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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

GANDHI E A ESSÊNCIA DO MAL


por Merlânio Maia

Perguntaram ao santo Gandhi
Onde é do mal a essência
- É a política sem princípios
O prazer sem consciência
Faltar ética ao negócio
Explorar pra dar-se ao ócio
Saber sem honra e valor
Ciência sem humanidade
Religião sem humildade
E a riqueza sem labor!

domingo, 27 de maio de 2018

OS CINCO ARREPENDIMENTOS


OS CINCO ARREPENDIMENTOS
Merlânio Maia

Vendo a morte lhe rondando
O velho pai diz ao filho:
- Daqui da hora da morte
Quando o viver perde o brilho
Me arrependo, meu querido
Não sou o que quis ter sido
Porém você fique atento!
Ante os outros seja forte
Senão na hora da morte
Terás o arrependimento

Seja você você mesmo
Não seja como a Maria
Dessas que vai com as outras
Tenha brio Deus é seu guia
Não bajule a seu ninguém
Se preciso enfrente o trem
Mas não traia seu reinado
Aumente a força e a fé
Que é melhor morrer em pé
Que viver ajoelhado

Tenha espaço pra viver
Nada de trabalhar tanto
Quem trabalha onde não ama
Perde o tempo em desencanto
Trabalhe onde sinta amor
Senão mude de labor
Seja o que faz bem vivido
Que o labor seja lazer
Como odiei meu fazer
Hoje morro arrependido

Queria dizer a todos
Os que cruzaram comigo
Todo amor, rancor e mágoa
Guardar isto é um perigo
Dizer da raiva que tem
Botar pra fora faz bem
Não falar me arranca a paz
Dizer do amor real
Eu não falei e no final
Me arrependo até demais

Ai que saudades que sinto
Dos amigos verdadeiros
Aqueles que vivem em mim
Os meus leais companheiros
Que me veem tal qual sou
Sem importar como estou
Sem ilusão, falsidade...
Quanta falta nessa hora
Me afastei deles e agora,
Me arrependendo de verdade!

Sinto-me arrependido
De não ter vivido a vida
Com maior intensidade
De uma forma incontida
Viajar, sorrir, amar,
E viver a festejar
A cada hora e momento
Ter me feito mais feliz
Hoje minha alma maldiz
Sofro este arrependimento!

Jovem de vida pujante
Estes arrependimentos
Que traduzem tal tristeza
Dos derradeiros momentos
São retratos de uma vida
Covarde que se intimida
Coragem! Se entregue aos ventos
Perdoe, ame, olhe a paisagem
Que a vida é uma viagem
Evite arrependimentos!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

POEMA À LUZ DO NATAL


Autor: Merlânio Maia

Quando o menino Jesus
Nasceu criando o Natal
Trouxe o Amor, a Paz, a Luz
E a Esperança afinal
Por conta do aniversário
Até mesmo o calendário
Daquele tempo mudou
Pra antes e após o Cristo
Foi um dia jamais visto
Que ao mundo iluminou

Naquele mundo de guerra,
De desamor e discórdia
Sua presença descerra
União, Paz e concórdia
Sua voz ecoa ainda
De uma forma tão linda
Convidando-nos também,
Ao amor ao semelhante,
Ao altruísmo constante,
À humildade e ao Bem!

Mas vemos que o Natal
Hoje é hino ao consumismo
Comercializa o ideal
Mais santo do humanismo
Tal qual Torre de Babel
Troca Jesus por Noel
Num comércio de ilusão,
De comida e embriaguez
E a família perde a vez,
Perde a paz, perde a razão!

Reflitamos um momento
De onde vem o Natal?
Natal representa o evento
Do mais sublime ideal
Pois que ali nasceu Jesus
Trouxe para a Terra a luz
Da pura fraternidade
De Amor, de Paz e alegria,
Perdão, amparo, poesia
E fé na humanidade!

Então que seja este dia
De fato o raro Natal
Onde floresça a magia
De reencontro, afinal
O Senhor da Luz nasceu
E o exemplo que nos deu
Foi a estrada da união
Que a Manjedoura Dourada
Brilhe e seja festejada
Bem no nosso coração!

#FelizNatal! #BoasFestas #Feliz2016

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

NOVO LIVRO DE MERLÂNIO MAIA CORDEL ESPÍRITA



Eita que alegria, Caba véi,

Mais um livro na galeria de Poesia e Cordel.

Estarei lançando o meu nono livro CORDEL ESPÍRITA no VI Congresso Espírita da Paraíba, nos dias 08, 09 e 10 de Janeiro de 2016.

Vai ser uma festa da poesia!

domingo, 13 de dezembro de 2015

POEMA AOS CEM ANOS DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA PARAIBANA

Exibindo Banner FEPB _ SEDE.jpg

Por Merlânio Maia

Ó Federação Espírita
Lar santo da caridade
Casa do Consolador
Horto da fraternidade
Jesus te tem nos Seus planos
E hoje completas cem anos
A disseminar verdade
Caridade, Paz, Cultura
Fazendo a semeadura
Do Espírito de Verdade

Sabemos que foi Jesus
O Cristo vivo de Deus
Que enviou Ismael
E este os prepostos seus
A inspirar teu nascimento
Criando este monumento
Na Parahyba do Norte
E assim Allan Kardec
Fez crescer mais este leque
Contra a treva, a dor e a morte

Foram os teus presidentes
Manoel Alves de Oliveira,
Eugênio Ribas, João Gomes,
José Rodrigues Ferreira,
José Augusto Romero,
Laurindo Cavalcante, vero
José Raimundo de Lima,
E Marco Antonio Granjeiro
Homens sérios, altaneiros
Que elevaram-te acima

Quantos de nós não chegamos
Chagados de tanta dor
Fatigados, mutilados,
Por um passado de horror
E aqui bem acolhidos
Amparados, socorridos,
Encaminhados pra vida
Por isso esta gratidão
À nobre Federação
Espírita, Luz incontida!

Por conta da tua luz
Dos trabalhos, das ações
Na Paraíba nasceram
Tantas instituições
78 cidades
170 entidades
Sob tua égide de amor
Ó santa Federação
Sonho da unificação
Do vero Consolador

Sob a ordens do Senhor
Leopoldo Cirne e Joanna,
Bezerra e Augusto Romero
Lins de Vasconcelos, Vianna
Como uma nave de amor
Segues levando o esplendor
De Kardec e de Jesus
Pela Paraíba inteira
Federação altaneira
Escola de amor e Luz

Hoje é o teu centenário
Lar do amor de Jesus
E hoje parabenizamos
Pois é Deus que te conduz
Que seja a tua verdade
Deus, Cristo e Caridade
Tua bandeira que emana
Dando-te norte e missão
Ó nobre Federação
Espírita Paraibana!

LUIZ É LENDA E CULTURA, SEU LUIZ, REI DO BAIÃO



por Merlânio Maia

Deus mandou Luiz Gonzaga
E ele nasceu no Sertão
Sua genialidade
Inventou Forró, Baião
E a música de qualidade
Que de cidade em cidade
Divulgou com precisão
Lutou criando a estrutura
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!

E foi a cento e três anos
Que este espírito genial
Nasceu no sertão agreste
Com uma missão real
E aquela sanfona branca
É quem de fato alavanca
A cultura da nação
Vindo da alma mais pura
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!

Toda música brasileira
Luiz influenciou
Fez escola em todo canto
E o seu canto entoou
E até hoje onde se vê
Acordes da MPB
Tem algo de Gonzagão
Luz que na história fulgura  
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!

Seu canto encantou o mundo
Transcendeu o seu país
E o planeta inteiro canta
Os baiões de seu Luiz
Por isso homenageamos
E a sua memória honramos
Entre poesia e canção
Luiz Lua inda figura
Luiz é lenda e cultura
Seu Luiz, Rei do Baião!


terça-feira, 7 de julho de 2015

LIMEIRIANDO

por Merlânio Maia


A POESIA NORDESTINA
HERANÇA DE TANTOS POVOS
MISTURA ANTIGOS E NOVOS
COM A FORÇA QUE SE DESTINA
SUA LUZ NOS ILUMINA
NOSSA FALA É FAVO E MEL
É UMA CANTIGA A GRANEL
QUE DIVERTE E CONTAGIA
NÃO HÁ MAIS BELA POESIA
NADA SE IGUALA AO CORDEL


NUMA PELEJA ZÉLIMEIRIANA
Roubei jegue de cigano
Bebi sangue de chourisco
ET me levou num disco
Foi mil anos num só ano
Voltei e mudei de plano
Frequentei Bordel de crente
Dei tabefe num Tenente
Quem não creu inda vai crer
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Fiz a casa de taboca
Dancei côco em Bagdá
Vi Saddam Husseim por lá
Beijando Bush de "cóca"
Armei minha sóca-sóca
Com medo de um ser vivente
Que na trazeira da frente
Tinha um corte e deu pra ver,
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Se num fosse já seria
Se deixasse tava lá
Um pra ali outro pra lá
Coivara de água fria
Coragem da covardia
Enterro dum ser vivente
O ateísmo do crente
Direito que é dever
PODE SER PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

A disposição do medo
O norte que há no Sul
Tabuleiro no paul
Quando é tarde no bem cedo
Começo sem fim de enredo
Traseira que vem na frente
Gelo fino, grosso e quente
Miséria que há no ter
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Tirei sangue de um vampiro
Ao deitar fiquei de pé
Um mudo falou com fé
- Vi aleijado dar giro,
E defunto deu suspiro!
Tão igual que é diferente
Traseiro posou pra frente
Munganga pra cego ver
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

INIMIGO OCULTO


José Martí já dizia:
É triste não ter amigos
Porém é mais triste ainda
Quem nunca teve inimigos
Aqueles que não os tem
Nada construíram além
Nem nunca fizeram o bem
Não são joios, nem são trigos!

O inimigo declarado
Me produz grande respeito
É verdadeiro e direto
E age claro do seu jeito
Mas aquele falso amigo
Representa tal perigo
É o mais torpe inimigo
Causa-me asco o sujeito!
(Merlânio Maia)

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FILTRO DE BARRO


FILTRO DE BARRO
Merlânio Maia

Quem foi de ti o inventor,
Meu nobre Filtro de Barro?
Foi cientista, foi doutor?
Quem inventou este jarro,
Que o filtro aproveitou
E a solução encontrou
Mudando o nosso destino
Nos dando a água mais pura?
Esta nobre criatura
Filho da nossa cultura:
É o Artesão Nordestino!!!


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

OS DE ÉTICA IMORAL

OS DE ÉTICA IMORAL
Merlânio Maia

Ouvi a verborragia
Viscosa dos infelizes
Evocando uma moral
Que lhes falta e seguem crises
Esses que a cada manhã
Usam negra alma vilã
Corruptos no seu viver
Satânicos do cotidiano
Espectros de ser humano
Ansiando o pleno poder

Quem são? Gritam obsessos,
Quais os fautores do mal?
E aponto a alma de um povo
Cuja ética é imoral
Na ânsia de se dar bem
Tais duendes são também
Muitos que infestam praças
E apontando o mal alheio
Esquecem no devaneio
Seu espírito de trapaças!
(Merlânio Maia)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

OS DOIS JESUS

OS DOIS JESUS
Merlânio Maia

Será que Jesus nasceu
Na manjedoura do peito
Que chamamos coração?
Ou é apenas sujeito
Da fanática adoração
Que justifica a ação
Da distância do Amor
Ritual de torpe altar
Só para justificar
Um sofisma salvador?

Jesus é apenas o ídolo
Inerte e silenciado?
Ou sua mensagem é o norte
Mais seguro a ser buscado?!
É o tal Cristo distante
Que limpa o pecado diante
De expressões faciais
Teatralmente cumprida?
Ou sua mensagem é vida
Que provoca ações de Paz?

Dois mil anos se passaram
E pelos povos cristãos
Jesus é sempre abusado
Em atos vis dos irmãos
Uns vendem sua memória
Outros abusam da glória
De prendê-lo ao financeiro
Evocam seu nome santo
E há leilões em todo canto
Não só por trinta dinheiros!!!

Seu nome vale pra os ricos
Ficarem milionários
Tudo que ele condenou
Distorcem os tais sicários
Aos pobres e às viúvas
Jogam as cascas das uvas
Extorquem o óbolo e o riso
Sua palavra é insana
Vestem-na em ouro e grana
E matam se for preciso

Enquanto Jesus tão simples
Que exala Perdão e Amor,
Da manjedoura e da gruta
Mestre, símbolo redentor
De humildade e inclusão
Há um outro Jesu$ cifrão
Que vende a alma ao consumo
Que fanático faz a guerra
Que grita, esbraveja e berra
Para que a Paz vire fumo!

É o Jesus do capital
Qual Midas da maldição
Toca e tudo vira morte
Basta que ele ponha a mão
E é bem este o cultuado
Pela mídia é entronado
Gerando dor e violência
Cria as pestes mais modernas
Que faz dos lares cavernas
De vício, morte e demência!

Quando é que a humanidade
Se livrará desse mal
E beberá nas verdades
Do Amor Universal?
Quando nascerá o conceito
Da manjedoura no peito
Do Jesus de amor fraterno,
Da inclusão, da alteridade,
Do Evangelho da verdade,
Jesus simples, Mestre Eterno?!



sábado, 20 de dezembro de 2014

RECADO

RECADO
Merlânio Maia

Se você cair do galho
Eu não vou mais segurar
Nem me agacho e nem me bulo
Eu nem vou me aboletar
Cada um faz sua escolha
Fique dentro dessa bolha
Não tenho tempo nem gosto
Eu vou é me aconselhar
Na água que corre pro mar
O teu sol já nasce posto!

Quem me perde perde muito
Que é de águia o meu olhar
Tua malandragem é burra
Não vê o tempo passar
Que serão teus amanhãs?
Só de lembranças malsãs?
A solidão já rodeia
Como a tantos rodeou
O teu relógio parou
Onde o idiota vagueia!

Segue a rota rota e triste
Dos que pensam egoísmos
Quem você é não resiste
A verdade dos abismos
Não trago ódio nem mágoas,
Pois navego noutras águas,
Noutro tempo, noutro mundo,
Lá onde o afeto afeta
Sou viajor, sou poeta,
Da Luz eu sou oriundo!