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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

GANDHI E A ESSÊNCIA DO MAL


por Merlânio Maia

Perguntaram ao santo Gandhi
Onde é do mal a essência
- É a política sem princípios
O prazer sem consciência
Faltar ética ao negócio
Explorar pra dar-se ao ócio
Saber sem honra e valor
Ciência sem humanidade
Religião sem humildade
E a riqueza sem labor!

domingo, 13 de dezembro de 2015

POEMA AOS CEM ANOS DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA PARAIBANA

Exibindo Banner FEPB _ SEDE.jpg

Por Merlânio Maia

Ó Federação Espírita
Lar santo da caridade
Casa do Consolador
Horto da fraternidade
Jesus te tem nos Seus planos
E hoje completas cem anos
A disseminar verdade
Caridade, Paz, Cultura
Fazendo a semeadura
Do Espírito de Verdade

Sabemos que foi Jesus
O Cristo vivo de Deus
Que enviou Ismael
E este os prepostos seus
A inspirar teu nascimento
Criando este monumento
Na Parahyba do Norte
E assim Allan Kardec
Fez crescer mais este leque
Contra a treva, a dor e a morte

Foram os teus presidentes
Manoel Alves de Oliveira,
Eugênio Ribas, João Gomes,
José Rodrigues Ferreira,
José Augusto Romero,
Laurindo Cavalcante, vero
José Raimundo de Lima,
E Marco Antonio Granjeiro
Homens sérios, altaneiros
Que elevaram-te acima

Quantos de nós não chegamos
Chagados de tanta dor
Fatigados, mutilados,
Por um passado de horror
E aqui bem acolhidos
Amparados, socorridos,
Encaminhados pra vida
Por isso esta gratidão
À nobre Federação
Espírita, Luz incontida!

Por conta da tua luz
Dos trabalhos, das ações
Na Paraíba nasceram
Tantas instituições
78 cidades
170 entidades
Sob tua égide de amor
Ó santa Federação
Sonho da unificação
Do vero Consolador

Sob a ordens do Senhor
Leopoldo Cirne e Joanna,
Bezerra e Augusto Romero
Lins de Vasconcelos, Vianna
Como uma nave de amor
Segues levando o esplendor
De Kardec e de Jesus
Pela Paraíba inteira
Federação altaneira
Escola de amor e Luz

Hoje é o teu centenário
Lar do amor de Jesus
E hoje parabenizamos
Pois é Deus que te conduz
Que seja a tua verdade
Deus, Cristo e Caridade
Tua bandeira que emana
Dando-te norte e missão
Ó nobre Federação
Espírita Paraibana!

LUIZ É LENDA E CULTURA, SEU LUIZ, REI DO BAIÃO



por Merlânio Maia

Deus mandou Luiz Gonzaga
E ele nasceu no Sertão
Sua genialidade
Inventou Forró, Baião
E a música de qualidade
Que de cidade em cidade
Divulgou com precisão
Lutou criando a estrutura
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!

E foi a cento e três anos
Que este espírito genial
Nasceu no sertão agreste
Com uma missão real
E aquela sanfona branca
É quem de fato alavanca
A cultura da nação
Vindo da alma mais pura
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!

Toda música brasileira
Luiz influenciou
Fez escola em todo canto
E o seu canto entoou
E até hoje onde se vê
Acordes da MPB
Tem algo de Gonzagão
Luz que na história fulgura  
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!

Seu canto encantou o mundo
Transcendeu o seu país
E o planeta inteiro canta
Os baiões de seu Luiz
Por isso homenageamos
E a sua memória honramos
Entre poesia e canção
Luiz Lua inda figura
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!


terça-feira, 7 de julho de 2015

LIMEIRIANDO

por Merlânio Maia


A POESIA NORDESTINA
HERANÇA DE TANTOS POVOS
MISTURA ANTIGOS E NOVOS
COM A FORÇA QUE SE DESTINA
SUA LUZ NOS ILUMINA
NOSSA FALA É FAVO E MEL
É UMA CANTIGA A GRANEL
QUE DIVERTE E CONTAGIA
NÃO HÁ MAIS BELA POESIA
NADA SE IGUALA AO CORDEL


NUMA PELEJA ZÉLIMEIRIANA
Roubei jegue de cigano
Bebi sangue de chourisco
ET me levou num disco
Foi mil anos num só ano
Voltei e mudei de plano
Frequentei Bordel de crente
Dei tabefe num Tenente
Quem não creu inda vai crer
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Fiz a casa de taboca
Dancei côco em Bagdá
Vi Saddam Husseim por lá
Beijando Bush de "cóca"
Armei minha sóca-sóca
Com medo de um ser vivente
Que na trazeira da frente
Tinha um corte e deu pra ver,
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Se num fosse já seria
Se deixasse tava lá
Um pra ali outro pra lá
Coivara de água fria
Coragem da covardia
Enterro dum ser vivente
O ateísmo do crente
Direito que é dever
PODE SER PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

A disposição do medo
O norte que há no Sul
Tabuleiro no paul
Quando é tarde no bem cedo
Começo sem fim de enredo
Traseira que vem na frente
Gelo fino, grosso e quente
Miséria que há no ter
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Tirei sangue de um vampiro
Ao deitar fiquei de pé
Um mudo falou com fé
- Vi aleijado dar giro,
E defunto deu suspiro!
Tão igual que é diferente
Traseiro posou pra frente
Munganga pra cego ver
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

DO POETA CANCÃO



"O poeta se aperreia
Em casos sentimentais
Sofre pela mágoa alheia
Sente pelos animais
A todo espírito emotivo
Generoso e compassivo
Seja daquela ou daquele
O céu lhe dará perdão
Porque do bom coração
Deus está mais perto dele".


Cancão.