é muito bom
Mesmo sem ver o outro e ouvir o som
Nosso ser se abastece e satisfaz

Porém toda mensagem que aqui jaz
Falha e nos tira a paz
Pois sem o tom
Toda palavra assume um megaton
Sai truncada e aborrece muito mais

É preciso entender este axioma
Para sair de vez de tal redoma
Que a palavra enviada nos conduz

E saber que o “não” certo faz o Bem
No mesmíssimo tom que o “sim” também
Pois sim sim e não não são de Jesus!

terça-feira, 7 de maio de 2013

HOMENAGEM A MEU PAI E A MINHA MÃE



Era maio de 1948, ali na cidadezinha de Misericórdia (Itaporanga, PB), "Seu" Natércio e Dona Helena, ainda muito jovens, se casaram. O tempo passou, como numa narrativa de Guimarães Rosa, e a vida se fez em mim e, antes, em meus irmãos. O retrato envelheceu, rasgou, manchou; a vida não! Foi cada dia mais rica, mas esplendorosa, mais cheia de recriações, reinvenções. Assim, para marcar essa alegria no tempo, compus sobre a velha foto um "desenhar", um rebordar, para ilustrar a vida tanta, a transformação, a frutificação. Sua benção, mãe e papai!(MAKÁRIOS MAIA)

   

ELES

 
E eles dois se encontraram
E eles dois perceberam
E um sonho eles sonharam
Se amaram, se entenderam...
E é certo que se juntaram
E juntos tudo venceram
Se casaram, se amaram
No amor eles cresceram
Logo os filhos se ajuntaram
E juntos todos viveram
E viveram e semearam
E outros sonhos vieram
E outros filhos chegaram
Semeados floresceram
E então ao céu alcançaram
E enfim ao mundo venceram!
(Merlânio Maia)


segunda-feira, 6 de maio de 2013

E ASSIM VER O MUNDO EM PAZ


E ASSIM VER O MUNDO EM PAZ!
Merlânio Maia

Enquanto vida eu tiver
Sempre irei me rebelar
Se a injustiça vier
E contra a vida atacar
Mas usando a Não-violência
Mantenho a sã consciência
De sonhador contumaz
Com o ideal medonho
De realizar este sonho
E assim ver o mundo em paz

E quando a indignação
Ao meu coração chegar
Cantarei sua canção
Para a verdade alcançar
E mesmo que a tortura
Forje a dor mais triste e dura
Não odiarei! Jamais!!!
Pra que em mim possa queimar
O desejo de matar
E assim ver o mundo em paz

Minha desobediência
A tudo que não é ético
Matou minha violência
Destruiu meu lado cético
E sem mais nenhum receio
Grito bem alto que creio
Creio na força que jaz
No seio da humanidade
Que há de levá-la a verdade
E assim ver o mundo em paz

Não agrido nem me omito
Levo o amor e a brandura
Minha candura é o meu grito
Minha canção é ternura
Vou seguindo pazeando
E a pazear, vou cantando...
No meu ideal tenaz
Sem jamais fugir da luta
Sorrindo ao beber cicuta
E assim ver o mundo em paz

E é tão bom ser pela vida
E assumir-se pazeador
Que a chegada e a partida
Faz de mim um viajor
Que aprende a cada dia
O valor da alegria
E de um viver eficaz
Construindo a consciência
Da vida sem violência
E assim ver o mundo em paz!
(Merlanio Maia)

MEU CANTO



Perguntas-me porque canto
Canto por viver de encanto
E ainda hoje me espanto
Com o canto de Amor e Luz
Daquele Cantador santo
Que nos amou de um tanto
E o seu sermão no entanto
Até hoje me conduz

Canto que alivia o pranto
Canto de afeto e acalanto
Canto quase um alevanto
Que espalha por sobre nós
Não pergunto religião
Meu canto é de todo chão
Do litoral ao sertão
Acho que essa é a razão
DE DEUS NOS TER DADO A VOZ!

Tenho até uma música que nos fala disto.


PAUSA E SOM



Minha alma é música e letra,
som e verso,
pausa e grito,
no pentagrama
a nota toca a palavra.
Sou a canção arranjada.
(Merlanio Maia)

domingo, 5 de maio de 2013

HOMENAGEM AS MÃES - MÚSICA MÃE SANTÍSSIMA

Para as mães no seu dia, minha música MÃE SANTÍSSIMA


MÚSICA NOVA Merlânio Maia - Viajante do Universo

Meu povo,

Segue uma música nova para apreciação dos companheiros de jornada.


POEMA HOMENAGEM A JOSÉ RAUL TEIXEIRA


VAI RAUL!
Merlânio Maia
                                         (Homenagem do poetinha a José Raul Teixeira quando do Encontro dos Amigos do Remanso Fraterno em João Pessoa/PB)

Seja bem vindo Raul
Amigo Raul Teixeira
Grande amigo de Jesus
Doce voz, firme, altaneira...
Que ao Evangelho conduz
Levando a excelsa luz
Pelo mundo e nos Brasis
Amigo semeador
Verbo da luz do Amor
Que quem escuta é feliz!

A Paraíba agradece
A tua presença amiga
E o teu semblante enternece
A esta amizade antiga
Oramos por tua vida
Seja profícua e incontida
Pelos caminhos da luz
Val Raul, abre os caminhos
Vai retirando os espinhos
Na Seara de Jesus!

Que a tua voz brevemente
Volte a cantar, decantar...
Com teu desejo potente
Declamando o verbo amar
Leva o Remanso Fraterno
Pelo caminho moderno
Da vera Educação
E ao coração da criança
Leva a Luz da Esperança
Conduz a luz da emoção

Que Deus ilumine e guie
Teu trabalho tão sublime
Que a tua dor alivie
Pois o teu viver imprime
Entusiasmo e emoção
Forjando um viver irmão
Engrandecendo-nos mais
Vai Raul, segue o Amor
Pois na senda do Senhor
Tu serás Raul da Paz!

MERLANIO NO ENCONTRO DOS AMIGOS DO REMANSO FRATERNO

Povo,

Estive no Encontro dos Amigos do Remanso Fraterno que ocorreu no Auditório da FEPB. Foi muito legal rever Alberto Almeida, Leonardo Machado e Samuel Magalhães, cada um com suas palestras geniais. Grandes amigos.

Mas o ponto principal foi a presença de José Raul Teixeira, que depois do AVC, o grande conferencista internacional, amigo nosso de longas datas, esteve nos brindadno com sua doce e fraterna presença.

Conversamos muito com o Raul, Alberto, Léo e Samuel. Foi um dia muito bacana.

Homenageamos o Raul, eu e Marco Lima, cantando a Ciranda da Paz, música que o Raul gravou com o Ricardo Ribeiro, composta por mim e Marco Lima. Foi um momento único.

Ao final o Raul falou e emocionou todos com sua vivência de renúncia e fortaleza, com sua fé, firmeza imensa e paz.

Colocamos algumas fotos do evento:






















sexta-feira, 3 de maio de 2013

HOMENAGEM A DIVALDO PEREIRA FRANCO


Meu povo,
Homenageando o grande médium e conferencista pelos seus 86 anos de vida, a completar no próximo dia 05 de maio, deixo aqui o meu poema-homenagem com que abri a sessão da Assembléia Legislativa da Paraíba, em que o querido amigo recebeu o título de cidadão paraibano.


HOMENAGEM A DIVALDO PEREIRA FRANCO
Merlânio Maia


Divaldo Pereira Franco
Verbo inflamado de luz
Archote na noite escura
Eco da voz de Jesus
Canto do Consolador
A espalhar tanto esplendor
Nobre Farol da bonança
A divulgar com heroísmo
As lições do Espiritismo
Por onde o amor alcança

Desde a tenra mocidade
Cantas, decantas o amor
Tua mediunidade
Leva a paz, lenindo a dor,
Quando a idade aparece
Vem Joanna e comparece
A retirar tanto espinho
Fazes concertos de luz
E entre Kardec e Jesus
Nasce a Mansão do Caminho

Ali crianças e jovens
Encontram dignidade
Ali se aprende a amar
E a fazer a caridade
Teu exemplo nos convida
E transforma a nossa vida
Na voz dos que vivem além
Tu vives entre os dois mundos
Trazendo os cantos profundos
Que nos instruem ao Bem

Livros, livros e mais livros
Semeias por tuas mãos
Abrem-se os véu do além
E a cultura em profusão
Traz Marco Prisco, Joanna,
Victor Hugo, Vianna,
Miranda, Lins e Machado,
Além de tantas missivas
Das pessoas muito vivas
Do mundo do outro lado

Tua voz alcança o mundo
E chega noutras nações
Atinge a meta bendita
E alcança os corações
Apóstolo de outras gentes
Num labor santo e urgente
De amar e evangelizar
Despertando consciências
Mostrando as novas ciências
Que é preciso e urgente amar

Amigo da esperança
Companheiro de Jesus
Quantas vezes semeastes
Mesmo conduzindo a cruz
Mas teu espírito valente
Vencia e seguia em frente
Sem parar pra murmurar
Mostrando abrindo o caminho
Que ninguém está sozinho
Quando há o Bem pra semear

Aqui deixamos Divaldo
Um preito de gratidão
Por cada palavra tua
Que nos tornou mais cristãos
Seareiro da alegria
Semeador da poesia
Que nos inunda de fé
Cantando a glória incontida
Daquele que é a vida:
O MESTRE DE NAZARÉ!

Que a paz do excelso Mestre
Envolva-te na jornada
Que a luz imorredoura
Seja contigo na estrada
Que os mensageiros da luz
Os prepostos de Jesus
Inspirem cada conquista
Amigo do amor divino
Cantador do eterno hino
Da Doutrina Espiritista!

PAZEANDO



PAZEANDO
Merlânio Maia

Existe um verbo tão belo,
Atual, tão necessário
Que é preciso urgentemente
Tirá-lo do dicionário
Estava tão escondido
Mal divulgado, mal lido
Sequer diziam: - Aqui jaz!
O seu nome é: PAZEAR
Que traduz: harmonizar
E estabelecer a PAZ

Na sua conjugação
Presente do indicativo
EU PAZEIO logo em mim
A PAZ é sujeito ativo
E todos ao meu redor
Percebem que eu sou melhor
Mais produtivo e capaz
Mais amigo, mais irmão,
E até melhor cidadão
Pois conduzo em mim a PAZ

TU PAZEIAS e a vida
Pra ti bela se apresenta
Tens o fardo mais maneiro
Nunca, jamais te apoquentas
Tua família é mais calma
E dentro da tua alma
Há harmonia demais
Há o respeito e o calor
Há concórdia e esplendor
Pois permaneces na PAZ

E na terceira pessoa
Já sei que ELE PAZEIA
E sei que da liberdade
Sua vida está cheia
Respeito e Não-violência
São dele a pura essência
E ele nunca fica atrás
Se a consciência consulta
Vê decência, amor e luta
Na instauração da PAZ

E ao chegar no plural
Eu, Tu, ele,  NÓS PAZEAMOS
A força se faz mais forte
E aos poucos nós mudamos
A face triste da Terra
Já começa o fim da guerra
Pois a ação nos satisfaz
Lutamos por igualdade
Por respeito e liberdade
Somos bandeiras da PAZ

Porém se além de nós
Vemos que VÓS PAZEAIS
Já passa a haver alegria
E harmonia demais
E a Terra vai melhorando
Todo mundo vai se amando
Numa corrente audaz
Em tão forte aliança
Levando tanta esperança
Consolida-se a PAZ

Imaginem a maravilha
Se ELES PAZEIAM também
Acabando a omissão
Instituindo esse BEM
Na superfície da Terra
Destruindo toda guerra
Com ações fenomenais
Instaurando a consciência
De um mundo sem violência
Um mundo de amor e PAZ

EU PAZEIO, TU PAZEIAS
E ELE PAZEIA, também
E juntos NÓS PAZEAMOS
Na força do grande BEM
A vida de sonho e dores
Dos grandes pazeadores
Nos pergunta: - VÓS PAZEAIS?
E até hoje ELES PAZEIAM
Não se omitem, nem se alheiam
Pra que o mundo tenha PAZ!

A PAZ REAL

Meu povo,

Segue mais uma reflexão do poetinha:


A PAZ REAL
Merlânio Maia

Muitas pessoas almejam por momentos de Paz. Muitos chegam a questionar no eu cotidiano: Será que não terei um momento de paz da vida?

Esta é uma visão distorcida do que seja Paz! A Paz entremeando o conflito. Este homem vive seu conflito e grita por migalhas de uma paz fantasiosa, um "cessar fogo"!

Paz, no conceito profundo e real, é outra coisa! 

O homem que conduz em si a Paz real, não retorna ao conflito, porque não há, nele, espaço conflitante. 

Mesmo localizado geograficamente no meio de uma guerra, este homem é a Paz! Ele faz-se Paz!

Madre Tereza de Calcutá, em 1982, durante um cerco a Beirute, no Líbano, consegue um cessar fogo temporário entre os israelitas e a guerrilha palestiniana, para ir buscar 37 crianças que estavam num hospital situado na linha de frente.

Naquele conflito Madre Teresa era a Paz! Traduzia-se não somente para si, sua Paz, mas para quem estava à sua volta!

Há um verbo desconhecido, nos Dicionários, que se chama PAZEAR, tão antigo como o verbo guerrear, mas escondido no mesmo dicionário.

Quando Jesus nos falou: "EU VOS DEIXO A PAZ, EU VOS DOU A MINHA PAZ", asseverou categoricamente, "NÃO VO-LA DOU COMO O MUNDO A DÁ[...]" pois que a sua PAZ era diferente. Era a PAZ REAL!

A Paz real traduz-se em três formas numa só: Paz Ambiental, Paz Social e Paz Interior, neste tripé ela se estabelece como a Paz Real. Pois não se pode imaginar uma Paz Social sem a Paz Interior, nem esta sem a Paz Ambiental. 

A Paz não admite nenhuma forma de violência, de omissão, de aceitação tácita, sem verificar todas as possibilidades em relação ao OUTRO.

O BEM DO PRÓXIMO é o objetivo maior da Paz.

Acredito, até que foi com esta visão que o pedagogo francês Allan Kardec, inscupui, sob a orientação da plêiade do Espírito Verdade que FORA DA CARIDADE NÃO HA SALVAÇÃO!



quinta-feira, 2 de maio de 2013

POESIA DA MINHA INFÂNCIA

Meu povo,

A postagem anterior me lembrou meus tempos de menino no sertão paraibano, quando aos nove anos escrevi meu primeiro poema, inspirado pelas leituras, escondidas, dos cadernos de poemas do meu irmão mais velho, que traziam sonetos de Bilac, muitos poemas de Castro Alves, Cecília Meireles, Antero de Quental e outros.

O Padre José Sinfrônio de Assis, emérito educador da minha cidade de Itaporanga, já me colocara para decorar e declamar nos dias de festa do Ginásio vários poemas que vinham desde Jansem Filho, Zé da Luz, até Guilherme de Almeida, entre outros, mas declamar era uma coisa e outra, bem diferente, era escrever, produzir, parir de minhas entranhas, um poema.

Naquele dia, em que mostrei aquele poema aos meus irmãos, recebi olhares de espanto e alegria, talvez até de inveja, por isso, trazia, em si, uma sentença, pois foi o bastante até meu pai, Natercio, chegar. O meu pai era poeta, grande declamador, amante da boa poesia, mas duro contra tudo aquilo que pudesse nos desviar da linha reta, que traçara para seus filhos.

Assim, ao chegar para almoçar, algum dedo-duro, já tinha me sentenciado, pois o velho já sabia do ocorrido.

Ele me chamou com um, certo sorriso que não esqueço, e me pediu para ver o poema. E eu, entre tímido e apavorado, o vi ler as quatro estrofes em decassílabo. Era um poema de amor!

E o que falou nessa hora foi duro para um menino poeta em seu devaneio artesanal das palavras:

- Muito bom, meu filho! Mas um poema de amor de um menino de nove anos? Esqueça estas coisas e, em seguida, rasgou meu primeiro voo nos céus da poesia. Eu saí cabisbaixo e arrasado!

Nem sequer chorei! Mas meu peito doía, como se aquela autoridade, houvesse trancado a porta da minha alma rumo à liberdade poética.

Não mais escrevi, mas voraz leitor, nunca me afastei dos livros.

Já na adolescência, desafiado por colegas, comecei a versejar. Mas na linha da poética popular. Os cantadores e violeiros da época, bem como os emboladores de côco e aboiadores nos inspiravam neste sentido. Ali falávamos de tudo. Desde a chuva que chegava, ao olhar esverdeado de uma colega mais bonita, aos romances dos animais que a natureza nos mostrava. Assim voltei a escrever.

Depois o teatro chegou e me fez caminhar pela dramaturgia, atuar como ator e me descobrir como um poeta nato. Sobre tudo fazia poemas e os declamava.

Quando vim para João Pessoa, fazer o terceiro ano científico, como era chamado, a arte já era minha companheira. No Lyceu Paraibano fui para o grupo de danças folclóricas e para o teatro. Não parei mais.

Hoje, olhando o passado, tenho saudades e, meu pai, que já fez a grande viagem, já perdoei até poeticamente, fazendo poemas de amor para ele, grande declamador, cujo ofício seu, de declamar e escrever, me honram e me fazem ser quem sou: Um Artesão da Poesia!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

MENINO EU FUI POETA


MENINO EU FUI POETA
(Merlânio Maia)

EU FUI CRIANÇA SEM TER
PLAYSTATION, IPAD E IPOD,
IPHONE, TV... PRA QUÊ?
O QUE EU TINHA ERA UM BODE
BRINQUEI SOLTO NO TERREIRO
FUI NADADOR, FUI VAQUEIRO,
DE BILA FUI CAMPEÃO,
JOGUEI PIÃO NOS TERREIROS
CORUJA NOS TABULEIROS
FUI MENINO DO SERTÃO

TIVE SARAMPO E PAPEIRA
DORDÓI, BEXIGA E TERSOL
BEBI ÁGUA NA TORNEIRA
PESQUEI PEIXE NO ANZOL
BRINQUEI DE VACA DE OSSO
QUASE ME AFOGO NUM POÇO
BOLA DE MEIA EU JOGUEI
ATÉ CAÇEI TANAJURA
COM A BUNDA DE GORDURA
JÁ FUI MOLEQUE E FUI REI!

ANDEI DE JEGUE, NÃO NEGO,
TIVE UMA INFANCIA DO CÉU
FUI GUIA DE UM VELHO CEGO
UM POETA DE CORDEL
QUE ME ENSINOU VERSEJAR
COM AS PALAVRAS BRINCAR
E A VIDA FOI TÃO COMPLETA
FOI TÃO RICA A MENINICE
QUE UM DIA MÃE ME DISSE:
ESSE MEU FILHO É POETA!

E SELOU O MEU DESTINO
MEU OLHAR MAIS AGUÇOU
MEU CORAÇÃO DE MENINO
NUNCA MAIS MODIFICOU
E QUANDO A LUTA É MAIS FORTE
OU ENFRENTO A DOR E A MORTE
AQUELE MENINO EU VEJO
LEMBRO SUA VIDA COMPLETA
MENINO EU FUI POETA
UM POETA SERTANEJO!