terça-feira, 6 de novembro de 2012

SABEDORIA POÉTICA – A MENTIRA



SABEDORIA POÉTICA – A MENTIRA
Merlânio Maia

A mentira é uma praga
Que contamina onde passa
Levando toda desgraça
Semeia a desconfiança
Mãe legítima da calúnia
De contágio poderoso
Destrói qualquer nome honroso
Nos fios das suas tranças

E como diz o ditado
“Mentira tem perna curta!”
Quem a criou também surta
Pois seu peso segue além
Não tem pena do seu pai
Nem da mãe que a dissemina
Há um antídoto que a extermina:
O perdão, o amor e o Bem! 

HOJE, AMANHÃ E O SÃO NUNCA

HOJE, AMANHÃ E O SÃO NUNCA
Merlânio Maia

Se desejas construir
Um caminho iluminado
Porém fica aí parado
Esperando melhorar
Saia dessa, meu amigo
Arregace a sua manga
Burro é quem espera a canga
Faz a hora e vai lutar

Se pensas em fazer algo
Por você ou por alguém
Vai agora e faze-o bem
Pois a vida é pra valer
Há que fazer teu caminho
Levanta, vai que melhora
Pois quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Se é verdade o teu desejo
De fazer a diferença
Trabalha enquanto pensa
Se parar a força trunca
Não espere, vá buscar
Já diz chavão conhecido
O amanhã indefinido
Dá na casa de São Nunca!

O TEMPO



O TEMPO
Merlânio Maia

Assim diz o preguiçoso:
-Amanhã tudo farei!
Logo exclama o homem fraco
- Amanhã forças terei!
Diz o de mente malsã:
- Me regenero amanhã!...
E assim o mal revigora
Encorpa e cria raiz
Porém o homem feliz
Nos diz: MEU TEMPO É AGORA!!!

NATERCIO MAIA BARBOSA

NATÉRCIO MAIA BARBOSA
Merlânio Maia

Meu pai sempre foi gigante
Um super homem, um herói,
Desses que nada destrói
Sua imagem poderosa
Sua coragem era imensa
Seu verbo tinha um calor
Que era mesmo encantador
Natércio Maia Barbosa!

Nada temia da vida
E a ninguém ele temia
O seu nome pertencia
A galeria honrosa
Do fraco era defensor
Era um justo no sertão
Que o seu nome era um refrão
Natércio Maia Barbosa!

Por isso era este gigante
Amava a vida e vivia
Entre o amor a poesia
E a gentileza da prosa
Porém viveu sem ter medo
E no sertão violento
Seu nome andava no vento:
Natércio Maia Barbosa!

Na minha infância querida
Vi seu valente pendor
A enfrentar o malfeitor
Dobrar gente venenosa
Ser do lado da justiça
Socorrer os sofredores
Com quem contavam nas dores
Natércio Maia Barbosa!

Tinha o seu talento nato
No trato com os animais
Os bichos sentiam paz
Sua energia vistosa
A todos impressionava
Os animais serenavam
Obedeciam e aceitavam
Natércio Maia Barbosa!

Sua presença encantava
Com armas era um prodígio
Seu talento era um prestígio
Sua força primorosa
Encantava a mulherada
E impunha mais respeito
Era bem assim seu jeito
Natércio Maia Barbosa!

Foi esse grande gigante
Declamador esmerado
Nome forte e afamado
De expressão gloriosa
Sua presença era um sonho
Homem, mulher e menino
Adoravam o genuíno
Natércio Maia Barbosa!

E hoje emocionado
Lembro a força do meu pai
Que da lembrança não sai
E me influencia a glosa
Meu talento de poeta
Tem muito do seu poder
E eu tenho o jeito de ser
Natércio Maia Barbosa!


Quando encerrou sua existência física na Terra, meu irmão Marcos Maia, fez este soneto que aqui coloco para imortalizá-lo nos versos dos filhos poetas que tanto o amam:

AO MEU PAI
Marcos Maia

Caiu a árvore-pai, como era forte,
Mas as raízes cravadas neste chão
Ficarão vivas, não enfraquecerão,
Porque em vida, foste maior que a morte.

Fizeste da justiça e do amor, teu norte,
Dos mais humildes, a tua devoção
Pregaste a paz, a calma, a união,
Sem desprezar ninguém à própria sorte.

Caiu a árvore-pai, não houve jeito,
Teu coração tão bom, jogou-te ao leito,
Derrubando aquela árvore tão frondosa,

Mas as sementes que ficaram vão nascer
E espaçhando-se em ti irão crescer,
Meu pai, NATÉRCIO MAIA BARBOSA!

DISTANTE DE DEUS

DISTANTE DE DEUS
Merlânio Maia

O homem que nessa vida
Distancia-se de Deus
Tem um buraco no peito
São vãos os caminhos seus
E para onde ele for
O sentimento de dor
Da sua alma não sai
Pois falta a conexão
Com o Senhor da criação
Que Jesus chamou de PAI!

UMA SUBLIME OFICINA


UMA SUBLIME OFICINA
Merlânio Maia

Meu amigo, minha amiga
Há uma magia no mundo
Chamada conexão
Seu teor é tão profundo
Que une o homem às estrelas
Que mesmo sem poder vê-las
Mantém-se no ideal
De irmandade no universo
Se este fica disperso
A dor é o seu fanal

Entre interconexões
A família é a maior
Com ela que o ser progride
E assim se faz bem melhor
Pois jamais segue sozinho
A família é o grande ninho
Que acolhe, ampara e socorre,
Alimenta, educa, ensina
É esta fonte divina
Onde nasce, cresce e morre!

Nada poderia ser
Mais importante na vida
Que a família consangüínea
Onde a chegada e a partida
Dessa divina estação
Tem sua programação
No mundo espiritual
Engenheiros siderais
Estudam desde os casais
A cada corpo ideal

Pela reencarnação
Doentes buscam saúde,
Fracos se fazem mais fortes,
Tíbios mudam de atitude,
Ignorantes aprendem
Candeias de amor se acendem
O bálsamo encontra a dor
A sombra, enfim, acha a luz
Sob a égide de Jesus
Tudo deságua no amor!

Pela ação de reencarnar
Remorso encontra o perdão
Ódio no amor se dilui
Inimigo faz-se irmão
A infinda noite faz dia
Tristeza faz-se alegria
O progresso se produz
Pois a grandeza divina
Criou suprema oficina:
A Família de Jesus!

Seria um recrudescer
Ao reino anterior
Se acabasse a família
Laboratório do amor
Onde espíritos se renovam
Quando pelo Bem se aprovam
Melhorando a humanidade
Em Deus fazem a vigília
Somente pela família
O ser tem felicidade!

O OUTRO QUE HÁ NO OUTRO

O OUTRO QUE HÁ NO OUTRO
Merlânio Maia

O outro é essência da vida
Do outro tão precisado
Há no outro a referência
Do outro estar encarnado
Sem outro, o outro inexiste
Haveria um mundo triste
Sem presente e sem passado

Deus que é, criou o outro,
Como um outro semelhante
Necessário para o outro
Outro próximo e distante
Ao outro a felicidade
Se faz nessa igualdade
E no respeito constante

O outro do outro difere
Não fere em ser diferente
Na diferença se iguala
No colorido de gente
Dum outro que ao outro ampara
Amor de outro não compara
Pois outro não é divergente

Até o erro do outro
É um outro aprendizado
É outra chance de acerto
Pra no amor ser amado
Outra oportunidade
Outra vez alteridade
De ter ao outro encontrado

A consciência do outro
No outro é fraternidade
Outros dando as mãos aos outros
Outra vez é Caridade
Zelo no outro é Amor
Que faz da vida o esplendor
E isto é Alteridade.

O outro que aceita o outro
Do outro é realidade
Quem ao outro, vela e zela,
Faz com este “outro” amizade,
Pra ser e ter consciência
De ser do outro a essência
É ser a fraternidade

Deus que nos fez, fez o outro,
Tão repleto de esplendor
Fez a vida tão completa
Das Leis sábias o Senhor
Se dentro de nós habita
Dentro do outro nos concita
A amar e viver de amor!