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sábado, 14 de julho de 2018
domingo, 27 de maio de 2018
OS CINCO ARREPENDIMENTOS
OS CINCO ARREPENDIMENTOS
Merlânio Maia
Vendo a morte lhe rondando
O velho pai diz ao filho:
- Daqui da hora da morte
Quando o viver perde o brilho
Me arrependo, meu querido
Não sou o que quis ter sido
Porém você fique atento!
Ante os outros seja forte
Senão na hora da morte
Terás o arrependimento
Seja você você mesmo
Não seja como a Maria
Dessas que vai com as outras
Tenha brio Deus é seu guia
Não bajule a seu ninguém
Se preciso enfrente o trem
Mas não traia seu reinado
Aumente a força e a fé
Que é melhor morrer em pé
Que viver ajoelhado
Tenha espaço pra viver
Nada de trabalhar tanto
Quem trabalha onde não ama
Perde o tempo em desencanto
Trabalhe onde sinta amor
Senão mude de labor
Seja o que faz bem vivido
Que o labor seja lazer
Como odiei meu fazer
Hoje morro arrependido
Queria dizer a todos
Os que cruzaram comigo
Todo amor, rancor e mágoa
Guardar isto é um perigo
Dizer da raiva que tem
Botar pra fora faz bem
Não falar me arranca a paz
Dizer do amor real
Eu não falei e no final
Me arrependo até demais
Ai que saudades que sinto
Dos amigos verdadeiros
Aqueles que vivem em mim
Os meus leais companheiros
Que me veem tal qual sou
Sem importar como estou
Sem ilusão, falsidade...
Quanta falta nessa hora
Me afastei deles e agora,
Me arrependendo de verdade!
Sinto-me arrependido
De não ter vivido a vida
Com maior intensidade
De uma forma incontida
Viajar, sorrir, amar,
E viver a festejar
A cada hora e momento
Ter me feito mais feliz
Hoje minha alma maldiz
Sofro este arrependimento!
Jovem de vida pujante
Estes arrependimentos
Que traduzem tal tristeza
Dos derradeiros momentos
São retratos de uma vida
Covarde que se intimida
Coragem! Se entregue aos ventos
Perdoe, ame, olhe a paisagem
Que a vida é uma viagem
Evite arrependimentos!
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
POEMA À LUZ DO NATAL
Autor: Merlânio Maia
Quando o menino Jesus
Nasceu criando o Natal
Trouxe o Amor, a Paz, a Luz
E a Esperança afinal
Por conta do aniversário
Até mesmo o calendário
Daquele tempo mudou
Pra antes e após o Cristo
Foi um dia jamais visto
Que ao mundo iluminou
Naquele mundo de guerra,
De desamor e discórdia
Sua presença descerra
União, Paz e concórdia
Sua voz ecoa ainda
De uma forma tão linda
Convidando-nos também,
Ao amor ao semelhante,
Ao altruísmo constante,
À humildade e ao Bem!
Mas vemos que o Natal
Hoje é hino ao consumismo
Comercializa o ideal
Mais santo do humanismo
Tal qual Torre de Babel
Troca Jesus por Noel
Num comércio de ilusão,
De comida e embriaguez
E a família perde a vez,
Perde a paz, perde a razão!
Reflitamos um momento
De onde vem o Natal?
Natal representa o evento
Do mais sublime ideal
Pois que ali nasceu Jesus
Trouxe para a Terra a luz
Da pura fraternidade
De Amor, de Paz e alegria,
Perdão, amparo, poesia
E fé na humanidade!
Então que seja este dia
De fato o raro Natal
Onde floresça a magia
De reencontro, afinal
O Senhor da Luz nasceu
E o exemplo que nos deu
Foi a estrada da união
Que a Manjedoura Dourada
Brilhe e seja festejada
Bem no nosso coração!
#FelizNatal! #BoasFestas #Feliz2016
domingo, 13 de dezembro de 2015
POEMA AOS CEM ANOS DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA PARAIBANA
Por Merlânio Maia
Ó Federação Espírita
Lar santo da caridade
Casa do Consolador
Horto da fraternidade
Jesus te tem nos Seus planos
E hoje completas cem anos
A disseminar verdade
Caridade, Paz, Cultura
Fazendo a semeadura
Do Espírito de Verdade
Sabemos que foi Jesus
O Cristo vivo de Deus
Que enviou Ismael
E este os prepostos seus
A inspirar teu nascimento
Criando este monumento
Na Parahyba do Norte
E assim Allan Kardec
Fez crescer mais este leque
Contra a treva, a dor e a morte
Foram os teus presidentes
Manoel Alves de Oliveira,
Eugênio Ribas, João Gomes,
José Rodrigues Ferreira,
José Augusto Romero,
Laurindo Cavalcante, vero
José Raimundo de Lima,
E Marco Antonio Granjeiro
Homens sérios, altaneiros
Que elevaram-te acima
Quantos de nós não chegamos
Chagados de tanta dor
Fatigados, mutilados,
Por um passado de horror
E aqui bem acolhidos
Amparados, socorridos,
Encaminhados pra vida
Por isso esta gratidão
À nobre Federação
Espírita, Luz incontida!
Por conta da tua luz
Dos trabalhos, das ações
Na Paraíba nasceram
Tantas instituições
78 cidades
170 entidades
Sob tua égide de amor
Ó santa Federação
Sonho da unificação
Do vero Consolador
Sob a ordens do Senhor
Leopoldo Cirne e Joanna,
Bezerra e Augusto Romero
Lins de Vasconcelos, Vianna
Como uma nave de amor
Segues levando o esplendor
De Kardec e de Jesus
Pela Paraíba inteira
Federação altaneira
Escola de amor e Luz
Hoje é o teu centenário
Lar do amor de Jesus
E hoje parabenizamos
Pois é Deus que te conduz
Que seja a tua verdade
Deus, Cristo e Caridade
Tua bandeira que emana
Dando-te norte e missão
Ó nobre Federação
Espírita Paraibana!
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
INIMIGO OCULTO
José Martí já dizia:
É triste não ter amigos
Porém é mais triste ainda
Quem nunca teve inimigos
Aqueles que não os tem
Nada construíram além
Nem nunca fizeram o bem
Não são joios, nem são trigos!
O inimigo declarado
Me produz grande respeito
É verdadeiro e direto
E age claro do seu jeito
Mas aquele falso amigo
Representa tal perigo
É o mais torpe inimigo
Causa-me asco o sujeito!(Merlânio Maia)
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
FILTRO DE BARRO
Merlânio Maia
Quem foi de ti o inventor,
Meu nobre Filtro de Barro?
Foi cientista, foi doutor?
Quem inventou este jarro,
Que o filtro aproveitou
E a solução encontrou
Mudando o nosso destino
Nos dando a água mais pura?
Esta nobre criatura
Filho da nossa cultura:
É o Artesão Nordestino!!!
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PROPOSTA DE REFLEXÃO PROFUNDA ANTE O NATAL
Por Merlânio Maia em 24.12.2014
É hoje o Natal! E lá vem Jesus como proposta de reflexão profunda, contudo a verdade é que esta reflexão é exclusiva de uma bem pequenina parte da humanidade.
A Saga do Jesus-menino ou Deus-menino com se convencionou, pode ser uma joia de altíssimo significado para os que assim a recebem.
Todavia, não é este Jesus que interessa à imensa parcela da humanidade. O Jesus que interessa é o Jesus multiuso para causas materiais impossíveis!
Jesus apresenta-se de mil formas e todos os dias. Jesus redentor, príncipe da paz, o salvador, o mestre professor e tantos outros com adjetivação de conformidade com a situação de cada indivíduo.
Para o vulgo, o Jesus curandeiro é o mais explorado, o Jesus milagreiro!
E não seria diferente, visto que a humanidade viciou-se num imediatismo doentio, fruto do consumismo capitalista fast food de soluções rápidas e descartáveis.
Os templos modernos evocam o Jesus milagreiro e o colocam na prateleira como produto de consumo para uma massa desconectada da realidade espiritual.
E os "milagres" se sucedem produzidos conforme a necessidade do cliente, ou do vendedor de jesuses.
Sangue de Cristo tem poder! Repetem como mantra em todos os segundos. O homem embriagado declama na direção do carro, o sonegador de impostos evoca no caminhão repleto de mercadorias, fruto do crime de sonegação, o ladrão recita na emboscada, o cônjuge a diz antes da traição, o aluno irresponsável firma o pensamento antes da prova.
Independentemente da intenção do ato, seja ético ou não, este mantra é repetido, para que Jesus proteja e ajude o sicário e o criminoso em seu ato de lesar o semelhante.
Nas casas, é bem este Jesus que interessa, pois diante das causas impossíveis, fruto dos egoísmos e orgulhos e vaidades, este Jesus-para-todas-as-coisas é um produto multiuso de ação rápida, fácil e eficaz, feito especificamente para satisfazer e, logo depois, descartar.
Qual a lógica disto?
Simples! Diante da dificuldade de se viver uma vida ética, simples e verdadeira, que salvaria o mundo do mal e da destruição, o Ego fala mais alto e Jesus se torna um empecilho para o consumismo doentio e o lucro fácil. Então se convencionou que Jesus seria um boneco de pano, como Papai Noel, para dominação dos povos. E as religiões cristãs são os "Cavalos de Tróia" detentoras da santidade por fora e da morte por dentro.
Mas toda sociedade aceitou esta conveniência do mal!
Há um complô coletivo de esquecimento proposital da mensagem que Jesus trouxe ao mundo e pela qual, o Mestre, deu sua própria vida como endosso da importância destes ensinamentos.
E várias vezes reforçava: "Se me amais, fazei o que vos digo!" "Sereis meus amigos se fizeres o que vos falo!" "Passarão céus e Terra, mas minhas palavras não passarão!"
Agora, a reflexão se faz posta à mesa! Na ausência do afeto os males se sucedem!
A violência toma conta das ruas; as doenças psicológicas são peste em todos os lares; o mundo à beira de um colapso; as pessoas sem rumo são ricas em haveres e miseráveis espirituais e morais; chegamos na bifurcação do caminho: ou Jesus da ilusão material dantesco em suas consequências, ou Jesus da ética do amor e do perdão!
O Jesus da ilusão, se depara agora, com o Jesus da consciência desperta. E qual é o que está nascendo para você neste seu Natal?
(O autor é produtor cultural, poeta popular paraibano, cantador e pensador das lógicas nordestinenses) Contato: merlanio@gmail.com
É hoje o Natal! E lá vem Jesus como proposta de reflexão profunda, contudo a verdade é que esta reflexão é exclusiva de uma bem pequenina parte da humanidade.
A Saga do Jesus-menino ou Deus-menino com se convencionou, pode ser uma joia de altíssimo significado para os que assim a recebem.
Todavia, não é este Jesus que interessa à imensa parcela da humanidade. O Jesus que interessa é o Jesus multiuso para causas materiais impossíveis!
Jesus apresenta-se de mil formas e todos os dias. Jesus redentor, príncipe da paz, o salvador, o mestre professor e tantos outros com adjetivação de conformidade com a situação de cada indivíduo.
Para o vulgo, o Jesus curandeiro é o mais explorado, o Jesus milagreiro!
E não seria diferente, visto que a humanidade viciou-se num imediatismo doentio, fruto do consumismo capitalista fast food de soluções rápidas e descartáveis.
Os templos modernos evocam o Jesus milagreiro e o colocam na prateleira como produto de consumo para uma massa desconectada da realidade espiritual.
E os "milagres" se sucedem produzidos conforme a necessidade do cliente, ou do vendedor de jesuses.
Sangue de Cristo tem poder! Repetem como mantra em todos os segundos. O homem embriagado declama na direção do carro, o sonegador de impostos evoca no caminhão repleto de mercadorias, fruto do crime de sonegação, o ladrão recita na emboscada, o cônjuge a diz antes da traição, o aluno irresponsável firma o pensamento antes da prova.
Independentemente da intenção do ato, seja ético ou não, este mantra é repetido, para que Jesus proteja e ajude o sicário e o criminoso em seu ato de lesar o semelhante.
Nas casas, é bem este Jesus que interessa, pois diante das causas impossíveis, fruto dos egoísmos e orgulhos e vaidades, este Jesus-para-todas-as-coisas é um produto multiuso de ação rápida, fácil e eficaz, feito especificamente para satisfazer e, logo depois, descartar.
Qual a lógica disto?
Simples! Diante da dificuldade de se viver uma vida ética, simples e verdadeira, que salvaria o mundo do mal e da destruição, o Ego fala mais alto e Jesus se torna um empecilho para o consumismo doentio e o lucro fácil. Então se convencionou que Jesus seria um boneco de pano, como Papai Noel, para dominação dos povos. E as religiões cristãs são os "Cavalos de Tróia" detentoras da santidade por fora e da morte por dentro.
Mas toda sociedade aceitou esta conveniência do mal!
Há um complô coletivo de esquecimento proposital da mensagem que Jesus trouxe ao mundo e pela qual, o Mestre, deu sua própria vida como endosso da importância destes ensinamentos.
E várias vezes reforçava: "Se me amais, fazei o que vos digo!" "Sereis meus amigos se fizeres o que vos falo!" "Passarão céus e Terra, mas minhas palavras não passarão!"
Agora, a reflexão se faz posta à mesa! Na ausência do afeto os males se sucedem!
A violência toma conta das ruas; as doenças psicológicas são peste em todos os lares; o mundo à beira de um colapso; as pessoas sem rumo são ricas em haveres e miseráveis espirituais e morais; chegamos na bifurcação do caminho: ou Jesus da ilusão material dantesco em suas consequências, ou Jesus da ética do amor e do perdão!
O Jesus da ilusão, se depara agora, com o Jesus da consciência desperta. E qual é o que está nascendo para você neste seu Natal?
(O autor é produtor cultural, poeta popular paraibano, cantador e pensador das lógicas nordestinenses) Contato: merlanio@gmail.com
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terça-feira, 23 de dezembro de 2014
OS DE ÉTICA IMORAL
OS DE ÉTICA IMORAL
Merlânio Maia
Ouvi a verborragia
Viscosa dos infelizes
Evocando uma moral
Que lhes falta e seguem crises
Esses que a cada manhã
Usam negra alma vilã
Corruptos no seu viver
Satânicos do cotidiano
Espectros de ser humano
Ansiando o pleno poder
Quem são? Gritam obsessos,
Quais os fautores do mal?
E aponto a alma de um povo
Cuja ética é imoral
Na ânsia de se dar bem
Tais duendes são também
Muitos que infestam praças
E apontando o mal alheio
Esquecem no devaneio
Seu espírito de trapaças!
(Merlânio Maia)
Ouvi a verborragia
Viscosa dos infelizes
Evocando uma moral
Que lhes falta e seguem crises
Esses que a cada manhã
Usam negra alma vilã
Corruptos no seu viver
Satânicos do cotidiano
Espectros de ser humano
Ansiando o pleno poder
Quem são? Gritam obsessos,
Quais os fautores do mal?
E aponto a alma de um povo
Cuja ética é imoral
Na ânsia de se dar bem
Tais duendes são também
Muitos que infestam praças
E apontando o mal alheio
Esquecem no devaneio
Seu espírito de trapaças!
(Merlânio Maia)
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
OS DOIS JESUS
OS DOIS JESUS
Merlânio Maia
Será que Jesus nasceu
Na manjedoura do peito
Que chamamos coração?
Ou é apenas sujeito
Da fanática adoração
Que justifica a ação
Da distância do Amor
Ritual de torpe altar
Só para justificar
Um sofisma salvador?
Jesus é apenas o ídolo
Inerte e silenciado?
Ou sua mensagem é o norte
Mais seguro a ser buscado?!
É o tal Cristo distante
Que limpa o pecado diante
De expressões faciais
Teatralmente cumprida?
Ou sua mensagem é vida
Que provoca ações de Paz?
Dois mil anos se passaram
E pelos povos cristãos
Jesus é sempre abusado
Em atos vis dos irmãos
Uns vendem sua memória
Outros abusam da glória
De prendê-lo ao financeiro
Evocam seu nome santo
E há leilões em todo canto
Não só por trinta dinheiros!!!
Seu nome vale pra os ricos
Ficarem milionários
Tudo que ele condenou
Distorcem os tais sicários
Aos pobres e às viúvas
Jogam as cascas das uvas
Extorquem o óbolo e o riso
Sua palavra é insana
Vestem-na em ouro e grana
E matam se for preciso
Enquanto Jesus tão simples
Que exala Perdão e Amor,
Da manjedoura e da gruta
Mestre, símbolo redentor
De humildade e inclusão
Há um outro Jesu$ cifrão
Que vende a alma ao consumo
Que fanático faz a guerra
Que grita, esbraveja e berra
Para que a Paz vire fumo!
É o Jesus do capital
Qual Midas da maldição
Toca e tudo vira morte
Basta que ele ponha a mão
E é bem este o cultuado
Pela mídia é entronado
Gerando dor e violência
Cria as pestes mais modernas
Que faz dos lares cavernas
De vício, morte e demência!
Quando é que a humanidade
Se livrará desse mal
E beberá nas verdades
Do Amor Universal?
Quando nascerá o conceito
Da manjedoura no peito
Do Jesus de amor fraterno,
Da inclusão, da alteridade,
Do Evangelho da verdade,
Jesus simples, Mestre Eterno?!
Merlânio Maia
Será que Jesus nasceu
Na manjedoura do peito
Que chamamos coração?
Ou é apenas sujeito
Da fanática adoração
Que justifica a ação
Da distância do Amor
Ritual de torpe altar
Só para justificar
Um sofisma salvador?
Jesus é apenas o ídolo
Inerte e silenciado?
Ou sua mensagem é o norte
Mais seguro a ser buscado?!
É o tal Cristo distante
Que limpa o pecado diante
De expressões faciais
Teatralmente cumprida?
Ou sua mensagem é vida
Que provoca ações de Paz?
Dois mil anos se passaram
E pelos povos cristãos
Jesus é sempre abusado
Em atos vis dos irmãos
Uns vendem sua memória
Outros abusam da glória
De prendê-lo ao financeiro
Evocam seu nome santo
E há leilões em todo canto
Não só por trinta dinheiros!!!
Seu nome vale pra os ricos
Ficarem milionários
Tudo que ele condenou
Distorcem os tais sicários
Aos pobres e às viúvas
Jogam as cascas das uvas
Extorquem o óbolo e o riso
Sua palavra é insana
Vestem-na em ouro e grana
E matam se for preciso
Enquanto Jesus tão simples
Que exala Perdão e Amor,
Da manjedoura e da gruta
Mestre, símbolo redentor
De humildade e inclusão
Há um outro Jesu$ cifrão
Que vende a alma ao consumo
Que fanático faz a guerra
Que grita, esbraveja e berra
Para que a Paz vire fumo!
É o Jesus do capital
Qual Midas da maldição
Toca e tudo vira morte
Basta que ele ponha a mão
E é bem este o cultuado
Pela mídia é entronado
Gerando dor e violência
Cria as pestes mais modernas
Que faz dos lares cavernas
De vício, morte e demência!
Quando é que a humanidade
Se livrará desse mal
E beberá nas verdades
Do Amor Universal?
Quando nascerá o conceito
Da manjedoura no peito
Do Jesus de amor fraterno,
Da inclusão, da alteridade,
Do Evangelho da verdade,
Jesus simples, Mestre Eterno?!
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sábado, 20 de dezembro de 2014
RECADO
RECADO
Merlânio Maia
Eu não vou mais segurar
Nem me agacho e nem me bulo
Eu nem vou me aboletar
Cada um faz sua escolha
Fique dentro dessa bolha
Não tenho tempo nem gosto
Eu vou é me aconselhar
Na água que corre pro mar
O teu sol já nasce posto!
Quem me perde perde muito
Que é de águia o meu olhar
Tua malandragem é burra
Não vê o tempo passar
Que serão teus amanhãs?
Só de lembranças malsãs?
A solidão já rodeia
Como a tantos rodeou
O teu relógio parou
Onde o idiota vagueia!
Segue a rota rota e triste
Dos que pensam egoísmos
Quem você é não resiste
A verdade dos abismos
Não trago ódio nem mágoas,
Pois navego noutras águas,
Noutro tempo, noutro mundo,
Lá onde o afeto afeta
Sou viajor, sou poeta,
Da Luz eu sou oriundo!
domingo, 30 de novembro de 2014
POEMA DECLAMADO NO PROGRAMA DE 30.11.2014
POEMA DECLAMADO NO PROGRAMA DE 30.11.2014
QUADRO CURA PELAS PLANTAS
A CURA DAS HEMORRÓIDAS
Se você tem hemorróidas
Tem enfermidade ruim
E quando a danada sangra
Produz anemia assim
Se ela for de botão
Estufa e vira no cão
Tira o conforto e a paz
Você chora, você geme
E quanto mais se espreme
Mais o botão desce mais!
A pessoa fica anêmica
Perde o viço e a vontade
Por isto o Vento Nordeste
Toma espaço e liberdade
E busca em nossa cultura
Um alívio, uma cura
Para aliviar seu mal
E a hemorroida sarar
Por isso pode anotar
Que logo, logo alivia!
Fique em resguardo profundo
Melhor nem sair de casa
Busque CASTANHA DA ÍNDIA
Que a cura não se atrasa
É uma milagrosa planta
Desinflama e a força é tanta
Pois é um vaso constritor
Junte a casca e a semente
Coloque em água fervente
Que esse caldo tem valor
QUADRO CURA PELAS PLANTAS
A CURA DAS HEMORRÓIDAS
Se você tem hemorróidas
Tem enfermidade ruim
E quando a danada sangra
Produz anemia assim
Se ela for de botão
Estufa e vira no cão
Tira o conforto e a paz
Você chora, você geme
E quanto mais se espreme
Mais o botão desce mais!
A pessoa fica anêmica
Perde o viço e a vontade
Por isto o Vento Nordeste
Toma espaço e liberdade
E busca em nossa cultura
Um alívio, uma cura
Para aliviar seu mal
E a hemorroida sarar
Por isso pode anotar
Que logo, logo alivia!
Fique em resguardo profundo
Melhor nem sair de casa
Busque CASTANHA DA ÍNDIA
Que a cura não se atrasa
É uma milagrosa planta
Desinflama e a força é tanta
Pois é um vaso constritor
Junte a casca e a semente
Coloque em água fervente
Que esse caldo tem valor
Espere esfriar um pouco
Mas beba ele ainda quente
A ação anti-inflamatória
Vai curando o paciente
Duas vezes tome ao dia
É um chá que alivia
E curando ateus e judeus
Essa plantinha é tão forte
Que vencem até a morte
Na natureza de Deus
Depois de você beber
Faça banho de acento
Mantenha as partes bem limpas
E deixe enxugar ao vento
Que você logo verá
A anemia aliviar
Até que nada mais reste
A hemorroida terá fim
E você dirá assim:
Curei com o Vento Nordeste!!
Mas beba ele ainda quente
A ação anti-inflamatória
Vai curando o paciente
Duas vezes tome ao dia
É um chá que alivia
E curando ateus e judeus
Essa plantinha é tão forte
Que vencem até a morte
Na natureza de Deus
Depois de você beber
Faça banho de acento
Mantenha as partes bem limpas
E deixe enxugar ao vento
Que você logo verá
A anemia aliviar
Até que nada mais reste
A hemorroida terá fim
E você dirá assim:
Curei com o Vento Nordeste!!
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