Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de maio de 2018

OS CINCO ARREPENDIMENTOS


OS CINCO ARREPENDIMENTOS
Merlânio Maia

Vendo a morte lhe rondando
O velho pai diz ao filho:
- Daqui da hora da morte
Quando o viver perde o brilho
Me arrependo, meu querido
Não sou o que quis ter sido
Porém você fique atento!
Ante os outros seja forte
Senão na hora da morte
Terás o arrependimento

Seja você você mesmo
Não seja como a Maria
Dessas que vai com as outras
Tenha brio Deus é seu guia
Não bajule a seu ninguém
Se preciso enfrente o trem
Mas não traia seu reinado
Aumente a força e a fé
Que é melhor morrer em pé
Que viver ajoelhado

Tenha espaço pra viver
Nada de trabalhar tanto
Quem trabalha onde não ama
Perde o tempo em desencanto
Trabalhe onde sinta amor
Senão mude de labor
Seja o que faz bem vivido
Que o labor seja lazer
Como odiei meu fazer
Hoje morro arrependido

Queria dizer a todos
Os que cruzaram comigo
Todo amor, rancor e mágoa
Guardar isto é um perigo
Dizer da raiva que tem
Botar pra fora faz bem
Não falar me arranca a paz
Dizer do amor real
Eu não falei e no final
Me arrependo até demais

Ai que saudades que sinto
Dos amigos verdadeiros
Aqueles que vivem em mim
Os meus leais companheiros
Que me veem tal qual sou
Sem importar como estou
Sem ilusão, falsidade...
Quanta falta nessa hora
Me afastei deles e agora,
Me arrependendo de verdade!

Sinto-me arrependido
De não ter vivido a vida
Com maior intensidade
De uma forma incontida
Viajar, sorrir, amar,
E viver a festejar
A cada hora e momento
Ter me feito mais feliz
Hoje minha alma maldiz
Sofro este arrependimento!

Jovem de vida pujante
Estes arrependimentos
Que traduzem tal tristeza
Dos derradeiros momentos
São retratos de uma vida
Covarde que se intimida
Coragem! Se entregue aos ventos
Perdoe, ame, olhe a paisagem
Que a vida é uma viagem
Evite arrependimentos!

domingo, 13 de dezembro de 2015

POEMA AOS CEM ANOS DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA PARAIBANA

Exibindo Banner FEPB _ SEDE.jpg

Por Merlânio Maia

Ó Federação Espírita
Lar santo da caridade
Casa do Consolador
Horto da fraternidade
Jesus te tem nos Seus planos
E hoje completas cem anos
A disseminar verdade
Caridade, Paz, Cultura
Fazendo a semeadura
Do Espírito de Verdade

Sabemos que foi Jesus
O Cristo vivo de Deus
Que enviou Ismael
E este os prepostos seus
A inspirar teu nascimento
Criando este monumento
Na Parahyba do Norte
E assim Allan Kardec
Fez crescer mais este leque
Contra a treva, a dor e a morte

Foram os teus presidentes
Manoel Alves de Oliveira,
Eugênio Ribas, João Gomes,
José Rodrigues Ferreira,
José Augusto Romero,
Laurindo Cavalcante, vero
José Raimundo de Lima,
E Marco Antonio Granjeiro
Homens sérios, altaneiros
Que elevaram-te acima

Quantos de nós não chegamos
Chagados de tanta dor
Fatigados, mutilados,
Por um passado de horror
E aqui bem acolhidos
Amparados, socorridos,
Encaminhados pra vida
Por isso esta gratidão
À nobre Federação
Espírita, Luz incontida!

Por conta da tua luz
Dos trabalhos, das ações
Na Paraíba nasceram
Tantas instituições
78 cidades
170 entidades
Sob tua égide de amor
Ó santa Federação
Sonho da unificação
Do vero Consolador

Sob a ordens do Senhor
Leopoldo Cirne e Joanna,
Bezerra e Augusto Romero
Lins de Vasconcelos, Vianna
Como uma nave de amor
Segues levando o esplendor
De Kardec e de Jesus
Pela Paraíba inteira
Federação altaneira
Escola de amor e Luz

Hoje é o teu centenário
Lar do amor de Jesus
E hoje parabenizamos
Pois é Deus que te conduz
Que seja a tua verdade
Deus, Cristo e Caridade
Tua bandeira que emana
Dando-te norte e missão
Ó nobre Federação
Espírita Paraibana!

LUIZ É LENDA E CULTURA, SEU LUIZ, REI DO BAIÃO



por Merlânio Maia

Deus mandou Luiz Gonzaga
E ele nasceu no Sertão
Sua genialidade
Inventou Forró, Baião
E a música de qualidade
Que de cidade em cidade
Divulgou com precisão
Lutou criando a estrutura
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!

E foi a cento e três anos
Que este espírito genial
Nasceu no sertão agreste
Com uma missão real
E aquela sanfona branca
É quem de fato alavanca
A cultura da nação
Vindo da alma mais pura
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!

Toda música brasileira
Luiz influenciou
Fez escola em todo canto
E o seu canto entoou
E até hoje onde se vê
Acordes da MPB
Tem algo de Gonzagão
Luz que na história fulgura  
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!

Seu canto encantou o mundo
Transcendeu o seu país
E o planeta inteiro canta
Os baiões de seu Luiz
Por isso homenageamos
E a sua memória honramos
Entre poesia e canção
Luiz Lua inda figura
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!


terça-feira, 7 de julho de 2015

DO POETA CANCÃO



"O poeta se aperreia
Em casos sentimentais
Sofre pela mágoa alheia
Sente pelos animais
A todo espírito emotivo
Generoso e compassivo
Seja daquela ou daquele
O céu lhe dará perdão
Porque do bom coração
Deus está mais perto dele".


Cancão.

sábado, 20 de dezembro de 2014

RECADO

RECADO
Merlânio Maia

Se você cair do galho
Eu não vou mais segurar
Nem me agacho e nem me bulo
Eu nem vou me aboletar
Cada um faz sua escolha
Fique dentro dessa bolha
Não tenho tempo nem gosto
Eu vou é me aconselhar
Na água que corre pro mar
O teu sol já nasce posto!

Quem me perde perde muito
Que é de águia o meu olhar
Tua malandragem é burra
Não vê o tempo passar
Que serão teus amanhãs?
Só de lembranças malsãs?
A solidão já rodeia
Como a tantos rodeou
O teu relógio parou
Onde o idiota vagueia!

Segue a rota rota e triste
Dos que pensam egoísmos
Quem você é não resiste
A verdade dos abismos
Não trago ódio nem mágoas,
Pois navego noutras águas,
Noutro tempo, noutro mundo,
Lá onde o afeto afeta
Sou viajor, sou poeta,
Da Luz eu sou oriundo!